Capitulo 15

Falso Sonho

Minha cabeça estava girando quando me levantei, estava deitada na cama, mas não lembrava de ter deitado ali. No canto da cama ainda estavam as roupas que a empregada tinha trazido e em cima duma cômoda havia comida.

Me senti fraca caminhando até a cômoda. A comida estava quente quando experimentei, sentei na poltrona com o prato no meu colo e u a comer. Eu tinha dormido o dia inteiro, mas não me lembrava de nada depois do Richard ter ido embora era como um vácuo na minha cabeça que começava a latejar.

Coloquei o prato vazio na cômoda onde havia pego e peguei as roupas em cima da cama e fui para o banheiro, a agua parecia tão gelada era estranho. Vesti o vestido branco de costas nuas e sai do banheiro tremendo.

— Está linda. – Richard falou quando sai do banheiro, um vento veio da janela me arrepiando e me fazendo tremer mais. – Com frio?

Ele perguntou e me abraçou me sentia pequena perto dele, estava ficando meio tonta quando ele me afastou um pouco ainda com uma mão na minha cintura e a outra tocou minha testa.

— Nossa você está queimando de febre. – Ele falou e me carregou até a cama onde me colocou. – Melhor chamar a Alexia.

Alexia aquele nome parecia me dar náuseas, segurei a mão dele quando ele ia se afastar.

— Fique. – Falei e ele sorriu parecendo vitorioso em algo. Ele foi até o banheiro e voltou de lá com uma pequena toalha molhada, ele colocou na minha testa me causando mais calafrios e então me cobriu com uma colcha e colocou uma almofada em minha cabeça.

— Melhor? – Ele perguntou sentando na ponta da cama, eu apenas assenti e ele chegou mais perto de mim, e então arrumou algumas mechas do meu cabelo sorrindo. – A Alexia deve ter algum remédio que melhore isso rápido...

— Não, não quero nada dela. – Falei, algo dentro de mim parecia desesperado, mas eu não entendia o porque.

— Tudo bem. – Ele falou se levantou e puxou a poltrona o mais perto possível da cama.

— Vai ficar ai? – Perguntei, meus olhos estavam começando a pesar.

— Te incomoda eu estar aqui? – Ele perguntou serio.

— Não. – Falei me sentia protegida com ele ali.

oo0oo

Ela estava dormindo, molhei de novo a toalha e a coloquei de volta em sua testa. Seu corpo protestou ficando arrepiado, alisei seus ombros e suas costas devagar. Não podia deixa-la daquele jeito, ia falar com a Alexia.

Sai do quarto, não havia mais guardas na porta e sim um feitiço, ela não conseguiria sair dali e ninguém entraria a não ser eu ou a Alexia.

Alexia estava dormindo quando entrei no seu quarto e me aproximei de sua cama. Ela provavelmente se assustou pois quando já estava bem próximo ela sacou uma adaga e apontou em meu pescoço.

— Não me mataria. – Falei sorrindo.

— O que quer? – Ela perguntou fria. – General.

Ela pareceu cuspir as ultimas palavras, mas eu não me importava.

— Quero algo para a febre. – Falei. – Que funcione de imediato.

— Que funcione de imediato não tenho. – Ela falou se levantando da cama, parecia cansada.

— Qualquer coisa que funcione. – Falei. Ela andou até sua estante e á abriu pegou um pequeno saquinho vermelho e atirou em minha direção e eu o agarrei no ar.

Sai do quarto dela e rumei para o meu quarto alguns guardas conversavam pelos jardins outros dormiam, as empregadas se preparavam para dormir.

Quando entrei no quarto ela estava deitada no chão ao lado da cama, presumi que tentou se levantar e não conseguiu. Peguei-a e coloquei na cama novamente eu estava ficando com sono não poderia vigia-la por toda noite.

Peguei um copo com agua e a fiz ficar sentada, ela já tinha os lábios entreabertos mesmo assim passei meus dedos por eles contornando-os e depois abri o comprimido deixando o pó branco escorrer por entre os lábios dela e derramei um pouco de agua em seguida.

Me deitei ao lado dela, passando meus braços por ela e a segurando. Isso a impediria de cair, dormi olhando aquele rosto perfeito no escuro.

oo0oo

A Luiza parecia preocupada em quanto perambulava de um lado ao outro no seu quarto. Eu estava livre daquelas cortas e da tora de madeira, mas isso não significava que estava livre estava preso dentro daquele quarto por algum tipo de magica que não me deixava sair do quarto, toda vez que atravessava a porta estava novamente dentro do quarto.

— O Yan ainda não chegou, e não podemos nos comunicar com a Thalia. – Falei olhando feio para a Luiza. – Temos que tentar ajuda-la.

— O que acha que vamos fazer? – Ela perguntou me olhando feio. – Invadir um castelo super protegido com um assassino dentro.

— Assasino? – Perguntei sem entender. – Como assim assassino?

— Esquece. – Ela falou sentando do meu lado. – Por favor espere pelo Yan.

— Não, eu não posso ficar aqui sem fazer nada! – Falei me levantando da cama, estava de frente para a janela ainda não tinha tentado passar por ela. Nem pensei duas vezes e pulei a janela, a casa só tinha um andar por sorte.

Sabia que a Luiza estava atrás de mim, mas dessa vez eu ia conseguir como se estivesse me esperando um dos cavalos apareceram na frente da casa e eu subi nele, que disparou para a floresta.

oo0oo

Quando acordei ainda estava com frio, e algo realmente gelado estava em minha testa, mas em compensação eu me sentia quente de algum modo estava quente. Queria me sentar, mas algo me impedia. Abri os olhos e ele estava ali, o cabelo loiro estava bagunçado, respirava regularmente, tinha a boca entreaberta e tinha os braços ao meu redor, então essa era a minha fonte de calor? Não eu ainda estava com febre.

Ele era realmente perfeito, eu nunca admitiria isso não em voz alta pelo menos. Estiquei minha mão e alisei os cabelos dele e então comecei a enrolar uma mexa em meu dedo.

— Está se divertindo? – Ele perguntou e com o susto puxei minha mão de volta.

— Se está acordado porque não me solta? – Perguntei seria.

— Eu realmente não sei ao certo. – Ele falou me puxando para perto dele.

— Sei, agora você pode me soltar? – Perguntei.

— Deixe-me pensar no seu caso. – ele falou sorrindo um pouco de lado e parecendo realmente concentrado em algo. – Não.

Ele falou e subiu em cima de mim, ele estava sem camisa e ainda sorria.

— Há não! – Falei. – Sai de cima de mim agora!

— E se eu não quiser? – Ele falou arqueando uma sobrancelha.

O rosto dele foi chegando mais e mais perto e ele começou a beijar a minha nuca.

— Para com isso, agora! – Gritei e empurrei o peito dele, com força suficiente para faze-lo bater com as costas no teto próximo ao castiçal.

Ele pousou no chão de pé tão assustado quanto eu.

— Tenho que encontrar a Alexia... – E então ele caiu de joelhos.

Me levantei sem entender o que estava acontecendo e corri até onde ele estava ele deveria ter batido tanto as costas quanto a cabeça no castiçal porque ambos sangravam.

Foi difícil carrega-lo até a cama, ele era bem pesado tinha que arranjar algo para conter o sangue. Andei pelo quarto abrindo todas as portas até encontrar umas roupas provavelmente dele. Amarrei a camisa em suas costas e pressionei a outra contra a nuca dele.

Minha camisa estava suja de sangue quando corri para fora do quarto e apareci novamente dentro do mesmo, tinha me esquecido completamente dessa magia. Pensei por um segundo num dos livros da Luiza dizia que toda magia tinha uma brecha e eu tinha que encontra-la.

Provavelmente a magia só se refere as portas então as janelas eram a brecha. Subi na janela tentando fazer o máximo de silencio, ia ser um problema se algum deles me visse. Os detalhes em que estava apoiando meus pés eram pequenos eu poderia escorregar a qualquer momento e não poderia contar com minhas mãos que estavam suando muito, talvez por causa da febre.

Havia uma janela aberta e foi por ela que eu entrei, por sorte não havia ninguém naquela sala, mas o que vi foi o suficiente para me deixar assustada. Haviam armas e objetos de tortura espalhados pela sala escura senti um arrepio.

Tinha que sair dali e procurar por alguém, alguém que pudesse ajuda-lo. Tateei pela parede procurando uma porta e quando á encontrei abri devagar o corredor estava vazio, mas quem eu procuraria? Não fazia a menor ideia a única pessoa além da Luiza que eu sabia que poderia fazer algo era a Alexia.

Corri pelos corredores vazios portas e mais portas, algo me dizia que nenhuma delas era o quarto de Alexia continuava a correr pelos corredores escadas e mais escadas subi algumas e estava numa torre nada além de somente uma porta que abri.

Ela estava sentada em frente ao espelho seu cabelo escorria até o chão ela se virou olhando para mim de baixo a cima.

— Como conseguiu fugir do meu feitiço? – Ela perguntou.

— Pelas janelas. – Respondi rápido. – Você precisa vir comigo o Richard...

— O que aconteceu com ele? – Ela perguntou calmamente e olhou minhas roupas sujas de sangue. – O que você fez com ele?

— Eu não sei direito, mas ele está sangrando muito! – Falei rápido. – Tem que ajuda-lo.

— Não posso fazer nada pelo general. – Ela falou se sentando de novo em frente ao espelho, me perguntei o porque da frieza quando ela se referiu a ele.

— Vai deixa-lo morrer assim? – Perguntei arregalando os olhos.

Ela riu.

— Muitos ficariam gratos por eu tê-lo deixado morrer. – Ela falou. – Tenho certeza que já se perguntou porque todos tem medo dele não?

Ela tinha razão em certa parte, mas eu não iria deixa-lo morrer olhei as prateleiras cheias de garrafas com comprimidos sem nenhuma etiqueta mesmo assim fui pegando as garrafas.

— Nunca saberá qual é a certa, pode acabar matando-o de vez. – Ela falou sorrindo de lado. – Ele te prende aqui, e mesmo você sabendo o real motivo para estar aqui quer ajuda-lo.

— Não importa, não posso deixar ele morrer por minha causa! – Falei.

— Posso salva-lo – Ela falou. – Mas quero algo em troca, quero que fique longe do Richard.

— Eu aceito. – Falei. – Salve ele!

Ela desapareceu.

Eu não sabia como ia voltar para o quarto, mas pelo menos ia tentar desci as escadas que levavam á torre eu não tinha nem mesmo dado dois passos e dois guardas apareceram em minha frente, tentei correr mas eles me alcançaram.

— Que sangue é esse em você? – Um dos guardas perguntou depois de me segurarem.

— Não é da sua conta. – Falei seria o homem estava pronto para me bater acho que dessa vez ninguém ia me salvar de levar alguns tapas, sorri um pouco o que irritou mais ainda o guarda, a mão dele era pesada mas quando tocou meu rosto o que mais doeu foi o anel que ele tinha em um dos dedos.

— Se fosse você não provocaria mais os soldados. – Alexia estava atrás de mim. – Não quero que eles sejam mortos por sua causa.

Os guardas me soltaram de imediato o sangue escorria pelo meu rosto, mas eu não tinha entendido porque aqueles guardas morreriam por minha causa?

— Como assim? – Perguntei a Alexia que mesmo de pé seu cabelo tocava o chão.

— Essa é a Protegida de Richard. – Ela anunciou os guardas olharam um para o outro o medo em seus olhos era perturbador. – Agora vão.

Os guardas desapareceram pelo corredor.

— Se lembra do guarda que segurou seu tornozelo na sua primeira noite aqui? – Ela perguntou e eu assenti em resposta. – Ele está morto.

— Porque ele estaria morto? – Perguntei meio assustada.

— Richard o matou por ele ter quase te matado. – Ela falou calmamente.

Richard matou aquele homem por minha causa? Um misto de medo e culpa me invadiam.

— Ele também esfaqueou Agrios por ter te deixado bêbada. – Ela falou. – E esses pobres coitados são os próximos por terem te deixado uma ferida.

Ela riu, provavelmente se divertindo comigo.

— Essas não foram nem as primeiras e nem as ultimas mortes que aconteceram aqui. – Algo me lembrou a sala de tortura perto do quarto dele. — Ele já está bem agora vou te levar para lá e não diga a ele que eu o curei.

Ela falou isso e tocou minha testa com os dedos, senti um aperto no estomago e quando a sensação passou estava parada em frente a porta do quarto que se abriu.

— Thalia! – Richard falou e me abraçou. — Eu não lembro do que aconteceu depois que você...

Eu o empurrei devagar para longe.

— Você bateu as costas e a cabeça no castiçal. – falei ele se afastou olhando o castiçal.

— Tem razão está sujo de sangue, mas... – Ele me olhou de novo notando as roupas sujas de sangue. – Você não se machucou não é?

Neguei com a cabeça.

— Então você cuidou de mim, por isso todo esse sangue em você. – Ele falou. – Mas não sinto dor alguma...

— Roubei uns comprimidos da Alexia sem ela saber. – Falei.

— Tudo bem eu cuido disso. – Ele falou e sorriu. – Obrigado.

Ele matou aquele homem e esfaqueou aquele outro homem, o que faria se encontrasse Pablo?

— Você está suando. – Ele falou chegando perto. – Ainda está doente?

Ele estendeu a mão para tocar minha testa mas eu a parei, ele olhou para mim por um segundo parecendo confuso.

— O que foi isso no seu rosto? – Ele perguntou apontando o corte na minha bochecha.

— Não foi nada, eu só... – Eu estava inventando algo para falar e o sorriso irônico de Alexia veio em minha cabeça. Esses pobres coitados são os próximos, foi o que ela disse, mas eu não ia deixar o Richard mata-los. – me machuquei quando tropecei quando pulei numa das janelas.

— É mesmo, descobriu que a única saída era a janela, Alexia me disse que iria acabar descobrindo. – Ele falou. – Não teve nenhum problema não é? Nenhum guarda...

— Não, eu tomei cuidado. – Falei rápido demais.

— Melhor você tomar um banho. – Ele falou e me empurrou para o banheiro.

Eu realmente precisava de um banho, tomei um banho rápido, mas não tinha nenhuma roupa no banheiro, me enrolei na toalha e sai Richard estava sentado no escritório.

— Me esqueci completamente se sua roupa! – ele falou se levantando e indo numa das gavetas que encontrei as roupas dele. – Por hora use isso.

Ele falou me dando uma camisa, podia jurar que era a mesma camisa que enrolei nele, agora estava mais limpa que eu. Peguei a camisa e voltei ao banheiro e a vesti era quase como um vestido, como um vestido bem curto.

— É meio estranho te ver com as minhas roupas. – Ele falou e sorriu, ele estava usando uma camisa, mas eu queria ter certeza que estava tudo bem.

Me sentei na beirada da cama sem saber o que fazer, minha cabeça estava explodindo. Ele se sentou ao meu lado e eu me afastei um pouco.

— Eu realmente te subestimei. – Ele falou. – È mais forte que a Alexia.

— Como assim? – Perguntei e o olhei.

— A Alexia nunca conseguiu me repelir daquele jeito. – Ele falou. – Ela é o que eu considero o mais próximo de me superar.

— Você só estava distraído. – Respondi voltando a encarar. – Me desculpe.

— Não tem porque pedir desculpas, além do mais você me curou não é? — Assenti, de uma certa forma eu não estava mentindo. – Você está meio estranha, aconteceu alguma coisa?

Ele falou e puxou meu rosto, me fazendo olhar para ele os olhos dele estavam azul claro por causa do sol que vinha da janela.

— Não. – Falei tentando me afastar dele.

— Porque está mentindo pra mim? – Ele me perguntou.

Quando tentei me afastar dele ele me soltou, me levantei sem ideia pra onde poderia ir estava presa dentro daquele quarto com ele.

— Você encontrou com a Alexia não foi? – Ele perguntou me seguindo, parecia com raiva e realmente estava. Ele me empurrou contra a parede. – O que ela te disse?

Os olhos dele estavam diferentes, ele estava diferente podia ver os músculos dele se contraindo e as mãos dele se apertando em volta do meu braço. Algo me fez olhar nos olhos dele, as pupilas dilatadas só deixavam uma fresta do azul que tinha nos olhos. Suas mãos se folgaram ao redor do meu braço e suas pupilas começaram a diminuir a medida que ele se distanciava de mim.

Foi quando a porta se abriu e a moça com roupas brancas entrou, ela olhava assustada de mim para ele e tinha roupas azuis em suas mãos.

— Coloque em qualquer lugar va embora. – Richard falou. A mulher obedeceu imediatamente colocando as roupas azuis em cima de uma peça e saindo.

Não esperei muito para ir até a peça e pegar as roupas azuis e entrar no banheiro. Quando sai de lá, Richard tinha desaparecido não sabia se isso foi um bom ou mal sinal.

oo0oo

Subi até a torre de Alexia nem mesmo bati na porta antes de entrar.

— O que aconteceu? – Perguntei travando ela conta a parede, ela parecia não se importar com o pouco espaço entre nós. – O que disse a ela.

— Quem você realmente é. – Ela falou sorrindo ironicamente. – Por quanto tempo ia fingir?

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Eu estava deitado no sofá da Thalia não menor ideia de como tinha vindo parar ali, ela saiu de dentro do quarto estava usando seu jeans de sempre e estava com uma camisa preta meio rasgada e com bolero.

— Vamos chegar atrasados. – Ela falou, e saiu me puxando.

Eu estava com uma mochila enorme nas costas e ela também eu realmente não estava entendendo nada chegamos na calçada em frente a escola, nunca achei que sentiria falta da escola.

Ela se sentou no meio fio, e eu me sentei do lado dela ela parecia cansada ela se encostou e dormiu no meu ombro. Parecia que aquilo tinha acontecido a séculos atrás, alisei os cabelos dela, talvez ela tivesse conseguido voltar a se comunicar por sonhos.

Um ônibus parou em nossa frente, imediatamente me lembrei daquele cara, mas quando olhei para o motorista ele era totalmente diferente.

Tínhamos chegado na montanha foi tudo como antes dessa vez prestei atenção em cada passo dela, mas ela não foi buscar os gravetos, o motorista não saiu de seu lugar era como se tudo o que tivesse acontecido fosse um sonho, era estranho me sentir daquele jeito.

Tínhamos montado nossas barracas já estava ficando de noite, tinham feito uma fogueira e a maior parte dos alunos estava ao redor dela, eu não queria ficar com eles tinha outra pessoa em mente. E enquanto eu andava para a barraca da Thalia pensei como tudo deveria ter sido um sonho ridículo e como era bom ter acordado.

Abri o zíper da barraca e quando entrei foi como se tudo tivesse desmoronado, Alexia estava sentada na barraca sorrindo.

— Posso te deixar aqui nesse sonho se você quiser. – Ela falou sorrindo e uma Thalia apareceu ao lado dela. – Não era isso que você queria?

— O que você quer Alexia? – Perguntei.

Toda a imagem ao redor ocilou a barraca desapareceu e eu estava num quarto, mas sabia que estava naquele palácio.

— Você sabe o que ela tem feito em quanto você está amarrado á uma tora de madeira? – Ela perguntou se divertindo.

— O que você quer dizer com isso? – Perguntei a raiva estava me tomando ela não tinha o direito de entrar nos meus sonhos e me iludir desse jeito.

— Vou te mostrar. – Ela falou, e estalou os dedos e como se fosse um filme varias cenas passaram em minha cabeça cenas que mostravam a Thalia e aquele garoto loiro.

— Pare! – Gritei.

— Você quer a Thalia e eu quero o Richard. – Ela falou. – Poderia ajuda-la a fugir, mas quero que voltem para o outro mundo.

Senti alguma coisa, algo quente e isso me lembrou a Luiza não sei o porque, o sonho ocilou e eu acordei.

— Nem pense nisso. – Luiza falou, e eu estava de volta ao poste amarrado.

Minha cabeça estava girando, aquelas imagens estavam gravadas na minha cabeça, era agoniante imagina-la deitada numa cama com aquele cara e se a Alexia tivesse mentido e se aquilo fosse só uma mentira e pior se fosse verdade, a Thalia realmente estava gostando daquele cara ou ele estava forçando ela a ficar com ele?

— Não posso mais ficar aqui esperando! – Falei tinha que arrebentar aquelas cordas, tinha que ser mais rápido que a Luiza dessa vez ela não poderia me alcançar dessa vez ela não me deixaria inconsciente dessa vez eu ia conseguir.

As cordas arrebentaram a Luiza pareceu assustada, mas eu não podia ficar ali pulei a janela não poderia arriscar uma corrida até os cavalos, corri para dentro da floresta e parecia que cada passo eu ficava mais rápido e a floresta ao meu redor virava um borrão.

Dessa vez nada me impediria.