Upside Down - Seddie

4 Capitulo 04 - First Night.


Notas iniciais
Oi gente! Logo de cara gostaria de agradecer os comentários e eu ganhei até uma recomendação! Mas já? Tem certeza Kaylla? KKKKk Enfim, fico feliz que compraram a idéia, com isso me sinto na obrigação de esclarecer alguns pontos. Por exemplo vocês podem notar uma certa submissão na personalidade na Sam. Mas nesse contexto é necessário, a Sam não teve amigos na vida como Carly e Freddie e teve que lidar com a doença da Melanie, muito cedo, então não tem como manter exatamente a mesma personalidade que ela tem icarly. No entanto vocês vão ver mais dela a medida que a fic for se desenvolvendo, é um processo gradual e eu vou tentar inserir aos poucos pois eu mesma não consigo ver a Sam tão submissa assim, então apenas aguardem por que tanto ela quanto o Freddie, em algum momento vão estar super próximos de suas personalidades de iCarly. Por enquanto esse é o unico esclarecimento que posso dar, mas mandem suas duvidas e questionamentos, que se for ok e não conter spoiler eu esclareço. Agora sem mais delongas... Boa Leitura!

Freddie ficou repetindo mentalmente que aquilo não era correto. Não havia necessidade de primeiro ganhar terreno e beijá-la daquele jeito.

Mas ele sentiu vontade.

Ele poderia ter feito o que quisesse com ela, ele a havia comprado para isso. Ele engoliu em seco, comprá-la em sua cabeça parecia tão horrível. Mas as pessoas faziam isso, prostituição era o trabalho mais antigo do mundo, ele poderia dobrá-la sobre a mesa de mármore e a possuir se quisesse. Em vez disso, ele agiu como um namorado preocupado, beijando seus lábios e certificando-se de que ela estava à vontade. E, merda, ele achou a boca dela perfeita. Estranhamente o beijo encaixou de primeira. O bip do microondas o tirou de seus devaneios e ele encarou chocado e ao mesmo tempo fascinado Sam comer toda aquela comida, sem frescura alguma e aquilo o deixou de bom humor.

Na verdade só beijá-la não foi o suficiente. Ele pensou em outras coisas proibidas para fazer com ela. Mas haveria tempo para isso mais tarde.

Ele queria conhecer sua história. Ela parecia ser uma garota legal, normal, legal demais para essa merda na qual eles haviam se metido. Mas suas razões para estar ali não eram de sua conta. Assim como suas razões para comprá-la não interessavam a ela. Ela não precisava saber que ele queria salvá-la, ela só precisava saber que ele gostava de sexo regularmente, que ele tinha um bom apetite para isso e que ela não devia atrapalhá-lo enquanto ele trabalhava. E ele precisava lembrar que ela estava ali por um motivo. Se isso acontecesse, esse acordo iria acabar bem e os dois ficariam satisfeitos.

— Vamos para a cama, amanhã será um longo dia e você precisa descansar. — Seus olhos azuis já não tão ariscos olharam para ele de novo e ela balançou a cabeça. Freddie sabia que ela queria saber quando iriam transar.

Mas ela teria que esperar para ver.

oOo

No andar de cima os dois passaram por várias portas e continuaram andando pelo comprido corredor. Ao chegar na suíte principal Sam observou tudo em silêncio. O quarto era enorme, com uma cama king size com a cabeceira estofada, mesas com abajures e um mini sofá em frente a uma lareira a gás. A decoração era contemporânea e simples em tons de cinza claro e bege com alguns detalhes em azul. Tudo parecia ser novo.

— Banheiro principal.

Ele apontou para a lateral da suíte master. Suas palavras monossilábicas e gemidos depois de ele tê-la beijado estavam a deixando nervosa.

Por que ele estava agindo de maneira tão fria e estranha? Ela se perguntou.

— Olha Benson, foi mal se fiz algo errado... — Sam começou a dizer, ela não queria correr o risco de ser devolvida, como ela voltaria para Seattle?

Freddie a encarou.

— Tire sua roupa, Sam.

Um suspiro ficou preso em sua garganta do nada. — O quê?

— Você me ouviu. — Ele insistiu.

Sam e Freddie estavam no meio do quarto dele com todas as luzes acesas. E seus olhos escuros estavam cheios de desejo e viajando pelo seu corpo. Embora ela ainda estivesse vestida, nunca se sentiu tão exposta. Seu olhar intenso tinha o poder de fazê-la sentir se vulnerável e nua como ninguém nunca fez antes.

Com as mãos trêmulas, Sam abriu o botão sua calça e abaixo até as pernas, deixando que elas caíssem no chão na altura de meus tornozelos, de onde chutou-as para o lado.

Ela esqueceu que estava tentando parecer sensual.

Nunca havia feito um, striptease na vida e tinha a sensação de que se ela tentasse fazer naquele momento passaria vergonha. Tirou a jaqueta e depois que passou sua camiseta pela sua cabeça tirando-a botou junto ao seu jeans.

Por que ela estava tão desesperada para ter a aprovação daquele homem?

— Tire seu sutiã. — Disse ele em seguida, com a voz rouca.

Os dedos de Sam alcançaram suas costas e ela soltou o fecho, seu coração bateu forte dentro do peito quando deixou seu sutiã cair no chão. Seu instinto foi cobrir seus seios de novo, proteger-se do olhar dele, mas Sam sabia que não fazia sentido fazer isso e mostrar quanto ela se sentia fraca e inútil, e por isso deixou seu sutiã cair no chão entre eles. Seus mamilos ficam rígidos por causa do ar frio da noite. Ela estava excitada desde que ele a beijou, sua calcinha ainda estava um pouco úmida e seu corpo estava confuso. Ela não deveria querer isso, ela não devia desejar esse momento entre eles, mas por saber que eles haviam construído esse momento durante toda a noite ela tinha vontade de ver até onde iam chegar.

Ele continuou olhando para os seus olhos. Sem olhar para baixo, para o corpo dela, e alguma coisa nesse seu autocontrole mexia com ela. Ela não se conteve quando examinou o corpo dele.

Seus olhos percorreram famintos cada detalhe.

Sam nunca esperou sentir-se fisicamente atraída pelo homem que a comprou, e ela sabia que isso só complicaria as coisas para ela. Era de partir o coração saber que não causava a mesma sensação nele. Talvez ele não estivesse impressionado. Pensou ela.

Mas, finalmente seus olhos começaram a descer devagar, vagando selo meu corpo como se tivessem todo o tempo do mundo, e ele colocou a língua em seu lábio inferior. Seus olhos pararam em seus seios. Para Sam eles pareciam estar tão cheios e pesados que quase chegavam a latejar.

Ela se perguntou se ele a queria, sem saber muito bem por que aquilo importava para ela, mas de repente ela sentia que importava. Sua autoestima nunca foi muito alta, mas ela também nunca foi baixa. Ainda assim, o fato dela estar nua na frente de um homem rico, poderoso e pecaminosamente atraente a fez querer medí-la.

Freddie engoliu e abaixou os olhos para o meio de suas coxas. Ela ainda estava de calcinha, mas ela queria fechar as pernas, porém ficou parada. Sam sentiu o calor em seu corpo quando ele levantou os olhos, olhando para os dela de novo. Era isso? Ele a mandou tirar a roupa só para olhar para ela?

Mas então seus olhos se abaixaram e ela viu a ereção grossa e comprida em suas calças. O único indício de que ele estava gostando do que está vendo. Então por que não fazer alguma coisa a respeito? Aquele pensamento errante passou pela sua cabeça junto com uma série de imagens eróticas, sua boca carnuda em sua garganta, a sensação de suas mãos compridas segurando seus seios enquanto seus dedos acariciavam seu ponto mais sensível. Ela agarraria seus braços fortes, deitaria sua cabeça em seu peito quente enquanto seu membro cutucaria sua intimidade. Um calor subiu pelo seu corpo e Sam engoliu um gemido impotente, ao mesmo tempo por

— Com o que você gosta de dormir? — pergunta ele, com a voz totalmente inalterada.

— Normalmente durmo com uma camiseta e calças de pijama. — Ela respondeu, enfiando seu dedo do pé no tapete felpudo.

Ele balançou a cabeça, foi até o armário e pegou uma camiseta cinza e um par de calças de algodão para ela. Elas eram tamanho grande, mas suaves e confortáveis, e colocou-as sobre sua pele. Sam recolheu suas roupas, que acabou de tirar, e ficou se perguntando onde colocá-las. Ela não tinha nada ali, nenhum pertence, nenhuma sensação de ter um motivo para estar ali.

Benson entrou no banheiro e fechou a porta, dando-lhe a chance de vagar pela grande suíte sem parar. Sam saiu do chão e pisou no tapete em direção ao armário e percebeu que nunca sentiu um tapete tão grosso e tão macio. É como se houvesse travesseiros de algodão por baixo dele. Um pequeno sorriso formou-se em seus lábios. Pelo menos conseguia ver o lado bom nessa situação maluca. Morava em uma puta mansão. Podia ser muito pior.

Enquanto andava em direção ao armário, Sam percebeu um cheiro fraco de perfume feminino pairando no interior do quarto. O cheiro era antigo, mas ainda estava ali.

Pairando como um mistério.

Ela pensou rapidamente em quem poderia pertencer aquele perfume.

O closet era maior do que o seu quarto, na sua verdadeira casa. Uma metade estava repleta de ternos feitos à mão em diferentes tons de preto, azul, cinza e riscas, um cabide com gravatas de todas as cores estava pendurado na parede e havia uma pilha de camisas de algodão dobradas com cuidado em prateleiras com vários artigos masculinos. Um relógio, uma carteira de couro, abotoaduras, moedas. Mas o que mais lhe chamou a atenção é que uma metade inteira do armário havia sido esvaziada, tinha apenas alguns cabides acolchoados com uma camisola de seda vermelha pendurada em um deles.

Ele disse que ela era tipo sua primeira escrava sexual, então talvez fosse de uma ex- namorada, Sam se questionou. Seu cérebro começou a imaginar os detalhes, dando demais a ele o benefício da dúvida, ela sabia, mas imaginava que seu relacionamento tenha fracassado por causa de seu rígido horário de trabalho e por sua natureza fechada. E então a necessidade dele em ter alguém como ela. Sexo frequente sem o compromisso de um verdadeiro relacionamento.

Sam balançou a cabeça tirando essas teorias inúteis da sua cabeça sabendo que não serviriam para nada.

Ela estava presa ali com ele, independente de seu passado e suas questões, ela precisa tirar o melhor disso. Uma parte grande dela queria acreditar que ele era um cara legal, normal, que por algum bom motivo contratou uma escrava sexual. Mas a verdade é que ela não fazia a menor idéia. Ele poderia ser um psicopata maluco com uma queda por sexo selvagem e maluquices que ela nunca sequer imaginaria.

Sam jogou suas roupas em um cesto vazio que estava na prateleira do closet e voltou para o quarto. Ela pegou seu telefone da bolsa e sentou-se na cama. Enviando uma rápida mensagem de texto para sua mãe Pam, e depois para Melanie, avisando as duas que decidiu visitar uma amiga em Los Angeles e que estaria fora da cidade por um tempo. Ela sabia que não era certo avisá-las através de mensagem de texto, mas esperava que elas entendessem. Havia pressão demais em sua casa. Tirar uns dias de férias não estava dentro das suas possibilidades. Melanie respondeu a mensagem com uma carinha feliz dizendo que ela deveria arrumar um caso com um surfista e depois contar todos os detalhes para ela. A resposta de sua mãe nunca chegou. Sam temeu ao pensar no que poderia acontecer a sua irmã durante o tempo que ela estivera fora. Iria avisá-la pela manhã sobre o dinheiro.

A porta do banheiro se abriu e Benson saiu de lá. Ele estava usando apenas uma cueca preta e seu corpo conseguiu lhe deixar boquiaberta. Mas ela manteve sua expressão neutra, embora ela nunca tenha visto um homem tão esculpido nem em revistas.

Ele realmente era uma delícia.

Ela guardou seu telefone de volta em sua bolsa e se levantou da cama. Estava curiosa para saber onde dormiria.

Ele puxou o edredom branco todo fofinho e dobrou o lençol.

— Ter companhia faz parte do acordo para mim. Não gosto de dormir sozinho. — Benson anunciou, como se ela estivesse lendo seus pensamentos.

Então o grande empresário tinha medo do escuro? Uma pequena parte dela se sentiu bem, isso o tornava um pouco mais humano. A cama era grande o suficiente para acomodar os dois e se ela passasse a noite sozinha em um quarto ela provavelmente ficaria péssima, desesperada ao pensar na sua nova situação.

Ela tinha certeza de que os barulhos da casa iriam a manter acordada durante a maior parte da noite, se ela dormisse sozinha em um quarto sua cabeça estaria a mil. Pelo menos ela ia ter alguém por perto se algo acontecesse. Ao que tudo indicava eles não fariam sexo aquela noite. Engatinhando até o outro lado da cama ela se curvou como se fosse uma bola, rezando para que o sono chegasse fácil.

— De jeito nenhum — Soltou ele. — Aqui, Sammy.

Soltando o ar devagar ela escorregou seu corpo para perto do dele, ficando de costas para ele, parando apenas quando sentiu o calor de seu corpo. Ele passou um braço pesado em volta dela e a puxou mais para perto, até que suas costas encostaram em seu peito. Seu coração se acelerou.

Tinha alguma coisa nesse contato próximo e íntimo que a afetava.

Ele colocou sua mão áspera em seu quadril nu e sua respiração ficou ofegante. Ele abriu os dedos em sua barriga e a acariciou de leve. Os músculos de Sam ficam enrijecidos enquanto esperou que ele colocasse a mão entre as suas pernas.

— Relaxe — Ele a encorajou, sua voz era um sussurro suave e sonolento.

Aquela noite não iria acontecer mais nada.

Ele continuou acariciando, sua cintura, sua barriga, sua coxa, quase como se estivesse testando-a, treinando-a para que ela ficasse confortável ao lado dele. O calor de sua respiração em seus cabelos e sua mão acariciando-a de leve não permitia que ela relaxasse, mas por fim ela acabou conseguindo, acostumou-se com as novas sensações.

Sam fechou os olhos e aproveitou o toque tranquilo dele antes de cair no sono.