Universo Paralelo
13 Cortando Ligações
Capitulo 13
Cortando Ligações
O castelo estava silencioso e o sentinela tinha aproveitado o passeio para dormir um pouco.
— Está dispensado. – Falei ficando serio. – Procure outro lugar para dormir.
O guarda acordou assustado e quando me viu sabia que estava ferrado ele se levantou num salto fazendo uma reverencia.
— Suma da minha frente. – Falei vendo o medo em seus olhos, ele sabia muito bem como castigava os maus empregados. – Depois cuidarei de você.
Olhei para a garota do meu lado, ela me encarava minuciosamente procurando por algo que eu não fazia ideia. Tinha que me controlar, não queria que ela soubesse a verdade sobre mim e eu nem mesmo sabia o porque disso.
— Se importa de eu ser seu guarda hoje? – Perguntei fechando a porta do quarto.
Ela não me respondeu ainda estava me encarando.
— Porque eles tem tanto medo de você? – Ela perguntou.
— Ao contrario de você eles não tem parafusos soltos. – Falei sorrindo.
— Porque eu teria que ter medo de você? – Ela perguntou meio aérea, como se não estivesse ali. – O que pode fazer de tão horrível?
Mil e uma coisas vieram em minha cabeça, tortura era uma das minhas preferidas; Mesmo que não precisasse de informações eu gostava daquilo. Uma serie de homens que eu já havia torturado. Sorri involuntariamente.
— Mudo? – Ela falou me tirando daquele transe.
— Não sei quem sabe isso. – Eu era rápido, rápido o suficiente para ela não me ver, e num segundo eu estava tão perto que podia sentir ela prender a respiração.
Era engraçado vê-la vermelha e sem graça era, pensei em algo que pudesse definir aquilo, não era acostumado a palavras fofas. Isso era fofo vê-la daquele jeito.
— Repulsivo. – Ela falou seria.
— Tem certeza que essa é a palavra certa? – Falei sorrindo. – Talvez queira usar, Perfeito ou sexy.
— Repulsivo. – Ela repetiu.
Mesmo vermelha e sem graça conseguia me rejeitar. Era engraçado estar com ela, era como se eu fosse outra pessoa ela fazia me esquecer todo o resto.
— Tenho que ir embora. – Ela falou. – Tenho que sair daqui.
— Se eu a soltasse não retornaria. – Ele falou. – Sou muito repulsivo para você suportar.
— Eu não posso ficar aqui. – Ela falou.
A porta se abriu e Alexia apareceu, parecia meio irritadiça.
— Agrios. – Aquilo explicava seu mal humor. Ela falou e saiu da porta.
— Já volto. – Falei seguindo a Alexia.
Sabia exatamente para onde ela estava indo, mas eu realmente não queria ficar no quarto dela. Algo nele me deixava inquieto e incomodo. Era como se eu conseguisse ver as reais intenções dela. Mas não estaria rumando para lá se não visse que era algo importante.
O Quarto dela era luxuoso e bem caprichoso percebia seu gosto por coisas pratas. Ela se sentou na cama e bufou, costumava fazer isso quando estava irritada ou sabia que ficaria.
— Agrios mandou avisar que a invasão será amanha e que você irá junto com as tropas. – Ele falou. – E ele quer que você vá buscar duas agora.
— Porque eu faria isso? – Perguntei serio.
Ela sorriu e se levantou e num segundo estava com as mãos em meus ombros.
— Porque você matou quem o fazia. – Ela sussurrou em meu ouvido com uma voz melosa.
Ela puxou meu rosto e me beijou, eu a beijei de volta puxando sua cintura para perto de mim. Ela parou de me beijar e mordeu meu pescoço.
— O que realmente quer daquela garota? – Ela sussurrou em meu ouvido.
— Não fui eu quem a trouxe. – Falei.
— Sei disso. – Ela falou. – Argios?
— Ele a acorrentou em meu quarto. – Disse afastando ela pelos ombros. – Vou buscar as duas.
Ela assentiu e eu sai do quarto dela. O arem era um lugar que eu evitava a todo custo, mas estaria pagando por ter morto aquele idiota mesmo depois de morto me causava problemas.
Havia dois guardas na porta do arem.
— Entre lá e me traga as duas que mais te enchem os olhos. – Falei ao guarda. Ele sorriu e entrou no lugar não demorou a voltar acompanhado por duas mulheres.
A Primeira vestia roupas rosas quase transparentes e era loira, a segunda era morena e usava as mesmas roupas que a primeira só que verdes. Ela agarraram-se a meus braços uma de cada lado.
— Leve-as para Agrios. – Falei. Elas soltaram meus braços com um ar de decepção. Agora somente uma pessoa me importava.
Fui para o meu quarto, estava seguro que ela não tentaria fugir por isso nem mesmo deixei um guarda no quarto. Bom eu estava enganado ela não estava no quarto e não padecia ter fugido pela janela.
oo0oo
O quarto parecia abafado e o silencio me sufocava, eu tinha dormido demais já era noite lá fora. Eu não queria ficar naquele quarto e não ia. Fui até a porta e a abri devagar nenhum guarda, me esgueirei pelos corredores.
Os corredores eram cheios de bustos de pessoas que provavelmente já morreram. Havia algumas mobílias parei para examinar uma delas que tinha detalhes em ouro.
Passos ecoaram no corredor, era tarde demais para fugir. Dois guardas me seguraram.
— Como conseguiu fugir do arem? – Ele gritou comigo.
— Nunca estive lá para poder fugir dele. – Respondi desafiadora.
Ele estendeu a mão para me bater, mas algo a segurou no ar.
— Mantenha a calma homem. – O homem robusto disse, era ele quem estava sentado ao lado do Richard no festival.
— Sim senhor. – guarda falou fazendo uma reverencia e se afastando.
— Richard largou o brinquedinho assim tão cedo. – Ele falou mais para ele que para mim. Algo na voz dele me incomodava. – Me acompanhe.
— Quais as minhas opções? – Perguntei, faria qualquer coisa para não ficar perto daquele homem.
— Nenhuma. – Ele respondeu decidido.
— Foi o que eu pensei. – Um guarda me empurrou para frente me fazendo caminhar.
Eu preferiria andar por aqueles corredores a noite inteira á chegar aquelas portas duplas com detalhes de ouro em forma de ramos ao redor delas.
“Poderia te contar a verdade, mas seria nojento.” Ele estava se referindo aquele homem? Ele sim era realmente repulsivo. Ele me puxou para dentro do quarto e fechou a porta atrás de si.
Eu poderia observar toda a decoração que me cercava, era bem mais rebuscada que a que havia no quarto de Richard, mas eu não podia. Algo me dizia que eu deveria ter ficado no quarto.
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— Ei vocês dois! – Chamei dois guardas que passavam pelo corredor. – Viram uma garota de vestido branco cabelos pretos e uma mecha vermelha no cabelo.
— Sim general. – Um dos guardas bradou.
— O que fizeram com ela? – Perguntei.
— Agrios á levou a seus aposentos. – Ele falou.
Aquele velho sujo, sabia que mais cedo ou mais tarde acabaria fazendo uma coisa dessas. Corri pelos corredores o mais rápido possível. Arrombei a porta de imediato.
Thalia estava sentada num sofá numa mão tinha uma garrafa de vinho quase no fim e sua outra mão estava em cima da mão de Agrios que alisava sua perna.
Em um segundo eu a estava carregando em meu colo. Me virei para o velho gordo meio bêbado ainda sentado no sofá.
— Se tocar nela de novo, irei te matar com minhas próprias mãos. – Falando isso corri para meu quarto.
— Parrra! – Ela falou. – To ficando enjoada.
Diminui a velocidade.
— Como você está se sentindo? – Que pergunta idiota para se fazer, ela estava totalmente bêbada.
— To me sentindo uma merda. – Ela falou e sorriu.
— E isso é bom ou ruim? – Perguntei sem fazer a menor ideia do que merda significava. Mas só de olha-la senti vontade de rir, ri com gosto do que poderia ser ou não uma piada mais eu ri.
Quando chegamos em meu quarto que a pus no chão, ela vacilou e teria caído se eu não a tivesse segurado.
— Ele te deixou totalmente bêbada. – Falei a carregando para uma poltrona.
— Eu bêbada? – Ela riu escandalosamente. – Eu não bebo.
— Então porque está segurando essa garrafa de vinho quase vazia? – Perguntei tentando não rir.
— Vinho? – Ela perguntou apertando os olhos para ver a garrafa. – Isso é suco!
Ela falou e levou a garrafa para cima como se brindasse com alguém invisível; A garrafa vacilou em sua mão e eu a peguei antes que caísse.
— Devolve meu suco. – Ela falou fazendo uma careta.
— Você já teve suco demais por hoje. – Falei e bebi o resto do vinho que tinha na garrafa.
— Você bebeu meu suquinho, repulsivooo! – Ela falou e riu.
— Melhor você ir dormir. – Sugeri, de um jeito ou de outro ela acabaria desmaiando. Peguei ela e a deitei na cama.
— Eu durmo com um trato general. – Ela falou com um sorriso em seus lábios.
— E que trato seria esse? – Perguntei só por curiosidade.
— Que você deite aqui. – Ela bateu na cama e sorriu. – E me beije como fez antes.
— Tentador. – Falei. – Mas acabou de me chamar de repulsivo! Não posso perdoa-la.
— Eu menti, você não é repulsivo. – Ela falou com a cabeça tombando no travesseiro.
— E então o que eu sou? – Perguntei me divertindo. Mas ela já estava dormindo. Me sentei na ponta da cama e tirei seus sapatos e ela sussurrou: Perfeito.
Era irônico, o que ela pensaria de mim quando soubesse da verdade? Ela parecia tão diferente duvido que conseguisse tirar dela aquele olhar de medo que causava nos outros. Na verdade não queria ver aquele olhar no rosto dela.
Puxei a poltrona para perto da cama e me sentei. Ela poderia acordar no meio da noite e não iria deixa-la sozinha para chamar algum sentinela. Eu mesmo cuidaria dela daqui em diante.
— Pablo. – Ela sussurrou.
Então esse é o nome dele. Pablo. Me concentrei a torre do meio no segundo andar. A Alexia estava sentada na frente de um espelho penteando seus cabelos ela sorriu e assentiu com a cabeça.
Abri os olhos e estava em meu quarto novamente. Eu estava esgotado, gastei muita energia num mesmo dia. E que dia. Ela provavelmente iria acordar com uma ressaca, a Alexia tinha pílulas para isso.
A porta do meu quarto se abriu e Alexia andou até a mesa do escritório e sentou nela.
— Porque me chamou? – Ela perguntou.
— Preciso dos comprimidos verdes. – Falei.
— De ressaca? – Ela perguntou me dando uma caixinha verde.
— Não. – Respondi e acenei com a cabeça para a cama. – Ela está.
A Thalia se remexeu na cama.
— Não foi só para isso que me chamou aqui. — Alexia falou e caminhou até a Thalia adormecida.
— Ela ainda consegue se comunicar. – Ela falou.
— Eu sei disso. – Respondi. – Tem como cortar essas ligações?
— Sim. – Ela respondeu sorrindo.
Ela sentou no chão de pernas cruzadas e fechou os olhos. Podia jurar que algo lilás flutuava acima da Alexia e começava a ir em direção da Thalia pairando em cima dela e caindo como um cobertor.
Ela se levantou, o cobertor lilás ainda estava na Thalia.
— Pronto. – Ela falou. – Ganho algo como recompensa?
— Claro que sim. – Falei puxando ela pela cintura e dos ombros dela até seu pescoço. Ela puxou meu rosto e me olhou por meio segundo e me beijou.
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— Luiza! — Gritei
— Eu já sei. – Ela falou aparecendo no quarto. — Cortaram nossa comunicação com ela.
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