Upside Down - Seddie

2 Capitulo 02- Get in the fucking game.


Notas iniciais
Oi gente! Agradeço os comentários, e obrigada quem leu, mesmo os leitores fantasmas... Quanto a frequencia das postagens tenho uns 10 capitulos já escritos e vou tentar postar diariamente, mas isso vai depender de vocês... Quero saber se estão gostando e talz, eu realmente não sei por que seddie não é muito minha zona de conforto... Enfim é isso, quem puder comentar agradeço, beijos!

POV GERAL

Eles pararam do lado de fora do vestiário onde Sam estava mais cedo. — Tem certeza de que suas roupas estão aí dentro? — Benson perguntou analisando o local.

Sam balançou a cabeça em afirmação e resmungou uma resposta que não deu para entender, ela ainda estava um pouco nervosa, Benson tinha uma presença um pouco intimidadora.

— Vista-se — Pediu ele, com um tom suave. Sam suspirou antes de entrar no pequeno vestiário. Lá dentro ela não conseguiu evitar olhar para o espelho à frente do qual ficou em pé aplicando o rímel pouco tempo atrás. Sam já sentia uma diferença da imagem da garota que estava passando rimel mais cedo. O terno preto estava enorme nela, proclamando que naquele momento e por mais seis meses ela pertencia a uma outra pessoa e não mais a si mesma.

Sam tirou o terno, mas não sem antes apreciar a sensação gostosa da seda que forrava em seus dedos e o cheiro de perfume levemente impregnado no tecido. Havia algo de masculino e evocativo em seu terno e ela não conseguia deixar de pensar no que havia por trás do fato de ele ter colocado o terno nela. Como um cachorro marcando o território com seu cheiro.

Tirando aqueles pensamentos de sua cabeça, Sam jogou o terno em cima de um banco e vestiu suas roupas, calça jeans uma camisa estampada com a bandeira da inglaterra de manga comprida, sua jaqueta de couro e um tênis all star simples. Ela se sentiu muito melhor depois de estar usando suas roupas velhas. Ela pegou sua mochila e enfiou uma bolsa de maquiagem na bolsa que havia pego de sua irmã, ela raramente usava maquiagem e quando usava era o básico, colocou a mochila no ombro e se virou para o espelho dando uma última olhada, preparando-se mentalmente para encará-lo de novo, e se despediu em silêncio da garota em pé à sua frente. Sam parou na porta, com a mão apoiada sobre a maçaneta.

Seria agora ou nunca.

Ela poderia tanto ir atrás de T-Bo e implorar para desfazer esse contrato, e arcar com as consequências, ou poderia sair dali e aceitar o que ela tinha que fazer. Sam sabia que qualquer que fosse a sua escolha, iria mudar sua vida.

Endireitando seu corpo, ela encheu seu pulmão de ar e abriu a porta.

Vendo Benson no corredor, esperando por ela com uma expressão entediada no rosto ela o observou passar rapidamente os olhos pelo seu corpo e de repente ela sentiu-se mal vestida ao lado daquele homem rico e poderoso usando um terno caro e sapatos brilhantes, Sam nunca havia ligado para nada disso antes, nem para a opinião de ninguém, mas por algum motivo estranho ela queria a aprovação do moreno que a aguardava. Ele pegou o terno que estava com ela e começou a andar em direção à saída sem dizer uma palavra. Ela apenas o seguiu.

Ao chegar no estacionamento atrás do prédio Sam olhou para alguns poucos carros estacionados ali, tentando memorizar suas placas caso ele se revelasse um psicopata, pensou que pelo menos teria alguma informação para levar para a polícia, já que não tinha certeza se seu verdadeiro era Benson.

Ele parou ao lado de um carro de luxo preto que ela nunca sequer havia visto na vida, na verdade ela se interessava mais por motos, mas sabia que aquilo era uma BMW exclusiva o carro fez uma barulhinho de destravamento quando os dois se aproximam das portas, e ele jogou o terno no espaço atrás já que o carro possuía apenas dois lugares. Sam ficou parada encarando o carro perplexa, tentando imaginar quantos tratamentos de Melanie poderiam ser pagos com aquele veiculo e ainda sobrava pra um apartamento.

— Você quer um convite formal? — Perguntou ele já sentado no carro, ainda indiferente. Ela não pode deixar o quão atraente ele havia ficado dentro daquele carro.

Por nunca ter entrado em um carro de luxo antes Sam pensou que ela iria experimentar muitas coisas pela primeira vez naquela noite. Ela entrou e ele tirou o cinto e da mão que ela não estava conseguindo colocar correttamente. O calor da palma de sua mão contra a dela a surpreendeu. Sam engoliu em seco e respirou fundo, por estarem um espaço menor o cheiro dele se propagou no ar. A proximidade era inquietante.

Sam logo imaginou se ele fez isso de propósito, foi com um carro menor e que criasse um certo contato entre eles, porque, com certeza, um homem que gastou um milhão de dólares em menos de uma hora tem um carro maior com certeza, vários. Pensou Sam.

Algo em sua natureza silenciosa e séria dizia que tudo o que ele fazia era de maneira pensada e a mente de Sam guardou essa informação e todas possíveis para montar o quebra-cabeça e descobrir quem era o homem a quem ela pertencia agora.

Ele ligou o carro e ela sentiu seu peito tremer de susto ele ergueu a sobrancelha, com o desenho de um sorriso brincando em seus lábios, mas esse sorriso nem se quer se iniciou. Os dois ganharam velocidade quando ele desceu a rampa que dava para a rodovia, e o vento frio do ar condicionado batia em seu rosto refrescando o calor que poderia ser sentido entre seus corpos. Sam observou a cidade de Seattle, iluminada e parecia linda como um cartão postal, ela nunca havia reparado nisso antes, Sam ficou observando até chegarem à estrada, como ele não fez nenhum esforço para iniciar um dialogo ela fechou os olhos na tentativa de relaxamento, mas só conseguiu ficar ainda mais nervosa por não saber para onde estava indo e por isso abriu os olhos de novo, ela queria perguntar, mas ele parecia tão fechado, Sam não queria ser irritante.

Ele respirou fundo, focado na direção em sua cabeça Freddie estranhava o modo como aquela garota não perguntava nada a ele, mas talvez a falta de intimidade entre eles fosse o motivo, e isso seria um problema, já que tinham um contrato de seis meses, ele não se demorou muito nesses pensamentos, eles já estavam chegando onde o jatinho esperava para que fossem para casa... Ele começou a desacelerar o carro, levantando a cabeça Sam viu que estavam em um pista no meio de um campo escuro. Ela ficou bastante alerta enquanto se perguntava o que estavam fazendo ali, no meio do nada. Sam não imaginava que voariam para algum lugar, por isso quando ele parou ao lado de um jatinho em uma pista de pouso provavelmente exclusiva, o ácido amargo queimou subindo pela sua garganta.

O pânico tomou conta dela quando pensou na idéia de deixar tudo o que ela conhecia para trás. Até mesmo seu endereço, que nunca significou muita coisa para ela, de repente pareceu ser algo que a definia, e que estava sendo arrancado dela. Mas T-bo havia comentado que era comum que as pessoas fossem de outros lugares para esses leilões e era uma possibilidade que ela saísse da cidade em algum momento.

Freddie saiu do carro sem dar uma palavra. Sem muito mais do que uma mochila, ela o seguiu até as escadas estreitas para entrar no avião. Era um jato pequeno com o interior brilhante e sofisticado. Um conjunto de quatro poltronas de couro ladeavam o centro do avião e Benson sentou-se em uma poltrona perto da janela.

Sem saber onde sentar, ela se acomodou em uma poltrona na frente dele. O couro era convidativo e macio sob seus dedos e ela relaxou um pouco no banco e olhou ao seu redor. A noite caiu rapidamente e estava quase totalmente escuro lá fora. O interior do jato era iluminado por pequenas luzes LED instaladas no chão. O moreno pegou uma garrafa de vidro em uma mesa ali perto, colocando um pouco do líquido âmbar em um copo de cristal, e então tomou um longo gole. Ele molhou seu lábio inferior e fechou os olhos, descansando a cabeça contra o encosto de couro do banco. Não havia nenhum aviso do comandante, nenhuma instrução sobre segurança. De repente o motor do jato funcionou e o avião iniciou decolagem. Ela novamente se atrapalhou ao colocar o cinto de segurança, conseguindo fechá-lo apenas no momento em que decolaram. Sam sentiu os olhos dele observando-a com curiosidade, mas ela não se atreveu a olhar para ele, não por medo já que essa altura parecia algo irrelevante, mas sim por medo de fazer papel de idiota na frente dele.

Quando finalmente olhou para cima, ele havia servido um copo de vinho e estava segurando-o em sua direção.

— Talvez isso a ajude um pouco.

Sam não era de beber, principalmente vinho, antes de sua vida mudar por causa de Melanie ela bebia com seus amigos, mas nunca vinho. Ela sabia que ele tinha razão. Era estranho estar ali, sem fazer a menor idéia do que ele havia planejado para ela, ou para onde estavam indo, e esta provavelmente seria a sua única oportunidade de aliviar a sua dor, já que ela iria perder a minha virgindade mais tarde. Ela não sabia se doeria, mas as pessoas diziam que sim, então ela acreditava.

Ele parecia tão calmo e controlado que a fez imaginar o que ele estava escondendo por baixo daquele terno comportado e caro. Um arrepio quente passou pelo seu corpo e ela tomou um longo gole da bebida que desceu queimando pela sua garganta.

oOo

Para Freddie esta noite estava sendo um desastre completo. Um milhão de dólares era mais do que ele queria gastar e, além de tudo, ele não queria uma virgem. Na verdade a estupidez começou quando ele aceitou o convite de seu amigo para comparecer a boate e acabou sendo convidado para um daqueles leilões naquela noite, foi pura curiosidade ele tinha ido a Seattle visitar sua mãe e como sempre saia de lá esgotado, após uma briga ou outra com ela. Ele não iria comprar ninguém achava a idéia até grotesca, mas se considerasse comprar não seria alguém a quem ele teria que ensinar tudo. Algo lhe dizia que Sam iria levar mais tempo e demandar mais trabalho do que ele gostaria.

Soltando um suspiro pesado ele tomou um grande gole do uísque, deixando que ele descesse queimando pela sua garganta. O barulho abafado do motor do jato estava lhe dando dor de cabeça então ele colocou mais uma dose em seu copo.

Olhando para a garota ele se perguntou quantos anos ela tinha, sabia que ela era maior de 21 anos, mas não parecia ter a mesma idade que ele, vinte e cinco, mas ele próprio não aparentava ter essa idade tendo assumido negócios muito cedo, precisou amadurecer mais rapidamente.

Ela já havia terminado a bebida e, pela maneira como estava acomodada na poltrona com os joelhos na altura do peito e os braços abraçando-os com força, era possível notar seu desconforto. Seus olhos estavam fechados, como se ela estivesse tentando juntar toda sua força interior para o que quer que estivesse por vir. Freddie sabia que isso não iria acabar bem.

Ele só havia coberto a oferta daquele filho da puta que queria comprá-la porque, ele parecia ser um sadomasoquista doentio e ele não queria que ele a comprasse. E, agora, a garota aterrorizada sentada à sua frente era assunto dele, então talvez ele não tivesse planejado direito tudo aquilo. Enquanto a observava Freddie não pode deixar de ter diversos pensamentos sobre ela e nenhum deles era puro.

Ele tentou ignorá-los, mas ela era bonita. Ela era pequena, mas tinha curvas. Seios bem moldados e uma bunda que ele adoraria pegar. Sua pele era sedosa e um pouco bronzeada Freddie se perguntou como com o tempo de Seattle, mas poderia ser artificial, com exceção das maçãs de seu rosto que estavam rosadas. Cabelos longos e iluminados caídos sobre os ombros. Seu olhar subiu para o rosto dela e viu que seus olhos azuis estavam o encarando. Ela estava o observando com expectativa, obviamente imaginando o que poderia acontecer depois.

Boa pergunta.

Freddie não tinha a menor idéia do porquê disse a ela para chamá-lo de Benson. Na verdade, ele tinha. Seus empregados o chamavam de senhor Benson e ouví-la chamá-lo de Freddie parecia familiar demais. Íntimo demais. E esse relacionamento não era assim. Era apenas um negócio. Puro e simples. O negócio para o seu pênis receber a atenção há muito devida e ter uma companhia feminina constante sem a chateação de um namoro.

Entre na merda do jogo, Freddie. Pensou ele.