Upside Down - Seddie

3 Capitulo 03 - The glass mansion.


Notas iniciais
Roi... Vou dedicar o capitulo a Kathy que passou hoje o dia atualizando o site kkkkk Nem ia postar hj, mas a lenda mereceu. Boa leitura e espero que gostem!

Pov geral

O avião tocou suavemente o chão depois de apenas meia hora mais ou menos e, de novo, entraram em um carro, mas um diferente do que eles estiveram em Seattle era maior e um motorista dirigia o banco da frente, ele cumprimentou Benson que respondeu, porém formalmente. Estava bem escuro ao redor, o que combinava perfeitamente melancolia de Sam e seu humor um pouco confuso. Ela queria se esconder na escuridão da noite e fingir que nada disso era real.

Enquanto ela observava pela janela as luzes ao longe, viu que o moreno digitava algo em seu celular. Sam prestava bastante atenção nas placas pelas quais passavam. Estavam perto de Los Angeles, lugar onde Sam nunca estivera. Logo o motorista pegou a saída para Malibu e quando chegaram às ruas da cidade seu coração começou a bater mais forte. Eles estavam se aproximando de seu destino e Sam não fazia a menor idéia do que estava reservado para ela.

Eles pararam na frente de um portão enorme, o motorista digitou uns números na placa de metal ao lado e quando o portão se abriu viu que o lugar não poderia ser chamado de casa... Era uma enorme mansão, com um caminho de pedra que levava a uma propriedade enorme.

Luzinhas piscando iluminaram o caminho e possibilitaram a loira ver o suficiente para deixá-la boquiaberta. A casa tinha paredes cor de mel e duas grandes colunas de mármore cercando a porta da frente. O carro parou em frente a porta e o moreno desceu sem esperar que o homem abrisse a porta para ele, mas o motorista se adiantou e abriu a porta de Sam que desceu ainda deslumbrada com a propriedade. O frio na barriga de Sam enquanto ele a levava para dentro da casa era inevitável. Eles passaram por um caminho de pedras com uma paisagem iluminando a entrada lateral. Olhando a casa Sam achava estranho demais pensar que ela morava ali agora, e não era apenas uma convidada.

— Entrada principal. — Disse ele.

Era impossível imaginar que ele teria uma casa daquele tamanho e não teria pessoas para cuidar dela. Sam duvidou que ele passasse pessoalmente por todos os cem quartos, ou seja lá quantos quartos aquela monstruosidade de casa tinha.

Passaram pela porta de vidro lateral e chegaram no que parecia ser a lavanderia mais chique do mundo. Armários altos de madeira clara do teto ao chão, um cesto de guarda-chuvas, um banco grande com algumas almofadas cuidadosamente arrumadas e um grande tapete cobrindo o piso de mármore.

Ele jogou o terno ali e continuou andando pelo corredor. Sam olhava para tudo enquanto anda atrás dele.

Duas escadas se encontravam no salão onde havia uma mesa redonda com um grande vaso de peônias rosa. De novo, ela teve a certeza de que não foram escolhidas por ele. E, de novo, ela não conseguia imaginar nada no mundo dele sobre o que ele não tenha controle.

— A sala de estar formal — ele apontou para a esquerda sem se importar em acender a luz ou entrar na sala que estava mostrando a ela.

Parecia vazia e nada acolhedora, com mobiliário frio e moderno, mas cheios de utensílios tecnológicos de ponta. Sam não tentou focar em todos os detalhes enquanto ele continuava se movendo. Percebeu que ele estava lhe mostrando a casa, mas de maneira rápida e impessoal. Para um proprietário de uma mansão tão espetacular, ele deveria ter mais orgulho em exibí-la, pensou Sam.

Algo parecia estranho, mas ela não sabia dizer o quê. Ele apontou para vários cômodos, uma sala de jantar fria com uma mesa enorme, uma biblioteca escura repleta de livros com os quais ela sabia que ele não se importava e raramente lia.

— É uma biblioteca legal. — Murmurou a loira.— Onde você costuma ficar?

Sua pergunta fez com que ele parasse no meio do caminho e virasse para olhá-la nos olhos. Ele a observou por um tempo, como se estivesse tentando decidir por que ela iria querer essa informação. Sam era cautelosa, saber alguma coisa sobre o homem com quem ela iria morar e a quem iria servir poderia ser um pouco útil, e até o momento nada nesta visita pela casa dele lhe deu alguma dica.

Ele apontou a cabeça para um corredor longo e disse:

— Por aqui.

Talvez ela não devesse ter sido tão curiosa porque agora, enquanto ele lhe levava ainda mais para dentro da casa, todos os seus medos voltaram à tona. Será que ele tinha algum quarto estranho para fazer sexo, como o quarto vermelho da dor do Christian Grey? Seria ridículo se ele tivesse. Pensou ela.

Ele abriu a porta de um escritório enorme, completo, com uma mesa estilo executivo em mogno, cadeira de couro preta, sofá em tom grafite e um mini bar na parede oposta à mesa, Sam notou que na sala haviam computadores de ponta. O cômodo parecia mais aconchegante com sua mobília de madeira, tapetes peludos e o cheiro suave de perfume que ela havia sentido mais cedo. Várias portas de vidro levavam a uma varanda.

— Aqui fora. — Ele fez sinal para a frente enquanto atravessava o escritório.

Ele abriu a porta de vidro e saiu para o grande deque com vista para o oceano, e Sam ficou atordoada, sem palavras. O barulho suave das ondas e a brisa delicada que balançava seus cabelos a acalmaram imediatamente.

Então ela conseguiu entender por que os cômodos luxuosos da casa não lhe interessavam. Este lugar era como se fosse um oásis particular. Duas espreguiçadeiras de madeira com almofadas e uma pequena mesa redonda entre elas era as únicas peças de mobília, mas eram perfeitas. Qualquer outra coisa iria amontoar o lugar. Ele a deixou aproveitar aquela calmaria e, quando sua voz quebrou o silêncio um pouco depois, Sam levou um susto.

— Você provavelmente vai descobrir que eu trabalho demais. Ele apontou para o escritório. — E venho aqui para relaxar.

Sam balançou a cabeça em silêncio. Poderia não ser muita coisa, mas ele expôs uma pequena parte de si, e ela tiraria proveito disso. Ele trabalhava muito, e talvez fosse um homem pensativo, que passasse o tempo sozinho ouvindo o barulho da água.

Os dois voltaram para dentro e Benson terminou o passeio, tinha uma piscina do lado de fora e um jardim que ela só viu através das janelas, e também uma academia no andar de baixo.

Ele finalmente a levou para um lugar com janelas enormes com vista para o mar, um sofá e uma grande TV de tela plana colocada em cima de uma lareira.

— Aqui está. — Disse ele, sombriamente.

Tudo isso só pra ele? Ele deve se sentir sozinho. Pensou a loira. Ele ficou em pé em silêncio observando-a por um tempo que pareceu longo demais. Ao perceber que o passeio terminou, Sam olhou para o chão se perguntando se iriam transar agora? Ali naquele local? Achou que seria em seu quarto, mas ali era melhor do que um calabouço esquisito ou alguma outra alternativa. Não sabia muito do que ele gostava, mas sabia que estava chegando a hora de ela aprender.

Seu coração bateu forte dentro do peito.

— Olhe para mim. — Pediu ele de novo.

Por algum motivo ele não gostava do fato de Sam, recusar olhar em seus olhos. Ele agia como se tudo aquilo fosse normal, mas Sam decidiu que iria entrar no jogo. Por enquanto. Ainda não sabia do que ele era capaz e não queria que ele ficasse bravo. Olhando para ele Sam viu um homem intenso, seus olhos escuros revelavam dor e talvez um trauma do passado...

— Você não precisa ser tão arisca perto de mim. Não vou machucá-la Sammy — Tentou ele.

Sam respirou fundo. Queria acreditar nele. Seu tom de voz era sincero, assim como o apelido que ele lhe deu, e a maneira como ele a encarava não pareciam ameaçadoras, mas, ainda assim, a loira optou por continuar alerta.

— Venha se sentar — Ele atravessou a sala e sentou-se no meio de um sofá cinza espaçoso.

Ela sentou-se ao lado dele, ofegante. Sam pensou que talvez deveria agradecê-lo pelo dinheiro, mas não sabia quais eram as intenções dele.

— Desculpa cara. Eu sou nova nessa história de escrava sexual. — Sam quebrou o silencio estranho.

Ele passou uma mão nos cabelos, pensativo.

— É, eu também.

— Eu sou a sua primeira? — Ela quis se dar um soco, que tipo de pergunta era essa Sam?

— Tipo isso. — Respondeu Freddie, na verdade ele queria afirmar que ela era a primeira, e que a comprou por pura síndrome de herói, mas não achava que lhe devesse satisfações.

Mas ainda assim ele sorriu para ela e Sam sentiu seu estômago ficar revirado.

— Não sei bem como funciona... Ou o que esperar — Admitiu ela.

— Será que você ficaria mais calma se eu explicasse algumas coisas a você? — Freddie decidiu assumir a posição que lhe cabia.

Sam balançou a cabeça concordando.

— Sou um homem ocupado, Sam. Tenho algumas empresas pouco tempo para atividades de lazer. Você está aqui para satisfazer minhas necessidades sexuais. — Engoliu em seco. Freddie achava melhor estabelecer limites. — Para satisfazer os meus desejos. Vou cuidar das suas necessidades financeiras. Metade do dinheiro será transferido para a sua conta nesta noite e, se você realmente ficar comigo e cumprir o contrato, receberá o restante ao final de seis meses. Sua discrição é muito importante para mim. Sei que você assinou um contrato comprometendo-se a não revelar nada, mas preciso que você me prometa que não vai contar nada a ninguém. — Ele olhou para ela. — Nem mesmo para a sua melhor amiga.

A idéia de contar a Melanie a verdade sobre o que ela estava fazendo nunca passou pela sua cabeça.

— Eu não vou dizer nada. Também não quero que mais ninguém saiba o que está acontecendo.

Sam sabia que ia precisar explicar onde tinha arrumado aquele dinheiro, mas mentira nunca foi um problema para ela, pensou em dizer à sua família que tinha recebido de um doador anônimo do hospital.

A primeira parte, quinhentos mil, menos o que ela devia para T-bo, estaria em sua conta amanhã. Era mais do que suficiente para pagar pelo tratamento de Melanie. A ideia de abandoná-lo depois que ela tivesse o dinheiro passou pela sua cabeça. Mas Sam sabia que nunca conseguiria pagá-lo de volta, e precisava cumprir o contrato até o fim.

— Ótimo. Vamos precisar inventar uma história para as pessoas, amigos e família sobre o porquê de você estar aqui, mas se conseguirmos dizer algo em que acreditem não tem nenhum motivo para você não ter um pouco de liberdade e viver uma vida normal. Enquanto isso, você pode usar a casa como se fosse sua a piscina, os jardins, a academia, fique à vontade.

Sam pensou se poderia sair da propriedade um pouco para conhecer Los Angeles. Mas não queria abusar de sua sorte. Além disso, se ele fosse uma pessoa vingativa, ele poderia usar esse ponto fraco para castigá-la. Olhando para a tela enorme da televisão à frente e mais uma vez ela se perguntou quais eram a intenção dele para o restante da noite.

— O que você quer? – murmurou Sam.

Era melhor saber o que viria pela frente, para que ela pudesse se preparar mentalmente.

Ele ficou olhando para ela e sorriu.

— Quero o que todos os homens querem quando pagam um milhão de dólares por uma virgem.

Sam deu um longo suspiro. Seria hoje à noite. E ela nem teria tempo de se preparar. Ainda estava toda dolorida por causa da depilação. Será que ele a daria mais um ou dois dias se ela pedisse? Pensou.

— Quero uma cerveja gelada e assistir Star Wars. — Disse ele simplesmente.

Sam soltou todo o ar de seu pulmão aliviada.

— Só isso? Você é tão nerd. — Sam tampou a boca quando percebeu o que havia dito.

Ainda observando sua reação, ele levantou uma sobrancelha.

— Pra ser sincero, eu adoraria que a gente se conhecesse melhor e criássemos certa intimidade, mas pela desconfiança em seus olhos sei que fazer isso demoraria. Você parece ser tímida.

— Eu não...

—Não quer ter intimidade comigo? Faz parte do acordo, Sam, e se você me disser que não quer... Estaremos num dilema. — Ele a interrompeu

— Não. Eu quis dizer que eu não sou tímida.

Ele sorriu para ela pensando no que ela havia dito, Sam lhe parecia o mais complexo programa de computador que ele já havia lidado. Mas ele estava feliz.

Sam achou que ele parecia amável e descontraído ao sorrir para ela daquele jeito e ela o via como um cara normal, alguém que ela conheceria em um bar e paqueraria. Ela deixaria que ele a comprasse uma bebida e imaginaria beijar aqueles lábios suaves enquanto conversavam. Piscando várias vezes ela percebeu que estava olhando para sua boca por tempo demais e voltou a olhar para os olhos dele.

Tudo nele era tão intensamente masculino e perfeito que era difícil não gostar. Pensou ela

Seu corpo pulsou com tesão enquanto sensações com as quais nunca sonhou tomaram conta dela. Interesse. Desejo. Luxúria.

Ele era atraente, bonito e inteligente. Não tinha nada nele, pelo menos fisicamente, de que ela não gostasse. Mas ele havia comprado-a. Ela devia sentir repulsa, e não tesão. Não devia se sentir nem um pouquinho atraída por ele e se repreendeu internamente.

Freddie se aproximou e seus lábios se tocaram. No começo era apenas um selinho inocente, então Sam abriu seus lábios e ele introduz lentamente a sua língua entre os seus lábios e ela os abriu mais, convidando-o para um beijo mais profundo o encaixe fora imediato. Freddie não deu muita atenção aos desejos dela. Em vez disso, deslizou até seu queixo e a beijou ali, deixando sua boca escorregar por sua pele macia e subir até a orelha. A pele de Sam tinha um gosto maravilhoso, como cerejas sob o sol. Talvez fosse loção hidratante ou talvez esse fosse seu aroma característico. De um modo ou de outro, estava o deixando louco. Até mesmo seus ossos vibraram de desejo enquanto passeava por ali. Ele não refreou o desejo e encostou levemente a língua no lóbulo de sua orelha e ela gemeu.

— Ohhhh...

Era alto e genuíno. Selvagem.

E ele adorou demais ouvir!

Ela empurrou o quadril contra o seu corpo, tentando intensificar o contato. Freddie percebeu que os olhos dela estavam fechados e viu um rubor adorável em suas bochechas e a vermelhidão em seus lábios. Ela era naturalmente bonita, ele poderia compará-la a um anjo, mas não fez por que não queria que as coisas ficassem muito platônicas entre eles, então refreou esses pensamentos, Freddie correu as mãos pelo cabelo dela e as mechas louras envolveram seus dedos num caos dourado. Com todo esse cabelo fantástico nas mãos, ele não conseguiu resistir e o puxou. Assim que fez isso, ela deixou escapar um lamento ardente, que se transforma em um leve gemido. Seus dedos envolveram sua cabeça e ele a agarrou com força, prendendo-a no lugar.

Freddie voltou a se concentrar na boca de Sam e parou de provocá-la.

Em vez disso, intensificou o contato.

E a beijou sem piedade.

E a devorou.

Suas línguas se embaraçaram, os dentes se chocaram e ele poderia jurar que ela estava se dissolvendo debaixo dele. Eles estavam se fundindo e se tornando um só. Freddie sentiu suas veias pulsarem de desejo, ele estava rijo dentro da calça e sua mente estava focada em um único objetivo um beijo que fizesse Sam ficar com tesão. Ele precisou fazer um esforço gigantesco para que a sua mão não subisse pela coxa dela, deslizasse sob seu jeans e alcançar sua calcinha, que Freddie imaginou que fosse a azul clara de tiras que ela havia usado no leilão.

Porém, ele não precisava tocá-la tão intimamente para constatar que ela estava excitada além da conta. Os sinais estavam presentes ele os reconheceu os pequenos murmúrios que ela deixou escapar, o modo como seus braços se insinuam em torno de seu pescoço, os dedos dela se enroscando nas pontas do seu cabelo. O modo como Sam tentou o estimular era a confirmação definitiva de que ela estava no clima. Ela projetou o quadril, mexeu-se esfregou-se nele e ele sabia que não iria conseguir se controlar por muito tempo.

As coisas tomaram uma grande proporção muito rápido, ele só queria beijá-la e depois eles se sentariam, comeriam algo e ela falaria dela, apenas isso, Freddie queria ir com calma, mas quando deu por si, estava sendo dominado por Sam.

Num movimento rápido, ele se posicionou com firmeza entre as pernas dela e empurrou o quadril contra sua virilha. Um gemido sexy escapou de seus lábios. As mãos dela se materializaram em seu traseiro. Freddie sentiu seu autocontrole sofrer mais um golpe quando ela abriu as pernas para ele, dando-lhe acesso, convidando-o para fazer sexo sem tirar as roupas. Bom pelo menos ela não era completamente leiga para esses assuntos.

E caramba, como ele recusaria um convite desses? Se ele fosse em frente e topasse dentro de poucos segundos as pernas de Sam estariam cruzadas atrás dos seus quadris e ele iria querer transar com ela. Mas ele queria ir devagar.

De algum modo, seu bom senso tomou a dianteira e assumiu o controle que antes estava com o seu pênis. Ele interrompeu o beijo, pulou para longe dela e ficou em pé em questão segundos.

Precisava de ar. Precisava de espaço.

Uma parte estranha dela sentiu-se orgulhosa. Sua insegurança lhe disse que foi só porque ela queria ter certeza de que ele não a devolveria e exigiria que ela lhe devolvesse o dinheiro. Mas essa experiência erótica entre eles a deixou trêmula e vulnerável. Não havia como negar que uma parte dela gostou daquilo. Gostou de ter sua mão segurando o seu cabelo e de ouvir seus gemidos. E sua calcinha molhada e seu coração acelerado indicavam que ela ainda não estava pronta para que a noite chegasse ao fim. Sentia vergonha. Ela não devia ter gostado de nada daquilo. Freddie levantou-se do sofá e saiu da sala sem olhar para trás, deixando-a sentada sozinha no sofá.

Algum tempo depois ela escutou barulhos vindos de um cômodo ao lado, e como ela sabia que só estavam ele e ela na casa, Sam foi ver o que ele estava fazendo. Ela o encontrou na cozinha, bebendo uma cerveja gelada direto da garrafa, em longos goles.

A cozinha estava imaculada. Sam passou os olhos pelas elegantes bancadas de mármore branco e cinza, pelos armários de madeira, pelos impecáveis aparelhos domésticos de aço inoxidável brilhantes e novinhos. Havia uma grande cesta em cima da ilha, cheia de pães, cabeças de alho, limões e do que ela acreditava serem romãs. Sam se perguntou se ele gostava de cozinhar.

— Você quer comer alguma coisa? — Perguntou ele, abaixando a garrafa, mas sem se virar para olhá-la.

—Sim, claro!— Sam não havia comido nada, o que era algo extremamente incomum para ela, esse convite alertou seu estomago que roncou alto. — Mas primeiro queria algo para beber.

Ele olhou para ela com um sorriso e seu rosto ficou quente. Sim, ela estava com sede e ofegante, e parecia que os dois estavam pensando a mesma coisa. Ele pegou uma garrafa de água na geladeira e abriu antes de entregá-la para ela.

— Valeu — Sam murmurou e tomou um longo gole.

Sam sentiu a água fria descer até o fundo de sua barriga vazia. A sensação era refrescante e revigorante. Seu primeiro momento de paz desde que a noite começara. A loira tomou metade da garrafa enquanto passava os olhos pela cozinha. Enquanto ele tirou algumas vasilhas da geladeira que ela esperava que fossem de comidas, claro. Abrindo cada uma ele foi dizendo o que eram, ravióli, frango frito, lasanha... Ele explicou que gostava de ter essas comidas pré prontas só para esquentar quando chegasse tarde em casa, ela adorava tudo aquilo e instigou ainda mais seu estômago, ela optou por um pouco de cada e Freddie ergueu as sobrancelha surpreso e ate duvidando que ela comeria tudo aquilo, mas não falou nada, e voltou a esquentá-las. Sam terminou de beber a sua água em silêncio e ele a fitou com curiosidade.

Freddie estava louco para saber mais sobre aquela pequena loira misteriosa.

Notas finais
Mas já? Benson tu me prometeu que tu era misterioso.