Universo Paralelo
17 Capítulo 17 - Incêndio
Notas iniciais
- Hudson já percebeu que está aqui –dizia Finn- procure um esconderijo melhor ou ele matará você.
Marshall se espremeu atrás de um armário até que dois homens de terno desceram as escadas e começaram a vasculhar o lugar. Após alguns minutos, Hudson pediu que parassem e checassem se estava tudo ali.
- Parece que está tudo em ordem chefe, e o garoto já deve estar um pouco longe daqui.
- Droga! –gritou enquanto chutava um vaso, fazendo com que ele caísse- essa espelunca está caindo aos pedaços, precisamos arrumar um novo ponto de encontro pra ontem.
- E o que faremos chefe?
- Peguem tudo o que precisamos, algeme o Finn em algum lugar e ponha fogo nisso tudo. Com ele morto nós teremos menos testemunhas e ninguém suspeitará de um homem da alta classe e seus seguranças.
Um deles puxou Finn pelo braço e o prendeu em uma mesa grudada ao chão enquanto outro jogava gasolina por todo lugar. Marshall ainda não tinha aparecido, e provavelmente já tinha voltado para casa. Hudson acendeu um fósforo e jogou o mais longe que pôde, e logo depois todos saíram correndo antes que tudo virasse pó.
A fumaça começou a tomar conta de qualquer espaço vazio. Finn tossia muito e mal podia respirar, mas mesmo assim gritava por ajuda.
As chamas estavam se expandindo e cedo ou tarde tudo iria desabar. O garoto foi fechando os olhos, e antes de não enxergar mais nada, suplicou em sua mente:
“Marceline... Espero que algum dia você possa me perdoar”
Marshall derrubou a porta e alguns pedaços do telhado caíram.
- Finn?! –gritava, enquanto se esquivava dos moveis e partes do galpão que estavam pegando fogo.
- Droga Finn, levante-se! –disse, o colocando sob seu ombro e saindo de lá.
Ele atravessou a rua com muita dificuldade, o deitou na calçada e tentou fazer com que seu amigo acordasse. Não abriu os olhos, mas continuava respirando.
- Chame ajuda Marshall, e não me abandone...
Alguns minutos depois de a ambulância ter chegado, enfermeiros se encarregaram de colocar o garoto no carro do hospital, que coincidentemente era o mesmo que Marceline estava internada.
Eles entraram e ficaram em quartos separados, já que Marshall precisava ficar em observação e Finn deveria ter tratamentos diferentes, graças a grande inalação de fumaça e o ferimento em seu peito.
A recepção estava completamente lotada, até que uma mulher eufórica abriu as portas e começou a gritar com as recepcionistas:
- Quero ver meu filho, onde ele está?! Pelo amor de Deus, alguém me ajude a encontrá-lo!
- Com licença senhora, mas quem é você?
- Lúcia... Meu nome é Lúcia.
- Claro, mas porque tanto desespero?
- Meu filho... Ele estava em um incêndio, me disseram que o trouxeram para cá.
- O nome dele, por favor?
- Marshall. Só me diga onde ele está internado que eu irei até lá.
- Quarto 230, a sua direita. Suba as escadas e...
Ela saiu antes que terminasse. Correu até a porta e quando entrou, seu filho calmamente dormia.
No dia seguinte, logo depois do delegado recolher algumas informações com os meninos, Marshall se levantou e foi até o quarto de Marcy. Ele já havia recebido alta, apesar do médico ter pedido que passasse mais uma noite no hospital.
- Bom dia –disse enquanto entrava.
- Marshall?! Você não está mais bravo comigo?
- Por que estaria?
- Acho que porque eu não quis te beijar ou algo assim.
- Está tudo bem, eu não quero mais te beijar.
- Não? Como assim não?!
- Você nunca quis e acho que estarei perdendo tempo insistindo nessa história, além de tudo o que já perdi.
Marceline sentiu aquilo como um tipo de choque. Ninguém nunca tinha dito que não queria beijá-la, ainda mais o Marshall que sempre foi apaixonado por ela.
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