Upside Down - Seddie

25 Capitulo 25- Because of you.


Notas iniciais
Oi gente!! Vim aqui trazer mais um capitulo para vocês e queria dedicar a leitora SeddiamenteMaravilhosa, que fez uma lindíssima recomendação e eu agradeço de verdade, vocês não sabem o quanto que isso significa para mim!! Eu amo escrever a fic e ter esse tipo de reconhecimento aquece meu coração de verdade, muito obrigada a todos os leitores de verdade!! Boa leitura! Beijos!!

Sam havia ido a Los Angeles para pegar seus pertences na mansão e para encerrar o assunto com Freddie, ouvindo o que quer que ele quisesse lhe dizer. E agora se viu mudando suas roupas de seu closet para o quarto de hóspedes no final do corredor, que tinha cheiro de fios de algodão e móveis lustrados.

A cama estava coberta de lençóis roxos e a mobília era moderna e branca. Um grande espelho estava pendurado na parede e havia candelabros de parede nos dois lados da cabeceira estofada da cama.

Abrindo as cortinas brancas que escondiam as grandes janelas ela olhou para a piscina abaixo. Foi impossível não sentir um arrepio e abraçar sua barriga. Ela não chegaria perto daquela piscina de novo tão cedo, pensou enquanto fechava as cortinas, bloqueando sua visão. Só em ver a água azul cristalina brilhando à luz do Sol já sentia uma dor fresca, e humilhação ao se lembrar do olhar frio de Missy e de seu tom gélido ao lhe informar, sem nenhuma insegurança, que ela era a esposa dele.

A palavra “esposa”, relacionada a Freddie, não soava bem. Principalmente vinda da boca daquela mulher. Sam nunca podia imaginá-lo com alguém como ela. Eles simplesmente não combinavam. Bom pelo que havia conhecido dele. Ela não pode deixar de se perguntar se ela ao menos o conhecia.

Mais um bom motivo para continuarem amigos enquanto tentava descobrir isso. Sam definitivamente queria algo a mais com ele. Queria de volta aquela sensação de energia sexual que fluía com tanta facilidade entre eles quando ele está por perto. Mas iria continuar sendo só amiga dele por hora, enquanto andavam por esta estrada tortuosa em que eles se encontravam.

Depois que terminou de mudar suas coisas para seu novo quarto, ela acabou ficando entediada e sozinha. Mas em vez de ir atrás de Freddie em sua casa monstruosa, ela se jogou na cama e ligou para Melanie, do seu celular, que ela havia pego de volta com Freddie depois que ele lhe mostrou os papeis do divórcio e tudo mais, haviam muitas mensagens e ligações, dele, de Carly, Nevel e até de Wendy, ela retornaria todos depois que falasse com sua irmã.

— Oi mana! — Atendeu ela, animada como sempre, como se não tivesse lutado contra um câncer agressivo em estágio quatro nos últimos anos.

— Oi.

Sua força e determinação em viver a impressionavam e, de repente, reclamar para ela do seu dilema com Freddie parecia algo infantil e imaturo.

— O que aconteceu? — Perguntou ela.

— Nada. — A mentira saiu com facilidade de sua boca. — Só que talvez eu fique por aqui por mais tempo do que eu achei que ficaria.

— Sério? O Senhor Sexy, Rico e Maravilhoso já a ganhou de volta?

— Mais ou menos. — Admitiu Sam.

Freddie havia se aberto e se exposto mais do que ela esperava, e isso mexeu com ela.

— Ele propôs que eu continue morando aqui e trabalhando com Nevel.

— E pelo visto você aceitou? — Perguntou ela.

— Vou tentar. — Sam confirma.

— Não a culpo por isso. Eu também não moraria com a mamãe se tivesse outra opção.

Sam e Melanie não mencionavam o fato de que ela não poderia morar sozinha por causa da saúde. Doía em Sam só de pensar nisso.

— Mas ah tenho uma novidade, vi mamãe pesquisando apartamentos na internet. Quando perguntei ela disse que a gente se mudaria para um lugar melhor, sério Sam onde será que ela conseguiu dinheiro será que ela está vendendo drogas? — Melanie perguntou alarmada.

Sam deu uma gargalhada no telefone, foi inevitável. Ela também não sabia onde sua mãe havia conseguido dinheiro, ela não havia transferido dinheiro da casa ou apartamento para ela nem nada. Mas iria investigar.

— Bom, não sei, mas tenho um dinheiro guardado se ela gastar esse com plásticas compre uma casa para você. Sério. — Sam avisou. — Posso resolver tudo daqui, mas não fiquem mais uma semana nesse muquifo.

— Ai é muito bom ter uma irmã que namora um milionário, você já está até falando como ele. — Melanie disse rindo.

Sam revirou o olho. — Cala boca Mel, ele não é mais meu namorado, somos amigos.

— E como vocês estão? — Perguntou ela curiosa. — Me explica isso de amigos?

— Ele disse que somos só amigos, e eu concordei. Vamos fazer as coisas devagar, enquanto ele resolve as questões do passado. — Explicou Sam.

— Parece uma boa ideia até que um de vocês entre esbarrem nas genitais um do outo pela madrugada. — Melanie provocou rindo. — Eu sei que você era feliz aí. Mas o que a fez mudar de ideia? Ele usou o pinto para convencê-la, não foi?

— Melanie! — Sam a repreendeu. — Sempre com o sexo na cabeça.

— Não consigo evitar. É melhor deixar minha cabeça viajar com isso do que com alguma coisa mais mórbida. Pênis me deixam feliz.

Sam podia senti-la sorrir pelo telefone e gostava disso.

— Deve ser uma coisa boa.

— Então... O que você vai fazer com o pênis do Freddie?

— Vou devagar, exatamente como ele sugeriu. Tenho certeza de que isso significa que não vai ter pênis no meu futuro.

— Ai como você é chata. Vou até o Groovy Smooth para tomar uma vitamina.

— O apetite voltou? — perguntou Sam.

— Sim. Logo estarei no meu peso normal.

— Ah, tá. — A ideia de Melanie ficar de qualquer outro jeito que não fosse magra como um palito parecia um milagre. Ela tinha dificuldade para se alimentar e, por isso, problemas com o peso.

— Divirta-se. Eu amo você.

— Também amo você, mas é você quem precisa se divertir. Descubra uma maneira de acelerar o divórcio para que você possa agarrar aquele cara, ou apenas não seja tão rígida ok?

— Pode deixar.

Sam sorriu ao desligar a ligação segurando o telefone em suas mãos por alguns minutos depois de ter terminado a ligação. Depois de organizar seu quarto da melhor maneira que conseguia, e responder algumas mensagens, Carly a ligou imediatamente e ela lhe deu um breve resumo, mas marcaram um almoço no dia seguinte para conversar melhor, ela decidiu procurar Freddie.

Ela o encontrou sentado em um banco, na ilha da cozinha, com o tablet a sua frente lendo os e-mails que enchiam sua caixa postal.

— Estou atrapalhando? — Perguntou a ele, pegando uma garrafa de água na geladeira.

— Claro que não. Você está bem?

Sam balança a cabeça concordando.

— Acabei de ligar para Mel para dizer a ela que vou ficar por aqui.

Ele ficou em silêncio, mas seu comportamento calmo lhe diz que ele está feliz. Em vez de se sentar no banco ao lado dele, ela dá uma volta na ilha da cozinha e fica em pé na frente dele, apoiando os cotovelos no balcão de granito.

Ele riu.

— O que você tem em mente, Sammy? — Freddie disse, e foi tão espontâneo que ela reprimiu o desejo de repreendê-lo por chama-la assim.

Endireitando os ombros e relaxando a testa ela resolve falar.

— Missy e você...

Ela não devia perguntar, estava apenas se torturando, mas não conseguia evitar.

Ela precisava saber, porque ela simplesmente não conseguia imaginá-lo com ela.

— Eu quero saber sobre o relacionamento de vocês. Era como um casamento comum, com todos os prós e contras de um casamento?

Ele aperta um botão apagando a tela de seu tablet e respirando calmamente.

— O que exatamente você quer saber?

— Você morava com ela. Acho que esta casa esteja cheia de lembranças para você, e é estranho para mim pensar em você morando com outra mulher aqui, dormindo junto com ela na cama que eu dividi com você...

— Você tá sendo vaga, o que você quer saber mesmo am... Sammy? — perguntou Freddie se refreando antes que a chamasse por um apelido muito mais carinhoso que Sammy porém inapropriado para a situação em que se encontravam.

— Acho que o que eu quero saber é se... Vocês eram felizes? Missy, no pouco tempo que tive com ela, pareceu ser bastante diferente de mim. Ela era toda dura, afiada e produzida.

— Vocês eram diferentes. Merda, vocês são diferentes, Sam.

Sam gostava de saber que, talvez, o que ele e ela viveram era diferente do que ele viveu com ela.

— Diferentes como?

— Você é tão engraçada, espontânea tem personalidade sabe.

— Detesto o fato de você ter lembranças dela de coisas que nós nunca fizemos. — Sam soltou.

Não tinha mais por que esconder nada dele e ela sabia que ele tinha sacado que ela estava falando sobre sexo, e suas bochechas ficaram vermelhas imediatamente. Ele disse que eles eram apenas amigos, então não tinha por que ele lhe contar nada sobre a vida sexual deles. Ela parecia uma namorada ciumenta, mas não conseguia se conter. Freddie inclinou-se em sua direção, seus olhos escuros a prenderam em seu lugar.

— Você quer saber por que eu só quis fazer sexo oral com você? — Perguntou ele com um sorriso torto.

Sam balançou a cabeça, concordando, ela parecia hipnotizada por ele e pela informação que ele lhe daria.

— Porque isso era algo que Missy e eu não fazíamos.

— Como assim? — Ela ergueu as sobrancelhas.

Freddie riu. — Nunca enfiei meu pau na boca dela. Nem fiz oral nela. Nunca me entreguei completamente quando estava com ela. Todas as vezes em que você e eu estivemos juntos, era só nós dois. Não havia nenhuma lembrança amarga para manchar nosso relacionamento. Aquilo era só nosso.

Suas palavras lançaram uma onda de emoções conflituosas nela. Seu coração bateu forte em seu peito ao se lembrar claramente de seus encontros eróticos.

— Espera ai então como você é tão bom nisso? — Ela tampou a boca rapidamente após ter dito isso.

Freddie riu.

— Você acha que eu sou bom nisso? — Freddie perguntou convencido.

— Pode parar, eu sei o que você está fazendo. — Ela disse mão conseguiu segurar uma risada. — E eu não quero saber. Mas ela não... Por quê?

Ele ergueu os ombros.

— Ela dizia que não gostava do sabor. Claro que foi exatamente isso que a peguei fazendo com o jardineiro. Ela estava chupando o pau dele na biblioteca. E parecia estar gostando, só não gostava de fazer aquilo comigo.

Sam sentiu seu coração se inundar de empatia por ele.

Por mais que ela estivesse brava, estava tentando entender a mágoa profunda e a falta de confiança com a qual ele precisava conviver. Ela notou que ele evitava aquele cômodo. Mas seu coração se acalmou um pouco. E ela gostava de saber que, por mais trivial que parecesse, chupar o pau dele era algo que só ela fazia. No fundo talvez ela entendesse sua aversão à biblioteca também.

— Estar com ela era uma questão de conveniência. Você é uma escolha. Uma escolha que eu quero fazer desesperadamente, se você me deixar.

Suas palavras a balançavam. Ela não devia confiar nele, não depois de ele ter mentido sobre o passado, depois dele tê-la feito acreditar que era solteiro. Mas não havia como negar que uma parte dela ainda o queria.

— Mas você me disse que seríamos amigos.

Sua voz sai fraca. Ele não precisaria de esforço nenhum para lhe convencer de que era melhor que fossem mais do que amigos. O calor pairando entre eles era gostoso e intenso.

— Por enquanto, sim. Quero que você confie em mim de novo. Não vou insistir ainda.

Ainda. Aquela palavra soou alto em sua cabeça. Sam engoliu com dificuldade, tentando decifrar o significado mais profundo por trás de suas palavras. Ele a queria de volta, Sam não tinha dúvidas disso. Então por que diabos ele simplesmente não tinha se divorciado antes e seguia em frente com sua vida? Esses anos esperando que Missy tivesse um surto de consciência parecia demais. Até mesmo para alguém tão teimoso e arrogante como Freddie.

— Sinto muito — Sam disse, mas por não saber mais o que dizer. Ela não tinha certeza do que se desculpar.

Mas era revoltante para Sam pensar naquela vaca de joelhos fazendo com outro homem o que ela nunca quis fazer com ele. Ela deveria estar grata, se não fosse por isso talvez Freddie nunca tivesse cruzado seu caminho, mas ela não conseguia gostar da ideia de vê-lo sofrer, mesmo que por outra.

— Não sinta — Respondeu ele, friamente.

Mas seus olhos contam uma história diferente. Eles estavam sombrios e distantes, como se estivesse lutando para fugir de lembranças amargas que o perseguiam por todos os cantos de sua própria casa.

Sam o deixa com seu trabalho e se vê andando pelos cômodos da casa, chegando na biblioteca. Ela odiava Missy. Ela fez um homem, que era tão doce por baixo de seu exterior sofrido, duvidar de si mesmo e de seus relacionamentos. Sam não visitou muito a biblioteca antes do dia traumático da piscina, mas aquele dia ficou lá olhando em silêncio para aquele lugar por tempo demais.

Ao encontrar Freddie em seu escritório mais tarde, conseguiu convencê-lo a parar de trabalhar e a dormir um pouco. As olheiras embaixo de seus olhos tocam alguma coisa dentro dela, mas ela resiste à vontade de passar seus braços em volta de seu pescoço.

Ele não era dela para que ela o acalmasse.

O caminho até o quarto de hóspedes era longo demais e estranho. Quando entra embaixo dos lençóis frios, começa a pensar no homem do outro lado do corredor.

Notas finais
Esse jardineiro q o Freddie contratou deve ser tipo o Chris Evans ne gente? kkkkkkkkk