Untouchable

3 Capítulo 02


Notas iniciais
Segundo capítulo! Estão gostando?

Quando Luke chegou ao topo da colina, viu um dragão deitado ao lado do pinheiro. Ah, não..., Luke pensou, vou ter que matá-lo também? Lembrou também da cicatriz que tem no rosto, algo lhe dizia que fora provocada por um dragão. Mas o dragão apenas o olhou, voltando a dormir novamente.

Luke se aproximou mais do pinheiro, e o que viu foi incrível. Havia vários chalés organizados em U, cada um em um estilo diferente. Viu uma arena, onde provavelmente pessoas treinavam. Pôde ver também campos de morango e muitas outras coisas. Luke estava fascinado e algo em seu peito dizia que ali era o seu lugar.

Desceu a colina, sabendo que ali era o Acampamento Meio-Sangue. Era noite e havia poucas pessoas andando. As pessoas que o viam, arregalavam os olhos e corriam, provavelmente para contar a outras pessoas. Algumas se afastavam, demonstrando medo. Luke não fazia a menor ideia do que estava acontecendo.

Quando parou de frente para um lago, olhou seu reflexo. Seu cabelo loiro-areia estava bagunçado e seus olhos azuis pareciam cansados. Observou a cicatriz que tinha no rosto, que vinha do seu olho esquerdo até o fim do rosto. Foi quando ouviu uma voz o chamar.

– Luke – era uma voz masculina, e ele se virou, vendo um centauro. Ele tinha o cabelo e olhos castanhos e a barba comprida no queixo.

– Sim – Luke respondeu, incerto.

– Fui avisado de que viria – disse o centauro – Por favor, me acompanhe.

O centauro guiou Luke para o que parecia uma casa comum e quando entraram, ele o guiou para uma sala que parecia ser o seu escritório. O lugar era grande, as paredes de madeira, assim como o chão. Havia uma mesa e em cima dela tinham vários papéis bagunçados. Atrás da mesa havia uma cadeira de rodas que Luke não entendeu como o centauro conseguiu sentar-se nela. O centauro apontou para a poltrona de frente para a mesa, a qual Luke se sentou.

– Sou Quíron, – disse o centauro – diretor de atividades do Acampamento Meio-Sangue.

Luke assentiu.

– Você provavelmente não faz a menor ideia do que aconteceu com você – disse Quíron, o que fez Luke assentir com a cabeça na hora – E eu estou aqui para te explicar o que você pode saber por enquanto.

“Você é um semideus, e você morreu ano passado como um herói, salvando o mundo contra as forças do titã Cronos, o qual você tinha sido hospedeiro. É filho de Hermes, o deus mensageiro, deus dos ladrões, dos comerciantes, da astronomia e muitos outros atributos. Você foi ressuscitado, mas voltou com apenas a memória do que lhe fosse permitido saber até encontrar o Acampamento. Eu não pude saber o motivo de sua ressurreição e é provável que você também não saiba, o que sabemos é que você está aqui, vivo. Essa é a sua casa, e alguns campistas ainda não o aceitam, mas vamos fazer com que isso mude. Agora você vai para o seu chalé e amanhã, quando a trombeta o acordar, eu vou lhe reapresentar o Acampamento.”

– Uau – foi tudo o que Luke conseguiu dizer, encarando o centauro.

– Vamos – centauro saiu novamente de sua cadeira de rodas, ficando bem maior – Vou o levar até o seu chalé.

Luke e Quíron andaram por entre os chalés. Luke observou cada um: havia um de puro ouro, cujo brilho chegava a quase cegar Luke. Outro era de um rosa pastel, com cristais nas janelas e canteiros de rosas. Mas eles pararam na frente de um chalé normal, velho, com a pintura descascando e um caduceu – que Luke pensou ser o símbolo do deus do chalé.

– Esse é o seu chalé – disse Quíron – O chalé de Hermes.

Quíron se adiantou, abrindo a porta e fazendo Luke ficar boquiaberto: estava lotado. Havia pessoas deitadas nas camas e no chão e estava uma bagunça. Todos olharam para Luke, surpresos.

– Vocês devem estar surpresos, mas não o façam perguntas agora – disse Quíron – Apenas o recebam bem – e se virou para uma garota também loira, mas de olhos castanhos – Você conseguiu uma cama?

– Sim, senhor – a garota respondeu, olhando para Luke – Eu não sabia que era para ele.

– Sim – Quíron a olhava – Por favor, sejam bons.

A insistência de Quíron para que todos fossem bons com Luke apenas o perturbou mais ainda. O que ele havia feito de tão ruim?

– Bom, é aqui que eu me despeço – disse Quíron, se virando para Luke novamente – Durma bem.

Quíron saiu, deixando Luke estático, com sua mochila no ombro e com todos os encarando.

– Venha – disse a garota. Agora que Luke a olhava direito, ela aparentava dezenove anos. Luke se lembrou de que deveria ter vinte e dois – A sua cama é logo ali.

Era estranho ver vários adolescentes o olhando. Quando Luke colocou sua mochila na sua cama do beliche, a garota continuou a falar.

– Sou Amy Gillies, sua meia-irmã – ela deu um sorriso – Também sou filha de Hermes. Nosso chalé é sempre assim, porque além de atender aos filhos de Hermes, atende também aos filhos ainda não reclamados por seus pais deuses, então é uma sempre bagunça – ela disse – Dizem que quando você era o monitor do chalé, era tudo bem mais organizado. Infelizmente não estou conseguindo dar conta – ela deu a entender que agora era a monitora.

– Entendi – Luke sorriu. Acho que vou me costumar, ele pensou.

– Bem, deite-se, você parece cansado. Apenas ignore os outros – ela disse sorrindo, antes de mandar um de nossos meios-irmãos não roubar os tênis de um outro campista. Luke lembrou de que seu pai era também o deus dos ladrões e que provavelmente também teria tendências ladras, mas agora, tudo o que Luke realmente queria era uma boa noite de sono.

– Obrigado – Luke sorriu, tirando os sapatos e os guardando cuidadosamente dentro de sua mochila (porque afinal, vai que resolvem roubá-lo?), colocou sua espada debaixo da cama e subiu no beliche.

Luke deitou e encarou o teto. Estava tão cansado que nem pensara em tomar um banho ou algo parecido. Mas agora que já estava deitado, Luke apenas fechou os olhos, dormindo instantaneamente.

Notas finais
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