Upside Down - Seddie

20 Capitulo 20 - Parents and Sons.


Notas iniciais
Hey amores! Feliz 2021! Tem alguém ainda aí? Espero que gostem do capitulo!

POV GERAL

Quando o avião pousou em Seattle já era de manhã, ele havia chegado a cidade apenas com dois propósitos, ter uma conversa com sua mãe que a muito ele vinha adiando e levar Sam de volta para casa e essa era sua prioridade. Freddie já estava mal humorado por não ter dormido, o avião demorou a decolar, e ele ainda teve que ouvir os sermões de Carly, ele detestava que tanta gente estivesse se metendo na sua vida, mas ele merecia isso e tudo de pior por ter feito Sam deixa-lo. Ele estava pressentindo isso, mas quando deu por si, Missy já estava em sua casa e Sam havia ido embora, e o pior de tudo é que ele não pode se ausentar imediatamente, Sam não atendia o celular que tardiamente ele descobriu que ela havia deixado em sua casa, e quando ele chegou ao aeroporto ela já havia embarcado, e só alguns dias depois ele pode viajar a Seattle para procura-la. Sendo realista a vida não era um conto de fadas. Ele com certeza gostaria de mover céus e terra para que Sam estivesse com ele, mas ele tinha um trabalho, haviam pessoas que dependiam dele, o mundo desmoronando enquanto ele estava no meio de transições milionárias e ele não podia simplesmente sair.

Por sorte (lê-se detetives particulares) ele conseguiu o número da irmã gêmea de Sam e ele levou um susto quando ela atendeu por que elas tinham a mesma voz. Freddie se apresentou então do outro lado a linha ficou muda... E ele compreendia, ele havia magoado Sam, seu instinto seria o mesmo para protege-la.

Mas após a terceira tentativa ele recebeu uma mensagem de Melanie onde ela dizia um horário em que ela ligaria para ele, pois ela estava com Sam, e a sua irmã definitivamente não queria falar com ele. Mas garantiu que Sam estava bem e ela só precisava de um tempo. Obvio que Freddie achou isso ridículo, mas ele estava em desvantagem então tinha que aceitar as condições de Melanie. Naquela mesma noite depois da meia noite. Freddie despertou de um cochilo com seu celular tocando. Ele atendeu e mais uma vez levou um susto pensando ser a voz de Sam.

Melanie foi vaga. Não lhe disse muito, mas disse que Sam não estava preparada para vê-lo, e que ela estava bem na medida do possível. Pediu paciência a ele, mencionou que talvez elas fizessem uma viagem, mas não disse quando nem para onde, e ele torcia para que elas ainda estivessem lá quando chegou a Seattle aquela manhã.

Um carro já o esperava. A qual ele adentrou, sua intenção era ir em casa primeiro, mas ele não aguentaria de ansiedade então mandou o motorista dar a volta indo em direção ao subúrbio. Ele também havia descoberto onde ela morava, antes de ir morar com ele. O carro parou em frente a uma casa de dois andares bem característica daquela região, Samantha Puckett estava longe de qualquer luxo, Freddie mesmo nunca havia posto os pés naquele bairro quando morou em Seattle. A casa era simples, porém aparentava ser bem cuidada, pelo menos não era um conjunto de trailers Freddie achava que a casa cabia em sua garagem de carros. Respirando fundo ele desceu do carro sobre alerta do motorista que lhe disse que ali era um bairro marginalizado.

Era muito cedo até para os marginais que moravam ali.

Ele desceu do carro de óculos escuros e subiu os três degraus da frente tremendo de ansiedade. Ele não sabia o que dizer, mas esperava que ela percebesse a sinceridade em seus olhos, acima de tudo que ela conseguisse perceber o que ele sentia.

Freddie tocou a campainha quatro vezes. Já prestes a tocar a quinta ouviu uma voz resmungando dentro da casa. Quando a porta abriu ele se deparou com uma figura no mínimo inusitada. Uma senhora de cabelo loiro, e calças de moletom com estampa de leopardo, ela tinha os mesmos que Sam também.

— Senhora Puckett, desculpe incomodá-la, mas eu estou procurando a Sam. — Freddie disse tentando manter a calma.

— Você tem um mandato? — Ela perguntou o encarando cautelosamente.

Freddie ergueu a sobrancelha confuso, só então veio a percepção. A mãe de Sam achava que ele era um policial. — Oh não senhora Puckett, eu sou apenas... Um amigo da Sam.

— Amigo de Los Angeles? — Ela perguntou.

— Sim. Eu gostaria... — Mas não conseguiu completar a frase, pois Pam bateu com força a porta em sua cara.

Freddie ficou chocado.

Freddie bateu novamente na porta, não esperava uma recepção calorosa, mas isso era demais.

— Senhora Puckett eu exijo ver a Sam! — Ele disse quando ela abriu a porta de novo e ele estava cara a cara com ela.

A mãe de Sam apenas riu.

— Escuta aqui garoto, lá onde você mora, pode até ser que você exija coisas com esse seu narizinho empinado. Mas aqui na minha casa, mando eu. — Ela disse desafiadoramente. — E a Sam não está, ela e a irmã fizeram uma viagem.

Ela disse fazendo menção de fechar a porta de novo, mas Freddie foi mais rápido e segurou a porta novamente.

— Quanto? — Freddie Perguntou e pela primeira vez aquela manhã ele viu o sorriso de Pam Puckett.

1 hora depois.

— Conseguiu alguma coisa chefe? — O motorista perguntou quando Freddie bateu a porta do carro com força.

— Deixei uma porra de um apartamento aqui, mas pelo menos sei onde elas estão agora. — Freddie disse massageando as têmporas.

— O senhor vai para a Mansão dos Bensons? — O motorista perguntou.

— Vou, mas deixe o carro ligado, não vou demorar e mande preparar o avião, faremos uma escala em L.A, tenho que pegar o Spencer.

— Sim senhor.

Freddie estava assustado e aliviado ao mesmo tempo, aquela casa definitivamente não era um bom ambiente para Sam, sua mãe parecia ter vícios e não era uma mulher nada gentil, bom não que a sua fosse, mas ele esperava uma figura menos hostil.

Quando o carro se aproximou das áreas verdes de Seattle, onde os milionários moravam, Freddie pode familiarizar mais, porém ainda não se sentia em casa. Apesar de ter morado ali por dezoito anos, ainda não se sentia em casa.

Logo as opulentas mansões a beira do lago começaram a tomar conta da paisagem.

A sua era uma das últimas, o que ele agradeceu, ele não estava nenhum pouco animado para ver sua mãe, muito menos em tais circunstancias. Era tão estranho Freddie conseguia se lembrar de um momento na vida dele em que ele havia sido o centro da vida de sua mãe, era o amava incondicionalmente e fazia tudo por ele... Mas ai veio o divórcio de seus pais e em seguida seu pai faleceu, mesma época em que ele estava prestes a entrar na faculdade, sua mãe mudou drasticamente. E ele teve que assumir muitas responsabilidades de uma vez. Ele lembra-se bem dela no dia de seu casamento feliz e radiante como a tempos ele não via, Marissa foi uma das principais apoiadoras de seu casamento com Missy, parecia que pela primeira vez em muito tempo, ele estava fazendo a coisa certa, ele se lembra de toda imprensa que ela convocou, e organizando tudo com Missy nos mínimos detalhes. E quando ele pediu o divórcio, quase lhe faltou coragem de contar para ela, Freddie não disse que ele havia sido traído, do jeito que sua mãe era, ela certamente lhe culparia. Marissa havia criado expectativas demais sobre seu relacionamento com Missy, exigindo coisas, ele tinha pesadelos só de lembrar de sua mãe lhe cobrando netos, ele nem pensou nessa possibilidade, talvez alguns anos depois de casados, mas Missy provavelmente nunca, pelo menos era o que ela dizia a sua mãe quando ele estava por perto. Quando o carro parou na frente, ele respirou fundo, estava cansado e tentaria manter a calma, mas algo lhe dizia que seria praticamente impossível, o motorista abriu a porta do carro para que ele descesse e Freddie foi recebido por uma governanta que lhe disse que Marissa estava tomando café no terraço.

Ele a seguiu sentindo-se nervoso.

Ele encontrou Marissa já devidamente arrumada num terninho de linho bem típico dela, Marissa era médica, mas já não clinicava a muito anos, ela havia parado antes mesmo dele nascer, ela tinha vocação para a coisa, mas o cargo de esposa troféu havia preenchido todo seu tempo, Freddie achava que muitas das expectativas que ela botado nele eram em parte fruto de suas frustrações pessoas que ela colocava em Freddie. Quando ela abaixou o jornal, sorriu satisfeita em ver que ele estava sozinho. Freddie viu um lampejo de triunfo em seus olhos. Isso o enfureceu.

— Eu vim lhe fazer uma pergunta. Mas olhando para a senhora já tenho a minha resposta. — Freddie disse cruzando os braços.

Marissa apenas sorriu sem humor voltando sua atenção para o jornal.

— Ela não era boa para você Fredward, e você sabe disso.

— Inacreditável. — Freddie disse balançando a cabeça em descrença.

— Logo você vai esquecê-la e voltará para a sua esposa como tem que ser. — Marissa disse tomando um gole de suco, ela o encarou com seus olhos verdes inquisidores. — Que vergonha Freddie olhe para você completamente acabado por um rabo de saias qualquer, é triste.

Marissa foi incapaz de se comover com o sofrimento do filho, Freddie de fato estava abatido, e não fazia a barba a uns dias, sem contar que dormia pouco, mas sua mãe tratou tudo como um capricho sem importância.

Freddie respirou fundo tentando ignorar toda tristeza que sentia ao ver o que sua mãe havia se tornado.

— A senhora não percebe o que fez não é, eu estava feliz pela primeira vez em muito tempo e você mandou a Missy lá agindo pelas minhas costas, isso foi demais mãe. — Freddie cuspiu magoado.

— O que há de errado com vocês jovens em que o casamento não significa nada? Imagine o meu choque ao chegar na sua casa e me deparar com aquela garota lá, e você estando ainda casado, imagina o escândalo que seria? Eu não deixaria você sujar o nome da nossa família por causa de uma loira peituda qualquer, você vai superar.

— A Sam não é nada disso, mas não vai adiantar dizer, a amargura já lhe consumiu, também não voltarei com a Missy, nunca! Ela me traiu, eu não sou obrigado a tolerar isso apenas para sustentar a ilusão de família perfeita. Essa semana mesmo assinei os papeis do divórcio.

Marissa pela primeira vez pareceu chocada, mas não demonstrou muito.

— Você deve estar maluco! A Missy nunca faria isso, ela é de boa família!

— Mamãe você é tão ingênua. Isso não a impediu de transar com o cara que limpava a piscina bem em cima da mesa da biblioteca. — Freddie disse. — Inclusive ela está com ele até hoje, ela não te contou? Já que são tão amigas.

— Freddie eu... — Mas ele a interrompeu.

— Não precisa continuar, eu ainda vou fazer uma longa viagem, tenho que buscar a Sam, mas pela última vez, não se meta mais na minha vida! Antes que eu esqueça que sou seu filho.

Freddie deu uma boa olhada na casa antes de ir embora, ele não pretendia voltar ali tão cedo. Falar a verdade para sua mãe lhe tirou um peso enorme das costas, mas ele ainda não estava feliz, só estaria quando Sam estivesse em seus braços.

Notas finais
Foi muito difícil escrever esse capitulo, só quem tem pais super protetores sabe como é difícil, e infelizmente não pude abordar todas as complexidades de Freddie e Marissa nesse capitulo, pois ele é apenas para transição, mas pretendo abordar nos próximos, ja que eles só tem um ao outro, e onde deveria existir amor e carinho só existe hostilidade. Beijos