Upside Down - Seddie
28 Capitulo 28 - Sated parte 02
Notas iniciais
Freddie esticou o braço e acariciou seu membro que está duro de novo e apoiado em sua barriga.
— É isso o que você faz comigo. Você me deixa com tanto tesão que chega a doer. — Ele disse baixo.
Sam sentiu suas bochechas ficam vermelhas e ela mordeu seu lábio inferior.
— Acha que consegue de novo? — Ele perguntou erguendo a sobrancelha.
Sem dizer uma palavra, Sam subiu em Freddie, montando em seus quadris e esfregando sua intimidade para cima e para baixo nele. Sua confiança e conforto com o sexo continuam a surpreendê-lo. Ela sabia o que queria e não tem medo de ir atrás.
— Eu não tenho mais camisinha, na verdade achei aquela por acaso. — Freddie disse beijando seu pescoço.
— Tudo bem... — Sam disse sem muita paciência, quando ela entrou para o leilão era obrigatório que ela tomasse algum contraceptivo, então por força do hábito ela nunca parou. — Eu tomo anticoncepcional. — Ela disse.
— Ah e agora você diz isso? — Disse ele surpreso.
Sam revirou os olhos.
Freddie quase riu de seu desespero, ele agradeceu aos céus por ela estar gostando de fazer sexo...
— Vem coloca. — Pediu ele.
Ela se levantou, posicionando-se em sua vagina e começou a abaixar devagar. Desta vez ele entrou nela com mais facilidade, seu calor sedoso o envolveu lindamente. Desacostumado a sentir-se tão fora do controle, ele deixou suas mãos inúteis em seus quadris e permitiu que ela assumisse o controle do movimento. Freddie observou seus olhos azuis vidrados nos dele, algo em seu peito se apertou como se fosse explodir. Ele nunca havia experimentado uma sensação de confiança tão completa. Era estonteante. Ela havia voltado para ele, havia acreditado nele e então entregou-se totalmente.
— O que eu faço agora? — Perguntou ela, balançando em cima dele.
— Você nunca andou de cavalo antes? — Freddie perguntou com um sorriso insolente em seu rosto.
Ela apenas deu um tapinha em seu peito parando as mãos ali e começou a se movimentar, lançando-lhe um sorriso sensual.
— Assim? Tá bom?
— E como. Adoro isso.
Ela riu.
— Desta vez não está doendo.
Freddie sabia que havia doído, mas ela apenas continuou negando. Ele franziu a testa.
— Você devia ter me dito que doeu.
— Ah tá, e agora a gente estaria jogando cartas. — Ela sacudiu a cabeça, ainda concentrada em se mexer em cima dele.
Era extremamente difícil para Freddie se concentrar em na conversa com sua intimidade quente apertando seu membro. Então ele resolveu beijá-la, tornando tudo ainda mais intenso.
— Eu queria, Freddie. Eu queria transar com você desde o começo.
— Eu também — Admitiu ela. — Mas estou feliz por termos esperado.
— Eu também — Disse ela.
Apesar de Freddie não conhece-la a anos, existia uma conexão intensa e profunda entre eles. Um tipo de conexão que Freddie nunca tinha experimentado antes.
Os dois estavam na mesma sintonia, sem querer mais nada entre eles. Ele estava vagamente consciente de que precisava tomar alguns cuidados em relação a ela, principalmente no sexo, e métodos contraceptivos, mas sua cabeça não estava funcionando claramente quando o assunto era ela.
Olhando para ele com seus intensos olhos azuis, Sam rebolou em seu colo e soltou um suspiro feliz.
Sempre que ela se mexia, Freddie sentia uma forte eletricidade tomando conta de seu corpo. Era uma sensação tão poderosa que o deixava sem fôlego. Ele antes nunca havia entendido a expressão fazer amor, ou como aquilo era diferente de fazer sexo, mas, neste momento, talvez ele estivesse entendendo. Ele entendia completamente. Era um ato lindo. Era por isso que ele estava esperando. Isso. Eles. Cara a cara. Apenas emoção pura e a explosão doce.
Sam gemeu, com as pernas levantadas em volta de seus quadris.
Seu pescoço estava vermelho e apesar de estarem na água gotas de suor estavam se formando em sua testa.
— Tudo bem? — Pergunta, balançando para a frente. Intensificando as sensações dentro deles.
— Tudo ótimo. Quero tudo — Ela disse ofegante, colocando os lábios em seu pescoço.
Ele deu mais um impulso entrando fundo nela, Sam mordeu os lábios e fechou os olhos. Ele a sentiu ficar rígida. Ela respirou fundo, inalando profundamente e soltando um gemido meio esganiçado. Seu calor tomou conta dele, e ele a sentiu apertar seu membro dentro dela. Ela estava tremendo, e ele sabia que estava muito perto, mas precisava cuidar dela antes de se entregar.
Os gemidos baixinhos de Sam ficaram mais rápidos e ele sabia que ela estava quase lá.
— Isso mesmo, Sammy.
Ele sentiu o suor escorrer em sua própria costa, porque lutar contra o seu orgasmo chegava a ser doloroso. Ele continuou se movimentando até sentir seu maxilar ficar rígido. Ela se apertou em volta dele novamente, com seu corpo em espasmos violentos enquanto gozava.
Freddie emitiu apenas um último gemido mais alto. Apesar de estar ofegante. Ele a envolveu em seus braços e ela se agarrou a ele. As piadinhas e deboches pararam então ele supôs que dessa vez ela se esgotou ou então dormiu, Freddie, estava genuinamente feliz.
Era aterrorizante, mas não trocaria essa sensação por nada no mundo.
Eles não fizeram nada por um tempo então de repente Sam o encarou com seus grandes olhos azuis. Ela levantou-se o tirando de seus devaneios, e foi até o chuveiro. Enquanto Freddie a observava.
— Eu só preciso comer alguma coisa e dormir pelos próximos três dias? — Ela disse enquanto se ensaboava embaixo do chuveiro.
Freddie soltou uma risada. Ele não sentia fome, estava exausto só queria dormir, amanhã era o dia em que ele voltaria para o escritório e precisava dormir, mas Sam nunca estava saciada quando se tratava de comida pelo menos.
Freddie finalmente levantou-se e juntou-se a ela no chuveiro. — Você ainda vai descer para comer? — Ele não estava acreditando.
Sam pegou a esponja o virando de costas e passando nele.
— Claro, e você vai comigo. — Ela avisou.
Freddie fez um lamento baixo.
— Eu preciso de ajuda para trazer tudo.
— Eu vou dormir Sammy, não come muito senão você vai passar mal... — Ele disse tentando convencê-la a desistir dessa idéia. Sam terminou de ensaboá-lo e ele foi se enxaguar.
— Eu vou comer apenas o suficiente. — Disse ela saindo do chuveiro e se enrolando em uma toalha.
Freddie revirou os olhos, saindo em seguida.
Ele foi em direção ao closet. E vestiu uma calça do pijama. Ele estava bocejando então sentiu a garganta seca e gritou para Sam levar um copo de água quando subisse, mas quando se virou viu que ela não estava mais no quarto.
Ele desceu alongando seus músculos, a banheira não era tão confortável assim.
Encontrou Sam na bancada com um sanduíche e um copo grande de coca cola. Ele ficou parado a olhando comer, era engraçado como Sam era diferente de todas as garotas com quem ela havia estado, ela não possuía nenhum pudor para essas coisas. Quando ela notou sua presença sorriu e ele aproximou-se a beijando na bochecha e indo até a geladeira pegando uma garrafa de água Voss em longos goles. Ele estava morrendo de sede e nem havia percebido.
— Por que você não pediu? Eu teria levado. — Sam disse.
— Eu pedi. Mas acho que você não ouviu. — Disse ele.
— Eu já to terminando. — Ela disse.
— Tudo bem, eu te espero. — Freddie disse pegando outra garrafa para levar até o quarto.
Ela assentiu dando a última mordida. Sam deu um último gole na coca cola e o chamou. Eles subiram de mãos dadas. Mas na porta do quarto Sam soltou sua mão, parando.
— Eu posso ir para... O quarto de hospedes, se você quiser. — Sam estava em dúvida.
Freddie a encarou como se ela tivesse uma segunda cabeça.
— Eu achei que estivesse tudo bem entre a gente... — Ele disse.
— Sim está, mas como a gente fica? A gente tá namorando ou amigos... Que tipo transam? — Ela perguntou insegura. Tudo era novo para Sam principalmente se tratando de relacionamentos, ela preferia esclarecer tudo entre eles.
— Sam... Eu não sabia que você era do tipo romântica? Você quer um anel ou algo assim? — Ele perguntou com um sorriso divertido nos lábios, para ele era obvio que eles estavam juntos. Talvez até mais do que namorado e namorada.
Ela revirou os olhos. — Não é isso...
— Sim, Samantha Puckett, estamos namorando ou como você quiser rotular. Mas sim estamos juntos, achei que não houvessem mais dúvidas, amanhã traga suas coisas para cá novamente, aliás que nem deveriam ter saído.
Sam sorriu, indo até ele e o beijando. Um beijo simples comparado aos beijos que haviam dado antes.
— Tudo bem, eu vou me vestir então. — Ela disse indo até o closet dele, ele sabia que era para pegar uma de suas camisas.
— Eu não disse nada sobre você não poder dormir pelada. — Ele brincou deitando na cama.
— Cala boca Benson. — Ela disse do closet.
Freddie a viu dar a volta na cama e deita-lo ao seu lado, ele a puxou para mais perto... E assim ficaram até as respirações ficarem calmas e lentas, eles teriam uma boa noite.
oOo
Quando Sam acordou, Freddie já não estava mais na cama. Olhando para o relógio ela viu que já era nove e dez. Sam lembrou-se que ele havia mencionado que voltaria para o trabalho aquele dia. Com vontade de vê-lo antes que ele saísse para o trabalho, ela pulou da cama escova os dentes e desceu as escadas usando apenas a camiseta dele, com a qual dormiu. A sensação suave da camisa de algodão em sua pele a lembra de vários detalhes da noite anterior. Um sorriso feliz forma-se em seu rosto.
Ela o encontrou na cozinha, vestindo um terno escuro, camisa branca e gravata azul-marinho. Ele ainda estava descalço. E estava delicioso. Talvez ela quisesse apenas ele para o café da manhã.
Ele olha para ela e coloca o telefone celular em cima da ilha.
— Que bela visão.
Ele passou os olhos pelas curvas visíveis embaixo da camiseta e depois por suas pernas.
— Vem cá.
Esse simples pedido já deixa seu corpo excitado. Ela atravessou a cozinha e parou em frente a ele.
— Você dormiu bem? — Ela pergunta, esticando o braço para arrumar sua gravata.
— Dormi como uma pedra. — Ele beija sua testa. — Graças a Deus você voltou.
O toque dos seus lábios em sua testa acende algo dentro dela e só aquilo não era o suficiente ela senta em seu colo passando os braços em volta de sua cintura e respirou devagar, enquanto ele a puxou para seus braços e a segura com força. Vê-lo todo vestido, de terno e gravata, a deixa com vontade de bagunçar seu visual, tirar sua roupa e fazer safadezas ali mesmo, na cozinha.
— Você bem que podia, adiar sua volta pro escritório hoje... — Ela disse virando cabeça e sussurrando em seu ouvido, deixando as palavras pairarem entre eles.
Freddie formou um sorriso brincalhão no rosto. E ela sente ele descer a mão para sua bunda, o contato visual entre eles era hipnotizante.
— Puta merda, Sammy...
Ela brincou com a ponta da minha camiseta e o viu olhar para baixo. Ela sentia-se tão sexy, e estava usando apenas uma camiseta cinza e velha. Quando sua mão apertou sua bunda, ela fechou os olhos para reprimir o gemido, ela fez menção de levantar a camisa para facilitar, mas Freddie de repente limpou a garganta, parecendo desconfortável.
— O que foi? — Ela perguntou se endireitando.
Ele soltou um suspiro.
— O Nevel está aqui. E a Cat também.
— Quem é Cat? — Sam perguntou curiosa.
— É minha assistente, amor. — Ela sentiu um arrepio quando ouviu ele a chamando de amor, mas ela não reclamaria. Uma onda de decepção invadiu seu corpo e ela quase soltou um gemido de frustração.
— Vou me vestir. — Ela disse e o deixou na cozinha.
O relacionamento deles era algo relativamente novo e apesar de ser algo que as pessoas esperavam, era melhor não chamar atenção para isso agora e ela não sabia se poderia confiar nessa Cat, então queria estar pelo menos usando uma calcinha quando a conhecesse. Mas não fez questão de tirar a camiseta dele. Só colocou suas peças íntimas e um short antes de voltar para o andar de baixo.
Quando voltou para o andar de baixo encontrou Freddie já calçado conversando com Nevel e uma garota ruiva que ela supôs ser a Cat.
— Finalmente! — Disse Nevel. Mas ela nem teve tempo de focar nisso direito.
A garota sorriu e acenou quando a viu. E a abraçou quando Sam se aproximou.
Sam olhou para Freddie silenciosamente pedindo socorro. E Nevel encarava a cena incrédulo.
— Catherine, o que nós conversamos sobre abraçar pessoas que não temos intimidade? — Freddie disse como se estivesse falando com uma criança.
— Me desculpe, Sam é que o senhor Benson fala muito de você. Acho que podemos ser amigas, eu sou a Cat. — Ela disse fazendo menção de abraça-la de novo. Mas Sam estendeu a mão para um aperto de mãos, achando aquela garota estranha.
— Pronto para o trabalho, chefe? — Ela deu um largo sorriso para ele.
Freddie deu um selinho em Sam e seus olhos pediram silenciosamente para que ela deixasse pra lá, e depois virou-se para Cat.
— Na verdade, não. Não sei como aquele escritório deve estar por ter me ausentado tantos dias.
— Poderia estar pior, mas o senhor Gibson deu conta do que o senhor não resolveu por ligação ou vídeo chamada. — Ela disse até parecendo bem eficiente. — Preciso apenas colocá-lo a par da reforma para a casa da piscina.
— Que reforma na casa da piscina? — Sam perguntou.
Freddie ia falar, mas a ruiva interrompeu. — Uma das bombas quebrou e a casa da piscina ficou alagada. E o senhor Benson queria mudar a decoração de lá que era... Duvidosa.
Cat sorriu, e Freddie lançou a Sam um olhar de compreensão.
Freddie passou a palma de sua mão em volta da dela, um gesto para acalmá-la e tranquiliza-la. — Foi... A Missy quem decorou. — Disse ele.
Sam não disse nada. Até por que Nevel parecia impaciente querendo conversar. Ela os acompanhou até a porta e Freddie lhe deu um beijo antes de sair e Cat acenou sorrindo. — Adorei conhecer você Sam, espero que possamos fazer algo qualquer dia. — Sam sorriu pensando nem morta, mas ela lhe lembrava um pouco Carly, e ela não pareceu odiá-la, então talvez... Sim. Eles saíram pela garagem e pegaram a estrada até eles desaparecerem da sua vista.
Ela deu um suspiro e fecha a porta, e não pode deixar de pensar que iria levar algum tempo para se acostumar com essa sua nova vida.
— Primeiro de tudo, o loiro tem que voltar... — Nevel avisou, a tirando de seus pensamentos.
— Você não gostou? — Ela perguntou para provocar o amigo.
— Você sabe que é contratual, tenho umas três campanhas agendadas para você e a modelo tem que ser loiraaaaaa. —Nevel disse, sentando-se no sofá. — Como você está? Pelo visto ótima, os beijos em público... Esse ai não tá mais disponível. — Continuou triste.
Sam sorriu, adorava Nevel, apesar de seu gênio difícil. — Eu estou bem, por enquanto tudo foi resolvido, você veio aqui só me ver? — Sam perguntou quase emocionada.
— Sim, além de colocar os papos em dia. Vim ver com meus próprios olhos a mudança. — Ele disse pegando em seu cabelo...
Sam revirou os olhos.
— Essa semana resolvo isso...
— Acho bom mesmo. — Nevel começou a tagarelar, a atualizando de tudo enquanto ela estava fora, o mundo da moda era bem badalado, eles conversaram por mais ou menos uma hora enquanto Sam tomava café até que Nevel anunciou que tinha um compromisso e a fez prometer que ela iria até ele assim que ela pintasse o cabelo. Quando ele foi embora, Sam subiu para tomar banho. Ela iria ligar para irmã depois disso e não via a hora de contar as novidades....
oOo
Como empresário bem-sucedido que dirigia duas empresas, acostumado a lidar com altos executivos e a negociar com concorrentes ferozes, ele chegou a achar engraçado o que uma garota, usando apenas sua camiseta, conseguia fazer com ele. Enquanto Cat lia sua agenda em voz alta ele seguiu pensando em Sam, como sempre.
Então enviou a ela uma mensagem de texto.
“Já estou com saudades.” Sua resposta foi quase imediata. “Hahaha e eu estou com mais.”
Ele sorriu e respondeu. Você quer sair hoje à noite?
“Eu não sei, pensei em algo mais caseiro hoje...” Freddie percebeu na hora o significado oculto daquela frase.
“Parece que alguém gostou muito de sexo...” Ele disse por fim recebendo um emoji safado de Sam.
A resposta dela o fez rir.
—Posso confirmar a reunião com os acionistas ás 15h? — Cat perguntou o tirando de seus devaneios sobre o que eles fariam quando ele chegasse em casa.
Freddie deu um suspiro. — Tem que ser hoje?
— Sim, o senhor não estava na última, isso gerou certa insatisfação. — Cat disse fazendo anotações.
— O Gibby estava lá o que mais eles querem? — Freddie perguntou irritado.
— Não sei, mas temo que esse seja o menor dos seus problemas, o seu advogado do divórcio ligou, e parece que não conseguiu contato com a sua... Hm... Esposa?
Freddie massageou as têmporas, só poderia ser uma brincadeira, aquela vaca egoísta, havia infernizado a vida dele por anos para que ele assinasse aquela merda, e agora ela sumiu?
— Me lembre de ligar para ele assim que chegarmos lá no escritório. — Freddie disse. Ele teria que localizar Missy também e precisava ver se o detetive particular havia achado alguma prova dela traindo ele para anexar ao processo.
Quando chegaram ao escritório Freddie foi direto para sua sala, e avisou que não queria ser incomodado ele precisava aprovar alguns protótipos, ele até conseguiu se entreter com seu trabalho por um tempo, até ouvir as batidas que só poderiam ser de Cat na porta de sua sala.
— Cat o que foi que eu disse? — Ele disse quando sua secretária entrou, já com uma expressão apologética no rosto.
— Desculpe senhor Benson... Mas Patrice Kalek está aqui e ela insiste em falar com o senhor, eu não sei mais o que fazer, ela me dá medo! — Cat disse alarmada.
— O que? Que inferno? Pra que? Por que você não disse que eu não estava? — Freddie perguntou tão alarmado quanto Cat, ele poderia ter tido alguma ideia do por que ela havia ido lá, Patrice sempre pareceu interessada nele, até mesmo quando ele era casado com Missy, e bom Sam havia batido nela.
— Eu não sei! Ela disse que não falava com a criadagem? O que isso pode significar? E além disso as paredes são de vidro! Ela consegue ver nossas silhuetas através dele. — Cat avisou.
Freddie lamentou o dia em que escolheu essas paredes de vidro fosco, parecia uma boa ideia no começo e ficaria bonito esteticamente. Mas agora ele se arrependia amargamente. Ele quis se chutar por dentro.
— Tá, manda ela entrar depois de quinze minutos você entra e diz que temos uma reunião pra ir. — Freddie disse, sabia que se não recebesse Patrice ela continuaria indo lá todo dia até falar com ele.
Cat assentiu e saiu praticamente correndo, e antes mesmo que Cat sequer fechasse a porta ao sair Patrice entrou, com um sorriso enorme e uma roupa um pouco inapropriada para aquela situação ou hora do dia. Freddie se assustou, mas não deixou transparecer.
— Pode... Entrar? — Freddie disse.
— Oi Freddinho, quanto tempo? — Ela disse fazendo menção de se aproximar para abraça-lo, mas Freddie fingiu uma tosse pedindo que ela se afastasse.
— Eu tô um pouco gripado, melhor você manter distância. — Ele disse. — Patrice eu to meio sem tempo. Você veio...?
—Você esqueceu bobinho? Meu pai é um dos acionistas, vim representar ele na reunião de hoje. — Ela anunciou animada.
Freddie olhou para ela confuso, se perguntando como isso aconteceu, ele ficava fora uns dias e quando voltava, o mundo estava caindo em sua cabeça.
— A reunião é só ás 15h Patrice. — Freddie disse nervoso, já tentando imaginar como se livraria disso.
— Eu sei, mas pensei que poderíamos fazer companhia um ao outro até lá. — Ela disse com a voz manhosa.
Isso só pode ser um pesadelo, pensou ele. — Agradeço Patrice, mas eu tenho, mais o que fazer. — Ele disse tentando não ser mal educado, mas aquilo parecia inacreditável.
— Ah Freddinho por que você está tão mal humorado, eu te faço esquecer daquela garota rapidinho. — Patrice disse cruzando as pernas.
Isso foi o suficiente para que Freddie se levantasse. — Patrice sério, por favor, eu não tenho tempo pra isso, e Sam e eu estamos juntos, então arrume outra pessoa para... Lhe fazer companhia. — Ele disse já sem paciência. Saindo de sua sala. Ele nem olhou para a cara dela, mas ele realmente tinha problemas maiores.
Cat estava distraída digitando no computador. E quando o olhou, arregalou os olhos. Ela havia esquecido. Freddie revirou os olhos.
— Vamos Cat. — Freddie disse. — Patrice você sabe onde é a saída, e diga ao seu pai para não mandar mais representantes se não ele estará fora do conselho. — Ele saiu andando, quando ouviu a voz ao longe dizendo. “Não pense que isso acabou aqui.”
Ele deu um longo suspiro continuando a andar. Ele e Cat ficaram na sala de Gibby até que se certificassem de que Patrice havia ido embora. O dia se arrastou enquanto pensava na noite que teria com Sam.
Já no período da tarde após a reunião com o conselho. Os amigos de Freddie apareceram e o surpreenderam ao lhe levar almoço. As coisas estavam tão corridas que ele havia adiado os almoços semanais deles. E aquele dia eles não o deram opção, invadiram seu escritório com Cat correndo atrás deles, desculpando-se.
— Eles simplesmente entraram, senhor. — Disse ela, parecendo preocupada.
— Tudo bem, Cat. — Ela podia ser daquele jeito, mas era a melhor assistente que ele já teve e Freddie não iria implicar com ele pela interrupção.
— Você precisa comer. — Spencer disse, segurando um saco de comida japonesa de um dos seus restaurantes preferidos. — E eu preciso que você me conte o que está acontecendo com você e a Sam. — Ele deveria ter ido até a França com ele, mas não pôde, então talvez ele devesse contar a ele o que estava acontecendo.
— Tem sushi de atum picante aí dentro? — Freddie perguntou.
Ele balança a cabeça e começou a retirar as caixas de comida. Freddie se junta a ele, Brad e Gibby na grande mesa de mármore no centro de seu escritório.
— Então me atualize, Brad não contou nada. — Gibby disse dando um soco no braço de Brad que estava com a boca cheia de sushi.
— A Sam voltou para casa. — Ele confirmou.
— Boa. — Gibby disse lhe dando um hi-5.
O sorriso largo de Spencer ao ouvir isso iluminou todo seu rosto. Ele sempre deixava muito claro o que estava sentindo. E gostou de Sam logo de cara. Era possível ver cada pensamento que passava em sua cabeça.
— E a Missy? — Perguntou Brad, parando de comer finalmente. Os amigos de Freddie o aconselhavam a se divorciar a anos. Spencer mesmo, era praticamente um pai para ele.
— Assinei os papéis. — Freddie comunicou aos seus amigos.
Spencer deu um pulo e ficou em pé.
— Puta que pariu! Precisamos de um champanhe muito bom para comemorar. — Brad diz, pegando o celular.
— Sente-se — Freddie resmungou, mas não conseguia esconder o sorriso torto que surgiu em sua boca.
— Sim, sim, eu sei. Já passou da hora. — Freddie disse.
— Estou tão feliz por você ter a Sam em sua vida. —Spencer diz, pegando um rolinho primavera.
— Ei vocês trouxeram almoço pra mim ou pra vocês. — Reclamou Freddie.
Era óbvio que ele atribuiu a presença dela em sua vida a essa mudança. E, claro, ele estava certo.
— Precisamos comemorar, cara. De verdade — Gibby disse.
— Não é uma péssima ideia. Uma grande festa para celebrar a sua liberdade daquela cadela — Disse Brad.
— Parem com isso. Assinei os papéis e enviei-os ao meu advogado. E esta é a comemoração. E além do mais qualquer festa para vocês é pelo menos umas cem pessoas, buffet, decoração e eu quero dar tempo para a Sam se acostumar...
— Freddie você sabe se a Cat está solteira? — Brad, perguntou enfiando um pedaço de sushi na boca.
— Como é que vou saber?
— Ela tem uma cara de safada na cama. — Ele sorri.
Freddie colocou seus hashis na mesa.
— Chega Brad. Não se meta com minhas funcionárias. Por que é tão difícil para você entender isso?
Ele revirou os olhos.
— Que merda, cara. Você é pior do que uma mulher. Primeiro você me xinga por tentar ficar com a Melanie, irmã da Sam, e agora você fica resmungando por eu reparar na bundinha da Cat.
Spencer e Gibby começaram a rir. As brigas entre Freddie e Brad eram algo comum.
— Não estou resmungando, estou dizendo que conheço suas habilidades como conquistador e não quero que você se meta com as duas mulheres do meu círculo de amizades que eu não gostaria que ficassem caidinhas por você e que depois viessem chorando atrás de mim. Eu conheço o seu passado com as mulheres, idiota.
Gibby se intrometeu, defendendo-o.
— Ele está certo, babaca, você não estava saindo com a Wendy? E além do mais seu recorde é zero e o que, cem?
— Que diabos isso quer dizer? — Brad parou de mastigar.
— Você teve zero de sucesso em relacionamentos monogâmicos e mais de cem parceiras sexuais — Explicou Spencer.
Brad encolheu os ombros.
— Parei de contar quando cheguei nos três dígitos.
Freddie o repreendeu. — Ouça, seu babaca. Já falei. A Cat trabalha para mim, por isso não se meta com ela. E, com relação a Melanie, ela tem câncer. Ela não precisa de mais nenhum estresse em sua vida causado por alguém que vai trepar com ela uma vez e então desaparecer. Sem falar que ela é a irmã da minha garota. Se você a deflorar e então desaparecer, eu vou ter que lidar com as consequências.
Ele ficou chateado, afundando cada vez mais em sua cadeira, mas não retrucou.
Spencer e Freddie trocaram um rápido olhar de triunfo.
Freddie não fazia a menor ideia se Melanie era virgem, assim como Sam quando ele a conheceu, mas não fazia diferença. Ele conhecia Brad e não queria ele perto dela. O histórico dele com mulheres era deplorável.
— A Sam ainda é virgem? — Brad perguntou, erguendo a sobrancelha.
— Um cara nunca conta... — Freddie disse enchendo a boca de sushi.
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