Upside Down - Seddie

21 Capitulo 21 - Sorry


Notas iniciais
Espero que gostem e boa leitura!! Estou pensando em criar uma conta no twitter para postar infos da fic o que acham? Me avisem se tiverem, to preparando um conteudo super legal para ser postado lá bjs

"O que você vai dizer no meu funeral, já que você me matou? Aqui jaz o corpo do amor da minha vida, cujo coração eu parti sem que me forçassem a isso”

— Sorry (Beyoncé).

oOo

—Você vai me dizer de onde veio o dinheiro? — Melanie olhou curiosamente para Sam, sobre a borda de sua terceira taça de Chardonnay.

— Freddie. —Sua língua soltou por causa da bebida e ela respondeu sem dar tempo de pensar no que dizer. — Ele e eu tínhamos um tipo de acordo.

— Como você o conheceu? — Perguntou Melanie, com olhar questionador.

— Próxima pergunta.

Sam poderia estar um pouco bêbada, mas isso não a faria contar a ela sobre o leilão. Ela precisava manter alguma dignidade nessa situação vergonhosa. Melanie não tirou os olhos dos dela e tomou mais um gole de vinho, pensativa.

As duas estavam sentadas em um barzinho no saguão de um hotel. Melanie a havia convencido de pintar o cabelo e que elas precisavam de um fim de semana só para elas duas. Sam foi além, fez uma extravagância e as levou para Paris. Então, ali estavam, quase do outro lado do mundo e tudo o que conseguiam fazer era conversar sobre o assunto que a fez fugir. Incrível.

— Que tipo de acordo você pode fazer com um homem para que ele lhe dê meio milhão de dólares, Sam?

Seu tom era acusador. Ainda bem que ela não sabia do restante do dinheiro, que estava guardado na sua conta bancária. Sam sabia que sua família tinha muitas perguntas sobre a origem do dinheiro que pagou pelo tratamento de Melanie, e, até agora, ela não havia dito uma palavra a respeito.

Até agora.

Ela arregalou os olhos ao cobrir a boca com a mão.

— Ah, meu Deus, você era, tipo, a escrava sexual dele? — Ela riu. Suas bochechas queimaram, mas Sam negou balançando a cabeça.

— Acho que seria necessário transar, se esse fosse o caso...

Ela ainda estava rindo, por isso Sam sabia que ela não fazia idéia de que acertou na mosca.

— Não vamos falar sobre o dinheiro, Melanie. Isso não é importante. Freddie quis me dar, e não me arrependo de nada porque o dinheiro ajudou você a melhorar. Por favor, esqueça isso. — Sam implorou.

Pelo menos uma vez a saúde está colaborando, e ela queria aproveitar a viagem com a irmã. Sam não queria nem pensar no nome Freddie Benson. Era doloroso demais.

— Se ele é tão lindo quanto você diz, eu não conseguiria não tirar suas roupas e pular no colo dele. "Ops. Desculpe-me, minha vagina parou no seu pênis por acidente."

Sam deu um sorriso por ela ter mudado de assunto. Claro que o assunto tinha que ser sobre sexo. Melanie não era virgem e era muito mais entendida de sexo do que Sam. As pessoas imaginavam o contrário, mas Sam era cautelosa, cheia de outras responsabilidades enquanto Mel, por ter ficado doente tão jovem, aprendeu a curtir a vida ao máximo. Sam sentia inveja dela nesse sentido.

Sua primeira experiência sexual foi com um garoto no centro de tratamento para o câncer. Ele tinha dezessete anos e ela tinha só quinze, na época. Ela lhe contou todos os detalhes, com um brilho orgulhoso nos olhos. Era inspiradora a maneira como ela não deixava que nada atrapalhasse seu caminho. Ela se inspirou em sua força interior na noite em que ficou em pé no leilão, esperando para ser vendida.

— Sam? — chamou ela, trazendo-a de volta de seus pensamentos distantes.

— Você está bem?

— Sinto falta dele. — Sam admitiu. — Isso é louco, não é?

— Não, não é. É normal quando se termina com alguém, pelo que ouvi dizer.

— Eu não terminei com ele. E não era meu namorado. Ele é casado, lembra?

Sam havia contado quase tudo a irmã, sobre ter morado com ele, sobre a aproximação entre eles e sobre estar pelada na piscina quando a mulher dele chegou em casa em uma tarde. Claro que Freddie tentou segura-la, a encurralando no corredor de sua mansão, que de repente parecia fria e estranha para ela. Sam esperou que ele negasse, que explicasse tudo para ela, mas, infelizmente, era verdade. Missy era a mulher dele. Ele era casado durante todo o tempo.

— Tecnicamente. Mas ainda acho que você precisa ouvir o resto da história. É óbvio que a mulher dele não estava morando lá. Há quanto tempo eles estão separados?

Sam encolhe seus ombros.

— Ele não transava há dois anos.

A não ser que estivesse mentindo sobre isso também. Ela não sabia mais em que acreditar.

— Nossa, é um grande período de secura. E se ele é tão sensual quanto você disse... Não é como se não tivessem se oferecido para ele, certo?

Ela foi uma das que se ofereceu. Sam ficou vermelha, percebendo que praticamente colocou sua intimidade em uma bandeja de prata e ele a recusou repetidas vezes. Isso era o suficiente para baixar a auto estima de uma garota.

— Olhe, tudo bem você sentir falta dele. Tudo bem se sentir confusa.

Ela estica o braço sobre a mesa e segura sua mão. Apesar de ser seis minutos mais jovem do que Sam, Melanie sempre foi muito madura para a idade.

Seu conselho é bem pensado e certeiro.

Ela bebe o restante de seu vinho.

— Mas estamos em Paris, na viagem da nossa vida, só nós duas, e não vamos ficar deprimidas. Vamos nos divertir.

Sim, divertir. Seu coração parece ter passado por um triturador de papéis.

Mas Sam balançou a cabeça e força um sorriso. Melanie estava certa. Esta realmente pode ser a única viagem só delas. Quem sabe o que o futuro reserva. Ela não podia perder tempo sentindo autopiedade. Claro que falar era fácil. Sam sentia saudade da cama de Freddie, do perfume, da sensação da barba áspera em sua bochecha quando eles se beijavam. Ela sentia falta de tudo nele. E no momento em que começaram a se aproximar, tudo o que ela tinha aprendido a amar foi tirado dela, deixando um buraco no seu peito.

Ela tomou o restante de seu vinho enquanto se força a afastar os pensamentos sobre ele de sua cabeça ela olhou para o ambiente charmoso do bar ao seu redor, torcendo para que esta viagem seja a distração de que ela precisa.

Na manhã seguinte, a batida na porta de seu quarto de hotel as surpreende. Sam e Melanie trocaram olhares. Ela encolhe os ombros enquanto ela vai atender.

Pelo menos estavam vestidas.

Assim que abriu a porta, Sam cambaleou para trás, olhando para os olhos escuros e intensos, emoldurados por cílios pesados, que ela reconheceria em qualquer lugar do mundo.

— Freddie... — murmurou, totalmente chocada em vê-lo aqui, na França.

— Sam... — respondeu ele, com a voz grave.

— O-O que você está fazendo aqui? —Ela estava sem fôlego e não sabia o porquê.

— Você. — Ele disse simplesmente, seus olhos queimando nos seus.

Tudo o que Sam vem tentando esquecer bate de volta na sua cara de uma só vez. Seus olhos castanhos estão famintos e procurando por alguma coisa. Seu queixo masculino, sua altura e até mesmo o cheiro evocam uma sensação de déjà-vu. Ela lembrou-se de tudo em perfeito detalhe, incluindo a sensação de prazer depravado que ele provocava em seu corpo.

Sam segurou um arrepio quente.

— Oi, Puckett, gostei do cabelo! — Disse Brad, sorrindo para Sam atrás de Freddie.

Mas que diabos? Tentando não surtar, Sam relutantemente tirou os olhos de Freddie para cumprimentar Brad e apresentá-lo a Melanie. Sem fazer a menor ideia do que os dois estão fazendo ali, respirando fundo ela dá um passo passo para o lado para deixá-los entrar.

O sorriso largo de Melanie ao apertar a mão de Brad a faz lembrar do efeito que encontrá-lo pela primeira vez pode causar em uma garota. Suas bochechas estavam rosadas e seus olhos estão brilhantes e cheios de malícia.

Ah, isso não é bom.

— E este deve ser o famoso Freddie Benson — disse ela, olhando para Freddie.

Observar sua irmã enquanto ela apreciava o corpo perfeito de Freddie da cabeça aos pés fez seu peito se apertar e ela sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, devia ser TPM.

Então sua raiva começa a surgir, lembrando de sua traição. Mas ela estava em um estado de choque tão grande que levou um tempo para conseguir pronunciar alguma coisa.

— Ignore-o. Ele está indo embora. — Sam disse ao se lembrar de que eles não tinham mais nada.

— Nossa, não faça isso — Disse Brad.— Acabamos de passar dez horas na classe econômica só para vê-la. O mínimo que você pode fazer é nos convidar para entrar e me deixar paquerar a sua irmã.

— Vocês viajaram de classe econômica por minha causa? — Sam solta sem pensar.

— Era a única opção. O jatinho não estava disponível ele precisou de uns reparos depois que cheguei de Seattle. Eu queria pegar o primeiro voo e a primeira classe estava lotada. — Explicou Freddie.

Sam tentou imaginar os dois, altos e engomadinhos, amassados nas poltronas de um avião por horas a fio e quase sentiu pena... Quase.

— Isso é prova de amor — Enfatizou Brad baixinho.

— É aqui que vocês estão hospedadas? — Freddie levou apenas três segundos para passar os olhos pelo quarto minúsculo.

Já tinha sido um exagero ter feito essa viagem, pra começo de conversa. Ela não ia gastar o seu dinheiro precioso para viajar na primeira classe, nem para se hospedar em um hotel luxuoso. Embora Melanie estivesse respondendo bem ao tratamento até agora, não havia nenhuma garantia de que ela ficaria bem, ou de que ela não precisaria de mais uma sessão daquele tratamento caro.

— Qual é o problema com o quarto? Não está à sua altura? — Sam disse, cruzando os braços em frente ao peito.

Ele franziu a testa.

— Sam... Eu posso levá-las para um lugar mais apropriado. — Disse Freddie, com seus olhos escuros encontrando os dela novamente.

Como ele se atreve? Ele não podia aparecer ali do nada, interromper suas férias e então ofender o lugar onde ela estava hospedada. Ele não controlava tudo. A vontade de tirá-lo do quarto e bater a porta em sua cara era quase incontrolável. Sam respira fundo ele observa sua expressão incomodada e dá um passo para trás.

— Tudo bem. Se vocês estiverem confortáveis.

Ele olha para os lençóis como se estivesse procurando por percevejos.

Maldito.

— Eu estou.

Ou pelo menos estava, até ele aparecer do nada e transformar completamente o seu humor.

Brad atravessou o quarto, puxou a pequena cadeira da mesa e jogou-se nela. O tamanho de sua constituição física as reduz a nada. Ele parece deslocado, mas em um bom sentido.

— Eu não sabia que você tinha uma irmã. A sensualidade obviamente é uma característica da sua família. — Ele pisca para Melanie.

— Somos gêmeas. — Disse Melanie, o que só provava que ela estava encantada com Brad por que era obvio.

Elas sempre tentaram se diferenciar. Mas agora Sam estava com o cabelo castanho escuro, e os de Melanie voltando a crescer eles estavam chegando na altura dos ombros bem loiros e lisos. Diferente de Sam que estava usando ondulado. Melanie também tinha uns seis quilos a menos do que ela. A quimioterapia fazia isso com as pessoas.

— Hum — Resmungou Brad, olhando para elas. — Sempre tive uma fantasia secreta com gêmeas.

Seu olhar faminto era suficiente para deixar uma mulher de joelhos. Melanie tinha zero chance de resistir ao seu charme.

— Não me faça matá-lo logo depois de termos pousado. Isso realmente estragaria a viagem. — Freddie disse irritado.

— Não me faça confiscar suas bolas. Vá conversar com a sua mulher —Desafiou Brad.

Sam abriu a boca para corrigi-lo. Ela não era a mulher de ninguém, mas seu cérebro volta a pensar naquela noite fatídica quando Freddie a comprou no leilão. Ela havia aceitado o dinheiro — e gastou uma boa parte dele. Será que isso significa que ela ainda pertencia a ele apesar de ter descoberto que ele ainda era casado? Maldito contrato. Isso nunca foi parte do plano.

Quando olha para ele de novo, seu olhar parece perdido, despedaçado, e aquilo causa um sentimento dentro dela. Por mais que ela tenha sentido raiva ao descobrir que ele mentiu para ela durante todo o tempo que passaram juntos, ainda sentia alguma coisa por ele. Ela não conseguia simplesmente parar de sentir. Apesar de seus defeitos, ele ajudou sua irmã e fez com que ela se sentisse viva. Ele era tudo o que ela nunca soube que queria.

— Podemos sair para conversar no corredor um pouquinho? — Perguntou Freddie, em um sussurro.

— Mas é obvio que não, você não tinha que ter vindo Freddie. — Sam diz tentando acabar logo com toda essa situação estranha,

— Ouça o que ele tem a dizer, Sam. Faça isso por mim — Disse Melanie, com covinhas no rosto, como se soubesse que era impossível resistir a elas.

Sam engoliu em seco e balança a cabeça de maneira imperceptível para ele antes de segui-lo até o corredor. Ela não dava a mínima que ele havia viajado meio mundo ela sabia que Melanie iria encher seu saco. Talvez ela consiga colocar o ponto final de que tanto precisa nisso tudo. Talvez ela consiga as resposta de que precisa para seguir em frente e também descubra em que pé estavam em relação à grande quantidade de dinheiro que ele lhe deu. Afinal, ele nunca recebeu o que comprou, ela ainda era virgem.

Ao saírem no corredor, Freddie ficou à sua frente, olhando diretamente para os seus olhos.

— Então, essa é a Melanie? — Ele inclina a cabeça em direção à porta.

— Sim.

— Ela parece bem... Saudável, quero dizer.

Sam concorda balançando a cabeça.

— É, o tratamento funcionou, até agora. Ela vai fazer um outro ciclo do tratamento daqui a duas semanas, mas, com tudo o que aconteceu, parecia uma boa hora para viajarmos. — Para as duas. Ela e Melanie nunca fizeram nada desse tipo, mas era parte do seu plano começar a viver de verdade.

Ele balança a cabeça.

— Entendo.

Eles ficam em silêncio por vários segundos e Freddie mexe as mãos como se quisesse toca-lá, mas não encosta nela e Sam dá graças a Deus por isso.

— Então... Você trouxe o Brad? — Sam pergunta, ela imaginou que ele confiasse mais em Spencer.

— É foi o jeito, Spencer precisou ficar e resolver uns problemas.

Sam apenas ergueu as sobrancelhas quando ele falou novamente.

— E o fato de você fugir para um outro país tem alguma coisa a ver com a... Missy?

Sam recuou involuntariamente. Ela detestou o fato de ele ter acabado de dizer o nome dela. Aquilo evocou, imediatamente, imagens daquele dia na piscina, quando todo o seu mundo se despedaçou. Na França, o nome dela não deveria existir.

— Você vai me contar a história? — pergunto.

— Tudo o que quiser saber.

— Você vai se divorciar?

— Isso está sendo discutido.

— Então vou embora.

Ela se vira para a porta e coloca a mão na maçaneta.

— Não. Fique. Por favor, me escute. — Implorou ele, tirando seus dedos da maçaneta.

A mão dele em sua pele envia uma onda de calor pelo seu corpo ao me lembrar do que aquelas mãos são capazes de fazer. Ele foi o único homem que a fez sentir tais sentimentos. Ela até treme como se a lembrança queimasse uma parte de meu corpo.

Ela se virou para Freddie de novo, respirando fundo, recupera seu fôlego.

—Freddie eu não entendo, se você a ama... — Ela começa a dizer, mas ele a interrompe.

— Não. — A voz dele é segura, firme. — Nunca a amei da maneira como deveria.

Seus ombros dão uma leve relaxada. Mesmo que seu corpo queira correr, e sua cabeça queira fugir dali, seu coração ficou preso a este homem. E, seja isso bom ou ruim, uma parte dela precisa ouvir o que ele tem para falar, precisa entender a situação confusa em que ela se meteu. Talvez se ela conseguir entender, então consiga seguir em frente.

— Por favor, deixe-me explicar, é só o que eu peço. — Ele levanta as mãos em um gesto apaziguador.

Estava tão chateado e abatido. Olheiras escuras circundam seus olhos e ele não fazia a barba há dias. Mesmo tendo concordado em ouvir o que ele tem a dizer, a náusea vai tomando conta dela. Ela não sabia se estava preparada para lidar com o que quer que ele tenha para dizer.

Sam coloca uma mão na parede para se equilibrar.

— Só preciso de um minuto...

Ele solta o ar com força s algo parecido com arrependimento toma conta dele.

— Eu lhe darei todo o tempo de que você precisar, Sammy. — sussurra ele. O apelido em seus lábios parece pressionar um peso em seu peito. Seu coração parece pesado, batendo forte dentro dela.

A risada de Melanie chama atenção para atrás da porta.

— Ele provavelmente está tentando tirar as calças dela. — diz Freddie.

— Acho que ela não ia se importar muito com isso.

— Você quer... Ir ver o que eles estão fazendo enquanto esperamos pelo seu minuto?

Sam balança a cabeça concordando. Ela não estava pronta para ouvir toda a história sórdida do casamento do homem por quem ela estava se apaixonando, e que, pelo que parecia, não tinha a intenção de se divorciar. Uma bebida forte talvez ajude a aliviar um pouco dessa dor que estava sentindo em seu peito também. Ao voltar para o quarto minúsculo eles observam Brad e Melanie, perto das janelas abertas, engajados em uma conversa. Ela estava paquerando Brad descaradamente, exibindo-se como um pavão, enrolando uma mecha de cabelos em seu dedo e sorrindo radiante.

Ao perceber que voltaram para o quarto, Melanie vira-se para ela.

— Sam, você sabia que o Brad passou um semestre estudando aqui em Paris? Ele vai me levar para conhecer alguns lugares. Vai me mostrar todos os melhores lugares que não são aqueles onde os guias turísticos nos levam. Sam sabia que não iria conseguir mandar Freddie e Brad embora. Essa era para ser uma viagem só delas, mas ela podia negar nada a Melanie, ela adoraria passar mais tempo na companhia de Brad.

— Como você soube onde eu estava? — Sam pergunta para Freddie.

— Sua mãe. — responde ele.

Sam ficou surpresa por ele ter ido atrás dela na sua casa, mas não ficou surpresa por sua mãe abrir o bico sobre a viagem, Pam Puckett era completamente corrompível, qualquer dinheiro a faria falar.

— Quando vocês chegaram aqui? — pergunta ele.

— Na noite passada.

Já era quase meio-dia, mas, por causa do fuso horário e do vinho que tomaram na noite passada, elas não mexeram em nenhuma mala. Na verdade, era um milagre estarem acordadas e terem tomado banho.

— Acredito que vocês ainda não tenham almoçado. Vamos sair e comer alguma coisa e eu lhe explico tudo.

Ele vira-se para Melanie que, por algum motivo, está apertando o bíceps de Brad enquanto ele sorri adoravelmente para ela.

—Melanie e Brad que tal comer alguma coisa rapidinho antes de vocês começarem seu passeio?

— Eu topo — diz Brad.

— Eu também. — Responde Melanie, pegando sua bolsa.

— Tem o serviço de quarto. — Sam aponta a cabeça para o cardápio em cima da cômoda.

— De maneira alguma vamos passar o dia dentro do quarto, Sam.— Respondeu Melanie. — Vamos lá, é só um almoço.

Sam lança um olhar carrancudo para ela. Traidora. Sam guarda em sua cabeça que não deve ser tão legal com ela. Tipo, ter economizado água quente para o banho dela hoje pela manhã. Ela pode achar que está ajudando ao interferir em seu relacionamento com Freddie, mas não estava, pensou Sam enquanto pega suas coisas, sua bolsa, seus óculos e os euros que trocou antes de saírem, para o aeroporto, e segue os outros em direção ao elevador.

Notas finais
~ Capitulo editado 13/01/21