Unidos pela Liberdade
7 Elena
Um carro estava parado em uma rua escura e deserta, seria até normal se não fosse a ocupante dele.
Uma mulher muito bela vestindo uma calça jeans preta, blusa escura, um sobretudo negro e botas de salto alto. Pele morena, cabelos castanhos, olhos escuros, lábios carnudos cobertos por um batom vermelho, seios e nádegas fartas, coxas bem torneadas e cintura fina.
Um suspiro de cansaço é emitido pela mulher que pega um cigarro, acendendo o mesmo sentindo a nicotina tomar conta de seu organismo.
A mesma pega uma bolsa enorme e começa a escolher as armas que ia precisar para sua próxima missão, uma Heckler and Koch USP 9mm com silenciador* foi colocada no coldre que ficava na cintura, havia pulseiras com kunais e nos bolsos do sobretudo, shurikens* e finalizando, nas costas, uma submetralhadora mini UZI 9mm semi automática e graças ao sobretudo, as armas ficavam ocultas.
Satisfeita, ela sai do carro e caminha em direção à uma pensão no fim da rua.
Dois seguranças enormes e mal encarados vestindo ternos lhe olham de cima a baixo. Um deles pergunta irônico:
— Veio fazer o quê aqui docinho?
— Quero falar com o Wilson e rápido, eu não tenho muito tempo. — Elena responde arrogante e já sem paciência.
— Ouviu o que ela disse, Raul? Ela quer falar com o Wilson. — O homem diz isso e ambos começam a rir. — E por que eu deixaria você falar com o Wilson? — O homem pergunta arrogantemente.
Elena suspira, saca a Hecker and Koch e atira no homem, o tal Raul, e a bala atravessa a coluna lombar do mesmo que cai no chão incapaz de mover as pernas.
— Porque seu amiguinho está morto da cintura pra baixo e se não quiser ter o mesmo destino, vai me levar até o Wilson e eu já falei, não tenho muito tempo. — Elena diz e coloca a arma no peito do mesmo.
Depois disso eles entram na pensão e descem para um andar subterrâneo.
— É no próximo corredor. — O homem diz assustado e sente Elena pressionar a arma em suas costelas.
— Tem certeza? — Elena pergunta em tom de ameaça.
— Sim, mas o corredor vai estar cheio de homens armados, nunca vai passar ali. — O homem diz antes de levar um tiro e ter sua boca coberta para evitar ruídos.- Eu sempre dou um jeito. — A assassina diz irônica e termina com um risinho e solta o homem, que cai desfalecido.
— Vamos nessa Elena, você consegue. — A mulher diz pra si mesma enquanto pega a submetralhadora Uzi. — Elena Thorne tem o que quer, quando quer e como quer. — Ela recita a última parte, aquele era o seu mantra.
— Ei, meninos. — Elena entra no corredor chamando atenção e claro, atirando com precisão.
Em pouco tempo o corredor estava limpo, então mesma guardou a arma e chutou a porta dando de cara com Wilson.
Wilson Wood era um associado da Tartarus, ele levava as mensagens da organização, porém ele era idiota demais e havia provocado gente importante.
Na sala, além de Wilson, havia uma mulher seminua, provavelmente uma prostituta e quatro capangas armados que estavam surpresos.
Elena atira as shurikens rapidamente e, com perfeição simétrica, cravam na garganta dos capangas.
— O que você esta fazendo aqui? — Wilson pergunta assustado.
— Acreditaria se eu dissesse que vim para o chá? — Elena diz irônica e ri. — Mas então vou deixar você adivinhar porque eu vim, garanto que não foi pra matar a saudade, bem... Algo vai morrer, mas não vai ser a saudade.
Enquanto falavam, a prostituta se moveu para perto da parede e pegou um taco de baseball, tentando caminhar lentamente para perto de Elena, que estava de costas para ela e Wilson sorri malicioso.
A prostituta lançou o golpe, Elena se agacha, desviando e se levanta agarrando o braço da mesma.
— Meu conselho, sempre tenha suas próprias armas. — Elena diz isso e corta a mão da prostituta com a Kunai.
A prostituta cai no chão agarrando a mão e Elena agarra o taco de beisebol.
— Não gostei de você. — Diz para a prostituta e levanta o taco, ao ver isso a mesma grita de medo. Depois disso, o única coisa que podiam ouvir eram as cinco pancadas na cabeça que a prostituta levou.
— Elena, você vai pagar por isso. — Wilson diz irritado e visivelmente abalado, avançando para cima da assassina, porém leva uma pancada na boca que faz com que ele perca um ou dois dentes.
— Você provocou isso. A mensagem, invasão na minha casa e o convite disfarçado de ameaça. Francamente, esqueceu com quem está lidando? — Elena pergunta irônica.
— Eu só fiz o que a organização mandou. — Wilson diz e se arrasta até a uma escrivaninha e se apoia ali para se levantar.
Elena caminha até ele e cara a cara, ela ordena.
— Me dê a pasta. — Elena ordena e o homem obedece, vai para trás da escrivaninha, pega a pasta e a coloca em cima da escrivaninha.
— Mãos sobre a escrivaninha, não quero ser surpreendida por você. — Elena ordena novamente e o homem assim o faz, e ao colocar as mãos conforme foi ordenado, ela crava duas kunais em suas mãos, as prendendo na mesa. — Ok, agora eu me sinto segura. Não vá sair daí, hein.
Após alguns minutos de leitura de Elena e dor da parte de Wilson, a assassina vai em direção à saída.
— Elena, você não pode me deixar aqui desse jeito, me ajude, por favor. — Wilson implora desesperado e ela para na metade do caminho.
— Tem razão, que tipo de amiga eu seria. — Ao dizer isso, Elena saca a arma e atira na testa do mesmo, que morre instantaneamente. — Está melhor assim? — Pergunta ironicamente e sai da sala.
Depois de sair da pensão, Elena entra no carro e encosta a cabeça no volante e diz pra si mesma.
— Eu devia ter ouvido minha mãe e ter dado o golpe do baú em algum milionário.
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