Universo Paralelo
10 Capítulo 10 - Grávida?!
Notas iniciais
O garoto surtou. Ergueu o punho e socou o argentino.
- Seu... seu porco! Como pôde fazer isso?! Ela nunca fez nada contra você, mas mesmo assim teve coragem de...
- De...? Vamos rapaz, fale! Me enfrente mais uma vez!
Ele permaneceu calado. Sabia que Pablo tinha poder suficiente para acabar com ele sempre que quisesse.
- Tem medo, não é? Você é um covarde. Colaborou para que isso acontecesse tanto quanto eu.
Hudson abriu as portas da sala e entrou com uma mala de dinheiro na mão.
- Está liberada. –ele disse, entregando algumas notas para um dos seguranças que se levantou e foi buscá-la.
- Conseguiu escapar dessa Marceline... Agora entre no carro e vá dar continuidade a sua vidinha inútil. –ordenou seu pai, já a empurrando para dentro.
Eles dirigiram até a saída da cidade, onde iriam entregar a garota.
Ao chegarem no local combinado, um deles a chutou para fora junto das suas roupas.
Estava muito frio, então ela ficou o tempo todo enrolada no cobertor, deixando a mostra apenas seu rosto.
Marshall correu em sua direção e a deu um forte abraço, como se nunca mais fosse soltá-la.
- Pensei que nunca mais fosse ver você. –ele disse com uma voz chorosa enquanto a apertava mais forte.
— Eu te amo, Marshall.
Ele pegou seu casaco e colocou sob os ombros dela, questionando sua falta de roupas:
- Por que está assim? Alguém te fez alguma coisa? Foi seu pai, não é?!
- Teremos muito tempo pra conversar, além do mais, não quero falar sobre isso agora e por favor não insista.
Simon foi se aproximando e segurou as mãos dela. Beijou sua testa e calmamente disse:
- Não sei se suportaria um só dia sem você.
- É... parece que sim.
Ele tentou beijá-la, mas ela se virou e foi andando até a sua mãe.
Passado um tempo, Marceline estava em sua casa se preparando para o banho.
Olhou seu braço e notou várias marcas de dedos, como se alguém a tivesse segurado muito forte. Começou a olhar outras partes do seu corpo, e mais uma vez notou marcas roxas e escuras.
“Tão miserável, nojento... Não desejo isso à ninguém...”
- Filha? O que está fazendo? –perguntou sua mãe enquanto abria a porta do quarto.
- Nada mãe! –respondeu enquanto se vestia.
- Bem.. a comida está pronta, só estou te esperando.
- Já vou...
Depois de comer, ela subiu. Estava muito cansada e precisava de uma boa noite de sono, mas mesmo assim não conseguiu dormir. Aquelas cenas não saiam da sua cabeça, e para proteger a quem amava ela tinha que sofrer em silêncio.
A noite passou muito devagar, até que o despertador tocou.
- Não precisa ir pra escola, pode faltar se você quiser.
- Não... eu vou, eu preciso ir.
- Não precisa não, Simon me ligou e disse que vai conversar com os outros professores assim que chegar na escola. Fique em casa e descanse.
O que era pra ser um dia sem aula, se tornou quase três semanas. Passaram-se exatamente 22 dias em que ela não frequentava a escola, além de passar muito mal e sentir náuseas insuportáveis.
No fundo ela sabia o que era, mas tinha medo de admitir para si mesma. Estava péssima e tinha parado de se encontrar com todo mundo, exceto Marshall, que a visitava todos os dias.
Em uma manhã de terça, ela resolveu sair com seu amigo e dar uma volta no parque. Começou a caminhar, até que Marshall se sentou em um banco e pediu para que ela fizesse o mesmo.
- Tem que parar de se enganar.. –ele dizia- não podemos descartar nenhuma hipótese, nem mesmo a de que você talvez esteja grávida.
- Eu não to grávida, não seja idiota.
- Como sabe? Precisa ir ao médico pra descobrir. Vem, eu vou com você.
- Agora?!
- Não precisa ter medo Marceline, vem logo.
Eles foram em um hospital particular, onde Marcy foi rapidamente atendida.
Depois de se identificarem, ela se sentou na cama de ultrassom e o médico fez uma pergunta que a desagradou muito.
- Tem sorte de terem planejado esse bebê. Não sabem quantas meninas da idade de vocês engravidam “sem querer”. Vocês planejaram, certo?
- Claro... Então ela está mesmo grávida?
- Vamos ver... –ele disse, enquanto passava aquela coisa na barriga dela.
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