Upside Down - Seddie

10 Capitulo 10 - Mother in law?


Notas iniciais
Espero que gostem! Beijos!!

O sol do meio da manhã e o fato de ainda ter um cara quente enfiado do seu lado lhe fazem lembrar que é sábado. Sam se estica vagarosamente e já sonha com o delicioso bacon que iria preparar para si mesma. Sem contar que ela finalmente já sabia mexer naquela maldita máquina de café, Freddie havia comentado que havia sido um presente de Gibby e Carly. Ela havia levado apenas três semanas para aprender.

Ela estranhou acordar primeiro e mais estranho ainda Freddie puxá-la de volta para perto dele. Ela logo sentiu uma ereção bastante impressionante nas suas costas. Era quente e duro e seu corpo aperta-se inutilmente, respondendo automaticamente só pelo fato dela pensar nele.

Depois daquelas duas noites, eles não tiveram mais contato sexual. Ela devia se sentir aliviada, mas se sentia cada vez mais frustrada e confusa.

Já havia se passado quase um mês.

Sam achou que ele tiraria sua virgindade logo de cara, mas depois de vários dias, e então semanas, ela tem estado mais ansiosa e curiosa a respeito disso. Agora ela só queria acabar logo com isso, estava cansada de ficar esperando e imaginando quando ele iria vai fazer. Havia um acordo entre eles e ambos não estavam cumprindo sua parte no combinado.

Todas as noites ele ficava acordado até tarde, trabalhando no escritório a ignorava. Ela não estava começando a pensar varias coisas que ela não era atraente, se ele era gay, se ele não tinha gostado do oral que ela havia feita. A espera era enlouquecedora. Ela queria saber o que havia de errado com ela, para ele não querer transar com ela. O frio na barriga por causa da expectativa é pior do que o acontecimento em si. E ela precisava superar isso.

Sam sabia que ele se resolvia durante seu banho pela manhã, mas nunca teve coragem o suficiente para se aventurar a entrar no banheiro e conferir.

Primeiro ela pensava que ele estava esperando que ela desse o primeiro passo, que ela subisse em seu colo ou beijasse-o... Mas ela sabia que não era isso. Ele não teve vergonha de dizer o que queria nas duas vezes. Ela sabia que ele não era tímido, o que a deixava ainda mais confusa.

Era possível cortar a tensão sexual entre eles com uma faca, era uma necessidade real e visceral que permeava o ar em volta deles. E todas as noites ela devia deitar-se nos braços de um homem sem camisa, lindo, com perfume delicioso e ser a companheira de cama perfeita e obediente. Qual era o problema disso? Era confuso pra caramba. Ele gastou um milhão de dólares para levá-la para lá, ela sabia muito bem disso. Sempre que ligava para sua casa e ouvia sobre a evolução de Mel, sempre que andava pelos vários cômodos de sua mansão, ou sempre que se olhava no espelho e lembrou-se de onde veio seu novo guarda-roupas, sentia uma grande confusão em sua cabeça. Precisava saber o que ele esperava dela, onde estava, o que este acordo significava.

O pênis dele era a única parte de sua pessoa que ela realmente entendia. Ele era menos discreto em seus desejos. Mas a sua cabeça parecia um maldito quebra- cabeças. Um quebra-cabeças que ela nunca iria conseguir montar. Já pensou em confrontá-lo. Mas, neste momento, ao sentir seu membro grande encostado nela, queria mais era outra coisa.

Um barulho baixo escapa de sua garganta enquanto ele se aperta mais a ela. Seu pênis encosta em sua bunda. Uma necessidade ardente molha suas calcinhas, fazendo com que ela grude nos seus pontos sensíveis. Ele empurra o quadril mais para perto de novo, a deixando sem fôlego enquanto Sam sente sua ereção. Ele passa a mão em sua barriga, chegando mais perto, e Sam segura sua respiração imaginando onde isso iria chegar.

O desejo toma conta de Sam e ela dobra seu corpo em direção ao dele, querendo sentir sua mão firme em seus seios, esfregando seus mamilos. Ele abre os dedos e acaricia a parte de baixo de seus seios.

Sua respiração continuou sua nuca e ele fez pequenos sons como se estivesse dormindo, o que a deixou ainda mais excitada. Por mais que ela quisesse ver seu rosto, tinha medo de se mover, medo de quebrar o feitiço. Sam cogitou tirar a sua blusa para ajudá-lo, desejando que suas peles se toquem, mas em vez disso, apertou suas costas contra seu membro e ele resmungou. Aquele barulho fez todos os seus músculos se contraírem.

— Sammy? — Perguntou ele, com a voz sonolenta e rouca.

Ela se virou para ele e olhou para baixo entre eles, onde seu pênis estava dentro da cueca, tentando sair para lhe cumprimentar. Ela só queria tomar conta disso.

— Desculpe-me, isso acontece todas as manhãs — Disse ele percebendo seu fascínio pelo que estava abaixo de seu umbigo.

— Tudo bem — Sam sussurrou. — Você quer... Você está...

Sua falta de experiência mostrou-lhe que ela não fazia a menor idéia de como fazer a pergunta.

Mas ela nem precisou se preocupar com isso, pois os dois escutaram uma batida na porta, seguida por mais outra, o que era extremamente incomum, mas instintivamente Sam levantou da cama e abriu a porta, vestida apenas com a camisa dele.

Sam sentiu dois olhos perfurantes sobre si que a encararam de cima a baixo. Mas ela não teve muito tempo de pensar sobre isso, pois a mulher passou por ela a ignorando completamente.

— A mais eu tinha que vir ver com meus próprios olhos, o que significa isso Fredward Benson? — Disse à mulher que já aparentava certa idade, mas era muito elegante.

Freddie sentou na cama e por instinto cobriu sua ereção com o travesseiro, o que não passou despercebido por sua mãe e sua expressão de desgosto aumentou.

— Mãe! O que a senhora ta fazendo aqui? Eu falei que você não deveria vir. — Freddie disse irritado.

— Primeiramente, acho que você deveria apresentar sua namorada? — Marissa disse olhando Sam novamente que não estava entendendo nada. — Ou seja, lá o que ela seja sua. É assim que você pretende administrar as indústrias Benson? Com esse tipo de distração do seu lado? Coitada da Missy...

— Mãe a senhora não sabe o que ta dizendo. E a minha vida pessoal não tem nada a ver com a minha vida profissional, você esta tirando conclusões erradas como sempre. — Disse Freddie irritado.

— Claro que sei inclusive uma coisa tem a ver com a outra se você sujar o nome da empresa andando com mulheres de quinta ao invés de sua esposa. — Marisa disse cruzando o braço.

Sam não poderia continuar calada, aquela mulher nem a conhecia e estava lhe chamando de mulher de quinta? Ela jamais deixaria.

— Com licença dona, mas você não me conhece, eu sou a Sam e não sou uma mulher de quinta. — Disse Sam irritada.

Freddie ergueu a sobrancelha surpreso, mas não disse nada, tentava reprimir o riso por finalmente alguém enfrentar sua mãe.

— Mas tem nome de uma, e educação de mulher de quinta também, será que você poderia sair para eu continuar falando com meu filho? — Marissa disse arrogante.

— Não venha me falar de educação foi você que começou a me ofender do nada. E ofendeu o Freddie também que se você não percebeu já é um homem adulto. — Sam disse se aproximando da mulher, mas Freddie pulou da cama e correu a tempo de segura-la.

— Ok ok, chega! Mãe já desço para conversarmos, por favor espere lá fora, desço em quinze minutos. — Ele disse antes que as duas começassem a se estapear.

Marissa a contra gosto se virou e saiu sem mais discussões, mas fuzilando Sam com os olhos. Freddie fechou a porta com força ainda tomado pela adrenalina. Sam começou a andar pisando duro até o banheiro emburrada, achava um absurdo ser tratada daquela forma, a mãe dele nem sequer a conhecia. E provavelmente não pensaria melhor dela se soubesse que ela havia vendido sua virgindade. Sem contar que o idiota do nerd mal abriu a boca para se defender.

Ela tirou a camisa de Freddie e sua calcinha entrando embaixo do chuveiro frio pouco se importando se ele ia vê-la nua ou não, sem demora ela sentiu dois braços rodeando sua cintura, impulsivamente ela fechou os olhos, aquilo não melhorava sua situação de excitação. Então quando ele beijou seu pescoço ela ofegou. Foi necessária toda sua força de vontade, para pedir que ele a soltasse.

— Me solta Benson, você não tem que falar com sua mãe maluca que ofende os outros por nada? — Disse ela amarga dessa vez tentando ignorar o membro de Freddie atrás de si.

Ela não iria se iludir achando que ele fosse fazer algo mesmo.

Ele riu em seu pescoço e ela torceu para que ele não notasse o arrepio em sua pele. — Tem certeza Sammy? Eu acordei generoso hoje. — Ele disse com a voz baixa apertando o seio de Sam que ofegou.

Freddie massageou ali enquanto distribuía mais beijos em seu corpo. Ela sentiu um calor crescente em seu corpo mesmo estando embaixo de um chuveiro na água fria, Freddie estava lhe proporcionando prazer novamente e aquilo nem era o combinado, mas ela não reclamaria, porém achou prudente massageá-lo também.

Ela nunca se cansaria de ouvir o gemido rouco dele.

Freddie não perdeu tempo virando-a e sugando seus seios enquanto habilidosamente tocava sua intimidade, ela achou que fosse morrer quando ele colocou sua perna em sua cintura roçando sua intimidade na dela, aquilo foi quase demais para ambos. Ela achou que chegaria ao ápice só com isso, mas então Freddie começou a mordiscar seu pescoço mais uma vez, faltava pouco, e Freddie estava perto também.

Mas novamente as batidas voltaram. — Freddie Benson não me faça entrar nesse banheiro. Exijo que você saia agora daí, precisamos conversar. — Os dois ouviram do lado de fora.

Sam sentiu um raio de frustração tão forte atravessar seu corpo que ela seria capaz de chorar de raiva. Ela estava tão perto. Os dois respiravam ofegantes, e ficaram se encarando. Sem muito mais o que fazer, Sam saiu dos braços de Freddie e mais uma vez aquela mulher havia lhe feito passar raiva naquela manhã. Ela se enrolou numa toalha e foi se vestir o mais rápido possível.

Como uma boa empata foda a senhora Benson não estava no quarto quando ela saiu já penteando os cabelos, ela havia feito de propósito pensou Sam e sua raiva aumentou. Sam decidiu descer para comer algo, sonhando com o bacon crocante e waffles quentinhos, aquilo sim melhoraria o seu humor. Passou por uma senhora Benson azeda sentada na sala, mas ignorou os olhares da mulher, iria comer e nada tiraria sua paz.

oOo

Freddie e senhora Benson haviam saído há horas, ele nem sequer falou com ela. Ela estava entediada pra caramba. Desde que foi pra lá, criou uma rotina, uma rotina que a deixava muito entediada, mas pelo menos era uma rotina. Sam acordava no meio da manhã, depois de Freddie já ter ido para o trabalho há horas, tomava café da manhã na ilha da cozinha enquanto conversava com a chefe pessoal de Freddie e então ela se trocava e sentava-se do lado de fora para tomar sol, acomodando-se em uma das espreguiçadeiras da varanda.

Mais tarde ou ia nadar ou correr em uma das esteiras da academia. A partir daí seu dia ficava um pouco enroscado. Andava pela casa, cochilava, trocava mensagens com a Melanie ou Carly e basicamente ficava esperando Freddie voltar para casa. Era bastante sem graça. Ela precisava de alguma coisa para ocupar seus dias e não ficar só pensando em Freddie e na sua vida nova e estranha.

O lado bom de tudo isso é que sua irmã havia entrado para o programa e estava recebendo doses cavalares de medicamento que a fazia se sentir fraca e enjoada, mas que parecem estar funcionando. Era cedo demais para saber se o medicamento iria levar seu estágio avançado de câncer à remissão, mas estavam todos esperançosos. E, enquanto não se arrependia de sua decisão, ainda tinha mais cinco meses pela frente, e não sabia se iria conseguir sobreviver a mais um dia de completa chateação mental e emocional.

Às seis horas todos os funcionários da casa já haviam embora, e ela já estava de banho tomado e se vestiu para esperar Freddie voltar do trabalho. Segurando o controle remoto, ela apertou o botão e ligou os alto-falantes, mudando a música para algo mais animado. Uma banda de rock que ela nunca tinha ouvido antes tomou conta da sala. Sam aumentou o som procurando por algo diferente, algum ânimo, e então foi descalça até a cozinha.

Abriu a porta da adega climatizada a 12 graus celsius e pegou uma garrafa de vinho branco. O nome no rótulo dizia Naughty Girl Wine. Perfeito. Depois de abrir a garrafa ela se serviu de uma grande taça de vinho e sentou-se na cozinha à espera de Freddie e provavelmente da velha maluca da mãe dele, ela preferia cerveja, mas havia se acostumado com os vinhos caros de Freddie.

Embora o contato físico entre eles fossr bem escasso, ele dominava seus dias e noites. Seu horário girava em torno do dele. Ela sabia muito bem quando ele acordava e se preparava para o dia de trabalho, tomando banho e movimentando-se no quarto com a luz bem fraca, tirando a toalha e vestindo-se no closet para não acordá-la. A parte mais feliz do seu dia era quando ele voltava para casa à noite. Para se preparar para sua chegada ela tomava banho, arrumava seu cabelo, passava maquiagem no rosto, pouca claro e cumprimentava-o como se estivesse se encontrando com um amigo que ela não via há muito tempo.

Era patética, mas era a sua vida.

Ela se sentou e tomou seu vinho, torcendo para que a combinação do álcool e da música levantem o seu humor, a senhora Benson tinha matado todo ele e Freddie havia lhe mandado mensagem dizendo que ela jantaria com eles. Seu estômago roncou alto. Pois ele estava atrasado demorando mais do que de costume. Seu nervosismo estava tomando níveis alarmantes, ela não queria brigar com a mãe dele, mas ela não ficaria calada enquanto era insultada daquela forma, e a mulher havia atrapalhado o melhor momento entre eles em semanas, como ela deveria se comportar? Sam balançou a cabeça colocando mais vinho na sua taça e continuo esperando. O jantar estava pronto, como sempre, e parecia apetitoso, Freddie havia ligado para pedir algo de acordo com a sua mãe, ela não comia nada que não fosse saudável. Peixe cozido no vapor com rodelas de laranja, legumes assados no forno e um risoto cremoso. A boca de Sam encheu de água só de olhar para aquilo e pega um pouco do peixe de cada prato, cuidando para não bagunçar as porções, enfiou-os em sua boca e mastigou avidamente como se estivesse descumprindo inúmeras leis internacionais. As batatas ao alho praticamente derreteram em sua boca e ela roubou mais um pouco antes de cobrir os dois pratos.