Upside Down - Seddie
11 Capitulo 11 - Rotten Wine.
Notas iniciais
Depois de tomar duas taças de vinho e estar um pouco tonta Sam pega o controle remoto do aparelho de som de novo. Essa música estava a deixando com dor de cabeça. Sam passa pelas opções de música sem saber o que estava procurando até encontrar alguma coisa. O hip hop envolvente toma conta da sala e seus lábios curvam-se em um sorriso preguiçoso. Ela toma mais um bom gole de seu vinho e levanta-se do banquinho em que estava com uma necessidade repentina de se mover. De repente Sam começa a dançar pela cozinha, rebolando os seus quadris e mexendo os lábios no ritmo da música.
— Mas que diabos ela está fazendo? — Sam escuta a voz forte da Sra Benson atrás de si.
Com o susto a loira coloca sua mão no peito e se vira, endireitando seu corpo imediatamente. Imediatamente seus olhos encontram os de Freddie ele tinha uma expressão divertimento em seu rosto, ao contrário de sua mãe que parecia mais aborrecida do que Sam havia visto pela manhã. Sam sente seu rosto queimar de tão vermelho e ela abre boca para dizer algo, mas então fecha de novo, sabendo que foi pega em flagrante.
Freddie está vestido como sempre ao voltar do trabalho. Com um terno escuro, uma camisa e gravata. Geralmente ele chegava em casa com a gravata frouxa ou sem ela, mas ela estava firme em seu pescoço com o mesmo nó impecável que estava quando ele saiu de manhã.
Um longo silencio se estabeleceu entre eles, mas nenhum deles se moveu, por um bom tempo e foi bastante estranho.
— Mãe você não acha melhor tomar um banho antes de jantarmos? Sam e eu colocaremos a mesa. — Freddie disse quebrando o silencio estranho entre eles.
— Certamente. — A senhora Benson concordou e passou por eles dando mais um olhar reprovador para Sam. Que respondeu mostrando a língua para a mais velha, que não viu por estar de costas, Freddie deu graças a Deus por isso.
Freddie caminhou até Sam e pegou o controle de sua mão desligando a música.
Sam segura sua gravata, puxando-o mais para perto. Ele encostou o corpo no dela e a consciência de seu corpo musculoso e o perfume cativante enviou endorfinas por todo o seu corpo. Talvez fosse o vinho, talvez fosse a música, ou talvez fosse apenas a sua falta de controle em seu novo ambiente, mas qualquer que fosse a a razão, fez com que Sam se sentisse ousada. Viva pela primeira vez em muito tempo. Ela passou um dedo por todo o comprimento da gravata, apreciando a sensação da seda em sua pele. Freddie olhava para ela, mas permaneceu parado enquanto sua respiração ficou ofegante. Cansada de ser ignorada, Sam segurou sua gravata ficando na ponta dos pés para beijá-lo.
Seu sorriso interessado desapareceu e seu rosto fica mais sério.
Ele passou os olhos pelo seu corpo devagar. Seu olhar foi voraz e Sam sentiu sua pulsação no pescoço. A maneira como seus olhos estavam colados em seu corpo era demais. A dose de coragem, cortesia da meia garrafa de vinho que tomou, evaporou, e Sam chegou a um impasse.
Ele colocou a mão em sua cintura e seu dedo roçou em sua perna.
— Você sabe como foi difícil convencer minha mãe de que você não era nada do que ela pensava? E ai eu chego e você está nesse estado. — Murmurou ele.
Sam simplesmente balançou a cabeça e ele tirou a mão dela. Imediatamente ela percebeu sua ausência.
— Hum, Naughty Girl wine, é? — perguntou Freddie, pegando a garrafa de vinho no balcão. — Você está bêbada, Sam?
Ele lhe lançou um olhar questionador e ela levantou uma sobrancelha. Ela não sabia por que se sentia como uma adolescente rebelde que arrombou a adega do pai. Ele a surpreendeu ao levar a garrafa a boca e dar um longo gole. Sam observou o movimento de sua garganta enquanto ele engolia. Depois que terminou, ele limpou a boca com a mão.
— Tive um dia infernal. — Ele pegou uma outra garrafa de vinho e duas taças limpas.
— Vem, minha mãe já deve estar descendo.
Por um momento ela esqueceu do jantar.
Os dois sentaram a mesa que já estava posta e esperaram pela convidada.
— Quando ela vai embora? — Sam se ouviu perguntar.
Freddie sorriu.
— Amanhã, ela estava muito ansiosa para te conhecer. — Freddie disse parando de rir.
— Quem falou de mim para ela? — Sam perguntou confusa.
— Não sei, mas quando descobrir essa pessoa será demitida. — Sam deu de ombros, Freddie já havia dado chiliques como esse perto dela antes.
— Sua mãe vai demorar muito? Tô com fome. — Disse ela tentada a começar a comer.
— Sim, provavelmente, mas, por favor, vamos esperá-la, não tenho mais saco para ouvir uma reclamação dela sequer. — Freddie disse, se servindo de vinho.
Freddie começou a falar do trabalho, e Sam ouvia atentamente, isso era parte do trato entre eles? Provavelmente não, mas isso não era algo que incomodava Sam, ela até gostava de ouvi-lo falar do trabalho, o relacionamento físico entre eles havia se tornado praticamente inexistente nas ultimas semanas, pelo menos ela sentia-se útil ouvindo-o falar de seus problemas, já que depois do jantar ele se trancava no escritório e ficava trabalhando até tarde.
Ambos nem perceberam quando a senhora Benson entrou na sala de jantar, somente quando ela limpou a garganta, puxando a cadeira oposta a Sam para sentar-se eles notaram sua presença.
Sam agradeceu internamente e já ia começar a se servir quando a senhora Benson a repreendeu.
— Primeiro faremos uma oração, como fazíamos em nossa casa não é Freddie? — Marissa disse aguardando a aprovação do filho.
Sam pensou que aquela mulher só poderia estar tirando uma com sua cara, mas estava meio lenta por conta do álcool então não quis iniciar uma discussão.
— Claro mãe. — Freddie respondeu, aparentemente cansado por estar no meio de duas mulheres com gênio forte.
— Era só o que faltava essa garota ser uma herege. — Resmungou a mais velha.
— Mãe, por favor. — Freddie disse massageando as têmporas.
— Tudo bem Freddie, eu não sou tão amargurada quanto a sua mãe. — Sam respondeu.
A senhora Benson bufou. — Chega, não vou mais tolerar isso, irei jantar no quarto.
A mãe de Freddie se serviu, pegou o prato e se levantou. Freddie e Sam não trocaram uma palavra até que a senhora Benson tivesse sumido da vista deles.
— Não liga Sam, a minha mãe é um pouco difícil mesmo, já estou acostumado. — Ele disse servindo-se de peixe e legumes. — Droga, nem gosto de peixe, preferia uma pizza.
Sam sorriu. — Olha Freddie sinceramente não me importa a mínima o que a sua mãe acha de mim, mas você viu que ela que começou. — Sam disse dando de ombros. — Na verdade acho que deveríamos pedir essa pizza, tenho certeza que ela não desce mais hoje.
Freddie lhe deu um sorrisinho cúmplice. Pegou o celular e discou o número de uma pizzaria, ele fez o pedido enquanto Sam o observa ela tinha vinho e Freddie para lhe fazer companhia e seu tédio passou momentaneamente. Ele levantou da sala de jantar e ela o seguiu pela casa, entrando em seu escritório escuro e então saindo para a varanda. Assim que ele abriu a porta de vidro, o barulho do oceano lhes deu as boas-vindas. Ela se acalmou na hora. Ele tirou o paletó e a gravata pendurando os dois no corrimão da varanda, onde eles balançam de leve com a brisa. Freddie sentou-se em uma das espreguiçadeiras e começou a abrir a garrafa ela sentou-se ao lado dele e aceitou a taça de vinho que ele a entregou.
Não era tão doce quanto a garrafa que ela havia aberto, mas seu sabor agradou seu paladar.
Sam soltou um pequeno gemido em satisfação e Freddie a encarou.
— Quer me contar o que aconteceu hoje à noite? — Perguntou ele.
— O quê? — Sam finge-se de boba.
— A música, o vinho, a dança...
Ele levantou uma sobrancelha e seu sorriso brincalhão estava de volta.
— Qual é o problema da minha dança?
Tentando não sorrir, ele limpou a garganta.
— Não tinha nada de errado com a sua dança, amor. Você só me pegou de surpresa, só isso, eu e a minha mãe.
Sam ficou surpresa em ouvir ele a chamando de amor, Freddie esteve distante por semanas, mas ela não disse nada.
— É chato ficar aqui o dia todo. Estou pensando em arrumar um emprego, a Carly uma vez mencionou que poderia falar com um amigo estilista... — Sam disse olhando para ele para ver sua reação.
— Já lhe dou tudo de que você precisa. Por que você quer trabalhar? — Perguntou Freddie surpreso.
Depois de pagar pelo tratamento de sua irmã, Sam ainda tinha várias centenas de dólares no banco. E estava vivendo sem gastar nada. Ela devia gostar disso, não é? Mas não conseguia. Ela não era assim. Sam nunca havia ganhado nada na vida de mão beijada.
— Não é pelo dinheiro, eu só preciso fazer alguma coisa. Não posso passar o dia todo aqui fazendo nada e minha única distração ser ir ao shopping com a Carly para usar o seu cartão de crédito. Quero alguma coisa para mim.
Freddie tomou mais um gole do vinho, pensativo, e deixou seus lábios carnudos descansando na beirada da taça de maneira mais distraída do que deveria.
— Se é isso que você quer. Modelo mesmo? — Perguntou ele.
— Sei lá. Mas acho que as pessoas achariam estranho outra coisa, você já disse que eu sou modelo. Não importa. Só alguma coisa que me tire de casa.
—Acho ótimo você arrumar um emprego, desde que esteja em casa durante as noites, quando também estou.
Sam balançou a cabeça em concordância Freddie lhe dava liberdade para fazer o que quisesse, ela não precisava lhe pedir permissão se não quisesse, mas ela por alguma razão se preocupava em ter um bom relacionamento com ele. Aquilo também parecia bom. Ela aprendeu a gostar da companhia dele durante a noite. Só ficava entediada durante o dia. Ela não gostava de ficar sozinha naquela casa grande demais com muitos pensamentos passando pela sua cabeça. Não era saudável.
— O que você fez hoje? — Perguntou ele, como sempre fazia.
— Eu comi, assisti TV, nadei. — Disse ela dando de ombros e se concentrando em seu vinho.
Ela não iria contar a ele que nas horas antes de ele chegar em casa ela tomava banho e se preparava, levando um tempo para secar os seus cabelos e colocar uma lingerie cara que Carly havia insistindo que ela comprasse. Era como se até seu sutiã e calcinha estivessem tirando sarro dela, sussurrando para ela que ele não está interessado nela.
— E com a sua mãe na empresa como foi? — Sam perguntou.
— Nada demais, apenas o estresse diário e um lembrete diário de que eu não sou tão bom quanto meu pai. — Ele disse parecendo triste.
Sam ficou sem saber o que dizer por um momento Freddie nunca havia falado de seu pai, e claramente era um assunto difícil para ele, ela também não era muito boa em dar conselhos, mas havia aprendido uma coisa ou outra convivendo com Melanie pórem ela nem teve a chance de aprofundar o assunto, pois a campainha tocou e Freddie levantou roboticamente para atender a porta, devia ser a pizza com certeza.
Quando voltou ele parecia mais animado com duas caixas de pizza em uma mão e uma fatia na outra. Ele tirou os olhos hesitantes dos dela e Sam percebeu que ele queria continuar falando sobre aquilo, mas apenas sentou-se e ofereceu uma fatia para Sam, que pegou dando uma mordida.
— O que aconteceu hoje, na empresa? — Sam insistiu. Seus olhos ficaram sérios e ele olhou para a água azul escura, ficando em silêncio.
— Além do lance com a minha mãe, na verdade foi uma coisa... Pessoal que apareceu sem eu esperar. Preciso ir para Seattle para cuidar disso.
— Seattle? Quando? — Sam perguntou. Claro que o que ela realmente queria saber é que assunto pessoal ele poderia ter em Seattle, já que ela não sabia praticamente nada sobre o passado dele.
Ele encolheu os ombros.
— Logo. Talvez no final de semana.
Seu tom de voz indicava que ele não queria falar sobre aquilo, embora ela não gostasse de pensar que ele iria viajar.
Sam queria voltar para o flerte, para a atitude brincalhona que pareceu ter acabado com as suas reclamações sobre o tédio e sobre qualquer que fosse o problema pessoal que fez com que Freddie franzisse a testa enquanto olhava para o mar.
— Tenho uma idéia — diz Sam, pulando da cadeira. — Fique aqui.
Ele balança a cabeça e a observou entrar na casa. Sam correu para o andar de cima e procurou nos seus artigos de higiene pessoal até encontrar, ela voltou correndo um pouco sem fôlego e Freddie olha para ver o que ela foi buscar. Sam seguro o frasco de óleo.
— Achei que talvez fosse bom você relaxar um pouco. — Ela balança o óleo de massagem na frente dele e sorri. — Mas primeiro, vou comer mais pizza.
Freddie riu com o comentário e observou com um certo fascínio a loira devorar três fatias de pizza. Ele a observou curioso como se estivesse tentando entender seus motivos.
Nunca passou pela sua cabeça que ele achava que ela estivesse fazendo isso por obrigação. Era um gesto simples, algo simpático para fazer em um amigo, ou em um namorado depois de um dia difícil. Ela queria fazer isso por ele.
Sam terminou de comer, limpando as mãos em suas roupas.
— Tira. — Sam ordenou, apontando para sua camisa.
Ela não iria deixar que ele fizesse com que a situação ficasse estranha. Ele obedeceu, observando-a enquanto desabotoa e tira a camisa. Embora ela já devesse estar acostumada a vê-lo sem roupa, sua beleza masculina a atinge com força total. Seu peito bronzeado e abdômen definido são tentadores à luz da lua. Foco, Sam. As coisas não são assim entre vocês dois. Ela respirou fundo e faz sinal para ele se virar e deitar de bruços. Depois de jogar a camisa no chão ele vira na cadeira, esticando-se para ela.
Sem pensar, Sam subiu nele, sentando-se bem em cima de sua bunda e esticando as pernas ao lado de sua cintura.
— Estou pesada demais? — Sam perguntou.
— Você está ótima — Disse ele.
Ele dobrou os braços embaixo do queixo, fazendo os músculos de seu ombro se levantarem.
Sam colocou um pouco do óleo com fragrância de lavanda em sua mão, esfregando as palmas para aquecê-lo e depois passar em suas costas. Suas costas eram tão largas que suas mãos pequenas pareciam mal conseguir cobrir todo aquele corpo. Primeiro Sam o achou muito tenso e pediu que ele relaxasse.
— Eu estou relaxado. — Murmurou ele.
E então Sam percebeu que seus músculos simplesmente eram rígidos. Ela passou sua mão na parte de cima de suas costas, acariciando-as. Não estava acostumada a tocar um homem assim. Sua pele era suave e levemente bronzeada, e ela adorava a sensação de tocar nele.
Sam passou suas mãos em seu pescoço e então em seus cabelos, massageando o couro cabeludo e ele gemeu. Sam sabia muito bem que estava sentada em cima dele. Sua intimidade estava apoiada em sua bunda e a costura de sua calça estava pressionando bem ali. Ela se contorceu um pouco, tentando se ajeitar, mas acabou pressionando ainda mais.
Seu clitóris começou a pulsar ao mesmo tempo que as batidas do seu coração aceleraram. Merda. Ela estava com tesão. Sam culpou o excesso de vinho e o excesso de perfeição masculina deitada embaixo dela.
Sam ficou em pé, necessitando se separar de seu corpo tentador.
— Vire-se — Ela pediu a ele.
Ela não conseguia esfregar seus ombros naquela posição. Sam subiu em cima dele mais uma vez, desta vez sentando em cima de suas pernas. Com Freddie deitado de costas, ela massageou seus ombros, e então seu bíceps. Ele fecha os olhos, sua boca suavizou e uma expressão relaxada tomou conta de seu rosto. Ela conseguia vê-lo direitinho naquela posição. E viu. Seu rosto bonito, sombreado pela barba rala, sua garganta, seu peito liso, seu abdômen definido e o rastro de cabelo fino que desaparece embaixo de suas calças.
Tocar seus braços sólidos não ajudava em sua libido. Sua intimidade ficou ainda mais quente e Sam percebeu que estava ficando molhada. Ela solta um resmungo frustrada e ele abriu os olhos e olhou para ela. As mãos de Sam, que pareciam ter vida própria, agora estavam acariciando seu peito, passando os dedos em seus mamilos e descendo para o seu abdômen. Ele soltou um assobio suave. Seu corpo estava cheio de tesão de maneira como nunca esteve. Ela estava desesperada por sentir suas mãos em seu corpo, por ser consumida por seus beijos famintos e intensos dos quais ela se lembrava bem.
Freddie a observou com os olhos sombrios, com respiração ofegante e rápida, bastante parecida com a dela.
Olhando para baixo, Sam observou seu membro meio duro e levantando quanto mais sua mão se aproximava dele.
Seu coração bate acelerado quando este momento passa a ter um significado mais profundo. Ela estava em cima dele, curvada em direção a ele. Sem parar para pensar, ela alcançou seu cinto e solta, com seus dedos trêmulos, enquanto abria suas calças. Seu pênis mexeu dentro da cueca preta e Sam soltou um gemido de prazer. Ela queria colocar óleo em suas mãos e movê-las para cima e para baixo em seu membro, ouvi-lo gritar o seu nome e observá-lo perder seu controle perfeito.
Sua calcinha estava encharcada e seu coração estava batendo pelo corpo todo.
No momento em que seus dedos tocaram o cós da cueca para alcançar seu pênis, ele segurou seu pulso e a interrompeu.
— Você não precisa fazer isso.
A voz dele era suave, mas ele segurou seu braço com força.
Sam estava sem fôlego e com tesão, e a picada dura da rejeição pareceu um tapa na sua cara. Foi totalmente inesperado e mais brutal do que jamais imaginou.
Ele não queria que ela o tocasse.
Ela ficou em pé com as pernas bambas, os olhos de Freddie acompanhavam seus movimentos. O vinho criou um gosto amargo em seu estômago e sua cabeça estava girando.
— Por que você me trouxe para cá Benson? — Ela queria saber a verdade. Detestando ouvir sua voz trêmula.
Ele parou de olhá-la.
— Companhia.
Sam sabia que ele estava escondendo alguma coisa. E ela queria saber o quê. Ela o observou mais um pouco. Ele se ajeitou, fechando o zíper.
— O que significa... Esse acordo? — Sam perguntou jogando as mãos para o alto, bastante frustrada, tanto sexual quanto emocionalmente.
— Não insista, Sam.
Seu nome em seus lábios pareceu um aviso, mas ela insistiu.
— Apenas diga que você não me quer aqui. Me manda embora então!
Sam sabia que ele a desejava o que torna sua negação ainda mais confusa.
— Existem coisas do meu passado que você não sabe. — Respondeu ele, em tom calmo e baixo, mas seu rosto manteve a expressão de agonia silenciosa.
— Então me fala. Estou morando com você, dormindo com você. Ainda vou passar cinco meses aqui. Nós vamos mesmo continuar ignorando isso?
— Ignorando o quê? — Ele perguntou, com a voz rouca.
Sam olhou para o seu colo e inconscientemente molhou seus lábios. Merda. Se ele vai fingir que não está envolvido, então ela também não iria, pensou. Ela abriu a porta da sacada e entrou rapidamente desesperada para se afastar dele. Subiu as escadas e bateu com força a porta do quarto dele.
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