Upside Down - Seddie
9 Capitulo 09- Dilemma.
Notas iniciais
Quando seus pés bateram no chão Sam soltou sua respiração por seus lábios meio abertos e suas axilas e região lombar ficaram molhadas de suor. Fazia uma semana que ela estava ali e tanto pela falta do que fazer tanto por se sentir bem resolveu voltar à rotina de malhação. Sam adquiriu gosto pela malhação de modo tardio, mas era bom para extravasar sua raiva, era fácil ficar relaxada seja correndo numa esteira ou pedalando. A sensação de usar o seu corpo era boa. Seus pulmões gritaram com ela, seus músculos chegaram ao seu limite e mesmo assim ela fez uma promessa em silêncio para si mesma: mais uma hora.
Enquanto se exercitava começou a pensar em Freddie, como tem feito com frequência.
Seu cérebro lembrou-se e catalogou um milhão de fatos a seu respeito. O calor de quando ele envolvia seu corpo em volta do seu durante a noite, a batida forte de seu coração em suas costas enquanto ele adormecia sua curiosidade enquanto ele a observa andar pela casa como se gostasse de vê-la em seu espaço. Tinha algo nisso também. Ela se sentia livre da preocupação constante com Melanie. Claro que ainda pensava muito nela, em seu tratamento, e rezava para que ela ficasse bem, mas uma parte sua gostava de não ter que enfrentar isso todos os dias.
Apesar de seu silêncio e um pouco de indiferença em relação a ela, havia várias pequenas coisas sobre Freddie das quais ela estava começando a gostar. Sua voz grossa e forte ao acordar, a maneira como ele deixava uma xícara e um pires separados para o seu café da manhã antes de ir para o trabalho, o pequeno movimento de sua boca quando ele raramente lhe dava um pequeno sorriso. Ele não era um homem super ansioso e desastrado. Ele era decidido, prevenido e forte. E, para ela, isso era incrivelmente sensual. Ao se lembrar da sensação suave de sua boca na sua nas poucas vezes em que ele a beijou, e na maneira confiante como ele a tocou fez todos os músculos abaixo de seu umbigo ficarem rígidos e ela tentou manter controle.
Embora ela saiba que não deve deixar sua mente viajar até lá, ele não era como nenhum dos rapazes que ela tinha se envolvido na adolescência, deliquentes, com mãos desastradas e confiança abalada. Ele era confiante e seguro ao tocá-la. Magnético, carismático e charmoso. Uma combinação irresistível, da qual ela não conseguiria se defender, se algum dia fosse necessário.
Mesmo sem entender esse homem, ou as razões que o fizeram levá-la até ali, ela gostava da ternura inesperada que ele dedicava a ela. Sua situação poderia ser muito pior e ela era grata a ele e ao dinheiro responsável por oferecer à sua irmã uma chance de lutar pela vida.
Um pequeno sorriso formou-se em seus lábios quando percebeu que malhou mais do que planejou. Com os pensamentos em Freddie para lhe distrair, o resto de seu treino foi bastante suave.
Sam terminou seus exercicios seu rabo-de-cavalo que já estava meio solto acabou caindo e pegou, sentando-se no primeiro degrau da escada, mas enquanto estava lá sentada tentando recuperar seu fôlego sentiu-se observada.
— Oi, Sammy. — A voz suave de Freddie roçou sua pele corada e ela olhou para ele. Ele estava encostado no batente da porta com um pé cruzado. Sua camisa estava desabotoada na altura do colarinho e ele parecia feliz e relaxado.
— A malhação foi boa? — Perguntou ele com as covinhas à mostra.
— Ahã. — Sam respondeu balançando a cabeça, ainda sem fôlego.
Ele entrou na sala, aproximou-se dela e franziu a testa ao ver os tênis de treino que ela tirou dos pés. Sam havia pedido para Pam lhe enviar algumas coisas de casa que ela precisaria. Basicamente esse tênis e seu iPod, para que ela pudesse malhar. Ele chutou um dos pares, virando-o, franzindo os lábios carnudos.
Ele chutou o outro par do tênis.
— É isso que você usa para malhar?
Ele olhou para ela para ver sua reação e balançou a cabeça de novo.
— São confortáveis. — Sam disse dando de ombros. Ela sabia que eram velhos, mas não era como se ela tivesse tido tempo e dinheiro para ligar para isso.
— Não têm tração. Não têm apoio. É necessário comprar um par de tênis novos. Há quanto tempo você usa estes tênis?
— Já faz um tempo. — Ela respondeu não dando muito detalhes já que provavelmente ele implicaria com o quão velhos eles eram.
— Vou te dar o meu cartão de crédito, você pode comprar um novo par de tênis pela internet.
Seu tom foi direto e ela não gostava disso nele. Nem gostava que lhe dissessem o que fazer. Estava ali porque queria, fazendo suas próprias escolhas.
— Se eu quiser um novo par de tênis eu compro. Não preciso que você compre nada.
Ele franziu a testa como se aquilo fosse uma novidade para ele. Sam revirou os olhos. Só porque ele tinha dinheiro não significava que ela concordava em usá-lo ou em se aproveitar de sua hospitalidade. Que tipo de mulheres ele já namorou?
— Estou oferecendo ajuda, por que recusá-la? — Perguntou ele.
— Porque eu gosto de cuidar de mim mesma. — Ela disse por fim cruzando os braços.
Ele levantou as mãos pedindo paz.
— Tudo bem. Desculpe-me. Só não quero que você torça o pé. Estes tênis não têm mais nenhum apoio.
Sam estaria mentindo se dissesse que a preocupação dele não a acalmava. Ele ofereceu uma mão e ela aceitou deixando que ele a levantasse do chão. Agora que estavam em pé um em frente ao outro Sam se deu conta de sua pele suada as gotas de suor entre os seus seios. Ela queria perguntar a ele por que ele voltou cedo para casa, mas ele a distraiu, tirando um cacho de cabelo suado de seu pescoço e colocando-o cuidadosamente atrás de sua orelha. O toque de seus dedos em seu pescoço a arrepiou. Ele continua tocando-a, acariciando sua garganta e seu ombro como se para testar sua reação. Ele desceu o dedo do seu pescoço para perto de meus seios, que se levantavam cada vez que ela respirava.
— Você precisa entender que você é minha e que vou cuidar de você. — Disse ele, com a voz rouca e cheia de desejo.
Aquilo nunca foi parte do acordo e os dois sabiam disso. Mas, de certa forma, ao longo do caminho, a preocupação de Freddie com ela havia crescido. Sam havia percebido, mas ela não iria reclamar disso, ela ficava transtornada por estas sensações novas que cresciam entre eles. Seus dedos em sua pele quente forçaram suas pálpebras a se fechar.
Mas assim como ele começou a tocá-la, suas mãos cairam e ele se afastou.
— Vou tomar banho. — Sam disse.
Ele balançou a cabeça ainda olhando para ela como se quisesse dizer mais alguma coisa.
Para Freddie vê-la, respirando forte por causa do esforço e com o rosto todo rosado, o fazia querer as coisas que ele disse a si mesmo que não poderia ter. Ela não era sua de verdade, por isso nada disso deveria ter importância para ele, mas importava. Freddie caminhou para o seu escritório necessitando aliviar um pouco de sua tensão sexual. Seria tão fácil cair em uma rotina familiar. Ele queria Sam. E desde que a sua vida... Ou pelo menos a vida amorosa, entrou pelo cano dois anos atrás, ele havia feito a promessa de viver sem arrependimentos para conseguir voltar ao plano original.
Isso o fez lembrar de uma conversa que ele havia tido com Sam na outra noite. A doença de sua irmã, assim como sua terrível experiência, colocaram sua vida em uma outra perspectiva. Fazia com que ele pesasse as coisas na vida, e colocaria tudo em uma lente de microscópio. Depois que descobriu a verdade sobre Missy ele poderia facilmente ter se transformado em algo pior. Em vez disso, ele se enfiou ainda mais no seu trabalho e na caridade. Fazer qualquer outra coisa que o colocasse no mesmo nível dela.
E ele queria ser melhor do que aquilo, ele precisava ser melhor.
A conversa com seus amigos voltou para a sua cabeça. Eles ficariam chocados se soubesse que ele não estava transando com ela, mas eles não sabiam nem da metade da história. Eles ficariam atordoados se soubessem que ele não transou com ninguém nos últimos dois anos. Ficariam ainda mais chocados se soubessem que não era Missy que ainda estava presa nessa história. Ele era que estava. E ele tinha sua razões. Razões que ele esperava descobrir e com as quais queria lidar logo. Talvez assim ele consiga finalmente deixar o passado para trás e construir um futuro. Pensou ele.
Freddie sentou-se em sua poltrona e ligou o seu computador. Ele tinha ainda algum trabalho para fazer, tinha saído mais cedo para passar um tempo com Sam, mas sua idéia tinha resultado em uma discussão.
oOo
De banho tomado, limpa e com os cabelos penteados, Sam se vestiu e desceu para procurar Freddie. Em cada momento insignificante que compartilharam como mais cedo quando recusou sua oferta por tênis novos e ele olhou para ela com respeito em seus olhos, como se ela fosse alguma criatura estranha que ele nunca tinha visto antes, ainda sim eles estavam ficando mais próximos. A conexão entre eles, embora estranha e indefinida, estava ficando mais profunda a cada dia que Sam passava ali.
Era a ultima coisa que ela esperava.
Sua atração por ele era fora do normal, e fazia com que as reações de seu corpo fossem mais intensas e mais difíceis de ignorar. Sam não o encontrou na cozinha, então se aproximou do escritório e escutou vozes lá dentro. Seu primeiro instinto foi pensar que ele tava com alguém, mas então sua voz ficou mais zangada a medida que ela se aproximava da porta que estava meio aberta.
— Não mãe! Eu não vou pedir desculpas a ninguém! Por favor não se meta... A vida é minha... Quem te falou dela? Não você não pode conhecê-la!!! — Ela o ouviu dizer antes de bater o telefone, ele parecia cansado e furioso.
Sam sentiu seu rosto ficar quente ao constatar que ele estava falando com sua mãe. Na mesma hora varias perguntas brotaram em sua mente, a quem ele tinha que pedir desculpas, como a mãe dele sabia dela, por que ele estava tão irritado. Mas eles não tinham tanta intimidade assim, então ela poderia apenas se virar e ir embora. E ela fez exatamente isso, mas fechou os olhos quando escutou a voz dele.
— Você estava precisando de alguma coisa? — Perguntou ele com a voz forte e levemente sem fôlego.
— Eu...
Sam se repreendeu por dentro, por que ela havia ido ali? Mas não havia como negar que ela esperava pela companhia dele durante a noite. Ela sentiu-se envergonhada por ter sido pega, a Sam criança riria dela.
— Só estava me perguntando por que você veio para casa cedo. — Sam falou qualquer coisa.
Ele soltou um suspiro alto e colocou as mãos no cabelo.
— Eu queria resolver uma coisa.
— Você quer conversar... Sabe... Sobre... — Sam disse apontando para o telefone.
— Hoje não. Você está com fome? — Perguntou ele, endireitando o corpo.
— Sim. — Sam respondeu, ele não queria conversar e ela sempre estava com fome.
Ele se levantou da poltrona e a levou para a sala de jantar.
É eles não iriam conversar mesmo sobre o flagra dela.
— Sente-se. — Pediu ele puxando a cadeira da sala de jantar. — Eu volto logo.
Normalmente os dois levavam juntos a comida que o chef fez para eles, mas se ele queria servir ela não iria reclamar. Sam sentou-se na cadeira que ele havia puxado para ela
Freddie voltou rapidamente com os pratos e copos de água com gás, com fatias de limão. Ela sempre comia muito depois de malhar.
Os dois começaram a comer e o silêncio confortável da rotina é restabelecido.
A noite é o momento em que posso fazer perguntas a ele e entrar um pouquinho em sua cabeça. Sam estava pensando no que perguntar a ele nesta noite quando percebe que ele está franzindo a testa para ela.
— Por que você não está comendo? — Pergunta ele.
Sam olhou para o macarrão à primavera com tiras de bacon à frente. Ele estava certo.
Ela mal havia tocado na comida.
— Está tudo bem com a sua irmã? — Pergunta ele, colocando o garfo ao lado do prato.
Sam deu uma garfada no macarrão e depois que engoliu respondeu.
— Sim. Está tudo bem. Ela vai começar o primeiro ciclo do tratamento nesta semana.
Ele balançou a cabeça pensativo.
— Você está arrependido de ter me trazido aqui? — Sam solta do nada.
— Por que eu estaria? — Pergunta ele, franzindo a testa.
Sam queria responder que fazia dias que ele não encostava um dedo nela, porque ele a comprou para tirar a sua virgindade e ela continuava mais pura do que antes de chegar ali.
Mas ela apenas encolheu os ombros.
— Deixe pra lá, esqueça o que eu disse.
Um silêncio desconfortável tomou conta e eles continuaram comendo.
— Então, eu estava pensando. Por que você não tem uma namorada? — Perguntou Sam em seguida.
Ele tomou um gole de água para ganhar tempo.
Sam estava o encarando com expectativa, esperando ouvir sobre seu estado civil.
Não era algo que ele estava pronto para discutir com ela, e era bem provável que ele nunca estivesse. Freddie encarou aquele par de olhos azuis mais intrigantes que já viu e respirou fundo. Sim, o seu último relacionamento foi um desastre, mas só porque uma mulher linda, engraçada e comilona estava morando com ele não significava que ele devesse virar uma pilha de hormônios com uma pergunta tão simples.
Ele precisava agir como homem. Ela o intimidava. Havia uma reação química, uma atração entre eles. Ele sentia isso. E tinha quase certeza que ela também. Mas ignorava isso.
— Acho que faz tempo que ninguém chama a minha atenção. — Ele respondeu. O que era um fato. Ele não estava procurando por nada sério. Transar com frequência era a única coisa que lhe fazia falta em um relacionamento.
— Ah, fale sério Benson. Qual é o verdadeiro motivo para você estar solteiro? — Pressionou ela.
— Não vou falar sobre isso.
— Entre no jogo. Só me conte um pouco, e então responderei qualquer coisa que você queira saber.
Ela sorriu de maneira persuasiva, piscando os olhos.
Ele ponderou por um momento mais resolveu falar. — Pela minha experiência, as mulheres estão interessadas em duas coisas. Dinheiro e poder. — Ela abriu a boca para protestar, mas ele levantou a mão fazendo sinal para ela parar.
— Você pediu para saber. — Ele disse dando de ombros.
Ela fez sinal para ele continuar.
— Você pode argumentar quanto quiser, mas não estou falando apenas sobre as mulheres que já passaram pela minha vida. É biologia. Você já estudou ciência evolutiva?
Ela revirou os olhos, provavelmente algo raso no colégio.
— As mulheres estão à procura do maior e pior homem das cavernas que existe, um provedor para proteger a elas e a sua prole. É Ciência. — Ela pareceu aceitar sua linha de pensamento e ele continuou, depois de dar outro gole em sua bebida. — Elas querem um marido com pau grande, dedicado, cuja riqueza possa garantir-lhes o estilo de vida de seus sonhos. Ele trabalha o dia todo como um escravo para sustentá-la enquanto a noiva está transando com o cara da piscina. Acredite em mim, Sam, este é o mundo em que cresci. Conheço isso muito bem.
Uma pausa se estabelece entre os dois então Sam dá uma gargalhada, a mais alta e espontânea que ele já viu. Ele ficou contagiado, mas manteve expressão seria.
— Essa foi à maior baboseira machista que eu já ouvi, Fredward. — Ela disse rindo.
E ele não conseguiu segurar seu próprio riso, pois de fato era, talvez sua amargura tenha tomado o controle na hora e o fez falar essas merdas.
Sam continuou rindo com a mão na barriga e ele estaria constrangido, mas ele só conseguia rir mais junto com ela.
— Isso não é verdade, de jeito nenhum. Talvez para algumas mulheres, mulheres terríveis, falsas, mas a maioria das mulheres quer uma paixão, ser desejada e amada. — Disse ela após tomar um gole de água.
— Então apenas não tive sorte. — Freddie respondeu com o humor mais leve. — Desculpe por isso... É só que foi difícil com a Missy eu fiz de tudo para fazê-la feliz e ela me traiu com o jardineiro... — Freddie disse meio melancólico.
Isso pegou Sam de surpresa.
— Lamento Freddieboob. — Sam respondeu, ela já vinha dando uns apelidos a ele, e como ele não reclamou ela continuou. — Mas não use sua experiência ruim como parâmetro para nada, ninguém é igual a ninguém.
Isso o deixou reflexivo, mas Freddie apenas ergueu a sobrancelha.
— Posso lhe fazer uma pergunta? — Devolveu ele.
Ela balançou a cabeça confirmando, puxando o prato largado dele de macarrão para si.
— Você me perguntou se eu me arrependo de ter trazido você para cá... Você se arrepende de ter entrado no leilão? De ter vindo comigo?
— Não. — A voz dela é segura e firme. — Eu fiz o que precisava fazer pela minha irmã, e...
Ela enfiou uma garfada roubada do macarrão de Freddie na boca evitando falar.
— Fala. — Incentivou ele.
Ela engoliu, sua garganta se moveu.
— Isso vai parecer estranho.
— Tente.
Ela respirou fundo e soltou o ar devagar.
— Nunca tive o luxo de ter tempo e espaço como tenho aqui, algo só para mim.
E ele entendia o que ela queria dizer. Dormir, malhar e nadar todos os dias tem sido bom para ela. Sua pele está bronzeada e seu corpo está relaxado. Era um visual que combinava com ela.
— Sempre fui a irmã gêmea da garota que tinha câncer. Nunca tive minha própria identidade e, embora eu ainda não tenha, esse tempo longe de lá me deu um pouco da perspectiva de que eu tanto necessitava. É como se houvesse vida fora dos quartos de hospital e daquele estresse debilitante. Está me fazendo enxergar que eu não estava vivendo de verdade. E eu deveria estar. Se a doença de Melanie me ensinou alguma coisa foi que a vida pode ser tirada de você em um instante. Tenho perdido o meu tempo. E embora eu não saiba o que vem depois, eu sei que não quero continuar a viver da maneira como eu vivia.
Isso pegou Freddie de surpresa. É mais profundo do que eu esperava, mas ele gostava de ouvir seus pensamentos.
— O que mais? — pergunto.
— Quero ter uma carreira pela qual eu seja apaixonada, quero me apaixonar, viajar pelo mundo, ter amigos verdadeiros... Sabe basicamente conquistar o mundo e ter uma vida maravilhosa. Espero que Mel esteja ao meu lado, mas se eu tiver que estar sozinha, assim será. Por ela.
— Parece incrível Sammy. — Freddie disse. Enquanto a observava comer.
oOo
Depois do jantar Freddie perguntou se Sam queria ir a casa de Spencer tomar um drink com seus amigos, mas ela disse que estava cansada, então ele foi, pois precisava se distrair. Freddie os encontrou sentados à beira da piscina com uma garrafa cara de uísque sobre a mesa. Carly não estava ali, seria uma reunião só de caras. Parece que não era só ele que estava tendo uma semana difícil. Ele cumprimentou os amigos e sentou-se na cadeira e Brad lhe entregou um copo de bebida.
— Viva! — Gibby disse.
— O que estamos comemorando? — Freddie perguntou.
Spencer encolheu os ombros.
— A Wendy está querendo um anel de noivado. Deixa fotos de anéis de diamantes enormes por toda a porcaria da casa. — Brad respondeu.
— E? — Pergunta Spencer.
Ele olhou pensativo para o copo.
— Eu sou muito novo para casar. — Brad disse e todos os caras sorriram.
— Como estão as coisas com a sua hóspede? — Perguntou Gibby. — Carly não fala de outra coisa.
— Bem. — Freddie respondeu sem muitos detalhes.
— E como vai a procura dela por trabalho? — Brad perguntou.
— Bem.
Brad revirou os olhos. Ele não iria engolir as respostas monossilábicas de Freddie.
— Você já transou com ela? — Perguntou Gibby, com menos tato ainda.
Freddie engasgou com um gole de uísque e limpou sua garganta.
— Não. — Sua voz saiu rouca. Não que ele não tenha pensado nisso. Estava pensando quase o tempo todo. Sua imaginação podia ser bem fértil quando se tratava de Sam.
—Duvido! — Spencer disse. — Por favor, não me diga que você ainda gosta da Missy.
A resposta era obvia que não ele só estava tentando fazer a coisa certa sem ter a menor idéia do que seria a coisa certa. Eles o observam tentando entender o que se passava com ele.
— Sério, cara, a Missy é passado, mesmo que ela se recuse a sair da sua vida, não tem nada de errado você seguir em frente.
— Eu sei disso — Resmungou Freddie. Ele sempre se repetia isso, mas uma força desconhecida ainda o segurava. Seus amigos não sabiam que fazia dois anos que ele não transava com ninguém e o quão era torturante estar tão próximo de Sam.
— Então, o que é que está rolando, cara? Eu estaria dando um trato naquela garota toda noite. — Brad dá um sorriso bobo.
— Ela é virgem. — Freddie ouviu a palavra escapar de seus lábios e se arrependeu imediatamente era uma informação íntima demais para ele contar para eles. Isso era assunto pessoal de Sam.
— Uau — diz Gibby. Enquanto o sorriso arrogante de Brad aumentou.
— Não estava esperando que você dissesse isso. — Continuou Spencer. — Achei que você ia falar de novo que ela era a irmãzinha do seu amigo.
Ele havia esquecido completamente da historia que ele mesmo havia inventado.
— Todos sabemos que não existe mais nada com a Missy, por isso não vou fingir que ainda existe alguma coisa, mas, sério, é isso mesmo que está o segurando? — perguntou Gibby com os olhos verdadeiramente confusos.
— Eu não sei. — Freddie respondeu.
Era um pouco disso, ele não tinha certeza de que Sam o queria ela era boa demais para que ele a use apenas para o seu prazer. Ele já se sentia culpado. E mesmo que dissesse para os seus amigos quase tudo, ele jamais diria que foi a um leilão desses. Não por sua causa, mas porque duvidava que Sam fosse querer que alguém soubesse que ela se vendeu daquele jeito.
— Você precisa resolver isso, cara. — Spencer bateu em suas costas antes de colocar outra dose de uísque em seu copo.
— Senão, acho que você vai acabar tendo um puta problema com suas bolas. — Brad completou o que não era completamente mentira.
Sua vida nos últimos dois anos tem sido uma lição de ordem e autocontrole. Trabalhar duro e passar longas horas na academia eram sua rotina. Sam havia despertado um lado diferente seu. Só o fato dela se enrolar em volta dele à noite já o acalmava. Havia coisas que valiam à pena.
E ele queria mais daquilo.
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