Untouchable

2 Capítulo 01


Notas iniciais
Primeiro capítulo, espero que gostem!

Luke abriu os olhos, atordoado. Onde estou?, foi a primeira coisa que pensou. Com o foco voltando aos poucos, percebeu que estava deitado em uma grama recém-cortada. Sentou-se, não se lembrava de nada. Na verdade, se lembrava. Ou sabia? Sabia que era um semideus e que precisava ir para um lugar chamado Acampamento Meio-Sangue, que se localizava em Long Island. Olhou em volta e pareceu reconhecer o lugar como Central Park. Luke apenas sabia.

Ele começou a ver algumas pessoas o olharem estranho. O que aconteceu?, ele pensava, Quem sou eu? Ok, Luke Castellan. Sou um semideus e isso é estranho. E que diabos seria Acampamento Meio-Sangue? Eu não faço a menor ideia de como chegar lá.

Então ele se levantou. Percebeu que vestia uma camisa laranja e nela estava escrito Acampamento Meio-Sangue. Havia também uma espada em sua bainha que as pessoas pareciam não reparar. Vestia uma calça jeans e um tênis All Star. Olhou para o chão e encontrou uma mochila. A abriu, encontrando alguns quadradinhos comestíveis e uma garrafa que descobriu não ser água. Isso é tudo muito estranho, ele pensou.

Você está bem?, perguntou uma voz desconhecida na sua cabeça.

Ahn, ele pensou antes de responder, acho que sim.

Ótimo, disse a voz, eu preciso que você chegue o mais rápido que puder no Acampamento Meio-Sangue. Ah, e cuidado. Se encontrar algo que queira te matar, você pode usar a espada. Não se preocupe, as pessoas não vão perceber. Você só precisa chegar até o Empire State. Há umas moedas douradas na mochila, são chamadas de dracmas, diga a um homem que fica próximo ao elevador que é o semideus que Hermes mandou e lhe dê essas moedas. Ele te dará as outras instruções.

Ok, Luke respondeu, confuso, e você é Hermes?

Mas a voz não respondeu. Luke percebeu que deveria ir logo, pois logo o Sol iria se pôr. Colocou a mochila nas costas e respirou fundo antes de começar a andar.

Andou confuso pelas ruas de Nova York. Droga, o que está acontecendo?, ele pensava. Havia pessoas de todos os tipos: empresários ocupados em seus celulares, mendigos dormindo nos cantos das ruas, mulheres de salto alto e sacolas nas mãos e crianças gritando. Foi quando ele sentiu o cheiro de encrenca. Olhou em volta e pôde ver um vulto se escondendo. Lembrou-se da espada que a voz lhe tinha dito. “Se encontrar algo que queria te matar, você pode usar a espada”. Era estranho pensar que algo poderia matá-lo naquele momento, mas Luke não sentia medo. Parecia assustadoramente natural. Percebeu que seria melhor ir para um lugar vazio – se é que isso é possível em Nova York.

Quando Luke entrou em um beco sem saída, percebeu que ou matava o que estava o perseguindo ou aquilo o mataria. E ele viu uma enorme sombra preta aparecer na entrada do beco. Era duas vezes maior que ele e talvez umas dez mais larga. Seus pelos não pareciam nada macios e havia dois enormes caninos para fora de sua boca, que espumava. Os olhos da criatura eram vermelhos e Luke sacou a espada.

O primeiro ataque foi da criatura, mas Luke desviou rapidamente. Ele correu em direção à criatura e arranhou seu corpo com a espada. Sabia que isso não a mataria, sabia que tinha que chegar à cabeça, mas a criatura foi rápida, pulando em cima dele. Luke sentiu algumas gotas de baba caírem sobre seu rosto, mas levantou a espada o mais rápido que pôde e enfiou por baixo de seu maxilar, que atravessou o seu crânio. A criatura se desfez em pó e ele levantou do chão, tirando a baba de seu rosto com as costas da mão. Luke embainhou a espada novamente, avistando o Empire State.

Ele correu até lá, desejando não encontrar mais nada para matar. Avistou um homem sentado próximo ao elevador. Foi até ele. O homem pareceu não lhe dar atenção, então Luke começou a falar.

– Er, oi – ele disse – Acho que sou o semideus que Her... – ele pensou, lembrando-se do nome – Hermes! Que Hermes mandou.

O homem o olhou. Ele era calvo e tinha expressões fortes. Seus olhos percorreram Luke da cabeça aos pés e ele ergueu uma sobrancelha.

– Cadê os meus dracmas? – O homem perguntou.

Luke pensou antes de abrir a mochila, procurando pelas moedas douradas e entregou ao homem, que brincou com as moedas nas mãos, sorrindo.

– Ótimo... – o homem disse, olhando maravilhado para as moedas – Ah, ok – ele pegou uma chave no bolso e a entregou para Luke – Pegue, há um carro estacionado na esquina do Empire State. É todo seu, e é só seguir as placas que dizem Long Island – e lhe entregou uma identidade, uma carteira de motorista e um passaporte, todos com o nome de Nathan Meade – E isso é para caso você se meta em alguma encrenca – e Luke viu que dentro do passaporte havia alguns dólares.

– Obrigado – Luke pegou tudo e guardou na mochila, correndo para encontrar o carro.

Luke apertou o alarme do carro e o que piscou foi um carro vinho velho. Entrou no carro e encontrou alguns suprimentos – como água e um Mc Lanche Feliz. Luke percebeu que estava morrendo de fome e atacou no Mc Lanche antes de sair dirigindo.

Não fazia a menor ideia de onde estava indo, estava apenas seguindo as placas que indicavam Long Island. Luke estava completamente confuso. Onde eu aprendi a lutar daquele jeito?, ele pensava.

Depois de uma hora de viagem, Luke avistou uma placa que dizia “Bem-vindo à Long Island”, mas Luke não fazia a menor ideia de onde deveria ir agora.

Procure pelo maior e mais alto pinheiro, disse novamente a voz em sua cabeça, quando encontrá-lo, vá até ele.

Luke resolveu não responder à voz, sabendo que não teria resposta. Olhava atentamente todos os pinheiros, mas um se destacava muito mais do que os outros: estava em cima de uma colina e ele era de um verde musgo vivo e devia ter dez metros de altura. Luke percebeu algo dourado brilhando em um de seus galhos e soube que era lá que ele deveria ir.

Como a colina ficava no meio de uma floresta, Luke resolveu que deveria deixar o carro parado no acostamento e ir andando. Luke estava se arrumando para sair do carro quando ouviu alguém bater no vidro. Luke olhou, vendo um policial.

– Abaixe o vidro, por favor – o homem pediu.

Luke abaixou o vidro.

– É proibido parar no acostamento sem as luzes de alerta ligadas ou sem seu carro estar enguiçado – o policial disse rigidamente.

– Ah... – Luke tentou pensar em alguma desculpa – É que eu estou passando mal, resolvi parar um pouco até que eu me sinta melhor.

O homem pareceu estar olhando para a sua camisa, que dizia “Acampamento Meio-Sangue”.

– Posso ver os seus documentos? – O policial pediu.

Luke pegou a identidade e a carteira de motorista que o homem do Empire State havia lhe dado, entregando ao policial.

– Certo... – o policial murmurou – Te dou dez minutos, mas depois desses dez minutos, quero o seu carro fora daqui.

Luke assentiu, pegando os documentos de volta e vendo o policial se afastar, entrando em sua viatura e dando partida.

Já era quase noite quando ele colocou a mochila nas costas, conferiu se sua espada estava corretamente embainhada e correu colina acima, rumo ao pinheiro.

Notas finais
Reviews? Devo continuar?