Upside Down - Seddie
16 Capitulo 16- Tatics.
Notas iniciais
Freddie segurou seu braço já em seu escritório e virou-a para que ela olhasse para ele. Suas bochechas estavam vermelhas e ela respirava rapidamente, ainda tentando recuperar-se. Ela não poderia brincar com a cara dele, usá-lo até praticamente gozar e depois querer ir embora. Poderia parecer confuso, mas era bem simples, eles tinham um acordo mutuo de prazer, obvio que quando não cumprido ele ficaria chateado, mas ele estaria mentindo se dissesse que não adorou dar prazer a ela.
— Você não vai embora não, Sammy. — Freddie avisou quase que ameaçadoramente.
Sam colocou seu lábio inferior dentro da boca e chupou. Freddie sentiu seu pênis pulsar, lembrando-lhe de sua situação. — Você não percebeu que eu estava quase gozando? A gente quase transou, eu poderia ter enfiado...
Sam o encarou surpresa. Mas não disse nada.
Freddie colocou a mão embaixo de seu vestido e empurro dois dedos para dentro dela. Ela fechou os olhos e mordeu o lábio reprimindo um gemido enquanto ele enfiava e tirava os seus dedos.
— Eu podia ter te machucado. Ter feito você sangrar. Não queremos isso, não é?
Sam não respondeu. Seus olhos azuis apenas ficaram escuros enquanto ela olhava para ele em um silêncio desafiador.
Que merda é essa? Freddie pensou.
Suas bolas doíam com a necessidade de entrar nela, mas ele não podia. Não até ter resolvido o seu passado com Missy. Quanto mais ele se aproximava de Sam, mais ele a entendia, e acima de tudo ele não queria machucá-la. Um impulso heróico a fez comprá-la e como conseqüência disso achou que teria alguma diversão e aliviaria um pouco a minha tensão, mas ao longo do caminho as coisas ficaram diferentes. Logo na primeira manhã, quando Brad olhou interessado para ela ele também se interessou. Por ela. Por eles.
— A resposta é não, Sammy. Eu não quero machucar você.
Ela respirou ofegante.
— Mas uma escrava sexual não deve realmente fazer sexo com seu dono?
O desejo de entrar nela lhe causava dor física, mas ele se forçou a manter o controle.
— Você quer tanto assim, é? — Freddie pergunta passando seu dedo molhado em seu lábio inferior e sentiu ela respirar fundo.
— Você me comprou esperando algo em troca. Pode me chamar de louca, mas achei que era assim que funcionava. — Desafiou ela.
— Vamos deixar uma coisa bem clara. Eu não quero uma escrava sexual. Eu quero companhia. Uma amante.
Freddie odiava a palavra “escrava”. A noite em que conheceu Sam foi a primeira vez que teve com contato com essas coisas e ele esperava continuar assim. De fato havia um acordo financeiro entre eles, mas ela não estava ali presa contra sua vontade.
— Uma amante? — Perguntou ela, levantando uma sobrancelha para ele.
— Serve direitinho para você.
— Ainda sim teríamos que fazer sexo Benson. — Sam disse em tom acusador.
— Eu não quero mais que você questione os meus motivos, como já pedi antes, você vai ter que confiar em mim. — Freddie relembrou, passando uma mão em seu corpo, observando sua pulsação aumentar em seu pescoço. Seus motivos eram ruins demais até para ele mesmo pensar neles, melhor não admiti-los para ela. E como ele não queria deixar Missy atrapalhar mais uma coisa em sua vida, Freddie havia planejado lidar com ela, e então conquistar Sam para ele.
— Tire seu vestido.
Ela ainda está olhando para ele enquanto ele se tocava, e por isso levou um tempinho para reagir. Ela olha para ele e começou a mexer as mãos para tirar o vestido. Ela estava sem sutiã como esperado por Freddie.
Freddie olhou para o seu pênis em sua mão e então de novo para a boca dela. Sam abaixou-se graciosamente entre seus pés e levou sua boca com vontade até ele. O calor doce de sua boca enquanto ela molhava a ponta de seu pênis deu a Freddie um prazer enorme. Ele respirou fundo e passou seus dedos em seu cabelo, entrando ainda mais em sua boca. Olhando para ele ela o enfia mais para dentro, deixando que ele controle o ritmo enquanto entra em sua boca. Freddie empurra seus quadris para frente em um ritmo preguiçoso, querendo segurar o máximo que ele conseguir.
— Coloque a mão aqui. — Freddie pede respirando fundo e Sam obedece, colocando a mão em seu pênis, puxando-o e mexendo a boca ao mesmo tempo. Seu ritmo era perfeito. Depois disso sua liberação chegou rapidamente, Freddie teve que se apoiar na mesa, com seus músculos rígidos.
— Sam... — Ele sussurra em tom de aviso, mas sem força.
Ela o chupou ainda mais e sua cabeça cai para trás enquanto termina o seu trabalho na boca dela. Ela engole cada gota, como se fosse uma campeã, e ele não conseguiu resistir, abaixando-se para beijar sua boca.
— Isso foi bom pra caralho.
— Que bom que você gostou.
Freddie a ajuda a levantar e beija seu pescoço, sua bochecha, a ponta de seu nariz.
— Fato.
Ela encosta nele e ele a segura. Freddie sentia muita falta do contato físico. Missy nunca foi de muito contato. Parecia bobo, mas ele tinha vontade de sentir o carinho e o calor de um corpo feminino. Há bastante tempo em sua vida e sentia falta da intimidade, no sentido mais básico da palavra.
Era gostoso segurá-la em seus braços.
— Você cozinhou para mim. — Ele sussurou em seu pescoço quando se lembrou do início da noite.
— Eu só estava tentando ajudar — sussurrou ela de volta.
A sensação de estar se apaixonando estava tomando conta de Freddie enquanto ele a segurava com mais força, apertando-a em seus braços.
— Obrigado pela lasanha.
Freddie beijou sua testa, já sabendo que estava em uma grande encrenca.
oOo
Tomar banho juntos já era algo completamente rotineiro entre eles. Depois de escovar seus dentes, Sam se juntou a ele na cama apenas de calcinha ela já se sentia completamente a vontade sem roupa perto dele. E havia um prazer narcisista em saber que ela tinha efeito sobre ele, mas ela sabia ele ainda não iria tomar nenhuma providência, pelo menos não por enquanto.
Perdida em seus pensamentos ela nem percebeu que ele não estava olhando para ela, como ela esperava e sim para o celular. Ele está franzindo a testa. E considerando o que haviam acabado de fazer, ela não conseguia entender seu mau humor.
— O que aconteceu? — Sam perguntou, virando-se para ele.
Ele largou o celular e olhou para ela baixo e olha para ela.
— Uma das minhas ações está afundando. — Disse ele.
Sam sabia que ele era mentira. Ele não estava vendo o desempenho das ações. Antes da tela de seu celular ficar preta, Sam pôde ver que ele estava mandando uma mensagem de texto para alguém, passando os dedos pela tela com raiva.
Mas Sam resolveu deixar para lá. Quem quer que fosse ele não queria falar sobre, e, considerando o progresso que estavam fazendo, ela não queria estragar tudo. Claro que estava curiosa, mas, por enquanto, precisava aceitar as partes dele que ele queria compartilhar com ela.
oOo
Na manhã seguinte Freddie havia acordado mais cedo que o normal não havia sido fácil deixar o corpo nu de Sam, mas ele havia combinado de malhar com Spencer, e como o mesmo estava fora da cidade antes eles não haviam se visto há varias dias então Spencer não tinha como desmarcar, coisa que ele faria com certeza, pois odiava acordar cedo e fazer exercícios, mas era o único tempo livre que Freddie tinha aquele dia.
Depois de varias conversas muitas delas sobre coisas banais, Freddie achou que Spencer poderia lhe jogar alguma pérola de sabedoria.
— Preciso ir para Seattle, resolver algumas coisas. — Ele disse a Spencer enquanto carregava um peso.
Freddie se levantou do banco e limpou sua testa com uma toalha. Spencer desligou velocidade da esteira em que fazia caminhada enquanto comia uma barrinha de chocolate, e caminhou ate o banco onde Freddie estava sentando-se.
— Spencer isso é um Snickers? — Freddie perguntou confuso.
— Sim, e não vou dividir... Não vai me dizer que isso tem a ver com a Missy. — Spencer disse se referindo a viagem de Freddie.
— Eu não quero seu chocolate, depois reclama que ta gordo. — Freddie disse tomando o chocolate de Spencer e jogando em uma lixeira ao lado dele.
Spencer tirou outro do bolso como se nada tivesse acontecido.
Freddie balançou a cabeça, mas continuou.
— Nós dois sabemos que preciso resolver essa confusão. Isso já se arrastou por tempo demais.
— Isso não é uma boa idéia, Freddie. Você nunca consegue se controlar quando o assunto é ela. Só não quero vê-lo envolvido de novo em algo que lutou tanto para se livrar.
Spencer estava errado sobre uma coisa Freddie nunca lutou para se livrar daquilo antes.
— Essa é a idéia dessa viagem. Prometo para você. Terminar. De uma vez por todas.
Ele encostou-se dando uma mordida no chocolate.
— E quantas vezes eu já ouvi isso no último ano?
Freddie sabia que ele estava certo. Ele havia deixado ela o atingir, pegá-lo de volta, mas desta vez parecia ser diferente. Desta vez ele tinha Sam. Poderia não ser muita coisa, mas ele tinha um horizonte com uma garota linda e incrível. E sua mente não o deixaria ter um relacionamento com ela enquanto ele não se livrasse daquela mega encrenca.
Freddie mudou de exercício, mas ele continuava olhando curioso para ele.
— Você vai levar a Sam?
— Claro que não. Ela não sabe nada sobre Missy e eu prefiro que seja assim. Na verdade, eu ia pedir para você passar lá em casa e ficar de olho nela junto com a Carly.
— Você não confia em deixá-la sozinha na sua casa, não é?
— Não, não é isso. Só não quero que ela fique entediada. Ela está trabalhando com a Nevel agora, mas sei, por experiência própria, que as noites solitárias podem ser difíceis nessa casa enorme.
— Tudo bem, vamos dar uma festa lá.
Spencer sorriu para ele deixando claro que era uma brincadeira. As vezes ele sentia vontade de surrar Spencer. Mas Spencer era um amigo verdadeiro com quem ele sempre podia contar.
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