Upside Down - Seddie

6 Capitulo 06 - A whole new world.


Notas iniciais
Oi gente!!! Primeiro, queria agradecer os comentários de vocês, fico feliz de verdade é bom saber que vocês estão gostando, vou responder assim que der. ♥ Sobre o capitulo, temos a segunda interação importante da Sam com pessoas do mundo de Freddie, será que ela baixa a guarda ou não? Se bem que com Carly Shay, não adianta fechar a porta, ela arromba kkk Outras coisas importantes sobre o passado do Freddie também e creio que responderá algumas perguntas de vocês. Agora sem mais delongas! Boa Leitura!!

— Sam? — Perguntou ela, tirando os grandes óculos escuros que cobriam seus olhos a morena de vinte e poucos anos que apareceu usando um vestido de verão, sandálias de tira e uma bolsa Chanel pendurada no ombro se parecia exatamente com o que Sam havia imaginado, ela já esperava que Freddie se relacionasse com outros ricos iguais a ele.

— Sim. E acho que você é a Carly...

Ela balançou a cabeça e correu para abraçá-la, Sam não conseguiu disfarçar o susto, não era dada a abraços, mas até que o de Carly não fora tão ruim.

— Você precisa de um guarda-roupas novo, não é? Vai ser tão divertido, sempre quis ter uma boneca viva. — Ela respondeu simpática.

— Eu preciso de algumas roupas só. Não preciso de nada extravagante, tenho meu próprio estilo. — Sam resmungou.

— Até parece... — Carly disse rindo.

Sam a encarou incrédula ela era a versão rica de Melanie.

Carly discretamente passou os olhos pelo corpo de Sam, olhando as calças folgadas do moreno, e logo deu uma risadinha. Então pegou um par de shorts jeans e uma blusa de dentro de sua bolsa e entregou-os para ela.

— Fredward, disse que você precisava de algo emprestado para passar o dia hoje.

— Fredward? — Sam perguntou, aceitando as roupas.

Carly deu uma gargalhada. — Fredward Benson? O homem cuja casa você está hospedada, mas ele odeia esse nome, provavelmente vai me matar se souber que te contei.

Sam achou Carly divertida, estava curiosa para saber que tipo de relacionamento ela tinha com Freddie, mas pela simpatia não era nada romântico, ou então ela era uma ótima atriz.

—Os seus amigos o chamam de Freddie, e o resto do mundo de Sr Benson, mas quando eu o conheci em Seattle ele era menor que eu e apaixonado por mim, e não essa figura intimidadora de agora que só sai com os amigos 1 vez por ano.

Sam ergueu as sobrancelhas acusadoramente.

— O que? Freddie e eu? Não, eu nunca o vi dessa forma ele superou quando tínhamos 16 anos. Ele é como um irmão pra mim. — Carly disse rindo.

Interessante. Sam não precisou mais ficar imaginando o que mais ela era para ele o que foi um alivio Carly era magra, maravilhosa e simpática, e ela não poderia competir com isso. Sam foi se trocar e quando voltou do banheiro do corredor estava usando os shorts e o top mesmo um pouquinho apertados na lateral ela ficou agradecida por ter algo para vestir, e então só calçou seu tênis e pegou uma bolsa pequena vermelha que tinha levado de Seattle para saírem.

— Pronta? — Perguntou Carly.

Sam balançou a cabeça confirmando e saiu atrás dela no sol brilhante. Sam subiu no pequeno carro esportivo vermelho, conversível, e sentou-se ao lado dela, puxando os shorts, curtos demais.

Ela apertou um botão perto do espelho retrovisor e o teto se abaixou e dobrou direitinho para caber no porta-malas. Sam pensou que precisaria se acostumar ao estilo de L.A.

— Como mesmo que você conheceu o Freddie? Ele foi meio vago nos detalhes. — Perguntou ela, saindo da garagem particular dele.

Sam repetiu a história que ele e ela combinaram.

— Amigo do Gibby? Não me lembro de nenhum Antony da faculdade amigo do Gibby, quando chegar em casa perguntarei a ele. — Carly disse.

Sam engoliu em seco, mas foi na onda.

— Você e esse Gibby são casados? — Sam perguntou mudando de assunto.

— Ainda não, mas vamos em breve. — Carly disse orgulhosa, mostrando o anel de noivado com a maior pedra que Sam já havia visto. — Ele e Freddie vivem trabalhando nessas bugigangas tecnológicas deles, os dois trabalham juntos, mas o Gibby passa mais tempo na filial de Seattle.

— Eu sou de Seattle também. — Sam disse.

— O Freddie me disse. Você estudou em Briarwood? — Carly perguntou.

— Não na Ridgway. — Sam disse lembrando-se imediatamente que Melanie recebeu uma bolsa para essa escola, mas sua mãe não podia pagar pelos livros. — O que mais ele, lhe disse sobre mim? —Sam perguntou curiosa.

Carly deu de ombros.

— Ele disse que você ficaria um tempo por aqui e que você precisava comprar praticamente tudo. Tomara que você esteja aqui para o baile de gala beneficente anual da empresa do Freddie, vocês iriam juntos e formariam um casal lindo. — Carly respondeu entusiasmada.

— Baile de gala?

— É aqueles chiques, um pouco chatos, tapete vermelho, paparazzis, celebridades... Você nunca foi a um?

— Não saio muito para festas. — A loira disse e logo o silêncio caiu sobre elas enquanto Sam olhava para a paisagem, lembrando do telefonema que ela havia feito para sua mãe.

— Você é a primeira modelo que conheço que quase não sai pra festas. — Carly riu. — Falando nisso tenho um amigo estilista, se quiser te levo lá. Nevel Pepperman já ouviu falar?

Sam já tinha ouvido falar muito, Melanie sempre falava dele e mais uma vez ela não se chocou por Carly conhecê-lo. Morando com Freddie ela poderia muito bem esbarrar com o Mark Zuckerberg lá naquela casa. — Claro, séria ótimo. — Sam disse rindo, mas pediria para Freddie inventar uma desculpa, ela não entendia por que as pessoas fingiam que ela tinha qualquer potencial para ser modelo.

Carly era uma pessoa fácil de lidar, ela teve outra imagem dela ao vê-la. Ela decidiu que baixaria a guarda com Carly, porém pensativa não notou que Carly a observava.

— Ouça, Sam, sei que não devo me intrometer, mas se você estiver passando por algum tipo de problema, se precisar de alguma coisa... Nem que seja apenas de uma amiga para lhe escutar... Ficarei feliz em ajudar.

Sam tinha que concordar que sua situação parecia suspeita. Ela aparecer assim do nada, sem nenhuma peça de roupa.

— Não, não é nada disso. Apenas um recomeço. — Respondeu a loira sorrindo, tentando aliviar o clima.

— Bom, a oferta continua de pé. E conheço Freddie melhor do que ninguém. Não é uma característica dele, ter uma mulher com ele em casa. Apesar de achar que ele precise disso.

Sam engoliu em seco e ficou se perguntando o que ela quis dizer com aquilo. Sam sabia que Carly poderia lhe dar informações sobre ele, talvez mais do que qualquer outra pessoa.

— Não Carly, você entendeu errado, ele só está me hospedando por um tempo... — Sam disse.

— Eu só pareço ingênua sabia, respeito que não queiram me contar detalhes do romance de vocês, mas não tem problema, eu vou descobrir. — Ela riu e Sam a encarou.

Seu sorriso era maravilhoso, e seu cabelo liso batia em seu rosto por causa do vento, mas tudo o que Sam conseguia pensar era que se Carly não conseguia comprar a mentira deles ninguém mais conseguiria.

Sam desistiu de negar e apenas ficou na janela apreciando a vista. As duas passaram por um prédio enorme e chamativo e Carly informou a loira que ali era um dos escritórios de Freddie, Sam observou o arranha céu boquiaberta. A verdade é que ela não o conhecia. Era estranho pensar que ela sabia como ele era pelado, sem saber muito mais dele, quais seus hobbies, que musica ele gostava de ouvir, quais seus filmes favoritos. E ela queria conhecê-lo.

Por que ele era tão bem sucedido ainda tão jovem e por que ele foi a um leilão como aquele, para começo de conversa? As perguntas ferviam em sua cabeça como se ela estivesse no inferno.

As duas passaram à tarde em várias lojas, nas quais Sam experimentou e comprou jeans, shorts, vestidos e blusas, contra a vontade de Carly que queria que ela comprasse roupas que nem a dela, mas a loira insistiu em comprar só o que ela queria tudo com o cartão de crédito de Freddie que Carly pegava em cada compra. Pela primeira vez na vida Sam realmente tinha dinheiro, mas depois de Carly ter a repreendido por ela tentar pagar e ter dito que Freddie dissera a ela para pagar tudo em seu cartão, Sam parou de argumentar.

A loira já tinha várias sacolas cheias de roupas, muito mais roupas do que ela havia comprado em uma vida inteira as duas deixaram por ultimo irem a uma loja de lingerie para comprar sutiãs e calcinhas de Sam tanto precisava.

Logo a loira saiu procurando em uma pilha de calcinhas de algodão, do tipo que ela sempre possuiu na gaveta de sua casa, quando ela percebeu a presença de Carly ao seu lado. Sam mudou o foco para um lindo par de calcinhas estilo shorts amarelo claro com laços e ela cerrou seus lábios.

— Você devia procurar na sessão de rendas de cor escura, iam ficar lindas em você, tenho certeza que o Freddie não reclamaria. — Ela disse chamando a vendedora e escolhendo uma peça vestida pelo manequim, era uma calcinha de tiras e um sutiã de rendas roxo.

A loira desejou argumentar, dizer a ela que o relacionamento deles não era assim, mas, em vez disso, Sam jogou a calcinha de volta no monte e foi seguir Carly para sessão de lingeries de renda. Pelo canto de seus olhos ela podia vê-la olhando para ela com desconfiança. Sam logo pensou que talvez fosse um teste, e ela acabou de responder a ela sobre o seu relacionamento com ele sem dizer uma única palavra. Ah, bem. Ela tinha um relacionamento sexual com ele... Quase...Ou pelo menos iria ter logo e não fazia o menor sentido esconder isso.

Depois de pegar calcinhas pretas e azuis marinho e sutiãs que combinavam com elas, Sam encontrou Carly procurando na sessão de novidades da loja. Ela estava encarando um conjunto de lingerie rosa choque. Enquanto isso a loira ficou se perguntando o que mais ela poderia fazer para que ela deixasse escapar mais alguma coisa.

Quando ela viu Sam se aproximando, sorriu para ela de novo.

— Pronta?

— Acho que sim. — Disse a loira levantando um braço cheio de sacolas de lingeries.

— Mas, fique à vontade. — Ela assentiu.

— Esse é bonitinho. — Sam apontou para o sutiã vermelho que ela estava segurando.

— Não tem do meu tamanho... Mas tem do seu, ta levando algo vermelho? É uma peça coringa.

Sam respondeu que sim com a cabeça e ela devolveu o sutiã para a arara e continuou olhando. Era um bom momento para saber mais de Freddie, sempre foi boa de papo não iria ser passada para trás por Carly.

— Carly?

— Hum? — Disse ela, segurando um top.

— Quem é Missy?

Ela parou o que estava fazendo para olhar para a loira, que fez sua melhor cara de desentendida.

— Ele contou sobre ela para você? — A morena perguntou chocada.

— Não exatamente. Os amigos dele apareceram na casa pela manhã e falaram o nome dela.

E Sam queria dizer que o quarto dele tinha cheiro de perfume de mulher e uma metade do closet parecia ter sido esvaziada apressadamente, mas não disse.

Carly continuou olhando a arara de sutiãs, com a testa franzida como se estivesse se lembrando de algo ruim.

— Ele não tem sido o mesmo Freddie depois da Missy. Ela ferrou com ele. — Carly murmurou para ela baixinho. — Nós éramos amigas e ela quebrou o Freddie, foi culpa minha também, não sabia que ela era uma vadia falsa.

Sam tentou não demonstrar choque, era realmente dificil imaginar alguém machucando o super controlado Freddie Benson, mas, de novo, ela não tinha a menor idéia do seu passado, assim como ele não sabia nada a respeito do dela. Mas ela iria descobrir.

Sam não perguntou mais nada, teria tempo.

Depois a morena mudou de assunto. Depois disso Carly a deixou na casa de Freddie.

Compraram tanta coisa que todas as suas sacolas mal cabiam no pequeno porta-malas e no banco de trás do carro.

Carly a ajudou levando-as para dentro e para o andar de cima. Ela caminhou determinada em direção ao quarto de Freddie, como se soubesse muito bem o caminho. Sam notou que ela não tinha a menor dúvida sobre o lugar onde ela estava ficando, ela nem fingiu achar que Sam estava em um dos quartos de hóspedes.

Ela colocou as sacolas dentro do closet gigante e virou-se para olhar para Sam sorrindo.

Sam sugeriu tirar as roupas que ela lhe emprestou, mas ela acenou para que Sam deixasse para lá.

—Valeu por tudo o que você fez hoje Carlota.

Ela balançou a cabeça.

— Imagina. Como amiga de Freddie, tenho certeza de que ainda vamos nos ver muito. E, de verdade, estou falando sério, se você precisar de qualquer coisa, de uma amiga para tomar um café, ou uma bebida, ou só de uma mulher com quem conversar quando ele a enlouquecer... Me ligue. Ou melhor, eu te ligo para sairmos semana que vem. — Sam aceitou o número de seu telefone celular, imaginando o que ela queria dizer quando falou sobre ele a enlouquecer.

Depois que Carly foi embora Sam sentiu-se um pouco estranha colocando as roupas no lado vazio do armário que um dia foi ocupado pelas coisas de Missy. Mas talvez fosse esta a intenção de Freddie ao levá-la para lá, ficar no lugar de qualquer lembrança ruim que ela deixou para trás. Se era isso o que ele queria, ela faria. Sam também estava fugindo de sua carga.

Estava ali pelo dinheiro, mas o nó permanente que sentia no estômago se afrouxava a cada hora que passava, e ela percebeu que esta não era a única coisa que esta vida nova poderia lhe fornecer.

Estar em Los Angeles, nesta mansão, lhe dava uma sensação de alívio da preocupação constante e da dor no coração com a qual ela vivia todos os dias. Sentia falta de sua família, bem, principalmente de Melanie, e claro que se preocupava com a saúde dela. Mas aquilo não estava mais martelando em sua cabeça como antes. Ela deveria se sentir culpada por isso, mas, sinceramente, era um alívio.

Notas finais
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