Upside Down - Seddie
15 Capitulo 15 - No holdin' on and no lookin' back.
Notas iniciais
Freddie não conseguiu ignorar a mudança de comportamento de Sam quando ele disse que Patrice era a melhor amiga de Missy. A noite parecia promissora antes deles chegarem a festa, ele até pensou que poderiam resolver suas questões pendentes, sim eles dormiram juntos no sentido sexual, ele não aguentava mais deixá-la intocada, e ela já havia dado indícios de que queria. Vários, aliás, mas Patrice ficou a noite toda perseguindo eles dois, no momento em que ele a viu ele soube que teriam problemas, Patrice diversas vezes tentou ter algo com ele, mas ele nunca a quis, por ela ser uma cópia morena de Missy e a melhor amiga dela, mas ele não imaginava que seriam tantos problemas e ele ainda tinha que repreender Sam, por ter batido em Patrice, ela provavelmente mereceu, mas ele era uma pessoa pública que não poderia estar de modo algum metido em escândalos, ele já conseguia ouvir os surtos de sua mãe por telefone dizendo que ela o havia avisado, que a Sam era uma marginal, que ele deveria tê-la mandado de volta para o buraco de onde ela havia saído. Ele massageou as têmporas em um movimento involuntário as reações de sua mãe.
— Sam. — Ele começou tentando pegar em sua mão, mas Sam a tirou rapidamente, fazendo com que ele erguesse a sobrancelha confuso.
Ela apenas virou a cara olhando para a janela.
— Precisamos conversar, sobre hoje... Não foi apropriado bater na Patrice, isso pode me causar problemas... — Ele disse com um tom mais firme.
— Tem certeza que é só isso Benson? — Ela retrucou depois de muito tempo. — Ou você ta chateadinho por que bati em uma das suas putas? — Sam largou com raiva, do jeito que Patrice passou a noite confrontando eles dois ela não estaria surpresa por ter rolado algo entre eles, em algum momento. Sem contar que ela ainda estava pensando no que Patrice havia dito.
Freddie a encarou incrédulo. Ele não esperava ouvir isso de Sam, pelo visto Patrice havia feito muito mais estragos do que ele havia imaginado.
— Sam... Escuta, eu não o que ela te disse, mas você precisa confiar em mim, nunca aconteceu nada entre mim e Patrice, no entanto ela bem que tentou, mas eu nunca a encorajei, eu era apaixonada pela Missy.
— Ainda é pelo visto. — Sam disse sem olhar para ele. — Por que você quer acabar com a vida dela Freddie? Você ainda tem sentimentos por ela não é? — Sam disse mesmo sem ter direito algum de cobrar algo dele, mas se sentiu usada. O que era irônico, ela havia sido comprada justamente para isso.
— Sam... Eu não quero brigar, de verdade. — Freddie disse tentando amenizar a situação.
— Bom talvez eu queira Freddie, como é que você quer que eu confie em você, se você me deixa no escuro, não me conta a verdade, e eu tenho que ficar sabendo por gente que me odeia? — Sam disse olhando para ele pela primeira vez. Freddie pôde visualizar a mágoa em seus olhos. E ele não gostou do que ele viu.
— Sammy, me escuta. No momento você é a única prioridade da minha vida, de verdade! Mas eu tenho umas situações para resolver, antes que a gente dê um passo no nosso relacionamento, vão existir contratempos como Patrice, mas mesmo que seja difícil você tem que confiar em mim. — Freddie tentou passar a maior sinceridade que existia dentro dele, Sam era realmente sua única prioridade e ele não gostaria de perdê-la.
Sam assentiu pegando em sua mão, ela iria dar esse voto de confiança a ele, mas seria o único.
Freddie suspirou aliviado abraçando-a.
— Tudo bem, não vou mais bater na Patrice... — Sam disse depois de um tempo abraçada a ele.
Freddie riu. — Na verdade deve ter sido engraçado...
oOo
Seu relacionamento com Freddie ganhou um novo significado, mudando de maneira sutil, mas notável. Ele lhe mandava mensagens de texto durante o dia enquanto estava no trabalho e ligava a caminho de casa.
Sam tem trabalhado vários dias da semana com Nevel tendo varias sessões de fotos que pessoalmente ela achou que fossem ser piores, mas as lingeries de Nevel eram de muito bom gosto, e era tudo estritamente profissional, tanto que Freddie nem se importava com as fotos, na verdade ele as achava lindas segundo ele, Sam ia até as sessões em um dos carros de Freddie.
Era bom fazer alguma coisa, e agora que ela e Freddie estavam realmente se dando bem, ela sentia-se sinto muito melhor com a sua situação.
Naquele dia ele havia ligado na hora do almoço, parecendo melancólico, o que não era nada típico dele. Sam o pressionou para saber qual era o problema e ele só disse que era um dia difícil e que ele estava ansioso para voltar para casa. Às seis da tarde, todos os funcionários já haviam ido embora há bastante tempo e ela estava ansiosa esperando que ele a ligasse para dizer que estava a caminho.
Ela mal podia esperar para mostrar a surpresa que fez para ele.
Finalmente seu telefone tocou e ela pulou na cozinha para pegá-lo na ilha.
— Fala Benson...
— Estou a caminho. — Disse ele com a voz seca e sem emoção.
— Tudo bem — Sam respondeu.
Sam sabia que teria a missão de animá-lo quando ele chegasse.
Quando Freddie chegou em casa, trinta minutos depois, ela estava pronta para ele. Ela também se arrumou com cuidado, tomando um banho demorado de banheira e então preparou uma refeição especial para ele. Foi a única coisa em que conseguiu pensar quando soube que ele estava tendo um dia ruim sua mãe as vezes fazia isso quando queria demonstrar algum afeto por ela.
Sam encontrou com ele na porta dos fundos. Seu terno estava amarrotado e sua expressão era amarga. Quando ele olhou para ela seu rosto ficou mais suave, mas Sam percebeu que algo estava errado e a necessidade de ajudá-lo borbulhou dentro dela.
— Aconteceu algo no trabalho? — Sam perguntou, ajudando-o a tirar o paletó. Ele jogou a roupa no banco. Ele fazia isso toda noite e então miraculosamente a roupa aparecia lavada e de volta em seu armário. Sam achava que ele nem percebia isso.
— Tipo isso. — Disse ele, sem olhar para ela.
— Sou uma boa ouvinte. Você pode me contar as coisas, sabia? Você pode confiar em mim Benson. — Sam disse a ele.
— Eu sei. Mas quando chego em casa, normalmente a última coisa que quero é falar sobre meu dia. — Freddie disse desanimado.
Sam balançou a cabeça. Conhecia bem esse sentimento. Quando Melanie estava doente, amigos a encorajavam a falar sobre o assunto e, embora ela gostasse desse gesto deles, ela sabia que falar sobre isso só traria à tona seus medos e preocupações. Era melhor deixar quieto. Então, embora ela entendesse, ela ficava ainda mais curiosa para saber o que o estava incomodando.
— Fiz um jantar para você. — Sam disse.
— Você cozinhou? — Perguntou ele com a voz um pouco surpresa.
Sam balançou a cabeça sentindo-se insegura por algum motivo estranho. Talvez fosse pela maneira curiosa como ele olhava para ela.
— E a Chef?
— Eu a mandei para casa.
Sam não tinha nenhuma autoridade para liberar seus funcionários, mas Freddie não disse nada mais, apenas a seguiu até a cozinha, afrouxando a gravata. Agora que ele estava ali na cozinha com ela Sam estava inquieta. Usando dois pegadores de travessa, levou a comida que preparou para a ilha da cozinha e colocou-a em frente a ele. Sam sentou-se como se estivesse mostrando um experimento no colégio.
Um experimento com resultados bastante questionáveis.
Ele olhou curioso para baixo e então olhou para mim.
— Você fez lasanha? Ele sorriu.
Na mesma hora ela sentiu-se boba. O cara tinha uma equipe de funcionários e uma chefe de cozinha pessoal. Ele comia coisas como beterraba orgânica e salada de rúcula, peixe grelhado e camarões alimentados com a mão. E ela preparou uma lasanha que ele poderia trazer da Itália se quisesse. Sua expressão divertida a fez ter vontade de cavar um buraco, e se enfiar nele e morrer. Por que foi que ela se preocupou? E agora ela se sentia ainda mais idiota porque mandou a cozinheira dele passar a noite em casa.
— Quer saber? Deixa pra lá.
Sam pegou a travessa para limpá-la e a mão dele segurou seu pulso.
— Pare com isso!
— Foi uma coisa imbecil. Tempo perdido.
— Calma Sam. — Disse ele de novo, tirando sua mão da travessa. — Você cozinhou para mim.
Sam olhou para ele, tentando entender suas palavras.
— Eu não como uma comida como esta, comida caseira há... Muito tempo. Obrigado.
Sam entendeu errado sua reação. Ele estava surpreso. E aparentemente feliz. Puxando um banquinho na ilha, ele sentou-se e serviu-se de uma grande porção.
— Meu Deus! Está incrível, parece com a do Pini´s. — Ele disse, com a boca cheia de lasanha.
Sam riu para ele, de fato ela conhecia o chef do Pini´s que era um grande amigo seu e lhe ensinou alguns truques, ele havia crescido em Seattle como ela, mas ela não achou que ele fosse lembrar. Ela observou Freddie comer duas grandes porções da comida e ele se questionou se ela não iria comer com ele, na verdade ela apenas se distraiu, mas obvio que comeria também, Nevel havia pedido para ela maneirar no carboidrato, por questões de segurança, ele ficou horrorizado quando a viu chegando no estúdio comendo um balde de frango frito.
Eles sentaram-se lado a lado no balcão, enchendo a barriga de lasanha. E estava muito bom, Sam ficou aliviada. Embora, para ser sincera, foi a reação dele que fez seu coração acelerar.
Ele ficou instantaneamente mais leve e pareceu ter deixado o que quer que estivesse estressando-o para trás.
— Eu poderia algum dia desses te levar a um encontro no Pini´s o que acha? — Ele perguntou, mas nem lhe deu a chance de responder. — Apesar da sua ser muito boa igual a de lá.
— Bom o chef é amigo meu, posso ter aprendido alguma coisa ou outra. — Sam disse meio sem graça com o elogio.
— Eu o conheci uma vez! Que mundo pequeno. — Freddie disse.
Apesar de serem situações completamente diferentes. Sam roubava lasanhas de lá e Steffano Pini se compadeceu com a garotinha suja e faminta e Freddie o conheceu por que bom... Ele era Freddie.
— Quer beber alguma coisa? — Sam perguntou, colocando um copo a sua frente.
Ele olhou pensativo para o copo.
— Que vinho combina com lasanha? Um Pinot Grigio?
Sam balançou a cabeça. — Claro. Se você quiser.
Ela fez um movimento para se levantar e ele colocou a mão em seu cotovelo para lhe impedir.
— Fique aí. Eu pego.
Sam olhou para a travessa notando que comeram uma boa parte da comida, cobriu-a com a tampa para guardá-la na geladeira. Ele voltou logo depois com duas taças de vinho e lhe entregou uma.
— Obrigado pelo jantar — Disse ele, com a voz solene e olhando para seus olhos.
Sam balançou a cabeça e olhou para ele, tomando um gole do vinho. Humm. Freddie Benson, vinho e comida caseira gostosa. Seu dia estava completo. Eles colocaram seus pratos na pia e foram para a varanda de seu escritório, acomodando-se nas espreguiçadeiras para tomar vinho.
Depois de vários minutos, o vinho e o barulho das ondas os dois estavam relaxados.
— O que fazemos agora? — Sam perguntou o tom sensual de sua voz fora involuntário, mas o olhar obscuro de Freddie encontra o seu e a loira sentiu seus músculos se enrijecerem. Seu olhar faminto era novo e inquietante.
— Vem aqui. — Freddie disse em tom igualmente sensual, porém com um quê de desafio.
Sam se levantou da cadeira e ficou em pé na frente dele. Seu coração bateu forte e seu olhar sensual a fez se questionar se seria aquela noite. Embora ela estivesse só um pouco curiosa antes, a cada dia que passava ela ficava morrendo de vontade de saber como e quando seria quando ele finalmente a possuísse. Por mais estranho que parecesse, era uma experiência da qual ela sabia que iria gostar. Ficar envolvida em seus braços fortes, sentir seus lábios carnudos nos dela e finalmente entender o que toda a história sobre sexo significava... Ela estremeceu ao pensar nisso.
— Você está com frio? — Os dedos de Freddie acariciaram seus braços.
Sam balançou a cabeça. O arrepio que tomava conta de sua pele nada tinha a ver com a temperatura.
— Aquilo que aconteceu na outra noite... — Ele parou de falar e passou a língua pelos lábios preguiçosamente enquanto olhava para ela. — Foi tudo bem para você?
Havia algo bastante acolhedor naquilo. E saber que ele sabia como fazer seu corpo sentir prazer da maneira como ele fez? Aquilo era a cereja de um bolo maravilhoso.
— Sim. — Sam responde, olhando para ele.
Ele esticou o braço para tocar seu lábio inferior e então colocou a palma de sua mão em volta do pescoço dela, trazendo sua boca para perto da dele.
Ele chegou mais perto, passando as mãos em volta de seus joelhos.
— Tire a calcinha. — Sussurrou ele.
— Aqui?
A varanda era particular, mas ainda assim estavam do lado de fora. Ele não respondeu, seus olhos continuam presos nos dela.
É claro que não havia espaço para negociação.
Sam vestia um vestidinho básico que comprou com Carly em sua primeira semana ali, e o ar frio da noite bateu nela quando Sam colocou a mão embaixo do vestido e tirou sua calcinha. Ela caiu no calcanhar de Sam e ela tirou-a com o pé, entregando o tecido de renda azul marinho para ele com um sorriso atrevido.
Sam não sabia muito bem o que ele queria, eles não deveriam ir para o quarto? Pensou. Mas a mão dele agarrou sua coxa, tirando seu vestido do caminho. Seus dedos acariciaram sua pele nua. Ele olhou para ela e continuou a acariciá-la. Ela pôde sentir sua intimidade ficando molhada quando a endorfina tomou conta do seu corpo. Sam queria muito sentir aquela maravilhosa sensação novamente ela chegou com sua cintura mais perto, permitindo que ele tivesse um ângulo melhor, e Freddie sorriu.
— Vem aqui.
Ele segurou sua mão e a ajudou a abaixar em seu colo para que ela ficasse em cima dele. Suas pernas estavam bem abertas e ele começou a me acariciar mais uma vez. Sua outra mão estava em sua nuca e ele levou a boca dela para junto da dele. Seus lábios eram suaves, carnudos e exigentes.
Ele rapidamente assumiu o controle do beijo, e sua língua acariciou a dela em um ritmo hipnótico, Sam era uma pessoa que normalmente gostava de controle, mas ela não conseguia exercer nenhum sobre Freddie nesses momentos. Seu corpo todo respondeu, seus quadris rebolaram e ela colocou as mãos em seu cabelo.
Entendendo as reações de seu corpo, Freddie acelera o ritmo, fazendo movimentos circulares e esfregando seu clitóris até que ela estivesse bastante molhada e quase atingindo o clímax. A necessidade de tocá-lo era grande dentro dela.
Sam estica o braço entre eles, abre seu cinto e quase rasga suas calças para abri-las. Quando seu membro grosso e quente está em suas mãos ele solta um gemido suave de prazer. Ela mexe sua mão para cima e para baixo, adorando seus beijos desesperados enquanto se movem juntos.
Segurando sua bunda embaixo de seu vestido, ele a puxa mais para perto até que seu pau está encostado em sua vagina. Sam mexe seus quadris e se aproxima, balançando em cima dele. Seus dedos beliscam sua pele e ele pare de beijá-la, piscando os olhos de maneira perigosa para ela.
Ela escorrega em seu pênis, sua pele molhada estava tão sensível que ela conseguia sentir cada parte dura e cada veia dele. Ela ficou se perguntando o que ela sentiria se ele entrasse em nela...
— Cuidado. — Disse ele, com a voz presa na garganta. Seus olhos estavam sombrios e meio fechados, como se ele estivesse sentindo muito prazer. Ignorando seu aviso ela se levanta e se abaixa em cima dele, sem conseguir parar de se mexer.
A fricção de seu membro duro em sua intimidade era demais. Pequenos gritos de prazer quebram o silêncio e ela se move mais depressa, esfregando em seu pênis, procurando o orgasmo que ela tanto desejava.
Freddie observou enquanto ela se remexia, com as mãos em sua bunda. Sam só conseguia pensar no quão gostoso ele era enquanto imagina como seria finalmente senti-lo dentro dela...
Seu corpo se aperta e ela ouve o nome dele escapar por sua boca,ficando toda molhada em cima dele. Quando a explosão do seu orgasmo desaparece, Sam abre seus olhos e encontra os dele.
Seus dentes estavam cerrados e ele parecia bravo.
— F-foi mal.
Ela disse sem saber direito por que estava se desculpando e saiu de seu colo pensando se tinha feito algo errado.
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