Upside Down - Seddie

24 Capítulo 24 - The proposal


Notas iniciais
Oi gente! Antes do planejado tô vindo aqui postar capítulo novo, graças aos meus leitores queridos! Muito obrigada pelo apoio gente! Fico feliz é pra vocês! Espero que gostem! Bjs

Freddie passou os olhos por seu corpo como se estivesse conferindo se estava tudo bem com ela antes de olha-la de novo. Nada disso estava certo, mas Sam não conseguia parar. Ela tinha medo de admitir que também estava apaixonada por ele e tinha medo de deixá-lo ir, por isso fez a única coisa que podia. Escolheu o prazer visceral que invadia seu corpo, implorando por uma doce libertação. Seu corpo estava praticamente vibrando com tanto desejo, mas precisava de um tempo para entender o que estava acontecendo, e por isso deu um passo para trás.

— Não fuja — Soltou ele.

Freddie aproximou-se e colocou as mãos em sua cintura. Seus dedos beliscaram seus quadris quando ele a ergueu. Ela instintivamente passou suas pernas em volta da cintura dele, internamente sua intimidade implorava para ser acariciada.

Sam suspirou com uma mistura insana de emoções e sensações que tomaram conta dela. Ela sabia que deveria interrompê-lo, afastá-lo, mas não queria fazer isso. Sentia falta deste lado dele. De repente, queria estar de joelhos em frente a ele, com o membro dele quente e firme dentro de sua boca. Lembranças das semanas que passaram juntos inundam seu corpo, tornando impossível sair dali.

— Freddie... — Ela sussurra.

Não fazendo a menor ideia do que estava pedindo, e seus olhos doces encontram os dela. Ele conseguia segurá-la sem esforço colocando as mãos embaixo de sua bunda. Ela queria seus dedos de novo... envolta em uma nevoa de prazer. E agora estou ansiosa e confusa.

— Estou preso a você. Não posso ficar sem você — Disse ele, beijando mais uma vez a sua boca.

Ele a encara por um momento. Sam não resiste à sua voz emotiva, à maneira como sua mão escorrega em sua cintura. Mesmo não devendo, ela ansiava por seu toque. Sentia saudade dele. Sentia saudade disso. Dessa conexão crescente entre eles. Preciso usar toda a sua força para não se entregar a ele.

Antes de tudo ir por água abaixo na tarde em que sua esposa apareceu, ela sentia que estavam construindo algo real. Se não era amor, era algo bem próximo disso. Ela não tinha experiência, mas, se tivesse chance, sabia que podia se apaixonar por Freddie Benson. E isso significava que deixá-lo subir ao seu quarto de hotel, deixá-lo beijá-la, olhar em seus olhos e desarma-la era um movimento perigoso. Sam sentia que seu coração estava em perigo. Mas ele havia a procurado e ido atrás dela até aquela distância. Isso tinha que significar alguma coisa. Pensou.

— Sammy — murmurou ele com a voz rouca que ela sabia que significa que ele está com tesão.

Sua voz desapareceu como se qualquer palavra de protesto tivesse morrido dentro de sua garganta. Precisava dizer não a ele. Precisava que ele fosse embora. Ele fez algo que não poderia ser desfeito. Ele a fez acreditar que não tinha compromisso com ninguém e escondeu a verdade por semanas. Ela estava se perguntando se ele teria lhe contado caso Missy não tivesse aparecido. Apesar de suas suspeitas, ela havia ignorado seus instintos femininos e se entregou totalmente a ele. E estava pronta para dar sua virgindade a ele.

Seus dedos embaixo de seu vestido a tiram de seus pensamentos. Sua calcinha estava encharcada e ela se mexe contra ele, mas sua voz rouca quebra o silêncio e contradiz tudo o que seu corpo estava pedindo.

— Não, não posso...

Sam tira as pernas de sua cintura e fica em pé no chão.

— Você quer isso tanto quanto eu. — Disse ele, com a voz profunda e confiante.

Sam o encara e, aparentemente, seus olhos lhe dizem tudo o que ele precisava saber. Seu desejo por ele estava estampado em todo o seu rosto. Seus pensamentos a traem. E Freddie se aproveita, abaixando-se para beijá-la de novo.

— Me diz que ainda existe uma chance — Sussurra ele em seus lábios.

Sam engole, mas não consegue responder. Ela não confiava em si para dizer a coisa certa, começa a debater consigo mesma, questionando se algum dia ela conseguiria confiar nele de novo, se eu ao menos conseguiria se encaixar em seu estilo de vida...

Uma risada feminina e o barulho da porta se abrindo a trazem de volta à razão.

Melanie e Brad entram no quarto carregando algumas sacolas de compras. Voltando à sanidade força um tom sério ao se virar para Freddie.

— Está na hora de vocês irem embora.

Brad e Melanie despedem-se enquanto ela evita olhar para os olhos escuros de Freddie. Ela sabia que, se ela olhasse, perderia toda a sua determinação. Ainda estava se recuperando de seu beijo.

Ele lhe lança um olhar quente, aproximando-se tanto que ela estava inebriada por seu perfume. O efeito era estonteante.

— Isso não terminou. Divirta-se com Melanie e conversamos quando você voltar para casa.

Sam gostaria de poder dizer que ele estava errado, que o assunto estava encerrado, mas não conseguia responder. Ele estava dando o espaço de que ela precisava no momento, mas não tinha a menor ideia do que viria seguir.

Depois que eles foram embora, ela pega uma garrafa de água no frigobar e toma um longo gole, precisando se refrescar antes de se virar para Melanie. Que não disse nada sobre a mudança de quarto no hotel, mas Sam a pegou observando o lugar.

Sam vai até a sua mala e pega um bolo gordo dando uma mordida, ela conseguia sentir seus níveis de açúcar baixíssimos.

— E então, o que aconteceu com o Brad? Não achei que vocês fossem voltar tão rápido. Na verdade, fiquei me perguntando se eu a veria de novo no restante da viagem. Achei que você fosse olhar aquelas covinhas e iria arrastá-lo para um quarto só de vocês no hotel. — Sam diz brincalhona na tentativa de aliviar a tensão.

— Acredite, foi tentador. Ele é maravilhoso. E aquela bunda? Ela se abana dramaticamente.

—Bom a namorada dele Wendy também acha.

— É eu sei, mas ele me disse que eles tem um relacionamento aberto. —Ela despeja as sacolas de compras no sofá para mostrar a Sam o que comprou. — Depois do almoço eu realmente comecei a me preocupar em deixá-la sozinha com o Freddie. Achei que não era a melhor das ideias, por isso voltamos logo. Só andamos por essa pracinha linda e fomos a algumas lojas.

Ela lhe mostra um vestidinho de verão.

— Achei que isso ia ficar bonito em você.

— É lindo.

Lavanda e toques de azul enfeitam o tecido macio.

— Obrigada mel.

— Vamos, troque de roupa. Nós vamos sair.

Melanie e Sam passaram o restante do dia passeando e agora estavam sentadas em um elegante barzinho, comendo azeitonas e queijo e tomando um vinho delicioso. Sam ainda não conseguia acreditar que Freddie e Brad realmente foram para a França atrás dela. E enquanto estava ali sentada, levemente atordoada, repassava o breve encontro íntimo entre eles em sua cabeça.

— Sei o que você pode fazer para se livrar disso — Disse Melanie, pensativa, girando o vinho em sua taça.

— Disso o quê?!

— Sua virgindade. Quero dizer, se você ainda quiser perder a virgindade.

— Como? — Sam pergunta, com a cabeça girando.

Ela levanta o queixo na direção de um grupo de três caras franceses bonitinhos, sentados do outro lado do bar.

— Podíamos pegar uns gostosinhos.

Considerando a ideia rapidamente. Ela pensa em Paris... Por que não?

Porque ainda pensava em Freddie, por isso. Mesmo que ela não quisesse, uma parte estranha dela sabia que era verdade. Ela queria que fosse com ele. Quando pensa em seus olhos escuros, famintos, que a deixavam excitada, sua boca beijando seu pescoço, o modo como ele a tocava tinha que ser com ele. Seu peito queimou de calor e Sam foi transportada de volta ao momento em que ele estava ali — bem ali — e só mais alguns carinhos de seus dedos e ela teria gozado.

— Você está pensando nele de novo. — Melanie sorri para ela.

— Eu não deveria. — Sam diz contrariada.

— Mas está.

***

O restante da viagem foi praticamente perfeito. Clima de verão maravilhoso, longas tardes apreciando a linda e sedutora cidade de Paris com sua melhor amiga ao seu lado. Mas suas noites são perseguidas pelas lembranças de Freddie, embora ela acredite que isso seja inevitável, dada a situação.

Depois do primeiro dia, quando ele e amigo Brad, apareceram inesperadamente, elas não ouviram mais notícias deles. Sam agradeceu internamente por ter deixado o celular na casa dele ou ela não sabia se conseguiria ignorar uma ligação dele. Mas a ideia de que poderiam haver mensagens dele esperando por ela atormentavam sua cabeça.

Embora ela tentasse se convencer de que estava tudo terminado entre eles, no fundo ela sabia que isso não era verdade.

oOo

De volta à L.A Freddie se jogou no trabalho. Era a única maneira de conseguir parar de pensar em Sam. Mas isso o estava afetando diretamente, ele era grosseiro nas reuniões, rude nos seus comunicados e tenso durante o tempo todo. Suas emoções estavam tomando conta dele e sua necessidade de transar só quadruplicou depois de ter visto Sam de novo. A saudade fica ainda maior quando ele ficava vagando pela sua casa grande e vazia durante a noite.

Ele tentou ligar para o celular de Melanie, mas sem resposta. Ela havia voltado de Paris na semana passada e tem entrado em contato com Nevel que falou para Carly e só por isso ele tinha algum notícia.

Ele devia estar aliviado. Agora, Sam sabia a verdade. Tudo está esclarecido. Ele não escondia mais seu casamento fracassado dela e ninguém nunca precisaria saber que um dia ele havia comprado uma escrava sexual. Tudo isso podia acabar, estavam livres do acordo. Mas ele não queria que acabasse.

Ele devia simplesmente deixar acabar, mas não queria. Ainda queria transar com ela. Na verdade era mais do que isso. Ele gostava dela. Ela não era como outras garotas. Ela fez uma lasanha para ele, e recusou sua ajuda quando ele lhe ofereceu mais dinheiro. Ela não era como as mulheres do seu passado. De qualquer maneira, ele queria que ela fosse dele. Obvio que ele estava apaixonado por ela, mas semanas esperando, enquanto a tensão sexual e a antecipação entre eles chegou a proporções épicas, transformando-o no caso mais crítico de bolas azuis do mundo.

Seu saco estava a ponto de explodir. Ele estava começando a se perguntar se ainda lembrava como era que se transava. Não pode ser tão difícil, não é? Pensou. Freddie balançou a cabeça tirando aqueles pensamentos terríveis de sua cabeça.

Completamente apaixonado por uma mulher com quem ele talvez não tivesse nenhuma chance.

Mas não iria voltar atrás agora. De maneira alguma.

Ele não pretendia simplesmente deixa-la escapar de seus dedos por causa de um problema técnico. Quando pensava no quarto de hotel em Paris, na maneira como ela o deixou tocá-la antes de a mandar embora, seu estômago dá nós.

Ele poderia ter problemas com confiança, e ainda precisava lidar com a Missy, mas ninguém o iria impedir de atrás do que era dele.

Esperando para deixar um recado na caixa postal de Melanie, como vinha acontecendo todas as outras vezes em que ligou, ele ficou surpreso quando ela atendeu ao telefone no quarto toque.

— Sam? — Ele perguntou mesmo o telefone sendo da outra irmã.

A surpresa era evidente em sua voz.

— Oi — respondeu ela, despreocupadamente.

— Precisamos conversar.

Ela ficou em silêncio durante alguns longos momentos, apenas o som suave de sua respiração o fez perceber que ela ainda estava na linha.

— Sobre o quê? — ela finalmente pergunta.

— Tenho uma nova proposta para você.

oOo

Quando a limusine que Freddie enviou para buscá-la no aeroporto chegou com Sam na sua calçada, ele não pode deixar de sentir um frio na barriga ela parecia cansada. Isso significava que talvez ele conseguisse mantê-la ali, pelo menos por aquela noite. Ela teria que escuta-lo.

Saindo sob a luz do Sol, ele a cumprimenta ao lado do carro. Ele enfiou as mãos nos bolsos controlando o impulso de abraçar e beijá-la, ela sorriu para ele, parecendo cordial então ele pegou sua mala na calçada com um sorriso nos lábios maior que o dela.

— Obrigado por ter vindo.

Ela balança a cabeça.

— Obrigada pela carona, não foi um pouquinho exagerado? A limusine...

— De jeito nenhum.

Ela girou o anel em seu dedo, obviamente curiosa por saber por que ele a chamou ali quando parecia que estava tudo terminado entre eles.

— Vamos entrar.

Deixou-a andar na frente, apreciando a maneira como ela rebolava sedutoramente Freddie sabia que isso não era algo que ela estava ciente ou fazia de proposito ele apenas era apaixonado por cada coisa pequena sobre ela.

Já dentro de casa Sam estava toda hesitante e com olhar incerto. Decidido a dizer logo porque a levou até ali, ele a conduziu até a sala íntima. A mesma sala para onde ele a levou na nossa primeira noite. Ela parecia tão insegura na primeira noite, mas extremamente linda.

Respirando fundo e limpando a garganta, ele tenta agir normalmente.

— Sente-se.

Sam concordou, sentando-se com cuidado na beirada do sofá. Freddie se perguntou se as lembranças da primeira noite também estavam queimando em sua cabeça tanto quanto estavam na dele. Admirar sua beleza estava tomando toda sua atenção e levou um tempo para perceber que Sam estava falando.

— Freddie? — Ela piscou para ele, tirando-o de seus devaneios.

— Estou feliz por você ter vindo — Ele disse.

Ela mordeu o lábio inferior, quase tão nervosa quanto da primeira vez em que ele a levou para casa. Ela olhou pela sala e seu corpo estava quase tão ereto quanto uma flecha. Ela não queria baixar a guarda e Freddie sabia que era por que ela não confiava em si mesma quando estava com ele.

— Você quer beber alguma coisa? Vinho? Água?

Ela balançou a cabeça negando.

— O que você quer conversar? Você foi um pouco vago ao telefone.

Ela estava certa. Freddie foi vago, basicamente porque ele não tinha a menor ideia do que dizer para persuadi-la. Ele sabia que precisava olhar para os olhos dela, para ver sua reação ao fazer sua proposta. E a garota nervosa e insegura que via sentada a sua frente lhe dizia que ele precisava proceder com cautela ela ainda estava com raiva dele? Ele havia pensado em insistir, em convencê-la de que gostaria de ficar com ela, e persuadi-la, pois ele sabia que ela queria isso. Mas pelo visto teria que precisava empregar um método diferente, pois vê-la sair por aquela porta mais uma vez não era uma opção.

— Sei que estraguei tudo ao esconder o meu casamento de você. A meu ver está tudo acabado, há quatro anos. Só estão faltando algumas assinaturas em um pedaço de papel. Mas, ainda assim, hoje vejo quanto isso a magoou. Fui um babaca.

Ela balançou a cabeça, olhando para os seus olhos.

— Mas não acho que o meu passado signifique que tudo isso precisa terminar.

— O que você está propondo? — perguntou ela, com a voz hesitante e levemente ofegante.

Eu quero transar com você. Quero dominar seus dias e suas noites e ocupar todos os seus pensamentos, assim como você ocupa o meu. Pensou ele.

— Eu quero que você fique.

Ela franziu a testa enquanto olhava para ele em silêncio. Ela não rejeitou a ideia logo de cara. Para Freddie era um começo.

Na verdade ela não fazia muito ideia do que estava fazendo ali, ou do por que havia concordado em ir ali. Bom sendo sincera com sigo mesma aquele homem exercia alguma força mágica sobre ela. Sam não achava que fosse capaz de desistir dele, apesar de suas intenções em ficar longe. E, por alguma estranha razão, sentia-se um pouquinho culpada por ter encerrado o acordo antes de ter cumprido sua obrigação. Ele nunca teve o que pagou e ela não conseguia se esquecer com facilidade deste pequeno detalhe.

Ele respira fundo e inclina-se um pouco em sua direção. Ela sabia que se ele a puxasse para os seus braços e a beijasse ela não conseguiria resistir então ela se pegou olhando para seus lábios e para seus olhos enquanto esperava que ele falasse.

Confiança.

Sam estava em uma situação muito complicada e sem saída, ela queria ficar, mas não iria sem estabelecer algumas regras e condições, ela não seria passada para trás de novo.

Ele finalmente falou novamente após lhe soltar a bomba.

— Eu me lembro de você ter dito que gostava de ter sua própria vida, de morar longe de casa e de ser independente pela primeira vez — Disse ele.

Ela se lembrava bem dessa conversa. Foi em uma das primeiras vezes em que eles sentaram-se para comer o jantar preparado por sua chefe de cozinha, na sala de jantar silenciosa. Sam falou abertamente, revelando coisa demais si mesma.

Mas, no fundo, ela gostou do fato dele se lembrar disso com tantos detalhes. Não que ela esteja surpresa. Freddie sempre fora atencioso com ela, nunca pareceu alheio as suas conversas e ele sempre se esforçava para aprender sobre ela, por isso ele ainda se lembrava.

— E acho que você sabe que eu gostava de tê-la aqui — Admitiu ele.

Ela balançou a cabeça, concordando em silêncio.

Mas existia um problema eles não poderiam continuar namorando, se é isso que estavam fazendo. Bom não enquanto existir uma Missy Benson, ele era casado. E mentiu para ela sobre isso. Na verdade o grande problema era que ela não sabia se poderia confiar nele.

— E sei que Nevel adoraria que você voltasse a trabalhar com ele. — Tentou ele.

— Freddie... — Sam finalmente falou.

— Não há motivo para não continuarmos amigos. — Insistiu ele.

— Amigos?

Sua voz soou alta demais por causa do choque que sentiu com sua sugestão. Mas que porra, depois de tudo que ela passou e dele ter dito que era apaixonado por ela, eles seriam amigos?

Como isso funcionaria? Ela se perguntou. A tensão sexual entre era palpável isso poderia ser possível entre duas pessoas tão atraídas uma pela outra?

Como se estivesse lendo seus pensamentos, Freddie continuou.

— Não há motivos para isso terminar, Sam. E se bem te conheço sei que você não vai querer nenhum envolvimento amoroso até o fim do divórcio e por mim tudo bem eu gosto da sua companhia, e acho que você também gosta da minha. Você pode continuar morando aqui, podemos deixar que as coisas entre nós aconteçam devagar, enquanto resolvo o meu passado e vemos onde isso vai dar.

— E o nosso acordo? — pergunta ela.

O sorriso travesso ilumina seu rosto.

— Amigos, sem sexo. Nosso acordo está acabado.

Sua barriga dá um nó quando percebe que não era mais uma escrava sexual, e uma sensação confusa toma conta de si, ela queria continuar sendo sua escrava sexual?

— Eu quero ver os papeis do divórcio. E eu tenho algumas condições. — Sam avisou, ela não iria ser enganada de novo e se certificaria disso.

— Tudo que você quiser. — Ele disse simplesmente. A conversa estava parecendo um jogo de pingue-pongue.

— E como é que isso funcionaria? — Perguntou, chocada ao perceber que estava pensando no assunto.

— Você concordou em me dar seis meses. — Ele a lembrou.

Sam arregalou os olhos. — Seis meses pra resolver um divórcio?? Você ta me zoando?

— Isso já dura 4 anos Sammy, o que são 6 meses? — Perguntou ele parecendo chateado também.

Sam sentiu vontade de manda-lo tomar no cu. Mas se calou. Se ele conseguia ficar sem sexo tendo feito, ela também conseguiria, na teoria parecia um bom plano.

Sam ponderou. Não poderia ser tão difícil.

— Então o que me diz? — Perguntou ele. Ansioso.

— Cala boca eu to pensando Benson. — Bom, ela adorava todo o conforto de L.A e seu trabalho como modelo era legal e ela sentia falta da Carly... Sem contar que era um inferno morar com Pam. Melanie estava bem, pois a mãe a adorava, mas ela...

—Tudo bem, mas como disse tenho algumas condições.

— Certo, quais? — Freddie perguntou quase não contendo a felicidade.

— Calma. Como você cancelou o acordo, eu preciso te devolver o dinheiro, eu usei uma parte para pagar o tratamento da Mel, mas...

— Por favor, nem continue, eu faço questão que seja seu. Eu mesmo teria pago pelo tratamento dela se a tivesse conhecido antes, em troca de nada... Por favor Sammy fique com o dinheiro. — Ele disse.

— Freddie... — Ela começou, mas ele levantou a mão a interrompendo de novo.

— Sério eu não quero, o dinheiro é seu faça o que quiser com ele, compra uma casa tira sua família daquele lugar, sei lá...

Bom ela havia tentado. E sim ela compraria uma casa em lugar melhor para sua irmã e sua mãe. Mas ainda sobraria muito dinheiro que ela poderia usar apenas para o tratamento de Mel.

— Então resolvido isso. As minhas condições são. Sem envolvimento romântico ou sexual enquanto seu divórcio estiver em andamento, eu to falando sério Freddie, seremos tipo colegas de quarto. Se eu sentir que você está mentindo ou me enganando de novo eu vou embora e você nunca mais vai saber de mim e acho melhor sua ex mulher não aparecer aqui de novo enquanto eu estiver aqui... Por que eu juro que o que eu fiz com a Patrice não vai ser nada comparado ao que vai acontecer com aquela ruiva idiota.

Freddie riu, recebendo um olhar raivoso de Sam.

— Você disse ex mulher. — Freddie disse rindo. Sam revirou os olhos dando um tapa na cabeça dele.

— Desculpa, é só isso?

— Por enquanto sim. — Um silencio constrangedor permaneceu entre eles.

Mas Freddie parecia inquieto com algo, ela sabia que ele queria perguntar algo a ela.

E ela quase pulou do sofá quando ouviu a voz dele.

— Você ainda é virgem? — perguntou ele, com a voz rouca e profunda.

Uma onda de calor tomou conta dela, deixando suas bochechas vermelhas e molhando sua calcinha.

— Primeiro, essa voz... Tem que parar. — Avisou ela.

— Cl-claro. E então? — Perguntou ele ansioso.

— S-sim. Ainda sou virgem.

— Ufa — soltou ele.

— Onde eu vou dormir? — perguntou ela mudando de assunto.

Sua boca virou-se um pouquinho só para baixo.

— Onde você quiser.

— Acho que em um quarto de hóspedes. — Disse mais para si mesma do que para ele, enquanto pensava no que havia se metido.

— Se você preferir.

Ele estava sendo tão amável, tão compreensivo. A mudança era revigorante depois do inferno emocional pelo qual ele a fez passar. Pensou Sam. Ainda não tinha certeza do que ele realmente estava propondo e se ele realmente esperava que ela continuasse vivendo ali pelos próximos seis meses sem praticamente contato físico entre eles, mas, por algum motivo estranho, ela não achava uma má ideia.

Olhando um para o outro em silêncio por algum tempo, cada um deles digerindo o que significaria sermos apenas amigos. O coração de Freddie doía só de pensar nisso. Isso significa que ele não poderia tocá-la, e não sentiria o calor de seu corpo pressionado com firmeza contra dele, mas era necessário se quisesse sua confiança então solta um pequeno suspiro.

— Então quero ver esses papeis de divórcio e é melhor que seu nome esteja assinado dele. — Avisou ela.

Um pequeno sorriso forma-se em seus lábios.

— Tudo bem, então. — Disse Freddie rindo.