Upside Down - Seddie

5 Capitulo 05 - Brand new day.


Notas iniciais
Oi gente! Não tenho muito o que falar sobre esse capitulo, mas eu adoro ele, amo introduzir novos personagens kkkk Espero que gostem! Boa leitura!

Sam, não sabia o que esperar, mas na manhã seguinte, quando rolou na cama gigante, ele não estava mais lá. O amassado dos lençóis de algodão egípcio era a única prova de que ele tinha estado lá. Ele era uma boa companhia para dormir. Silencioso e fiel à sua promessa, não tentou fazer nada com ela. Ela se espreguiçou e ficou rolando na cama. No banheiro imponente ficou em dúvida se tomava um banho, estava louca para usar aquele banheiro luxuoso com aquela ducha gigante, mas resolveu ser rápida caso Benson esteja esperando por ela no andar de baixo. Depois de escovar os dentes em frente ao espelho, desceu as escadas à procura de comida.

A casa estava totalmente silenciosa.

Enquanto passava pelos quartos a caminho da cozinha sentia-se como se estivesse em um museu. Freddie estava sentado à mesa, inclinado sobre seu Pearpad com uma xícara fumegante de café expresso ao seu lado. Sam não pode deixar de notar o quão cheia de comida a mesa estava para apenas uma pessoa ou duas mas, não estava reclamando muito pelo contrario, ela nunca havia feito dieta na vida, não ia ser agora.

—Iai Benson. — Ela o cumprimentou.

Seus olhos encontraram os dela, sua boca virada para baixo formando uma carranca.

Bom geralmente ela era quem tinha mau humor matinal, mas sentiu graça do homem a sua frente. Sam sentiu-se como se estivesse interrompendo-o. Ele fez mais algumas coisas no tablet e então olhou para ela de novo, parecendo distante.

— Bom dia Samantha. — Freddie respondeu.

— Tem café aí? — Sam perguntou ignorando que ele havia a chamado de Samantha ela odiava que a chamassem de Samantha. Ele lhe disse para ficar à vontade, e por isso ela estava tentando lutar contra a sensação de que ela deveria ficar escondida em um canto da casa e parar de interrompê-lo. Ele inclinou a cabeça para o aparato de aço inoxidável instalado em uma parede. Não tinha uma garrafa de café ali. Até onde ela sabia aquilo até poderia ser uma máquina do tempo.

— Minhas funcionárias, a empregada e a cozinheira, já sabem da sua presença. Elas acham que você é uma amiga que está passando uns dias aqui comigo. Então, se precisar de alguma coisa, é só pedir.

Sam balançou a cabeça em concordância, sem saber se escolhia panquecas ou waffles e no fim pegou os dois, mais algumas tiras de bacon e ovos.

— E qual é a história? Sobre como eu conheço você. — Sam perguntou, ao se sentar na mesa com um prato que ficou pequeno para toda comida que ela havia escolhido. Mais uma vez ela viu Freddie arregalar os olhos, mas não disse nada.

Ele franziu a testa ao pensar na pergunta dela.

— Você é a irmã mais nova de um amigo meu da faculdade, que veio para Los Angeles para tentar uma carreira de modelo e me ofereci para você ficar aqui em casa até arrumar um emprego. O que você acha? — Freddie perguntou.

Sam engoliu e deu mais uma garfada, para só então responder.

— Modelo? Eu? — Sam olhou para o seu corpo em descrença. Ela não tinha altura e nem era magra o suficiente para ser uma modelo. — Vamos pelo menos inventar uma história na qual as pessoas possam acreditar. — Ela costumava ser uma mentirosa nata.

— Sim. Modelo. E as pessoas vão acreditar. — Freddie disse dando mais um gole em seu café.

Sam mordeu seu lábio inferior, internalizando essa informação sobre a maneira como ele a via.

— Tudo bem. E esse meu irmão tem um nome? — Ela pergunta dando uma mordida no bacon crocante.

Ele pensa a respeito. — Anthony.

— E em que faculdade o Antony e você estudaram?

— Princeton.— Disse ele sem piscar os olhos.

Uau. Impressionante. Para Sam fazia sentido que a casa de milhões de dólares em frente à praia de Malibu e as empresas que ele administrava. Ele fez uma faculdade da Ivy League. Ele era inteligente, poderoso e sensual. Tudo isso junto e havia uma combinação letal. Para ela restava o enigma de por que ele era solteiro.

— Você nasceu na costa leste? — Sam perguntou.

Ele balançou a cabeça em negação.

— Sou de Seattle.

Interessante, Sam pensou. Ele era de Seattle assim como ela, e isso a fez criar varias perguntas em sua cabeça, mas ela não fez, nesse instante a campainha tocou, era um barulho insuportável que pareceu durar uma eternidade.

— Você está esperando alguém? — Sam perguntou. Ele colocou a xícara de porcelana na mesa.

— Acho que foi uma boa idéia termos inventado essa história. — Disse ele.

Segundos depois, dois homens apareceram na cozinha, um loiro e um moreno que parecia ser mais velho. E Sam só conseguia pensar que estava ali tomando café sem sutiã e usando os pijamas dele que eram muito maiores que ela. Os dois a observaram surpresos.

— Quem é ela? — O mais alto deles perguntou com um sorriso brincalhão em, seu rosto ele não parecia o tipo de cara que andava com Benson, pensou ela, ele era totalmente descontraído. O outro apenas a encarou com um sorriso malicioso.

— Sam, estes são meus amigos. Ele apontou para o mais jovem com um sorriso maroto. — Brad. — E então para a versão um pouco mais alta, com olhos gentis. — E Spencer. — Que Acenou.

— Iaí galera. — Sam disse, achando o bacon em seu prato muito interessante. Merda, ela não queria conhecer ninguém.

— A menina que você pegou na noite passada ainda está aqui? — Brad perguntou como se não quisesse acreditar.

— A Sam é a irmã mais nova do Antony.

— Antony? — Os dois falaram ao mesmo tempo. — O Antony, de Princeton. Era um dos amigos do Gibby.

Os dois balançaram a cabeça como se aquilo fizesse todo o sentido. Sam respirou um pouco aliviada enquanto Freddie terminava de explicar que ela havia acabado de chegar em Los Angeles e estava procurando um emprego de modelo, e por isso ele ofereceu para ficar ali, já que ele tinha uns quinze quartos na casa.

— De onde você é? — Pergunta Spencer.

— De Seattle — Ela solta sem pensar.

— Eu também! — Spencer disse rindo, mas não perguntou mais.

— Então vocês dois não estão tendo alguma coisa? — perguntou Brad.

Ele passou os olhos pelo corpo de Sam. Era óbvio já que ela estava usando as roupas de Freddie.

— Não. — Ele respondeu sem dizer mais nada.

— A companhia aérea perdeu minha bagagem — Sam explicou, mostrando a sua roupa. — Imprestáveis.

Brad sorriu para ela.

— É um prazer conhecê-la. — O loiro esticou sua mão e apertou a dela calorosamente. Sua mão comprida praticamente cobriu toda a palma da mão dela. — Seus olhos verdes a encararam totalmente entusiasmado e parecia que ele estava vendo coisas demais.

Sam se perguntou se era assim que ela parecia quando olhava para Benson.

— O prazer é meu. — Ela respondeu.

— Ignore estes dois idiotas. Bem vinda a Los Angeles. Se precisar de alguma coisa, por favor, fale comigo — Disse ele.

— A Wendy não é modelo? Ela pode ajudar ela.— Spencer perguntou olhando para Brad.

— Quem? — Brad disse sem tirar os olhos de Sam.

— A sua namorada. — Spencer o faz lembrar. — A sua namorada que não larga de você.

Freddie quase engasgou reprimindo o riso.

— Certo. Verdade foi isso que quis dizer. — Brad endireitou os ombros. — Se você precisar de alguma coisa enquanto estiver aqui tentando se estabelecer, por favor, é só pedir e tentarei ajudá-la.

Spencer e Freddie estavam rindo do amigo.

Ao observá-los interagindo, Sam automaticamente lembrou-se da cumplicidade que tinha com sua irmã. Embora já tenha algum tempo que elas não se divertiam como antes. Ultimamente elas frequentavam muitos hospitais, o estresse era grande, e tinham tantas contas para pagar que mal se lembravam de rir.

— Valeu, te aviso qualquer coisa. — Sam disse olhando para o chão. Ela terminou sua comida e esqueceu a xícara de café intocada ela só queria sair voando da cozinha, para longe daqueles três homens que estavam observando-a de perto. Ela queria tomar um banho, colocar a porra de um sutiã e se vestir.

— Mas que merda é essa, Freddinho? Você não tem nada da Missy para emprestar para ela vestir até que a companhia aérea devolva sua bagagem? — Perguntou Brad, como se estivesse dando um soco em Freddie.

A maneira como Freddie olhou para ele fez parecer que uma bomba atômica iria explodir na cozinha. Seja lá quem ela fosse, a linguagem corporal de Freddie deixou bem claro que o nome Missy não deveria ser mencionado em sua presença. Claro que isso só a deixou ainda mais curiosa.

— Vou chamar a Carly. — Freddie disse, em vez de responder à pergunta.

—Ela está de folga hoje? — Spencer levantou a sobrancelha.

Sam observou fascinada a troca de olhares entre eles e entendeu que existia tanta coisa que não estava sendo dita que sentiu-se como se precisasse de um tradutor para entender o que estava acontecendo.

Freddie virou-se para Sam, com a expressão mais suave.

— Se quiser, suba e vá tomar um banho. Posso providenciar roupas limpas para você até que Carly chegue. Esqueci que tinha combinado de jogar golfe com os meus amigos hoje. Mas ela vai levá-la para comprar o que precisar. Até que sua bagagem chegue. — Acrescentou ele, sorrindo para ela.

— Tudo bem. — Sam respondeu simplesmente. Ela odiava fazer compras e se sentia inútil, porém dependia dele, não tinha muito o que fazer. Antes de se virar para subir as escadas apertou de novo a mão de cada um dos amigos de Freddie e saiu, voltando para a segurança da suíte principal, necessitando de alguns minutos sozinha para se recuperar de toda a testosterona que tomou conta da cozinha. Quando ficou sozinha no andar de cima, percebeu que não poderia mais adiar a ligação que precisava fazer. Ela pegou seu celular e discou o número do telefone celular da sua mãe, esperando ansiosamente até que ela atendeu.

— Sam?

— Sim, sou eu Pam.

Depois de tudo o que aconteceu nas últimas vinte e quatro horas, ouvir sua voz foi bem mais concreto do que ela pensou que seria.

— Onde você se meteu garota? — Perguntou ela.

— Em Los Angeles, na casa de um amigo, mandei mensagem. Eu precisava ficar um tempo longe daí, tirar umas férias.

Ela ficou em silêncio e Sam sabia que ela estava processando o que ela havia acabado de falar. Sam não tinha amigos em Los Angeles, mas ela não questionou.

— Esse amigo com quem estou ficando... Ele, ele tem uma empresa e ofereceu-se para... — Sam respira fundo. — Ele se ofereceu para providenciar o dinheiro para que Melanie entre no programa experimental.

— O que foi que você fez Sam? — Seu tom de voz era desesperada e mais áspero do que ela estava acostumada.

— O dinheiro está na sua conta. Use-o para que Mel possa ter o tratamento de que precisa e só.

A voz de Sam foi praticamente sem emoção enquanto tentava esconder o que ela estava sentindo. Ela nunca teve uma boa relação com Pam, mas as duas se uniram em prol de Melanie. É claro que ela sabia que sua mão ia ficar perguntando de onde vinha o dinheiro, mas Sam achou que ela ficaria tão agradecida que aceitaria a história de um doador anônimo generoso sem argumentar.

Ela não disse mais nada sobre o dinheiro.

— Quanto tempo você vai ficar fora?

— Um tempo. — Confirma a loira mais nova.

— Cuide-se.

— Vou me cuidar. E cuide da Mel.

Sam desligou e ficou parada pensando.

— Sam? — A voz de Freddie a tirou de sua distração. Colocando seu telefone na cadeira ela se levantou, tentando esconder sua chateação.

— Oi?

Ele estava segurando uma xícara de café em um pires e carregava um minúsculo jarro de creme. — Você não pegou o seu café.

Aquele gesto foi doce e inesperado. Sam aceitou a xícara, o aroma era exatamente do que ela precisava no momento. Tinha um pacotinho de açúcar e uma colherinha no pires.

— Eu não sabia como você gostava do café.

— Com creme e açúcar. Está perfeito. Obrigada.

Ele balançou a cabeça.

— Tudo bem...?

— Sim.

Sam endireitou seu corpo. Ele não pagou pelo drama e ela tinha certeza de que ele não queria ouvir sobre os seus problemas pessoais.

— Acabei de ligar para a minha mãe. Vai ficar tudo bem agora.

Pelo menos foi isso que ela disse a si mesma. Ele franziu um pouco a testa, mas logo sua expressão voltou a ficar relaxada, aquela expressão neutra que era a que ela esperava dele.

— O Spencer disse que a Carly deve chegar daqui à uma hora mais ou menos, eles são irmãos. Você provavelmente vai querer se aprontar.

— Valeu de novo.

Sam tomou mais um gole da xícara e observou enquanto ele saiu do quarto. Depois que terminou de tomar o seu café ela decidiu se preparar para a chegada de Carly. Sam preparou um banho de espuma na banheira extra grande e mergulhou na água, deixando a água quente levar embora a tensão que sentiu mais cedo. Na cesta ao lado da banheira tinha tudo de que ela precisava e até um pouco mais desde sais de banho luxuosos, xampu, condicionador, até esfoliante facial, lâmina de depilação e sabonetes líquidos de diferentes aromas. Sam até se perdeu no processo, ela nunca fora muito vaidosa mesmo ver tudo aquilo ali para que ela usasse parecia ser uma rotina cansativa, ensaboando seus cabelos e sua pele, curtindo o momento de paz e o aroma das ervas que envolviam seu corpo.

Até que ela escutou a porta do banheiro se abrir.

Em um ato de puro reflexo ela mergulhou na água para se cobrir embaixo da espuma enquanto o sorriso preguiçoso de Freddie iluminou seu rosto e fez seu estômago virar.

— Nada que eu já não tenha visto Sammy. Relaxa, só vou tomar um banho. Preciso ir para outro banheiro ou você não se incomoda que eu tome banho aqui? — Ele perguntou com um sorriso brincalhão em seus lábios.

Ela simplesmente acenou em concordância. Ele ligou o chuveiro dentro do vidro gigante que o cercava e a água começou a cair da ducha que ficava no teto. Então ele tirou a camisa e as calças que estava vestindo.

Sam deu uma olhada em sua bunda dura e firme antes de fechar seus olhos. Pensando se ele passava todo o seu tempo livre na academia?

A vontade de olhar para seu corpo musculoso e nu estava a deixando louca até ouvir o som da água batendo no chão estava enlouquecendo-a. Era como se alguém lhe dissesse que havia um quadro milionário pendurado na parede, mas ela não poderia olhar para ele. Basicamente, uma tortura. Ela já sabia como era a aparência física dele, mas o desejo de dar uma olhada em todo o restante de seu corpo era enlouquecedor. Ela resistiu à tentação, mas só um pouco. Logo ela terminou seu banho rapidamente, agradecida por já ter se lavado antes de Freddie decidir juntar-se a ela. Segurando a toalha branca e felpuda, tamanho gigante, em volta de seu corpo ela saiu do banheiro o mais rápido que conseguiu, deixando uma poça d’água no chão.

Ao invés de vestir as roupas que ela usou no dia anterior, Sam seguiu as instruções de Freddie e colocou as roupas que ele separou para ela, uma outra camiseta larga e, desta vez, calças de moletom. E então foi até o andar de baixo para pegar mais café.

Seus dois amigos ainda estavam na cozinha e Brad estava procurando alguma coisa na geladeira enquanto Spencer estava sentado à ilha, falando ao telefone celular.

Ele parecia incomodado.

— Então, vão jogar golfe hoje, né? — Sam perguntou, enquanto mordia uma maça que havia pego da cesta de frutas que tinha ali.

— Você quer vir com a gente? — Perguntou Brad.

Ela olhou para suas roupas.

— Acho que não estou vestida para isso. — Ela respondeu, e ele riu.

— Verdade. Mas pelo menos daria aos velhos frequentadores do clube do Spencer um assunto diferente para falar além de seu desempenho no mundo artístico.

Sam olhou pela janela do lado de fora sem saber o que dizer, mas virou a tempo de ver o sorriso fácil de Brad voltar para o seu rosto.

— Venha aqui, lindinha. Deixe eu mostrar para você. — Ele disse puxando-a pela mão ao notar sua xícara vazia. Ele pegou a sua xícara e colocou-a na pequena abertura e lhe mostrou que botões apertar enquanto murmurava para si mesmo algo sobre a maldita máquina pretensiosa. As opções eram exageradas para uma simples xícara de café. Sam nunca se deu muito bem com aparelhos e aquela era como se fosse um próprio barista da Starbucks. O painel de LED confirmou seu pedido, café pequeno, e ela apertou a opção coado. Sam foi recompensada com o barulho gratificante do café começando a derramar em sua xícara e com outro sorriso adorável de Brad.

Depois de acrescentar um pouco de leite e açúcar em seu café, ela viu Freddie entrar na cozinha. Ele estava elegantemente vestido com uma calça cinza escura e uma camisa de colarinho branco esticada em seu peito musculoso. De repente Freddie a pegou encarando-o e ela colocou sua xícara de café na mesa enquanto Freddie caminhou em sua direção.

oOo

Ao se aproximar de Sam, foi impossível para ele evitar que seus olhos percorressem suas curvas. Seus mamilos ficaram duros e ele foi capaz de perceber isso na camiseta que ela estava vestindo. A camiseta dele. Ele não gostava do fato de ela estar ali sendo exibida na frente de meus amigos. E Brad precisava tirar seus malditos olhos dela. Freddie pensou que se visse aquele sorriso patético em seu rosto mais uma vez, iria dar um soco nele. Olhando para ela e imaginando o que estava por baixo da camiseta, ele lutou para manter seus pensamentos claros. Sua cabeça voltou a pensar na noite passada, quando ela tirou a roupa para ele.

Não havia nenhuma imperfeição nela.

Sam era maravilhosa. Desde seus seios carnudos com mamilos cor de pêssego até suas pernas bronzeadas. Seu membro doeu só de pensar nela. Sua coragem era magnífica. Ele se aproximou, mas ela não tirou os olhos dele da maneira como ele havia dito a ela para fazer na noite passada. Freddie estava feliz por ela não ter medo dele, principalmente na frente de seus amigos.

— A Carly vai cuidar de você hoje, ela vai providenciar tudo de que você precisa certo?

Ela balançou a cabeça, sua postura indicou dúvida. Ele não tinha planos de deixá- la sozinha. Ele precisava trabalhar o restante da semana, por isso tinha planejado curti-la nos vários quartos de sua casa, mas, se ele desse o cano nos seus amigos, eles nunca mais o deixariam em paz.

— E mais tarde? — Ela perguntou olhando para cima e piscou aqueles olhos azuis maravilhosos para ele. Freddie tentou entender seu olhar. Hesitação? Interesse?

Mas ele tinha certeza de que não era nada além de mera curiosidade para saber quando ela iria perder a virgindade. Aquele seria o único pensamento óbvio em sua cabeça. Era o motivo para ela estar ali. Ele se abaixou para sussurrar em seu ouvido, com cuidado para que seus amigos não o escutassem.

— Eu gostei bastante do que a gente fez ontem.

Ela engoliu e soltou um pequeno suspiro, que só Freddie conseguiu escutar. Aquele som fez seu membro ficar duro. Merda. Não era o momento. Pensou.

Levantando uma mão e acariciando seu rosto com seus dedos ele continuou falando.

— Você beija muito bem, sabia disso? — Freddie disse relembrando da noite anterior.

Olhando para o seu rosto procurando uma reação, mas essa informação pareceu nova para ela. Melhor ainda. Suas bochechas estavam rosadas e seus olhos tentaram ver se os amigos dele estavam o escutando. Eles estavam, mas Freddie tinha certeza de que estavam fingindo que não estavam.

Ela molhou os lábios, completamente alheia a quanto aquilo o deixava excitado. Freddie pensou se era possível jogar golfe com uma baita ereção. Aparentemente, ele estava prestes a descobrir isso.

— Divirta-se com Carly, mas depois esteja pronta para mim à noite. — Ele disse e ela simplesmente balançou a cabeça.

Freddie saiu com seus amigos. Ele tinha esquecido completamente que iriam jogar golfe. Ele detestava golfe, mas Spencer ficou sócio do clube Beverly Hills para agradar um cliente e ele contava com Brad e com ele para jogar golfe para que ele sentisse que não tinha jogado dinheiro fora no preço absurdo que pagara para ser sócio do clube.

— Você está ficando ela ou o quê? —Spencer perguntou antes mesmo de saírem pela garagem, sem perder nem um segundo.

— Vamos mesmo falar sobre isso como se estivéssemos no colégio? — Freddie, disse mantendo sua expressão entediada e olhando para a estrada.

— Vamos falar, sim.

Brad inclinou-se para a frente no meio dos bancos. — Ela é gostosa e você sabe disso. Tão gostosa que eu até me esqueci da minha namorada modelo.

Aquilo foi engraçado Freddie odiava admitir.

— Ninguém julgaria você se você estivesse pegando ela. — Insistiu Spencer. — Depois do que aquela escrota ruiva fez com você.

Ele se perguntou por que diabos todos traziam Missy de volta. — Não estou pegando ela. — Freddie respondeu.

Pelo menos ainda não.

— Ela é irmã do meu amigo. — lembrou-os.

— Certo, do Antony, de Princeton. — Spencer sorriu.

Ele sabia bem que Sam não era irmã de nenhum Antony.

— Bom, ela não é irmã do meu amigo e eu tenho um quarto de hospedes no meu apartamento. Eu fico com ela, caso você não a queira. — Brad respondeu totalmente aéreo.

Ele não a levaria a lugar algum, mas Freddie não iria entrar nesse papo de crianças sobre algo que pertence a ele, até por que Sam era muito mais do que algo.