Universo Paralelo
8 Capítulo 8 - Briga
Notas iniciais
Já tinha amanhecido quando Simon a deixou em casa. Eram quase quatro da tarde quando ele ligou para algumas pessoas pedindo que ajudassem a arrumar a bagunça da escola.
Quando chegaram lá, Marcy notou que uma das salas estava com marcas de batom na porta, então resolveu entrar.
Encontrou Marshall e Fionna dormindo no chão, os dois quase sem roupa nenhuma.
- O que é isso?! –ela gritou, fazendo com que ele acordasse.
- Hã...? O que você esta fazendo aqui?
- Eu te faço a mesma pergunta, Marshall Lee! Onde estão suas roupas?!
- Acho que Fionna está se cobrindo com elas.. Cara, essa foi a melhor festa da minha vida! Estaria tudo perfeito se não fosse essa ressaca infernal...
- Agora eu sei porque Chama saiu daquele jeito. Acorde a Fionna e a leve pra casa, mas antes arrumem essa bagunça que vocês fizeram. –gritou, enquanto batia a porta e saia ardendo de raiva.
Ela estava recolhendo as garrafas e os copos vazios do chão quando Simon a puxou para dentro de um banheiro. Ele disse:
- Marcy, quero conversar sobre o que aconteceu nesse baile. Estou muito atordoado e não consigo te tirar da cabeça. Sei que tem namorado, mas nunca fui bom em esconder o que sinto...
- Namorado? Eu não tenho namorado! Nunca mais quero ouvir o nome desse imbecil!
- Então não irá me agredir verbalmente ou fisicamente se eu te beijar, não é?
- Claro que não, seu bobo.
Ele mordeu os lábios, colocou uma de suas mãos no rosto dela e a beijou uma, duas, cinquenta vezes.
Alguns minutos depois, Marceline saiu. Simon esperou um pouco, pois não queria que as pessoas percebessem o que tinha acontecido ali.
Ele foi guardar as mesas, até que Finn apareceu.
- Quero que se afaste dela.
- Não farei isso nem que tenham que me matar.
- Cuidado professor, alguns desejos acabam se realizando... Eu vi o que aconteceu ontem, isso é assédio. Aposto que a diretora ficará bem insatisfeita quando descobrir o que você anda fazendo com suas alunas.
- Ora, isso foi uma ameaça? Rastreei o número que enviou a mensagem para a Marcy, e consta que é o seu. Creio que está numa situação não muito pior do que a minha, garoto.
Finn não sabia o que responder, então saiu de perto dele e foi arrumar o resto das coisas.
A noite já havia chegado. Alguns deles estavam indo para a pizzaria onde Marshall trabalhava, porque ele finalmente tinha conseguido convencer seu patrão de que ele poderia tocar ao vivo e que isso lhe renderia muito dinheiro.
Marcy entrava abraçada com Simon, quando Flame os parou.
- Marceline... –disse, enquanto ajoelhava- por favor, me perdoe!
- Ta maluco? Nunca vou te perdoar, você é um idiota!
- Vem, vamos entrar, não incentive as crises dele. –Simon disse, abrindo a porta e deixando o garoto ajoelhado na calçada, sozinho.
Estavam todos sentados. Marshall se aproximou do microfone e disse:
- Essa é para uma garota muito especial. –dedilhou sua Guitarra e começou a cantar- Ela dormiu no calor dos meus braços, e eu acordei sem saber se era um sonho...
Será que Fionna sentiu a indireta? –Perguntou Gunter, um menino que estava com eles.
Simon acariciou a coxa de Marceline por baixo da mesa e sussurrou em seu ouvido:
“Pelo menos ele partiu pra outra...”
Começou a subir sua mão até a virilha dela, mas Marcy deu um tapa no braço dele.
- Aqui não é lugar Simon.
- Então terá um lugar? –disse, mordendo os labios.
- O que você acha?
- Bom Marceline... eu espero que sim.
Ela riu e começou a comer, até que Chama apareceu com seu irmão. Ela estava péssima, como se tivesse chorado a noite inteira, e realmente foi isso o que aconteceu. Já ele nem se sentou. Foi até onde Simon estava e disse:
-Vamos ver quem ela prefere então, professorzinho. Você não perde por esperar.
Ele não deu muita importância, apenas terminou de comer e saiu para tomar um ar.
Flame foi se aproximando e chutou suas costas, jogando-o no chão.
- Ta legal, pra mim já chega! Você quer briga? Então vai ter briga!
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