Universo Paralelo
16 Pais do Gelo
Capitulo 16
Pais do Gelo
Ele não voltou ao quarto o resto do dia, era entediante ficar dentro daquele quarto não tinha nada para fazer. Eu ainda não sabia como eu tinha feito aquilo, ele simplesmente voou eu realmente não sabia como tinha feito aquilo.
Peguei uma almofada e sentei no chão, talvez se eu tentasse de novo conseguiria das outras vezes eu não tinha tocado a almofada. Me concentrei por um segundo e quando toquei a almofada ela voou se batendo na parede.
Pelo menos tinha aprendido algo. Peguei a almofada e deitei na cama.
oo0oo
Já estava tarde quando voltei ao meu quarto, ela estava deitada na cama, talvez tivesse perdido o medo de dormir na cama ou só tivesse dado conta que a cama era mais confortável, me sentei na cama e alisei os cabelos dela.
Ela tinha o sono pesado, não corria o risco de ela acordar de repente, ela sempre dormia de lado sorri olhando ela. Agora ela sabia, eu era um assassino. “Não tenho medo por você ser um general” talvez agora tivesse medo por saber a verdade. Queria saber o que a Alexia realmente tinha dito, mas ela não me contaria e a Thalia parecia querer ficar o mais longe possível de mim.
Querendo ou não ia leva-la comigo em minha viagem, até mesmo acho que ela irá gostar, era melhor deixa-la dormir amanha acordaríamos cedo.
— Pablo. – Ela sussurrou, cerrei os dentes estava me levantando da cama quando ela sussurrou outro nome: — Richard
Não sabia o que aquilo queria dizer, mas certamente era algo bom.
oo0oo
Estava frio extremamente frio abri os olhos ainda com sono Richard estava encostado na parede estava dormindo, me sentei tirando o braço dele da minha cintura e me sentando, estávamos em uma carroça ou sei lá o que tinha duas janelas em cada lateral, abri uma dessas e um misto de vento e flocos brancos voaram em meu rosto de repente algo fechou a janela.
— Não é recomendado abrir a janela numa nevasca. – Richard falou sorrindo. – Agora você esta encharcada.
— Nevasca? – Perguntei confusa.
— Estamos entrando no Pais do Gelo. – Ele falou sorrindo.
Eu realmente estava encharcada e estava começando a tremer.
— Tome. – Ele falou me estendendo uma toalha e umas roupas.. – Se enxugue e depois vista isso.
Olhei ao redor ele realmente estava mando eu me trocar ali?
— Não se preocupe não vou olhar. – Ele falou e sorriu.
Era estranho aquele Richard não podia ser o mesmo que me prensou na parede ontem, nem o que matou os guardas se é que matou. Richard virou de costas eu me enxuguei o máximo que pude e troquei de roupa.
— Pronto. – Sussurrei.
— Melhor vestir isso também. – Ele falou e me estendeu algo que parecia um sobre tudo, eu o vesti e ele amarou o casaco dando um laço meio torto.
— O guarda que tentou segurar meu pé... – Comecei a falar. – Realmente matou ele?
Ele me olhou por um segundo e no segundo seguinte estava a centímetros de mim dei um passo para traz e me encostei na madeira da carroça, eu o olhei.
— Sim eu o matei. – Ele falou sem expressão. – Está com medo agora?
Ele perguntou sem emoção.
— Me mataria se eu tentasse fugir? – Perguntei ignorando a pergunta dele.
— Não. – Ele respondeu.
— Me mataria se eu dissesse que não gosto de você? – Perguntei.
— Não. – Ele repetiu
— Então porque eu teria medo? – Perguntei desafiadora.
— Acha que eu só matei aquele homem? – Ele riu sarcasticamente. – Eu já perdi a conta de quantos homens, mulheres e crianças já matei. Você diz que não tem medo mas seus olhos dizem outra coisa.
— Você não é assim. – Sussurrei.
— Como você pode saber? – Ele falou e me olhou esperando uma resposta e riu novamente, algo nos olhos dele me incomodavam algo triste. – Você não sabe, não me conhece tão bem. Sabe aquele cara que te embebedou? Infelizmente ele é meu pai e eu o esfaqueei.
— Pare com isso! – Gritei podia sentir minhas mãos tremerem, as apertei contra a madeira. Aquele era o pai dele? Ele esfaqueou o próprio pai. – Pare com isso agora!
— Agora está com medo? – Ele falou rindo, não era medo ele estava me fazendo lembrar de mim mesma aqueles olhos tristes eram perturbadores. Eu olhei nos olhos dele e puxei ele para perto de mim e o beijei em quanto uma lagrima escorria pelo meu rosto.
Ele passou uma mão na minha cintura e com a outra segurou minha nuca, me dei conta de que eu ainda estava segurando a camisa dele deixei minha mão escorregar até a cintura dele.
Ele puxou meu rosto devagar me olhou por um segundo e sorriu de lado.
— Acabo de dizer que matei pessoas e você me beija, você é realmente estranha. – Ele falou. – Estranhamente perfeita.
Ele falou e voltou a me beijar, eu não estava mais encostada na parede, ele tinha me puxado para ele e uma de suas mãos percorria minhas costas enquanto a outra puxava minha nuca, uma das minhas mãos estava parada na cintura dele em quanto a outra alisava seu tórax. A porta se abriu de repente, eu teria saído de perto dele se ele não tivesse me segurando pela cintura me obrigando a permanecer ao lado dele.
— Desculpe-me general. – O homem falou, agora eu entendia o olhar de medo nos empregados dele. – A nevasca passou e seus aposentos estão prontos.
— Certo soldado. – Richard falou e antes que o homem pudesse sair ele continuou. – Da próxima vez bata primeiro.
O homem se desculpou novamente e saiu apressado. Richard me puxou me deixando na frente dele.
— Então, vai mata-lo também. – Perguntei seria.
— Não. – Ele falou ficando serio e depois sorrindo. – Vamos indo.
Era como se ele tivesse duas personalidades e isso era assustador.
— Há, eu já ia me esquecendo. – Ele falou pegando algo debaixo do banco. – Coloque isso.
Ele falou me estendendo um par de botas pretas, que eu calcei, eu ainda estava meio confusa com tudo aquilo. Pensando bem eu nunca tinha visto neve, a não ser pela tv. Richard abriu a porta da carruagem e saiu da mesma um guarda se aproximou e começou a valar com ele, mas eu ignorei.
O lugar estava coberto de neve, era lindo todo aquele branco no mesmo lugar havia uma pequena casa onde um pouco de neve se acumulava no telhado de madeira eu saltei na neve, mas quando meu pé tocou o solo eu vacilei e uma dor subiu pelo meu pé.
— Salva. – Richard anunciou me pegando antes de eu cair no chão.
— Como esperado de você. – Falei em quanto ele me colocava de pé, mas quanto meu pé tocou o chão senti a mesma pontada de dor e cerrei os dentes.
— O que foi? – Ele perguntou parecendo meio preocupado.
— Nada de mais. – Falei passando tentando passar o peso para o meu outro pé.
Olhei para o meu pé por um segundo, era estranho ele começar a doer assim do nada, eu ainda estava olhando para o meu pé quando Richard parou na minha frente quando levantei o rosto para olha-lo ele segurou meu rosto e me beijou.
Foi estranho a dor no meu pé desapareceu tão rápido como quando ela apareceu.
— Vamos. – Ele falou pegando minha mão e me levando em direção a casa.
Eu sempre assistia aqueles filmes de natal onde os americanos riquinhos faziam guerras de neve e eu pensava o quanto seria engraçado fazer o mesmo, mas depois de um tempo eu já tinha desistido, nem todos os sonhos se realizam. Mas agora era tudo diferente como se tudo fosse possível.
Me soltei da mão dele e me abaixando na neve para fazer uma bola de neve, mas quando ia me levantar para jogar a bola nele ele tinha simplesmente desaparecido.
— Hoje não é o seu dia de sorte. – Ele anunciou a voz dele vindo de traz de mim, me virei rápido e a mão dele bateu tocou minha cabeça com algo frio muito frio. – Um a zero para mim.
— Um a um. – Falei jogando a bola de neve no ombro dele. Ele sorriu e pulou para longe de mim e já tinha outra bola na mão que ele jogou assim que tocou o chão e eu consegui me desviar. – Eiii isso não vale!
— É uma guerra, vale tudo! – Ele falou rindo e jogando uma outra bola que não consegui desviar.
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Eu não sabia ao certo se eu tinha conseguido fugir da Luiza ou se ela tinha me deixado fugir, mas eu estava acreditando mais na primeira opção não acreditava que ela me deixaria fugir se tivesse como me impedir.
Provavelmente arrebentar as cordas amarrado naquela tora de madeira especial fosse algo quase impossível. O cavalo ia bem rápido embora tudo ao meu redor fosse apenas mato e arvore eu sabia que ia demorar a chegar até o castelo.
Eu poderia ter seguido o mesmo caminho que Luiza seguiu naquele dia para chegarmos aquele povoado, era bem próximo do castelo, mas algo me dizia para não ir por lá e era isso o que eu estava fazendo.
Tínhamos saído da floresta e havia um vasto campo á frente, o cavalo estava ficando cansado, sua velocidade diminuía a cada segundo. Não o culpava era bem difícil fugir da Luiza o cavalo dela era mais rápido que qualquer outro.
Teríamos que parar para descansar, mas não era uma boa ideia acampar num campo vasto iria dormir na floresta. O sol estava se pondo e aquela visão não era triste simplesmente me dava raiva eu não sabia ao certo o porque.
Logo depois do campo outra floresta se estendia, e algo me dizia que logo depois encontraria o castelo. Desci do cavalo puxando ele mais para dentro da floresta até um lugar que eu considerava seguro e o prendi nos galhos de uma arvore.
Eu estava com sono, mas eu realmente não queria dormir não queria sonhar, nunca mais. Mas eu não precisava dormir para aquelas imagens voltarem a minha cabeça, aquele cara deitado em cima da Thalia naquela cama enorme...
Soquei a arvore atrás de mim, que balançou fazendo alguns pássaros voarem assustados. Eu realmente não sabia o que faria quando visse aquele cara mais uma vez.
Depois de um tempo pensando decidi que nada que eu sonhasse seria pior que aquelas imagens, me encostei na arvore e dormi um sono sem sonhos para meu alivio.
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Estávamos simplesmente encharcados a Thalia estava espirando um pouco e então entramos na barraca.
— Eu venci! – Ela anunciou entrando na barraca. – Venci o grande general.
— Ah tá. – Falei rindo. – Eu deixei você vencer, acredita mesmo que venceria tudo isso?
Perguntei fazendo ela me olhar de cima a baixo.
— Está se achando demais general. – Ela falou sorrindo para mim.
A barraca era bem simples, mas haviam dispositivos que emanavam calor por toda a parte, o chão era regular e coberto era quase como uma estufa, o calor era gerado ali e ficava preso ali.
Havia uma cama de casal montada com um criado mudo ao lado, não haviam janelas e a maioria dos mantimentos e outras coisas estavam guardadas na carruagem, mas em breve chegaríamos ao castelo de gelo que era o nosso destino.
— Bom por hora vista aquilo. – Falei e apontei as roupas azuis em cima da cama. – Mandarei fazer algo quente para você.
— Melhor você também trocar de roupa, está todo encharcado. – Ela falou finalmente me olhando melhor. Eu não estava vestindo casacos e mais casacos, muito menos usando aquelas botas grossas de frio.
— Eu não sinto frio, mas já que você quer uma desculpa para me ver trocando de roupa. – Falei dando de ombros ironicamente e tirando a camisa.
— E quem disse que eu quero que você tire a camisa? – Ela perguntou fazendo uma careta eu sorri aparecendo na frente dela, a centímetros dela.
— Então a camisa não é o suficiente? – Perguntei e sussurrei o resto da frase. – O que mais quer que eu tire?
— Está tirando conclusões precipitadas general. – Ela falou e se virou.
— Que coisa eu realmente pensava que queria algo de mim. – Falei segurando a cintura dela e encostando meu queixo no ombro dela enquanto alisava a cintura dela por baixo da camisa, senti a pele dela se arrepiar no mesmo instante que ela se virou para mim por um segundo e espirrou.
Me afastei um pouco rindo da cara que ela tinha feito.
— Se troque logo. – Falei pegando minha camisa e saindo de lá.
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Ele saiu da barraca eu não sabia o que eu estava fazendo era estranho, até mesmo para mim. Troquei minhas roupas rápido, ainda não tinha me acostumado com o frio que fazia.
Peguei o casaco que estava na cama e vesti, tinha acabado de dar um nó quando sentir uma dor no meu estomago que ia subindo, cerrei os dentes, algo fez minhas pernas tremerem e eu cai de joelhos. Era uma dor estranha a cada pontada sentia que ia gritar deitei no chão arfando, eu não conseguia sentir nem frio nem quente somente a dor e uma sensação de estar esquecendo algo importante.
Me abracei apertando a barriga onde mais doía e a dor começou a diminuir lentamente, como se voltasse de onde tinha começado, me sentei no chão ainda arfando e então a dor desapareceu.
— Thalia?! – Richard falou entrando na barraca e vindo em minha direção. – O que aconteceu?
— Nada eu só tropecei. – Falei e sorri.
— Você mente muito mal, ele falou e sorriu. – Me lembrei de quando ele me empurrou contra a parede, quando menti sobre ter encontrado com a Alexia, ou sobre o que ela tinha me dito. Ele pareceu perceber e ficou serio de repente e se afastou.
— Juro não foi nada. – Falei e sorri. Eu não sabia porque estava mentindo, e também não sabia como explicar o que tinha acontecido.
— Tudo bem eu acredito. – Ele falou se sentando na cama.
Me levantei e sentei do lado dele.
— Então o que viemos fazer aqui? – Perguntei.
— Disse que estava cansada daquele quarto, então vou te trancar em outro. – Ele falou em tom zombeteiro.
Nos deveríamos estar bem longe do chalé da Luiza e do Yan, o Yan já deveria ter chegado da tal viagem e agora eu estava mais longe que antes, eu tinha que voltar, o Pablo tinha que voltar pro mundo dele mesmo que eu não voltasse com ele.
Olhei para o Richard, ele olhava para mim como se conseguisse ler minha mente; Eu não podia deixar o Pablo voltar sozinho e não podia faze-lo esperar mais do que esperou. Me lembrei do sonho em que encontrei com ele, e se ele realmente fosse até o castelo e se nesse momento ele estivesse preso em algum tipo de calabouço.
— Muda de novo? – Ele perguntou perdendo o tom de brincadeira.
— Não, só estou pensando. – Respondi parando de olhar para ele.
— Não acho que esteja pensando em coisas boas. – Ele falou colocando a mão no meu rosto afagando minha bochecha. – Esta com uma cara preocupada.
— Sabe o que eu queria dizer quando falei que queria sair daquele quarto. – Falei, eu estava gostando realmente gostando dele e isso era estranho e pensar no Pablo parecia doer.
— Sei, mas se eu te libertasse voltaria para seu mundo. – Ele falou fechando os punhos e trincando os dentes. – Não pretendo deixar você ir com ele.
Eu tinha que ganhar a confiança dele de algum modo só assim ele me deixaria ir, o que ia ser algo difícil.
— Você me liberta o Pablo volta para o outro mundo e eu volto para você. – Falei. – Não posso deixar ele preso aqui!
— Ele não pode simplesmente voltar sozinho? – Ele perguntou.
— Não, ele precisa de mim... – Antes que eu pudesse terminar a frase, ele me empurrou minha barriga me fazendo deitar na cama e num segundo ele estava em cima de mim.
— Eu também preciso de você. – Ele falou devagar.
— Eu disse que voltaria assim que ele fosse. – Falei encarando-o.
— Não acho que ele a deixaria aqui, não comigo. – Ele falou, as mãos dele estavam na minha cintura estavam frias mesmo que o lugar fosse quente.
— Eu não contaria a ele. – Falei e parei de olha-lo, eu realmente estava pensando nas possibilidades de ficar com o Richard. Ele tinha razão Pablo não me deixaria ficar com ele.
— Mentiria para ele? – Ele falou e riu. – Para ficar comigo?
— Sim. – Falei voltando a olha-lo nos olhos.
— Então admite que gosta de mim? – Ele perguntou parecendo vitorioso.
— Sim. – Falei, e ele sorriu.
— Esta admitindo as coisas com muita facilidade. – Ele falou examinando minha expressão.
— Quero que confie em mim para terminamos isso de uma vez. – Falei seria. – Além do que o general não quer perder seu brinquedinho.
— Esqueça o que aquele imprestável disse! – Ele gritou segurando meus ombros. – Simplesmente esqueça.
— Desculpe por não acreditar totalmente. – Falei ficando mais seria ainda. – As vezes acho que tem um pouco de sentido no que ele disse, você está simplesmente brincando comigo.
— Então é isso que você acha de mim... – Foi tudo o que ele disse.
Ele saiu de cima de mim e saiu da cama me sentei na mesma esperando que ele falasse algo, mas ele simplesmente me olhou por alguns segundos e saiu da barraca. Eu estava confusa ele tinha acreditado em tudo o que eu disse? Nem mesmo eu acreditava em tudo o que eu tinha dito, mas ficaria mais confusa ainda se ele decidisse me libertar.
Não consegui pensar muito, a dor no meu estomago voltou mais forte que antes e se espalhando mais rápido que antes dessa vez não consegui não gritar, apoiei minhas mãos no colchão aliviada por já estar sentada. Alguém me puxou sem me tirar da cama, eu estava perdendo os sentidos era até engraçado como o rosto dele ficava borrado, como era mesmo o nome dele? Nem mesmo isso eu me lembrava.
— Fique acordada! – Ele parecia gritar, mas era como se ele sussurrasse, como ele podia pedir aquele absurdo? Talvez ele quisesse que eu sofresse mais, que eu sentisse mais dor.
A mão dele de repente estava perto de mim era engraçado como a mão dele era grande ele jogou o que pareciam comprimidos muitos dele na minha boca, algo me dizia para cuspir todos aqueles comprimidos e gritar com o dono da mão, mas meus olhos estavam ficando pesados outra pontada de dor e eu gritei engolindo todos os comprimidos. Mesmo depois de ter engolido todos ele me balançava o que mais ele queria de mim?
Uma sensação boa apareceu no meio da dor, doía menos agora, mas continuava doendo, as mãos frias ainda me balançavam até toda a dor desaparecer. Eu estava deitada entre as pernas dele, minha cabeça estava encostada no peito dele, me dei conta de estar segurando sua camisa com força e fui soltando devagar, ele ainda me balançava gritando coisas que eu não entendia, tinha que falar algo para acalma-lo.
— A dor... – Algo parecia ter roubado meu folego, eu tinha gritado tando assim? – Passou.
Depois disso eu não senti mais nada, nem frio nem quente nem mesmo a dor, nem as mãos geladas dele.
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