Upside Down - Seddie

1 Capítulo 01 - Auctioned


Notas iniciais
Oi gente! Tudo bem? Sou meio nova aqui com histórias seddie, só tenho uma postada, e faz anos, então vocês podem lembrar de mim ou não... Bom essa vai ser minha primeira long fic seddie postada, sejam legais e dêem uma chance. Espero que gostem.

Pov Geral

Se alguém dissesse a Sam que ela poderia conseguir mais do que duzentos e cinqüenta mil dólares, e talvez até mais do que isso por ela ainda ser virgem ela riria. Mas o dinheiro significaria a vida de sua irmã gêmea e sua melhor amiga no mundo. Com ele ela conseguiria pagar as taxas para que ela entre para o programa de tratamento experimental de câncer de ovário em estágio avançado. As gêmeas Puckett tinham apenas vinte e um anos de idade e mal começaram a viver. Quando Melanie recebeu o diagnóstico de câncer aos dezenove anos de idade e fez a histerectomia, Sam havia prometido fazer o possível para que sua irmã tivesse uma vida normal, promessa que ela pretendia cumprir. E agora, se ela não desse um jeito, Mel enfrentaria a morte em questão de meses, e era por isso que Sam estava em pé naquele vestiário escuro, colocando a terceira camada de rímel, só de calcinha. Ela soube deste lugar por acaso. Algumas semanas atrás ela não acreditaria que lugares como este existiam. Ela estava procurando na internet maneiras de arrumar dinheiro, alguma coisa, qualquer coisa que pudesse ajuda-lá a juntar os trezentos mil dólares de que precisavam. A mãe delas mal conseguia pagar as contas, seu pai saiu um dia para comprar cigarros e nunca mais voltou. Sam sabia que aquilo dependia dela. Sua procura por emprego acabou virando uma piada. Suas habilidades a fariam ganhar um salário mínimo servindo mesas. Foi então que a sua pesquisa na internet ficou mais interessante e, sua atitude, mais ousada.

Ela concordou em fazer uma entrevista em uma boate de striptease da cidade. Como se a entrevista em si já não fosse bastante constrangedora pediram para que ela se despisse em frente ao dono da boate e provar a sua habilidade na dança, quando ele lhe perguntou quanto ela pretendia ganhar com a dança e ela disse trezentos mil dólares nos próximos meses, ele riu na cara dela e pediu para que ela se vestisse. Era óbvio para ambos que, apenas dançando, ela nunca ganharia todo aquele dinheiro.

Quando ele viu a frustração nos olhos da jovem e perguntou por que ela precisava do dinheiro, ela contou a ele. Um estranho, toda a sua história triste. Depois que ela se vestiu, ele a levou até seu escritório e a fez prometer que o que ele lhe contaria ficaria apenas entre eles. A maneira como ele olhava pela sala a fez perceber que, o que quer que ele fosse lhe dizer, provavelmente era algo ilegal e de ilegal Samantha entendia, antes do diagnostico de sua irmã ela levada uma desregrada e de ilegalidades, já tendo passado por alguns reformatórios. Ela não se importava. Ela estava disposta a fazer qualquer coisa chegar ao extremo para salvar a vida de Melanie. Prometendo assim segredo absoluto a ele.

Ele perguntou se ela realmente estava falando sério sobre salvar a vida da irmã e lhe avisou que ela não ia gostar do que ele estava prestes a contar. E foi assim que ela soube sobre o leilão.

T-bo, o dono da boate de striptease, a colocou no leilão desta noite. Ele organizou tudo e ela precisaria dar a ele dez por cento do que ela ganhasse. Ela havia ido a um médico, que fez o exame de gravidez, de doenças sexualmente transmissíveis e também para confirmar sua virgindade. T-bo também marcou horário em um salão de beleza da cidade para depilação completa e produção, seu cabelo ganhou um corte e mechas mais lisas, já que era naturalmente loiro, mas para se diferenciar da irmã desde nova ela usava cacheado além de manicure e pedicure. Tudo isso também seria pago com o dinheiro que Sam recebesse. Se ela não fosse vendida, ela teria que pagá-lo de volta. Mas T-bo garantiu que ela seria vendida. Ele disse que virgens são bastante raras e que alguém com tanta naturalidade e beleza como ela conseguiria um valor alto. Sam só torcia para conseguir se controlar e realmente ir até o fim com essa história. Mas no momento era difícil com o enjôo que ela estava sentindo, seu nervosismo havia feito à loira recusar comida, algo raro em sua vida.

Sam se virou ao ouvir uma batida fraca na porta e T-bo colocou a cabeça para dentro na verdade seus dreads pendiam para o lado caindo a baixo de seu ombro, ele era novo e parecia ser um cara muito bacana para ser dono de uma boate como aquela. Seus braços cobriram seus seios instintivamente, tentando escondê-los. Sua modéstia não fazia sentido algum e uma risada histérica subiu pela sua garganta. Logo ela estaria exposta em uma sala cheia de homens e esperava vender meu corpo para um deles, mas ela queria manter a sua inocência o máximo que conseguisse. T-bo levantou uma sobrancelha para ela.

— Está pronta?

Sam encarou seu reflexo no espelho pela última vez e respirou fundo. Olhou para suas pernas torneadas, graças aos treinos de luta que ela tinha semanalmente era uma das coisas que ela gostava de fazer como forma de aliviar seu estresse, comer e dormir também ajudavam, observou sua barriga, que estava reta graças à genética de sua familia e para seus seios que balançavam enquanto ela se mexia. O olhar que viu no espelho era mais duro do que antes. Ótimo. Por que ela precisava desta máscara forte para sobreviver aos próximos seis meses.

Ela não sabia que existia este lado do mundo, e agora ela estava entrando nele. E estava fazendo isso por Melanie, lembrou-se. Juntando toda a força do mundo, tirou seus braços dos seios e balançou a cabeça para T-bo.

— Estou pronta.

Ele passou os olhos por ela mais uma vez e sentiu alivio por ele não olhá-la com malícia.

— Você está ótima. Bem natural. Isso vai ajudá-la. — Ressaltou ele, tirando-a da segurança do vestiário.

Sam entendeu o que ele quis dizer enquanto andavam pelo corredor. Haviam algumas outras mulheres que iam dos vinte e poucos aos trinta e tantos anos e todas pareciam ter vestido a personagem de stripper, cabelo longo e camadas de maquiagem, lábios manchados de vermelho, meias arrastão e sapatos de salto alto. Todas estavam usando tapa-sexo. Haviam lhe informado que o único artigo de roupa permitido era calcinha, e por isso ela escolheu usar sua calcinha mais modesta, azul, sem muitos detalhes. Ela era confortável. Nunca passou pela sua cabeça tenta parecer sexy. O arrependimento fez seu estômago revirar. Ela era uma Puckett não iria se acovardar, mas e se ninguém lhe quisesse? Teria feito tudo isso por nada, e ainda devia aquele dinheirão que o T-bo pagou pelo tratamento de beleza. O chão de concreto onde ela havia encostado seus pés descalços fez seu corpo tremer, endurecendo seus mamilos.

Mais uma vez ela cruza seus braços no peito para esconder seus seios. Ela podia estar mais coberta do que as outras mulheres, mas, de certa forma, ela se sentia mais exposta.

Completamente aberta para que o mundo a visse. Sam estava vestida de si mesma, não de uma versão sexy dela que ela possa retratar para os homens que estavam esperando do outro lado da porta. De repente ela não queria que vissem quem ela realmente era. Ela desejou estar toda cheia de maquiagem, talvez com uma peruca preta e com enfeites pendurados em meus mamilos. Ela poderia ser quem eles quisessem que ela fosse. Em vez disso, ela era apenas Sam, e isso parecia ser bastante perigoso. Ela não poderia deixar que seu dono penetrasse em sua cabeça. Ele poderia estar comprando os direitos sobre o seu corpo, mas ele certamente nunca a teria da maneira como ela realmente era.

Sam precisava se lembrar disso.

Ao pararem em frente a uma porta de aço, o pânico tomou conta de suas veias e sua garganta se fechou, ela sentiu bile subir em sua garganta pela primeira vez na vida em função de nervosismo.

Respirando fundo pelo nariz ela abriu a boca para dizer a T-bo que mudou de idéia quando ele de repente levantou a mão e virou a maçaneta.

A porta se abriu e revelou uma sala grande, com pouca luz. A única luz vinha de uma lâmpada sozinha pendurada diretamente acima de um palco, no centro da sala. Havia homens sentados de frente para o pequeno palco, seus rostos estavam completamente escondidos pelas sombras. Era impossivel distinguir uma única pessoa, e o objetivo era exatamente este. A natureza das atividades desta noite deixava claro que eles queriam seu anonimato. E o tipo de dinheiro que seria gasto aquela noite dava a eles esse direito.

T-bo a empurrou delicadamente para a frente e sussurrou algo a encorajando, mas o coração batendo em seus ouvidos não lhe deixava entender a mensagem.

Movendo seus pés pela sala, seus braços ainda estavam cruzados sobre seus seios.

O leve cheiro de fumaça de charuto invadiu seus sentidos enquanto Sam caminhava em direção à plataforma. Mantendo seus olhos no chão, deixou que a luz pendurada no teto lhe guiasse. Seus joelhos tremiam enquanto subia os últimos degraus.

Finalmente ela pisou no palco e olhou para o pequeno grupo de homens. Olhando para baixo, ela sabia que nunca teria coragem o suficiente para tirar sua roupa na frente de outras pessoas assim. Ela mal conseguia ficar em pé sem seus joelhos encostarem-se uns nos outros, e o simples fato dela lembrar de puxar ar para dentro dos pulmões e depois soltá-lo parece estar além de sua capacidade.

Mas uma onda de determinação surgiu dentro dela. Ela estava ali para salvar Melanie.

Um homem em pé na sombra na lateral da sala limpa a garganta.

— Apresento-lhes a nona e última garota da noite. E, acreditem em mim quando digo a vocês, senhores, que guardamos o melhor para o fim. Ela é pura e intocável, exatamente como veio ao mundo. É virgem e deseja e concorda totalmente com o acordo de seis meses. E então, quem gostaria de dar o primeiro lance?

O salão ficou em silêncio por um segundo enquanto Sam esperava que algo acontecesse, qualquer coisa.

— Tire as mãos dos peitos, anjo — Disse um homem.

Sam levantou seus olhos em direção ao som da voz, uma mão se moveu para erguer o dedo do meio enquanto a outra continuou onde estava cobrindo os dois seios um lampejo de desafio resolveu dar as caras. Ninguém era seu dono ainda. Não haviam nem feito uma oferta. Ela ainda fazia o que quisesse.

Ela mudou de posição ao sentir aquele formigamento que indicava que seu pé iria ficar dormente e agarrou seu seio com mais força, como se fosse perder a sua preciosa vida se não fizesse isso. Seu coração bateu acelerado em seu peito e pequenas gotas de suor formaram-se embaixo de seus braços, apesar da temperatura fria da sala. Ela conseguia fazer isso.

Ela precisava fazer isso.

— Duzentos.

A voz do homem que a mandou tirar as mãos dos seios fez a primeira oferta. Sam esperava que fosse duzentos mil e não duzentos dólares. Nunca passou pela sua cabeça estipular um valor mínimo inicial. Ela não ia transar com um velho esquisito por duzentos dólares. Mas então ela lembrou de T-bo dizendo alguma coisa sobre no mínimo seis dígitos, e relaxou um pouco.

— Duzentos e cinquenta. — Disse uma outra voz.

Ele parece mais jovem e tinha um leve sotaque espanhol.

— Trezentos — soltou uma terceira voz.

Rapidamente o valor subiu para quinhentos e setenta e cinco e Sam começou a se sentir tonta enquanto ouvia os lances. Ela precisava descer dali antes que ela atacasse, um deles ou fizesse algo igualmente terrível, como ir para casa com um destes homens doentes.

Seja forte, Puckett, ela repetiu mentalmente a si mesma.

— Seiscentos mil. — Retrucou o admirador dos seus seios. Ela não queria ir com o homem a quem já desafiou a se recusar a mostrar seus seios para ele. Conhecendo sua sorte, a primeira coisa que ele iria fazer seria puni-la por aquele ato de desobediência.

— Está ganancioso hoje. Já comprou uma e agora quer a segunda — Disse o leiloeiro rindo.

Sam fez uma cara de desagrado, pois achou que seria a única escrava nesse tipo de acordo. Achou que estava fazendo um negócio em uma relação típica de um homem e uma mulher. Essa não era a maneira como imaginou perder sua virgindade, ela nem era do tipo romântica nem nada, mas certamente nunca pensou em fazer parte de uma orgia, ou do que quer que ele tivesse planejado. A incomodava pensar que ele poderia comprá-las como gado e forçá-las a fazer coisas uma com a outra e com ele. Esse processo todo estava indo de mal a pior. Olhando para o centro da sala Sam encarou a escuridão que ocultava o único homem que se manteve em silêncio até o momento. Ele colocou o tornozelo sobre o joelho e encostou- se na cadeira, escondendo completamente seu rosto. Seu comportamento casual e indiferente mexeu com ela. Sam possuía uma sala cheia de homens fazendo ofertas pela sua virgindade, mas, por algum motivo, não gostou da idéia de este homem não estar interessado. Tinha algo errado com ela? Questionou-se mesmo ciente de que era estúpido, mas alguma coisa no fato de ela estar nua em uma sala cheia de pessoas desconhecidas trouxe pensamentos bizarros para a sua cabeça.

Ninguém contra ofertou o homem à sua esquerda o imbecil que a havia chamado de anjo e que queria ver seus seios, e seu estômago se apertou. Ele ofereceu quinhentos e setenta e cinco mil dólares, mais do que o suficiente para pagar pelo tratamento médico de sua irmã, dar os dez por cento de T-bo e ainda pagar pelo que gastou no salão. Ela devia se sentir feliz e aliviada. Era isso o que ela queria, certo? Mas a idéia de ir embora com ela e com a outra garota que ele comprou nesta noite lhe dava uma sensação muito ruim no peito.

— Se não houver outras ofertas... — O leiloeiro começa a falar. Sua traqueia ameaçou fechar. Não poderia terminar assim...

— Setecentos. — Disse o homem à sua frente.

Sua voz era suave e grave. Forte e de certa forma hipnótica. Ela instintivamente se inclinou na ponta dos pés tentando enxergar seu rosto. Ele balançou o pé, aquele foi o único sinal de que agora ele estava disputa.

Seu coração acelerou no meu peito enquanto esperava ansiosamente para ver o que iria acontecer. Sem conseguir discernir mais nada na sala, ela olhou para o seu sapato. Era grande,de couro preto brilhante, e parecia ser bastante caro. Mas Sam tinha certeza de que era necessário ser insanamente rico para comprar um outro ser humano pelos preços que estes homens estavam oferecendo. Seu pé se mexeu de novo e ela olhou para onde imagina estar seu rosto. O outro homem murmurou alguma coisa baixinho, e ela conseguiu entender a palavra “supervalorizada”.

E então ele fez uma outra oferta.

— Setecentos e vinte e cinco.

“Merda” Sam murmurou.

Ela não queria fazer parte desse fetiche esquisito a três e também não fazia a menor idéia se ser comprada pelo sr. Sapato Brilhante iria ser melhor, mas continou olhando para a frente, implorando silenciosamente para que ele aumente a oferta. Uma boa dose de força de vontade a manteve em pé.

— Um milhão de dólares. — Disse ele depois do que me parece ser uma eternidade.

Sua cabeça começou a rodar e ela se sentiu fraca. Um milhão de dólares? Por ela? Não teria como ela valer tudo isso como escrava sexual. Quando ele percebesse o quão inexperiente ela era em sexo ele iria se arrepender da compra e talvez tentasse devolvê-la. Mas ela ainda assim segurou sua respiração, rezando para que ninguém oferecesse mais dinheiro. Alguma coisa dentro dela intuição feminina talvez, lhe dizia que, de todos estes homens que estavam ali ela deveria ir embora com ele, mas a idéia de realmente se entregar para um destes monstros por seis meses era aterrorizante.

Ela não viu mais nada além de um sapato de couro preto, limpo e engraxado...

Mas ele lhe deu uma boa sensação. Talvez de alguma forma ele cuide bem dela. O pânico ameçou tomar conta do seu ser. Respira, Sam. Ela repetiu para si mesma.

— Ela é sua. Nenhuma buceta vale tudo isso — Soltou o outro homem, virando-se em sua cadeira.

Seus pulmões se encheram de oxigênio quando puxou o ar de que tanto precisava, enchendo a cavidade do seu peito.

— Nosso último objeto do leilão foi vendido. Senhores, obrigado por sua participação. Por favor, dirijam-se à sala principal pela porta de trás para realizar os pagamentos e recolher as mercadorias que compraram. Lá há bebidas e um pouco de diversão se estiverem no clima.

A voz do leiloeiro martelava em sua cabeça. Ela havia sido vendida.

Homens levantavam-se de suas cadeiras e ela ouviu passos enquanto eles saiam da sala. Uma porta se fechou ao longe, deixando apenas seu novo dono e ela sozinhos na sala silenciosa.

Ela queria descer deste palco humilhante onde a fizeram ficar. Ela queria suas roupas. Mas ficou parada em seu lugar, constatando pela primeira vez que seus atos não lhe pertenciam mais.

—Venha para a frente. — Pediu ele. Seu tom de voz parecia indiferente.

Engolindo em seco descendo do palco, sentindo suas pernas pesadas por ter ficado em uma única posição por tanto tempo. Sam andou devagar pela sala como se estivesse se aproximando de um animal perigoso. Talvez ela estivesse mesmo. Que tipo de homem compraria uma mulher?

— Não vou machucá-la. — Ele a encorajou e ela deu outro passo hesitante na direção dele, parando exatamente em frente à sua cadeira. — Luzes.

Ele disse aquilo para ninguém em especial e as luzes se acenderam. Piscando várias vezes por causa da luz repentina, seus olhos permanecem voltados para baixo enquanto tentava se acostumar.

Desorientada, continua a olhar para baixo, analisando seus sapatos, que estão agora apoiados no chão.

— Olhe para mim. — Disse ele.

Sam levantou seu queixo e olhou para o homem sentado à sua frente ameaçadoramente, ela poderia ter sido vendida, mas ela ainda era Samantha Puckett. Terno preto. Camisa branca. Gravata preta afrouxada no pescoço.

Sam respirou de novo, forçando o ar entre em seus pulmões, e finalmente olhando nos olhos do homem que acabou de gastar um milhão de dólares para comprá-la. Olhos castanhos entre longos cílios pretos olham para ela, roubando o ar de meus pulmões. Ele era deslumbrante. Mas alto que ela (o que não era tão difícil), forte e atraente. Sam ficou confusa. O que um homem desses estava fazendo ali? Ele poderia ir a qualquer bar nos Estados Unidos e pegar uma garota com bastante facilidade. Seu estômago revirou ao reconhecer isso. Isso só poderia significar que seus gostos são tão peculiares que ele precisaria de alguém que o obedeça. Ele iria querer coisas que nenhuma garota normal faria. Sam sentou-se como se fosse desmaiar. Ela não podia deixar este monstro atraente envolvê-la.

— Apenas respire. — Disse ele, acalmando-a.

Sam obedeceu, abrindo sua boca e engolindo o ar.

— Isso — Disse ele suavemente, relaxando também. —Qual o seu nome?

Lhe ocorreu que ela poderia lhe dar um nome falso. Em vez disso, sussurrou:

— Sam.

Assim que disse aquilo ela se arrependeu momentaneamente por ter dito a ele seu nome verdadeiro. Mas então percebeu que iria ficar com ele por seis meses e não queria ter que conviver com uma identidade falsa durante todo esse tempo. Não fazia sentido tornar as coisas ainda mais difíceis.

Ele virou a cabeça para o lado, continuando a analisá-la.

— Pode me chamar Benson. — Disse ele finalmente. Sam se perguntou se Benson era o nome verdadeiro dele. Mas ela poderia retirar essa duvida no momento que pegasse seu celular e fizesse uma rápida busca pelo Google.

No momento que Sam estava começando a achar que ele iria fazê-la ficar ali em pé a noite toda, ele se levantou da cadeira. Ele era mais alto que ela, mas apenas por que ela era naturalmente baixinha, de salto ela poderia chegar ao ombro dele.

— Vem comigo. — Ele se virou e caminhou em direção à saída com ela que seguiu logo atrás dele. Quando chegaram à porta de aço pela qual ela entrou trinta minutos atrás Sam teve a sensação de estar saindo dali como uma pessoa totalmente diferente. Benson se virou para ela antes de abrir a porta.

— Você quer colocar o meu terno?

Sam se deu conta de sua nudez parcial e balançou a cabeça de leve.

Ele tirou o terno e Sam percebeu que ele era ainda mais musculoso do que ela havia percebido. Sua camisa feita sob medida estava grudada em seus ombros largos e peito definido. Sim, ele era atraente. Sam tentou ignorar esses pensamentos.

Ele ignorou o fato de ela estar inspecionando seu corpo e colocou o terno sobre seus ombros, fechando as lapelas sobre seu peito e abotoando o primeiro botão. Sam achava que ele ia exigir vê-la, inspecionar seu corpo, mas ele parecia apenas estar preocupado em tira-los logo dali. O que, para ela, estava tudo bem.

Depois que ela se cobriu com o terno, Sam tirou as mãos dos seus seios e abaixou seus braços, que estavam doloridos por ter ficado tanto tempo na mesma posição. Seus braços ficaram pendurados ao lado do seu corpo e ela o seguiu pelo corredor. Embora ela estivesse muito agradecida por ele lhe emprestar seu terno, ela não poderia se enganar com essa pequena gentileza da parte dele e achar que aquilo significava alguma coisa. Ele provavelmente não queria outros homens olhando para algo que ele acabou de comprar.

Ela passou por vários homens a caminho da saída e manteve seus olhos nos sapatos de Benson enquanto o seguia pelo corredor. Uma falsa sensação de segurança tomou conta dela, mas sabia que não por muito tempo.

Notas finais
O que acharam?