Upside Down - Seddie
19 Capitulo 19- The past that condemns...
Notas iniciais
Algum dia em qualquer parte, em qualquer lugar indefectivelmente te encontrarás a ti mesmo, e essa, só essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga de todas as horas.
— Pablo Neruda.
Pov Geral
— Freddie! — Missy gritou o tirando de seu devaneio... Freddie ainda estava tentando assimilar tudo que havia acontecido, quando finalmente se deu conta de que Sam não estava mais ali, ele saiu correndo até seu quarto...
Mas trombou com uma tempestade loira na escada, era Sam e quando finalmente a visão dela focalizou nele, uma expressão de magoa se perpetuou em seu belo rosto... Era pior do que ele pensava. Ele tinha muitas perguntas, como por exemplo, por que ela estava completamente vestida, quanto tempo ele havia ficado parado? Mas ele não teve tempo de fazê-las pois Sam fez menção de continuar saindo.
— Sam! Me escuta por favor! — Ele praticamente implorou.
— Você é casado? — Sam perguntou, com um tom de voz desconhecido para ele, aquilo chocou Freddie ainda mais.
Freddie decidiu na hora era que não mentiria mais para ela. — Sim...
Ele disse, e ela continuou descendo.
— Me escuta, por favor! Eu posso explicar o que esta acontecendo... — Ele pediu.
— Tarde demais Benson. Você pediu para eu confiar em você e eu confiei, você perdeu o direito de me pedir qualquer coisa.
E com essa frase ela se foi.
oOo
Fazia apenas uma hora que Sam havia saído da casa de Freddie, ela havia pego um dos carros dele da garagem, e havia parado no aeroporto de L.A ela não se sentia capaz de confiar em ninguém naquela cidade. Ela sentia-se tão idiota! Provavelmente todos nessa porra de cidade sabiam que ela estava sendo enganada. Depois de se enrolar em uma toalha e sair da piscina, ela subiu a escada com as pernas bambas tentando assimilar o que havia acontecido. Freddie ainda era casado com Missy apenas parecia que ele queria revidar na mesma moeda, Missy o havia traído com o jardineiro, e ele a havia traído com ela... Sua vontade no momento era tocar fogo naquela maldita casa, com todos que a magoaram dentro. Ela limpou a lágrima que havia escorrido, ela não iria chorar ali, Sam estava apenas com a roupa do corpo que era um vestido e uma jaqueta que estava jogada no chão do closet de Freddie e sua carteira com seus documentos. Seu cartão do banco onde ele depositava o dinheiro do acordo entre eles estava junto com ela, senão ela não teria sido capaz de comprar uma passagem de avião para Seattle. Sam no fundo sabia que ela não deveria fugir. Mas era a única coisa que poderia ser feita.
O relacionamento de Freddie e Missy parecia conturbado, mas para ela chegar e reivindicá-lo daquele jeito, eles se acertariam. Então ela apenas antecipou as coisas. Ela só esperava esquecer aquelas pessoas...
Quando o avião pousou em Seattle já era noite. Ela havia deixado o celular na casa de Freddie. Então ela não tinha como ligar para Melanie ir buscá-la. Sam suspirou, estava frio na cidade, e logo ela suspirou, pensando que teria que inventar uma boa desculpa para a mãe e a irmã voltando para casa sem bagagem nenhuma.
oOo
Freddie ficou muito tempo preso em seu escritório tentando pensar no que fazer, ele não sabia onde Sam estava. Mas sabia que ela provavelmente não voltaria mais. Ele mesmo não voltaria se fosse humilhado daquela forma. Ele deveria ter previsto isso, ele tentou fazer tudo certo sem que a magoasse, ele se importava com ela. Doeu mais do que tudo ver a magoa em seus olhos, a decepção, e ele não fazia idéia de como reverter isso. Ele sabia que Missy não havia agido sozinha. O acordo deles era que ela não pisasse em sua casa, até o fim do divorcio, mas ele não poderia esperar honestidade vindo dela. Freddie ia ter que confrontá-la e colocar Missy no lugar dela. Ela já havia bagunçado sua vida o suficiente.
Ele abriu a porta de seu escritório e saiu para a sala privada onde Missy estava com uma taça de champagne, que ela ergueu ao vê-lo.
— Algumas coisas nunca mudam né Freddinho... Prefere ficar nesse escritório á me fazer companhia, aproveita que eu to até... — Missy suspirou. — Caridosa.
— Quem te mandou aqui? — Ele perguntou calmamente. Ele não podia perder a cabeça com ela, mesmo que fosse muito fácil.
— Vejo que você tem estado ocupado... Samantha o nome dela mão é? Bonitinha, mas achei um pouco gorda...
Freddie massageou as têmporas, ele conhecia Missy tempo o suficiente para saber que Missy estava provocando-o e queria apenas que ele perdesse a paciência com ela para que ela obtivesse alguma vantagem no divorcio.
— Você detesta Los Angeles Missy, prefere NY quando não esta em Seattle, voltou por que?
— Ué preciso de motivos para ver meu marido? — Ela disse dando um gole em sua bebida, aquilo já estava irritando Freddie.
— Fala sério Missy, o Vicenzo te deu um pé na bunda. Eu não vou voltar contigo. — Freddie disse e pela primeira vez a sentiu vacilar.
— Você percebeu que até o nome dele é viril... — Ela disse suspirando. — Mas não Freddinho, Vicenzo está me esperando voltar, no mesmo lugar que eu deixei, exatamente como tem que ser.
Freddie balançou a cabeça exasperado.
— Mas senta aqui do meu lado, pega um pouco de champagne ou aqueles seus vinhos, você gostava tanto. — Ela disse sorrindo.
Freddie a contra gosto sentou, ele odiava estar nessa situação vulnerável. Missy era uma cobra, ela não poderia tê-lo na mão para sempre. Ao sentar perto dela ele sentiu o cheiro dela que por muito tempo ele havia amado tanto, mas agora ele achava enjoativo a ponto de querer fazê-lo vomitar.
Como Freddie fez o que ela quis, ela sorriu antes de começar a falar.
— Você sabe que eu havia acabado de chegar da Itália antes daquela nossa ultima audiência. Você lembra da Itália Freddinho? Você adorava a Itália eu até esquecia que te detestava e a gente sempre transava muito gostoso lá. — Missy disse rindo.
Freddie gostaria de esquecer, como ele havia sido apaixonado por uma mulher dessas.
— Não me olha com essa cara Freddinho, não acredito na capacidade daquela loirinha de te fazer me esquecer... Bom continuando, te achei estranho... Não era o mesmo capacho de antes... Você nem veio me implorar para voltar, então à tarde fui tomar chá com a minha sogra. E ela me situou... Sobre tudo isso.
— Eu não acredito nisso. — Ele disse duvidando dela, no fundo algo dentro dele torcia para que sua própria mãe nunca tivesse agido pelas costas dele.
Missy limpou a garganta. — Missy aquela mulher é uma selvagem, uma herege, eu não acredito que o Freddie fez isso com você. — Ela disse imitando a mãe de Freddie.
Freddie arregalou os olhos, ele esperava isso de qualquer pessoa, menos de sua própria mãe. Mas se ele fosse inteligente saberia que Marissa sempre gostou de Missy.
— Como você é baixa mulher! — Freddie disse com nojo.
— Você gostava de mim embaixo de você... Bom então vim ver com meus próprios olhos. Aliás ponto alto da minha semana, a cara de vocês foi tudo.
— Missy cala boca! Você não quer, e quando eu assino a porra do divorcio, você volta me chamando de marido, que porra foi aquela?
— Estava apenas interpretando meu papel. Tenho que contar os detalhes para sua mãe. — Ela disse fingindo falsa modéstia.
— Fica longe da minha mãe!
— Aí Freddie. Marissa é tão ingênua, ela pensa que Vicenzo é meu amigo gay, e ela super culpada achando que você tava me traindo... Realmente hilário. — Ela disse sorrindo e limpando as falsas lágrimas. — Aliás todos vocês Bensons, menos aquele velho... Ele nunca gostou de mim, você deveria tê-lo ouvido.
— Chega Missy! Vai embora! Não pise aqui sem autorização do juiz. — Freddie disse levantando alterado. Freddie então se aproximou dela cego pelo ódio olhando em seus olhos. — Não fale do meu pai! Nunca! Sua puta barata! Tá pensando que é quem? Some da minha vida, some daqui, se não eu mesmo dou um jeito nisso!
Missy pareceu imperturbável, mas Freddie sabia que ela estava assustada. Se ela contasse essa ameaça para alguém seus advogados teriam que se virar para reverter à situação, mas ele não aguentava mais aquela mulher em sua vida. Maldita hora em que ele não assinou a porra do divorcio a primeira vez que ela pediu, ele já estaria livre faz tempo.
— Tá bom, eu já vou indo, não aguento mais 5 minutos nessa cidadezinha, fiquei entediada... — Ela disse levantando as mãos em sinal de rendição. — E que audácia, me chamar de puta barata quando aquela garota que estava aqui exala subúrbio.
— Sai daqui! — Ele gritou.
— Tudo bem, eu vou pegar o nosso jatinho emprestado, não quero viajar em vôo comercial. — Ela avisou saindo. — Tchau Freddinho, adorei te ver...
— Meu jatinho Missy! Eu já tinha antes de casarmos! Não vai pegar porra nenhuma, boa sorte em viajar de classe econômica. — Freddie disse com raiva, pela primeira na noite ele sentiu como se tivesse alguma vantagem sobre ela.
E deixando Freddie bufando de ódio, Missy saiu desfilando mostrando o dedo do meio a ele. Vendo a garrafa de champagne em cima da mesa Freddie jogou contra uma parede, para extravasar a raiva. Ele precisava se acalmar para pensar no que iria fazer localizar Sam e trazê-la de volta era sua prioridade, mas antes ele precisava voar até Seattle e acertar contas de seu passado, sua mãe finalmente receberia a visita que tanto cobrava dele.
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