Upside Down - Seddie

22 Capitulo 22 - Any progress?


Notas iniciais
Oi gente! Espero que gostem!! Boa Leitura!

A varanda do restaurante era bonita e discreta. Com mesas de madeira assim como as cadeiras com almofadas macias cor creme. Haviam plantas descendo pelas vidraças de vidro com a luz natural do local e quadros vintages de Paris. Era um dia ensolarado e claro com céu azul, mas não muito quente, era um dia agradável, mas ela estava com fome e Freddie estava lá, era difícil controlar o mau humor.

Freddie havia sugerido um vinho rosé de para acompanhar a entrada que consistia em uma cestinha de pães quentinhos com uma manteiga verde e estava muito gostoso e quando a bebida chegou casou perfeitamente, ela nunca havia provado nada tão leve, revigorante e refrescante. O idiota tinha um gosto impecável Sam tinha que admitir, mas era apenas mais uma droga de qualidade fácil de adorar nele. Ela não iria se deixar levar. Seu corpo já havia a traído ao se tornar vivo pela presença dele, como quando ele a ajudou a se sentar e suas mãos tocaram suas costas. Sam sentiu uma espécie de formigamento. E quando ele sentou-se na cadeira à sua frente com aquela luz ambiente e óculos escuros... Sua presença fez seu peito vibrar. E ela precisava se controlar. O filho da puta era lindo. Sam percebeu que ele passou os olhos pela sua pele exposta, por seus ombros nus por causa do vestido de alças que ela vestia, e Sam notou que seu pescoço ficou quente.

Enquanto isso Brad e Melanie estavam super empenhados em conversar, provavelmente se ela e Freddie não estivessem ali, eles já estariam agarrados um no outro, mas era bom por que tirava a atenção dela e porque eles permaneceram de bico calado. Sam não estava nem um pouco afim de jogar conversa fora, ele que queria falar com ela, pois ele que comece, ela já havia se esforçado o suficiente por ele, quando ele chegava a noite do trabalho e eles tinham que conversar, ela se esforçava para tratar de assuntos que ele gostava e passar mais tempo em sua companhia, para que talvez eles transassem. E o que ela ganhou com isso? Vergonha e mentiras. Pois bem... Ela quase riu apesar da situação ser trágica. Enquanto a comida não chegava eles apenas trocavam olhares sérios e ela se entupia de pão francês.

— Então, quanto tempo vocês vão ficar por aqui? —Perguntou Melanie lembrando que não estava apenas na companhia de Brad.

— Depende. — Respondeu o amigo de Freddie.

— Do quê? — Ela perguntou rindo.

Sam revirou os olhos, era irritante.

— Pelo que eu sei, o Freddie deixou bem claro que apareceu aqui para recuperar o que é dele, deixando todo o seu lado machista em evidência. — Ele tomou um gole de vinho. — Agora ele pode ficar puto com razão, muito obrigado.

Freddie encarou Sam com tristeza. Ela pode ver por que ele retirou os óculos, então ele disse algo que ela não esperava que ele dissesse na frente de seu amigo babaca e de sua irmã desmiolada.

— Eu quero uma chance. — Disse ele, com a voz grave.

Sam ficou na dúvida se era uma chance para se explicar ou uma chance com ela.

Ela agradeceu internamente por estar de óculos escuros cobrindo seus olhos, pois eles marejaram, maldito nerd, filho da puta, riquinho de merda, ela não iria chorar, mas aquele pedido a pegou de surpresa, ela estava sentindo tudo demais naquele maldito dia. Era a porra da cidade, pensou.

— Mas não foi isso que ela lhe deu durante todas aquelas semanas em Los Angeles? — Perguntou Melanie para salvá-la, bom agora era queria ajudar, vaca, pensou Sam.

Mas Sam olhou para sua irmã, expressando sua gratidão sem precisar dizer nada. Freddie observou a interação entre elas, imaginando o que Sam contou a irmã a sobre o tempo que ela havia passado em LA. Sam torcia para que ele não pensasse que ela havia dito absolutamente tudo, isso poderia piorar a situação dela com ela. Mas logo em seguida ela se reprimiu, ele que estava errado.

— Eu errei. Devia ter lhe contado...

A voz dele estava cheia de emoção, como ela nunca havia ouvido antes.

— A Missy é o próprio diabo que... — Brad interrompeu.

Mas Freddie levantou uma mão, silenciando, era estranho e desconfortável que eles estivessem tentando resolver aquilo ali, mas Sam não o interrompeu, ela achava bom quando ele demonstrava sentimentos.

— Não, Brad. Porra. O problema é meu. Eu vou resolvê-lo.

Sam ignorou o desejo repentino de aliviar sua dor.

— Estou aqui, não estou? — Ela disse, olhando para Freddie.

Ela havia tirado os óculos.

Seu olhar triste desapareceu um pouco. Uma hora depois estavam a segunda garrafa de vinho agora tinto a comida estava demorando e só ela e Freddie haviam pedido. A sugestão dele de comer alguma coisa rapidamente estava se transformando em um programa para a tarde inteira. O ritmo das refeições daquele país era totalmente diferente dos Estados Unidos.

— Vamos pedir agora, não é Melanie? — Sugeriu Brad finalmente. As comidas finalmente chegaram e, enquanto comiam, Melanie começou a falar de seu tratamento. Sam não pode deixar de reparar em Freddie inclinando-se para a frente, apoiado em seus cotovelos, para ouvir cada palavra dela. Ele sabia que elas só conseguiram pagar o preço alto do tratamento devido a seu lance generoso. E, talvez fosse o lado caridoso dele, mas ela pode ver em sua expressão reverente que no fundo ele se sentia orgulhoso por ter ajudado.

Quando Mel questionou a Freddie sobre seu trabalho, ele falou rapidamente sobre as tecnologias que desenvolvia então começa a contar detalhadamente sobre seu trabalho de caridade. Sim Freddie tinha um projeto imenso todo voltado a isso, ele havia lhe contado sobre na época do leilão beneficente, levar tecnologia e subsídios para países de terceiro mundo Melanie estava maravilhada ouvindo o que ele dizia não tinha como não ficar. Ele claramente era um bom partido, que cresceu ainda mais no conceito dela, traidora.

—Sam foi ao leilão beneficente desse ano, ela estava incrível.

Ele tentou alcançar sua mão, mas ela as colocou embaixo da mesa antes que ele alcançasse. “Não te perdoei ainda Frednerd”, pensou ela.

Embora a conversa fosse sobre ela, Sam mal conseguia escutar. Sua cabeça estava repleta de perguntas sobre o casamento dele com uma mulher que ele admitiu não amar. Por que ele se casou com ela? Onde ela estava enquanto ela dormia na cama deles? Todo o seu relacionamento com ele agora parecia estar corrompido.

Apesar do começo precário entre eles, ela havia começado a acreditar que ele havia aparecido em sua vida por algum motivo. Sam Puckett acreditava em anjos da guarda, ela tinha que se apegar a algo com uma irmã tendo uma doença como aquela, ela achou que ele havia sido enviado para mim como um anjo, para curar Melanie. Mas que acabou despertando seu desejo sexual. Era difícil morar com um homem como ele e não se aproximar e o que ela mais temia apaixonar-se por ele. Agora mais do que nunca ela tinha dúvidas sobre o por que dele nunca ter transado com ela. Será que foi por que ele não queria trair a esposa? O sentimento de insuficiência era horrível...

— Sammy? — A voz dele cortou seus pensamentos. — Mais vinho?

Sam balançou sua cabeça negando. Ela estava daquilo, e já estava alimentada o suficiente, mas claro que comeria bolos gordos de emergência quando chegasse.

— Prefiro voltar para o hotel.

Ele olhou para o relógio e franziu a testa.

— Tudo bem. Vamos embora.

Ela queria dizer que não o havia convidado, mas não iria adiantar. O almoço que se constituiu de pratos franceses, pão quente, vinho branco e várias garrafas de água com gás acabou. Depois que Freddie pagou a conta, Brad e Melanie levantaram-se da mesa, parecendo um pouco embriagados e ansiosos por seu passeio.

Freddie e ela caminharam lado a lado, em silêncio, de volta para o hotel. Mas havia tanta paisagem, barulho e aroma para apreciar que ela mal percebeu o silêncio desconfortável instalado entre eles. A única coisa que exigiu sua concentração foi andar de sandálias naquele chão irregular de paralelepípedos.

Quando chegaram ao hotel, Freddie abriu a porta para ela entrar, colocando mais uma vez sua mão quente em suas costas e deixando seu corpo formigando.

Um jovem vestido com uniforme do hotel os abordou no saguão.

— Bonjour!S’il vous plaît Madam*. Uma nova chave para a senhora. — Seu sotaque francês, fez aquelas palavras soarem muito mais sensuais do que eram.

— Bonjour, Merci.* Mas eu tenho uma chave. — Sam disse, ela não falava francês, mas aprendeu com Melanie o básico e por experiência própria sabia que franceses odiavam quando falavam uma frase inteira em outro idioma sem falar francês primeiro. Ela mostrou sua chave.

— Oui Madam*. Mas esta é da sua nova suíte. No 17o andar.

— Merci beaucoup, je lui explique.* — Freddie disse mais uma vez no francês perfeito idiota dele, não se dando o trabalho de traduzir a Sam o que disse e o funcionário colocou a chave em sua mão e pegou a outra.

Então Sam se lembrou dele ter parado para falar baixinho com o atendente antes de deixarem o hotel. Isso era coisa dele?

Ele levantou a sobrancelha e encolheu os ombros.

— Eu só queria que vocês ficassem confortáveis.

Sam mordeu a língua para não manda-lo ir a merda no meio da recepção e dizer que ela estava mais confortável antes dele aparecer e começar a se intrometer, mas, no fundo, ela sabia que ele está tentando ser gentil, por mais irritante que isso fosse. Ele não iria querê-lo de volta com atitudes pensadas e comentários doces. Sam Puckett ao contrário de sua mãe tinha uma regra homens casados: Ela não namorava.

— Você não devia ter feito isso Benson. — Sam disse parando em frente ao elevador, apertando o botão várias vezes. Percebendo que ele estava esperando atrás dela e olha séria para ele.

— Acho que você pode esperar por Mel e Brad no saguão.

— Você prometeu que falaria comigo. — Disse ele, seu tom de voz deixando bem claro que estava contrariado.

Sim, mas isso foi antes do vinho e dos olhares possessivos que ele lançou para ela durante todo o almoço e do upgrade de quarto não solicitado. E ela também não confiava em si, sozinha com ele em um quarto, naquele momento.

— Acho que não é apropriado ficar sozinha com um homem casado em um quarto de hotel.

Ele soltou uma bufada de frustração no momento em que a porta do elevador se abriu e a empurrou lá para dentro. Sinais de alerta estavam tocando dentro de sua cabeça. Ela estava prestes a ficar sozinha com um homem que ainda era dono do seu coração, apesar de seu estado civil.

Seja forte, Sam. Pensou.

Notas finais
Bonjour!S’il vous plaît Madam*. = Bom dia, como vai senhora? Bonjour, Merci.* = Bom dia, obrigada. Oui Madam*.= Sim senhora. Merci beaucoup, je lui explique.* = Muito obrigado, deixa que eu explico.