Universo Paralelo

9 Capítulo 9 - Ele era argentino


Notas iniciais
Espero que gostem :s

Ele fervia de raiva. Rapidamente se levantou e jogou Flame em cima de uma garota que passava.

Ela estava em pânico, entrou correndo na pizzaria e pediu ajuda.

'' Com toda certeza Simon esta no meio disso'' -pensou Marceline- ''preciso ajudá-lo.''

- Ja chega, parem com isso agora!

- Não se intrometa. -Flame disse, a empurrando contra a parede.

- Nao toque nela!

- Por que? O que voce vai fazer, Simon? Me dar uma nota baixa?

Ele ficou furioso ao ouvir isso. Chutou o estomago do Flame e começou a dar socos em sua perna e abdômen.

Marcy correu, parou em sua frente e segurou o rosto de Simon, fazendo com que seus olhos e os olhos dele se entreolhassem por algum tempo, como uma espécie de hipnose.

- Por favor, não continue com isso... Só me deixe em casa e peça para que Chama faça o mesmo com o irmão dela.

Ele abaixou a cabeça, pediu desculpas a todas as pessoas que estavam assistindo aquilo e levou Marceline para casa.

Assim que chegou, ela dormiu. Tudo o que menos queria era ter que ir para a casa do seu pai no dia seguinte. Ao amanhecer, acordou com o telefone tocando. Sua mae atendeu e depois de alguns minutos subiu para dar a notícia.

- Filha.. Hoje você não precisará ir para a casa do seu pai , ele acabou de ligar dizendo que estará muito ocupado nesse domingo, cuidando de negócios pessoais.

- Jura?? -ela perguntou, quase pulando da cama.

- Sim querida, agora levante-se e vá aproveitar o seu domingo.

Marcy ligou para Simon e combinou de se encontrar com ele no cinema. Finn e chama tambem iriam juntos.

Do outro lado da cidade, Hudson combinava com seus colegas mais fieis algum tipo de atentado.

- Vamos mandar os menos importantes, pois assim teremos menos chances de nos encrencar com a policia outra vez.

- Ok chefe, mas ainda não entendo o porquê dessa obsessão que você tem em matar sua filha.

- Matar?! quem aqui falou em matar? Preciso dela viva. Mas depois que eu não precisar mais... Quem sabe eu não deixe esse serviço pra você?

- E o que vai fazer com o garoto? Não vai soltar a mãe dele?

- Assim que ele terminar de colaborar com os nossos planos.

- Então esta certo. -disse, enquanto abria uma garrafa de vinho.

Algumas horas depois, os meninos ja estavam na sala de cinema esperando o filme começar. Simon e Marcy estavam se beijando quando Chama virou para o Finn e disse:

- Parece que nós sobramos..

Com muita raiva, ele respondeu:

- Sobramos, mas eu não vou te beijar. Nem te acho bonita, sem contar a sua idade. Eu gosto da Marceline, entendeu?

Antes que respondesse alguma coisa, eles ouviram um barulho de tiro. Marcy sentiu alguem segurando seu braço e a puxando fortemente da cadeira. Não conseguia enxergar direito, pois a sala estava muito escura. Alem da dor, encheram uma seringa de sonífero e injetaram em seu sangue.

Novamente acordou em um lugar estranho com Finn do seu lado, mas dessa vez não era por uma boa razão.

- Finn..? Onde nós estamos?!

Ele permaneceu calado, até que Hudson entrou no pequeno porão em que estavam presos. Ele disse:

- Olha só, parece realmente verdade. Não é que bom filho a casa torna? Hahahah

- Chega! Por que você não fala de uma vez por todas o que quer de mim?

- Isso lhe pouparia muito sofrimento. Em pensar que nem nos amigos se pode confiar hoje em dia, não é mesmo Finn? Sem você isso nunca teria dado certo.

- Me desculpe Marceline, mas você não entenderia!

Seu pai foi se aproximando dela com uma tesoura, pegou uma mecha do seu cabelo e a cortou.

- Agora só precisamos mandar para a sua mãe e pedir o dinheiro. Ah, e não se preocupe filha, não farei mal a você. Isto é, se recebermos a recompensa, claro. Caso o contrário, melhor se preparar.

Ele saiu com as mãos nos ombros do Finn, a deixando amarrada numa cadeira.

Passado algum tempo, Hudson abriu a porta e acendeu as luzes. Um homem a desamarrou e a empurrou para fora.

- Ela se recusa a pagar -ele disse, segurando em seu braço- alega não ter dinheiro suficiente.

- E o que vai fazer comigo?

- Você é minha filha, não farei nada. Quanto ao Pablo, não posso lhe prometer...

Pablo era um argentino cruel e impiedoso.

Ele limpou suas mãos na camisa e foi se aproximando dela com aquele seu rosto nojento.

Depois disso Hudson fechou a porta, então só os gritos da garota puderam ser ouvidos.

Ao saber em que condições ela estava, Simon juntou todas as suas economias e entregou a mãe da Marcy. Ela ligou para Hudson e combinou algum local de encontro

- O que ele está fazendo com ela? -perguntou Finn, enquanto escutava o quanto ela gritava por socorro.

- O argentino só está se divertindo, até porque nós não podemos matá-la.

​Eles ficaram algum tempo em silêncio, até que Pablo saiu.

Notas finais
espero que tenham gostado ;)