Universo Paralelo
17 Castelo de Gelo
Notas iniciais
Capitulo 17
Castelo de Gelo
oo0oo
O castelo a minha frente me fazia parecer pequeno, eu sabia que a encontraria no mesmo quarto em que eu a encontrei naqueles sonhos. Havia guardas por todos os lados mas eu não ligava para eles iria conseguir de um jeito ou de outro, iria tirar ela de lá.
Não foi difícil despistar os dois sentinelas que estavam de guarda nos muros, esperava eu que todos os guardas fossem idiotas daquele jeito. Assim que eles se distraíram pulei o muro, não podia deixar que eles me vissem facilmente, assim que toquei o chão saltei para uma das janelas do castelo, que se estilhaçou em pedaços.
O lugar estava vazio para minha sorte, abri a porta que dava para um corredor que eu já conhecia e corri por eles, eu tinha que ser rápido, rápido o suficiente para ninguém que estivesse nos corredores me ver.
Parei em frente as portas elas eram diferente das outras do corredor. Soquei as portas fazendo com que elas caíssem e entrei no quarto.
— Tarde demais. – Alexia falou se levantando da cama. – Ele a levou.
— Para onde ele á levou? – Perguntei dando um passo em direção dela.
— Mesmo que eu te dissesse não serviria de nada. – Ela falou e girou o dedo no ar, mando eu me virar no mesmo instante em que vários guardas entraram no quarto.
oo0oo
~Thalia~
Não estava nem frio e nem quente, estava morno e isso era bom, abri meus olhos devagar eles não pesavam tanto quanto antes, minha barriga também não doía, talvez tivesse sido só um sonho, um sonho muito real.
— Está melhor? – Richard me perguntou, então não tinha sido um sonho levantei um pouco a minha cabeça esperando ve-lo mas só então me dei conta que ele estava deitado comigo. Minhas pernas estavam entre as dele e minha cabeça estava encostada em sua barriga.
— Dormiu sentado? – Perguntei voltando a encostando minha cabeça na barriga dele.
— Eu não dormi. – Ele falou, e eu me sentei e o olhei. – Está melhor?
— Sim. — Ele tinha os olhos fechados, mas de algum modo sabia que ele conseguia ver tudo o que eu estava fazendo. – Obrigado.
Eu me lembrava das mãos frias dele me balançando, e finalmente me dando aqueles comprimidos que fez a dor simplesmente desaparecer, eu não fazia ideia do que tinha acontecido comigo e aquela sensação de que esqueci algo importante não me deixava em paz.
— Não me agradeça, eu só estou te usando lembra? – Ele falou e saiu de trás de mim.
Mas assim que ele se levantou da cama segurei seu braço.
— Desculpa, eu não deveria ter dito aquilo. – Falei.
— Não se preocupe, melhor ir se arrumar. – Ele falou ainda de costas e puxou o braço devagar. – Pretendo chegar no palácio antes de anoitecer.
Antes que eu pudesse perguntar alguma coisa ele saiu do quarto, como sempre haviam roupas em cima da cama, provavelmente eles não tomam banho durante as viagens nesse pais, também fico imaginando como conseguiriam com todo esse frio.
Me troquei rápido e sai do quarto, parecia que o lugar tinha ficado mais gelado que antes havia algumas montanhas atrás de alguns pinheiros a neve cobria tudo até onde eu podia enxergar.
Alguns guardas estavam carregando coisas e as depositando nas carruagens, outros desarmavam as barracas apressadamente. Richard estava todo de preto o que fazia ele se destacar naquela imensidão branca, não usava nada mais que uma camisa e calças e uns sapatos que não pareciam ser quentes.
Ele se virou em minha direção como se sentisse que eu estava ali olhando-o, terminou de falar algo com o guarda á sua frente e caminhou até mim.
— Vamos ter um pequeno atraso. – Ele falou, parecia zangado.
— O que houve? – Perguntei talvez ele ainda estivesse zangado pelo que eu disse.
— As rodas da maioria das carroças congelaram, vai demorar um tempo até que consigam descongelar tudo. – Ele falou e trincou os dentes.
— Pretende assassinar o gelo por atrasar o general? – Perguntei em tom de brincadeira.
— É tentador, mas não posso faze-lo vendo que a moça parece tão fascinada pela neve. – Ele falou e sorriu.
Olhei por cima do ombro dele, haviam mais pinheiros e alguns arbustos, mas algo não fazia parte da paisagem normal. Havia um vulto entre os arbustos ele deu um passo a frente e a luz iluminou seu rosto.
Yan me olhava com um misto de raiva e confusão, o Richard pareceu perceber para onde eu estava olhando, eu não sabia o que poderia acontecer se ele visse o Yan, eu o olhei rapidamente e olhei novamente para onde tinha visto o Yan, mas não havia nada.
— O que está olhando? – Ele perguntou se virando para mim.
— O bosque, podemos ir lá? – Eu deveria estar maluca, poderia estar maluca por estar vendo coisas ou se era realmente o Yan eu estava levando o Richard até ele.
oo0oo
~Pablo~
A cela era imunda, eu podia escutar o som dos ratos correndo pelos corredores que pareciam não ter fim, além disso só escutava minha respiração, as paredes estavam sujas de sangue tentei não imaginar como aquelas manchas foram parar ali, mas parecia impossível sendo que provavelmente eu teria o mesmo fim acrescentando mais sangue á aquelas paredes.
Foi inútil, eu deveria ter escutado a Luiza ou quem sabe ter fugido mais cedo talvez eu conseguisse chegar a tempo, mas ele a levou e eu nem mesmo sabia para onde.
— Eles vão voltar. – Nem precisei olhar para o outro lado das grades para saber que a Alexia estava debruçada sobre as grades com o mesmo sorriso de divertimento no rosto com o cabelo longo e prateado caindo até o chão. – Vou te ajudar, contando que você e aquela garota voltem de onde vieram.
— Como posso confiar em você? – Perguntei me levantando do chão e indo até a grade.
— Não pode. – Ela falou e sorriu. – Acredito que não tenha um plano melhor.
oo0oo
~Thalia~
Tínhamos nos afastado do acampamento e estávamos entrando no bosque, poderia dizer que era como nos filmes era simplesmente perfeito.
— É um conjunto perfeito, neve, gelo e frio. – Richard sussurrou, ele parecia ter me desculpado. Uma de suas mãos estava na minha cintura e ele sorria de lado olhando alguns pinheiros á frente e depois olhando para mim. – Então o que quer fazer?
— Não sei... – Comecei a falar me lembrando daqueles bonecos de neve que as crianças sempre fazem quando se trata de um filme de natal ou algo parecido. – você me ajuda a fazer um boneco de neve?
— Então nunca fez um boneco de neve moça? – Ele perguntou sorrindo de lado.
— Não. – Falei desviando meu olhar dele.
— Então faremos um. — Ele falou e se ajoelhou no chão juntando a neve com as mãos, me ajoelhei ao lado dele e o imitei. – Então no outro mundo não há neve?
— Não, há neve sim. – Falei. – Mas é difícil poder ver pessoalmente, digamos que é muito caro.
— Que tolice a minha. – Ele falou. – Eu realmente achava que era um tipo de princesa no outro mundo.
— Não, — Falei e sorri de lado. – Digamos que lá não temos reis, rainhas, príncipes ou princesas.
— E como o país é governado? – Ele perguntou meio confuso.
— Bom as pessoas votam em quem acham que vai governar o país melhor, a pessoa com mais votos ganha o governo e passa a ser um Presidente. – Falei tentando explicar.
— Então os plebeus decidem quem governa, que estranho. – Ele falou. – Bom terminamos.
— Ainda não, está pequeno! – Falei e fiz uma careta.
— Eu não pretendo deixa-la congelar aqui. – Ele falou revirando os olhos. – Vamos fazer um pequeno, teremos tempo suficiente para fazer um boneco gigante depois.
— Tá bom, agora temos que arranjar os olhos o nariz e a boca. – Falei.
— Arranjo isso num segundo fique aqui. – Ele falou e desapareceu, ainda podia ver as pegadas dele na neve.
Senti uma lufada de ar realmente estava frio ali, me levantei e limpei a neve da minha roupa, foi quando senti uma mão passar pela minha cintura e me carregar sem nenhum esforço, era estranho o jeito que ele estava me carregando.
Ao nosso redor o bosque se resumia em manchas brancas e alguns pontos escuros então ele parou de repente me colocando no chão.
— Era para você estar com o Pablo e a Luiza. – Ele falou serio. – O que está fazendo com ele?
— Ele me sequestrou na mesma noite que você foi embora. – Falei, e ouvi um relinchado um cavalo estava preso á uma arvore ao lado de uma pequena barraca. – Já era para você ter voltado não é?
— Tive problemas na fronteira, vou voltar hoje. – Ele falou andando até mim e me puxando pelo braço. – Você vai comigo.
Meu estomago se contraiu e a dor voltou, a mesma dor mas dessa vez parecia mais forte que das outras duas vezes cai no chão de joelhos, Yan ainda segurava meu braço, tive um asseso de tosse e com a dor não consegui abafar todos com a mão quando abri os olhos depois da minha quarta tosse, era visível a mancha de sangue vermelha.
— Isso é... – Yan falou finalmente soltando meu braço e me fazendo deitar na neve de barriga para cima.
Meu corpo todo doía eu não conseguia mover um musculo e com tanta dor nem mesmo tentaria, minha respiração estava rápida e irregular, mas as tosses tinham parado. Fechei os olhos com força minha cabeça doía como se eu tivesse batido numa pedra, quando abri novamente os olhos ele me beijou, o Yan tinha me beijado, aquilo era estranho e imprevisível.
Ele se afastou de mim tão rápido quanto se aproximou, ele parecia preocupado, eu estava começando a tremer, talvez fosse o frio.
— Veneno. – Ele falou andando na direção do cavalo.
Eu estava ficando tonta as coisas pareciam girar, a neve tinha um tom cinza. Yan estava sentado ao meu lado o rosto dele ficava fora de foco de vez em quando, senti alguma coisa na minha perna vi ele levantar a seringa e jogar contra uma arvore.
— Agora você tem que engolir isso. – Ele falou colocando o comprimido em minha boca.
Agora eu me lembrava, Alexia ela me forçou a engolir um comprimido, e eu tinha mais que certeza de que os comprimidos que Richard me deu eram dela e só surtiam efeito no momento, ela tinha planejado tudo.
A dor tinha passado, mas não completamente me esforcei para sentar e me encostei num pinheiro. Yan estava de pé olhando para além do bosque.
— Temos que nos apressar. – Ele falou me ajudando a levantar, e me estendeu um pequeno saco de pano. – Tome um desse.
— Ele está vindo não é? – Perguntei olhando para o Yan.
— É. – Ele falou. — E mais rápido que o normal.
— Ele não vai descansar até me encontrar. – Falei olhando ao redor. – E comigo você fica mais lento, me deixe aqui e vá.
— Tem certeza? – Ele perguntou, talvez ele soubesse de Richard.
— Tenho. – Falei. – Mas antes tire meu medalhão.
— Isso é impossível. – Ele falou.
— Pelo menos tente. – Falei.
Ele se ajoelhou na minha frente e tentou de todos os modos tirar o medalhão, eu estava arqueando quando ele desistiu.
— Se eu o tirar é capaz de você até mesmo morrer. – Ele falou, ainda estava com o saco de pano nas mãos. – Melhor você não tomar agora, se pretende ficar, mas guarde esse saco.
Ele falou e me entregou o saco, eu o abri eram varia pílulas rosas com uma listra azul, um tanto diferente, combinava com o estilo da Luiza.
— Ele aumenta sua força e aguça seus sentidos. – Ele falou subindo no cavalo, podia jurar que ele tinha jogado algo na boca do cavalo. – Pode se usar nos animais mas somente um já nos podemos tomar dois, mas espero que não precise do segundo.
Ele falou e virou o cavalo que parecia mais rápido que o próprio Yan correndo, reparei que não havia nenhuma pegada no chão nenhuma além das minhas. Yan já tinha desaparecido em meio daquele mar branco quando o Richard apareceu.
— Thalia! – Ele perguntou se abaixando e vendo a mancha vermelha no meio da neve. – Isso é sangue? O que aconteceu?
Eu não podia contar a verdade, se falasse que tinha sido envenenada, ele perguntaria como consegui me curar e como não me lembrava de ter sido envenenada antes.
— Você desapareceu, então eu escutei um barulho e pensei que fosse algum animal e corri. – Falei e levantei um pouco o sobre tudo mostrando uma pequena cicatriz na perna. – Já fui mordida por um tigre.
— Um tigre? – Ele perguntou fazendo uma cara espantada. – Estava sozinha?
— É eu estava sozinha. – Falei, me fazendo lembrar do que tinha acontecido antes de eu fugir feito uma idiota.
— Como conseguiu se livrar de um tigre sozinha? – Ele perguntou como se nada no mundo fosse mais absurdo no mundo. – Aquele idiota não estava por perto?
— Eu sempre me virei sozinha. – Falei ficando seria. – E não chame ele de idiota.
— Idiota, idiota, idiota. – Ele me olhou com uma cara divertida. – Então o que vai fazer moça?
Trinquei os dentes e mordi o ombro dele com força por um tempo e depois afastei meu rosto do braço dele a marca vermelha se destacava na pele branca dele eu o encarei seria.
— Isso me parece um desafio. – Ele falou arqueando uma sobrancelha e sorrindo de lado. – Mas seria covardia minha morde-la.
— Porque? – Perguntei com fazendo uma cara cínica. – Do que tem medo general?
Já tínhamos chegado ao acampamento, alguns guardas andavam de um lado ao outro, alguns pareciam querer falar com ele mas não teriam coragem de faze-lo vendo que ele estava realmente ocupado. Ele entrou na carruagem ainda me carregando e finalmente me colocou no chão.
— Tenho medo, de que acabe gostando disso moça. – Ele falou me prensando novamente contra a parede, era estranho como ele me olhava, ele poderia fazer qualquer coisa e eu simplesmente deixaria. Ele abaixou a cabeça até meu ombro, só a respiração dele já me arrepiava, e mordeu minha nuca bem devagar o que causou mais uma serie de arrepios.
Eu abri os olhos mas os cabelos de Richard estavam diferentes não estavam loiros claros, estava um castanho claro que eu reconhecia ele afastou a boca da minha nuca e aquele cara sorriu para mim eu arregalei os olhos e o empurrei.
Dessa vez o Richard não voou longe ele simplesmente foi arrastado até o outro lado da carroça.
— Sorte minha que aqui não tem um castiçal. – Ele falou e sorriu.
— Desculpa, eu... – Eu comecei a falar, mas o que eu iria dizer?
— Não precisa se desculpar, — Ele falou rindo de lado. – Parece triste moça no que está pensando?
— Nada. — Eu ainda estava no mesmo lugar, queria de parar de pensar naquilo me dava agonia. Richard sentou no banco perto de mim e me puxou pela cintura me fazendo sentar no colo dele.
— Se não quiser falar tudo bem. – Ele falou e empurrou minha cabeça de leve até o ombro dele.
Eu devo ter caído no sono, mas rápido do que eu imaginava. Eu não tinha sonhos como aquele já fazia tempo. Eu estava nua escada em caracol, ela era estreita e escorregadia, mas mesmo assim eu descia o mais rápido que podia, a escada parecia não ter fim quando finalmente cheguei ao ultimo degrau.
Andei devagar tentando não fazer ruídos olhando dentro de todas as celas o corredor era enorme e eu não sabia em qual ele estava eu estava no meio do corredor tinha que ser rápida não sabia quando ele daria minha falta. Parei assustada em frente á sela, ele estava deitado de bruços tinha sangue por todos os cantos da sela.
Minha mão tremia quando eu abri a cela, não iria conseguir carrega-lo, me ajoelhei ao lado dele e peguei o saquinho que o Yan tinha me dado e coloquei um dos comprimidos na boca dele e fazendo ele engolir ele demorou um pouco para abrir os olhos e se levantar.
— Toma isso e vamos logo! – Falei ajudando ele á levantar, subimos as escadas estreitas e saímos num corredor deserto, andamos rápido pelos corredores por sorte sem encontrar nenhum guarda até que chegamos no arco principal onde a Luiza e o Yan já estavam esperando.
— Como vamos sair? – Perguntei, e o que eu mais temia aconteceu mas eu sabia de algum modo que isso iria acontecer.
— Então como pretendem fugir? – A voz de Richard arrepiou os pelos da minha nuca, eu me virei quase que imediatamente para olha-lo. Seu cabelo loiro estava bem maior e bem bagunçado, a camisa meio aberta ele me olhava sem expressão mas algo no olhar dele me deixava sem ar.
Será que era outro daqueles sonhos que realmente iam acontecer ou era um sonho normal, pensar nisso me dava dor de cabeça, respirei fundo e senti o cheiro dele e abri os olhos devagar.
— Ainda bem que acordou moça. – Ele falou e sorriu, tinha um tempo que ele não me chamava pelo meu nome mas eu estava começando a me acostumar.
— Há é porque? – Perguntei me sentando do lado dele e abrindo a janela devagar eu simplesmente não acreditava no que estava vendo. Havia um castelo mas era um castelo bem diferente ele brilhava literalmente como se fosse feito de vidro, não havia muros, mas uma pequena cerca do que pareciam ser rosas vermelhas que também brilhavam sob uma camada de neve.
— Exatamente por isso. – Ele falou. – Então vai ficar olhando ou vai vir comigo?
Saímos da carruagem havia um muro que já havíamos atravessado em formato de meio circulo ao redor do castelo só que á uma boa distancia do mesmo. Uma estrada cheia de neve rodeada de pinheiros levava ao portão que brilhava do mesmo modo que o castelo, como se fosse feito de vidro.
— Todo feito de gelo, mas inquebrável. – Ele falou.
— Gelo? – Perguntei. — Aqueles portões são de gelo?
— Não só os portões. – Ele falou me fazendo virar para o castelo. – O castelo também é de gelo além de tudo dentro dele.
— Não acredito. – Falei. – O que mais existe nesse mundo que é impossível que exista no meu?
— Tem a mim. – Ele falou levantando o queixo. – Onde mais encontraria um príncipe-general incrivelmente lindo, sexy e com fama de matador?
— Menos senhor general. – Falei com uma cara entediada. – Vamos ficar aqui fora para sempre? Eu quero entrar lá!
— Seu desejo é uma ordem! – Ele falou e sorriu. – Suba nas minhas costas.
Subi nas costas dele, era o melhor jeito rápido de atravessar o jardim coberto de neve. Ele me colocou no chão em frente aos poucos degraus que levavam a uma porta dupla feita de gelo, eu ainda não acreditava que tudo aquilo era feito de gelo tinha que testar. Coloquei o dedo na boca e coloquei no portão e o dedo colou na porta, realmente era feito de gelo.
— Então como pretende soltar seu dedo agora? – Richard falou abafando um risinho. – Vai fazer isso em todas as paredes é?
— É mesmo de gelo! – Falei ignorando o que ele disse.
— Claro que é, porque eu mentiria? – ele falou e se encostou na porta bem perto de mim. – Agora que você está parcialmente presa não pode ir muito longe ele falou sorrindo de lado.
— Tem razão, mas eu ainda posso fazer isso. – Falei puxando o rosto dele para perto do meu rosto, mas em vez de beija-lo como ele certamente pensou que eu faria eu lambi a bochecha dele e empurrei o rosto dele contra á porta.
— Isso foi um golpe baixo. – Ele falou fazendo uma careta, eu comecei a rir, mas parei quase instantaneamente quando senti meu dedo ser puxado pra frente, olhei pro Richard e o mesmo acontecia com ele, as portas estavam se abrindo. – Isso realmente dói.
— Eu não sinto nada. – Falei sorrindo e levantando uma sobrancelha.
— General? – Um dos dois guardas que saiu da fresta que se abriu falou meio confuso olhando para o Richard.
— Eu mesmo soldado. – Richard falou tentando manter seu ar serio o que me dava mais vontade de rir. – Então vai continuar me olhando com essa careta ou vai nos ajudar?
— Claro senhor. – Dois soldados falaram ao mesmo tempo.
— Vou buscar algo que ajude agora mesmo. – Um dos soldados falou e voltou para dentro do castelo.
— Eu vou ajudar com a bagagem senhor. – O segundo soldado falou e me olhou de cima á baixo.
— Faça isso. – Richard falou aumentando o tom de voz para chamar atenção do guarda que parecia perdido me encarando.
— Sim senhor. – O soldado falou e foi de encontro á carruagem.
Olhei para o Richard sorri, era estranho eu estar sorrindo agora assim já fazia tempo que eu não sorria daquele jeito.
Fale com o autor