Upside Down - Seddie

18 Capitulo 18 - Sandcastles.


Notas iniciais
Boa leitura e espero que gostem!!!

Construímos castelos de areia que foram levados pela água...

POV GERAL

A viagem havia sido um fracasso completo. Freddie havia perdido os últimos anos de sua vida com alguém que agora ele finalmente percebeu que não o merecia, e um final de semana na presença dela não resolveu nada. Ele foi ingênuo em achar que resolveria.

Com uma mulher como Sam em sua vida com muito mais qualidades que defeito, mas acima de tudo com um bom coração ele conseguiu abrir seus olhos para algo mais. O que ele teve com Missy nunca foi à conexão intensa e profunda que ele procurava. Mas algo lhe dizia que talvez ele finalmente tivesse encontrado o que ele procurava em Sam. Ela havia leiloado sua virgindade para salvar a vida da irmã. Quem faz uma coisa dessas? Ela era especial e incrível em tantas maneiras. E agora ele não via a hora de chegar em casa e encontrá-la.

Freddie se questionava muito sobre algumas coisas, como por exemplo, apesar de toda a estranheza do começo do relacionamento deles como dono/escrava, havia chance deles terem alguma coisa verdadeira.

Quando seu avião finalmente parou no hangar, ele pegou sua mochila de couro entrando no carro que que já o esperava. A única coisa que ele queria era parar de pensar no seu final de semana desastroso e ter o corpo quente e maleável de Sam em suas mãos.

Enquanto o carro voava pela Pacific Coast Highway, o desejo de ver Sam e de estar perto dela tomava conta dele. Ele nunca pensou que passar duas noites sozinho depois de ter passado tantas com ela aconchegada ao seu lado o afetaria de tal maneira. Mas afetou. Seus amigos diriam que eu estava ficando fraco e eles estavam certos, mas ele não se importava. Freddie chegou passando pela sala de entrada, olhando na cozinha e na sala íntima à procura dela. Como o andar de baixo estava vazio, a não ser pela presença dos funcionários, ele subiu dois degraus por vez e correu para o seu quarto, decidindo que é era lugar mais provável onde poderia encontrá-la.

Vazio.

Vazio também estava o banheiro. Ela não estava ali. Freddie ligou para Nevel, que confirmou que ela não estava trabalhando.

Mas, que merda!

Ele ligou para Carly. Não atendeu. Será que todo mundo resolveu desaparecer do planeta? Pensou.

Sem conseguir conter a ansiedade que tomou conta de suas veias, ele colocou sua sunga e resolveu nadar para queimar o excesso de energia enquanto esperava ela voltar.

Freddie encontrou uma de suas funcionarias a caminho da piscina e ela confirma que ninguém viu Sam. Depois de quase setenta voltas na piscina seu corpo estava cansado, mas sua mente estava a mil. Freddie saiu da piscina deixando um rastro encharcado e jogou-se na espreguiçadeira para esperar. Bom em algum momento ela tinha que voltar para casa, certo? A não ser que ela já tenha descoberto e... Não. Pensamentos confusos começaram a assustá-lo, mas ele sabia que ela lhe daria pelo menos a chance de se explicar.

Bom ele precisava acreditar nisso.

Quando abriu seus olhos um tempo depois, Sam estava em pé à sua frente, com seus cabelos longos caindo como uma onda em seu peito.

— Freddie? Acorde. Você vai se queimar todo aqui.

Freddie piscou várias vezes, o sol forte da tarde fez bolinhas dançarem em seus olhos. Ele a encarou, piscando para poder enxergar melhor. Sua sunga estava molhada ainda e sua pele estava ficando bronzeada. Sam não esperava que ele voltasse para casa no meio do dia, ela achou que como ele estava voltando de Seattle, iria direto para o escritório. Mas, em vez disso, ele foi direto para casa. Alguma coisa se acelerou em seu peito. Ela queria pular em seus braços, mas ele ainda estava olhando para ela e sua boca estava franzida.

— O que aconteceu? — Sam perguntou.

Ele se sentou e passou a mão no rosto.

— Onde você estava?

— Fui almoçar e depois fazer compras com Carly. — Ela mostrou as sacolas de compras que estavam ao lado da porta.

Ele se levantou e amarrou uma toalha em volta da cintura, saindo dali.

— Freddie?

Sam foi atrás dele.

— Você sabe que eu não tive escolha... Bom eu queria almoçar e vir para casa, mas o que aconteceu? A sua viagem foi boa?

Considerando o fato de que ele não falou nada a respeito da viagem, a pergunta parecia falsa. Ela odiava isso.

— Foi tudo bem.

Ele estava de costas para ela e Sam colocou sua mão em seu ombro, massageando delicadamente seu músculo tenso.

— Você está bravo porque eu não estava aqui?

— Gosto de chegar em casa e encontrar você. — Ele encolheu os ombros.

Sam andou em volta dele para poder olhar em seus olhos. — Você sentiu a minha falta. — Não era uma pergunta ela sabia que sim e por isso ele estava fazendo birra.

— Não estou bravo. A casa estava quieta demais. Vazia.

— Os empregados estão aqui! Você sentiu a minha falta Benson! — Ela disse querendo rir, mas o clima continuava meio pesado.

— Podemos não falar disso?

Sua voz era firme, mas seu olhar era implorador e suave. A combinação a fez derreter um pouco. Ela não aguentou e deu um sorriso. Saber que ele sentiu sua falta tanto quanto ela sentiu a dele a fez ficar tonta.

— Estou em casa agora.

Ela dá a mão para ele e sua boca relaxa dando um daqueles sorrisos de lado que ela estava começando a adorar. — O que você quer fazer agora que voltou?

Ele coloca as mãos em sua cintura e a puxou mais para perto.

— Vem nadar comigo.

Seu sorriso iluminava todo seu rosto. Ele estava tão leve e relaxado, faltar o trabalho ás segundas-feiras.

— Hum... Só por que você fica fofinho me pedindo coisas. Só preciso colocar o meu biquíni.

Ele deu um sorriso malicioso.

— Não precisa de biquíni. Não tem ninguém por perto.

Ele olhou para os arbustos verdes que formavam uma parede em volta de sua propriedade, trazendo privacidade. Mas ele estava se esquecendo dos empregados que estavam ali e das janelas de vidro que permitiam que eles tivessem visão total da piscina. Sam abriu a boca para protestar quando Freddie passou as mãos em suas pernas, levantando seu vestido para deixar à mostra sua calcinha preta e um sutiã combinando com ela.

Ele jogou o vestido em uma cadeira ali perto.

— Ops.

Quando ele a puxou para perto, sua pele nua aquecida pelo sol acariciou a dela e o contato fez com que ela fechasse seus olhos.

Se sentindo ousada, ela esticou seus braços e soltou seu sutiã, deixando-o cair no chão enquanto sentia os dedos de Freddie tirando sua calcinha. Ele passou os dedos em seus quadris e desceu a mão puxando sua calcinha pelas suas pernas até chegarem aos seus pés.

Estar nua na luz do dia devia lhe fazer sentir culpada, mas a maneira faminta e obscura como Freddie olha para ela faz com que ela faz com que ela se sinta linda e especial.

Ele passa as mãos pelo meu corpo, deixando sua pele arrepiada, apesar do sol.

— Vamos molhar você. — Sussurra ele. E ela tentou ignorar o duplo sentido dessa frase.

Segurando sua mão, ele a leva até a parte rasa da piscina e entram juntos na água, de mãos dadas. A água estava morna e perfeita que não era necessário fazer nenhum ajuste enquanto ela cobria seu corpo. Nadar nua era uma experiência completamente diferente. A água molha sua pele a sensação era libertadora e serena. Em algum momento eles começam a se beijar. Sua boca move-se com urgência contra a dela como se ele estivesse procurando por alguma coisa que ele precisava encontrar desesperadamente. Levantando seus pés ela passa seus braços em volta de seu pescoço, acaricia seus cabelos. Sam estava começando a perceber que era mais do que simplesmente uma transa para Freddie. Era importante para ela que ele estivesse aproveitando seu tempo, conhecendo-a, ganhando sua confiança antes de as coisas progredirem para um ponto sem volta, embora a espera seja enlouquecedora. Em algum lugar no meio do caminho havia se tornado viciada no calor que ele provocava dentro dela, e queria mais.

Por mais difícil que fosse ela parou de beijá-lo e encostou sua testa na dele.

— Você não transou comigo. Você está transando com alguma outra pessoa?

Sua voz saiu como um sussurro. Mas ela precisava saber antes de se entregar a ele. Ela havia se apaixonado por ele e saber que não era recíproco mudaria tudo.

Seu olhar determinado encontrava o dela.

— Não. Não tem mais ninguém. — Ele beija seus lábios. — Faz dois anos que eu não transo com ninguém. — Ele disse.

Sam soltou um suspiro alto. Se perguntando por que todo esse tempo.

— Celibato? — Ela teve o bom senso de brincar.

— Tipo isso. — Sua expressão era sombria e ele fechou a boca, como se quisesse falar mais, porém não disse nada.

— Podemos dar um jeito nisso...

As palavras pairam úmidas no ar entre eles e seus olhares continuam presos um no outro.

Sam colocou suas pernas em volta de sua cintura e ele coloca as mãos em sua bunda, segurando-se como se ela não pesasse na água. Ela era capaz de sentir sua ereção através de sua sunga e se apertou contra ele, gemendo de satisfação. Ele pressionou seus quadris para a frente, balançando de leve, a pressão contra sua vagina era enlouquecedora. Em poucas semanas ela havia ficado viciada em seu toque.

— Você quer isso mesmo Sammy? Meu pau dentro de você?

A fricção era inacreditável e seus olhos estavam fechados aproveitando a sensação.

— S-sim. — Ela admitiu.

Freddie colocou os dedos em sua intimidade nua e a acariciou de leve, enfiando um dedo dentro dela, brincando e testando enquanto se mexia. Ele circulou seu clitóris sem tocá-lo diretamente. Sam gemeu frustrada e Freddie mordeu seu lábio inferior, puxando-o para sua boca e chupando-o.

— Quero sentir o seu gosto. Quero fazer você gozar com a minha boca e com meus dedos primeiro. Quero ter certeza de que você está pronta para mim.

Ele pressionou seu pênis em sua vagina e colocou seu rosto no pescoço dela. Ela adorava poder sentir quanto ele a queria. A necessidade de estar mais perto dele era incontrolável ela apertou suas pernas em volta dele para que ele chegasse mais perto. Só de pensar em como seria fácil para ele escorregar para dentro dela dentro daquela água quente já a deixa molhada e pronta para ele. Com meus braços em seus ombros ela balançou contra seu corpo, adorando a sensação de seu membro duro roçando contra sua intimidade e os gemidos que ele soltava enquanto a beijava. Ela descruzou suas pernas, colocou seus pés no chão da piscina e começou a soltar o laço do cordão de sua sunga. Freddie observava suas mãos trabalharem embaixo d’água. Seu peito bronzeado brilhando na água era muito convidativo. Ela queria molhar cada centímetro de seu peito, mas seu objetivo naquele momento era segurar seu pênis em suas mãos.

Seu coração batia acelerado quando percebe que finalmente havia chegado a hora.

Ele não iria impedi-la.

Ao perceber que algo além dela chama sua atenção, ela seguiu seu olhar até a porta de vidro que dava para a casa. Uma funcionaria estava em pé na porta, olhando para eles.

Sam estranhou, pois normalmente parecia que eles ficavam sozinhos em casa.

— Senhor Benson... — Começou a funcionaria.

— Um pouco de privacidade, por favor? — Rosnou ele, olhando friamente para ela.

— Mas senhor...

— Juanita, sai daqui! — Gritou ele, mas ela não saiu.

Nenhum dos dois sabia que diabos estava acontecendo?

— Senhor Benson, sua esposa está aqui. — Disse ela.

Ao ouvir isso Sam sentiu pontinhos surgirem em sua visão, e ela cambaleou desequilibrada. Uma mulher apareceu atrás da funcionaria, ela era alta e bonita com os cabelo vermelhos lisos caindo sobre seus ombros e com o olhar mais gelado apontado diretamente para ela.

Quando Freddie viu Missy sua ereção desapareceu instantaneamente. Ela saiu no pátio que circulava a piscina e parou abruptamente ao perceber que ele não estava sozinho. Ela parecia mais velha, mais dura à luz do dia e sua boca estava franzida. Ela olhou para Sam e ele teve a necessidade repentina de cobrir o corpo de Sam para protegê-la da avaliação cruel de Missy, como se somente seu olhar pudesse danifica-la. Freddie olhou para loira, que estava nua, pálida e tremendo.

— Bom, agora vejo o que tem mantido você tão ocupado. — Disse Missy, com a voz sem nenhuma emoção.

Sam afastou-se dele, não querendo ficar sem sentir o seu toque.

— B-Benson? — Sua voz trêmula saiu em um sussurro fraco.

Ele não respondeu. Não conseguia. Só conseguia ficar olhando para os olhos azuis de Sam pedindo a Deus para que ela o deixasse explicar.

— Sim, ele é casado, querida, por isso sugiro que você tire a sua bunda nua de dentro da minha piscina antes que eu chame a polícia.— Missy disse, colocando a mão na cintura.

Sam parecia raivosa e chocada, e seus olhos encheram-se de lágrimas, mas ela não derramou nenhuma, não na frente daquela mulher, ela afastou-se ainda mais dele saindo da piscina, nua e tremendo como uma folha. Freddie sentiu seu coração recém-remendado quebrar-se em um milhão de pedacinhos enquanto tudo o que ele achou que ganhou nas últimas semanas estava perdido de novo.

— Sam...

Freddie saiu da piscina e foi atrás dela, mas ela passou correndo pela porta de vidro, tendo apenas tempo de pegar uma toalha que estava ali na pressa em se afastar de Missy.

Merda.

A dor em seu peito se intensificou. A voz de Missy corta seus pensamentos ele não poderia perdê-la. Tinha mais coisa acontecendo entre eles do que esperavam.

Ele havia se apaixonado por ela. No exato momento em que estes pensamentos passam pela sua cabeça ele sabia que talvez ele já a tivesse perdido.

Notas finais
Ainda bem que não rolou na água por que a água não é lubrificante né hahhah bjs