Notas iniciais
Pronto, está aqui como prometido. É um pequeno bónus de Natal! Vemos-nos lá em baixo!

– Beem, o Harry não te queria largar. — começou Luna, enquanto procurava algo numa gaveta. — Estava difícil!

Hermione corou.

– Já sabes quando vais falar com ele? — perguntou Ginny. — Acerca da noite do casamento?

– Não.

– Podias falar amanhã. — sugeriu Luna.

– Sim, mas há algo mais que lhe preciso de lhe dizer.

As duas viraram-se para a morena.

– Siim?

Hermione hesitou.

– A Katrina é filha dele...

– O QUÊ?!

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A brisa fresca que batia na cara depois de uma dose avantajada de alcóol era algo agradável.

– Vejo que estavas muito agarradinho a Granger, Potter.

– É. Por quê? Ciúmes? — provocou Harry.

– Aposto que não gostarias se tivesse, não era? E não... — fez uma pausa. — Então já a desculpas-te.

– Não sei. Precisamos de falar. Preciso de entender isto. Ela só escrevia à Ginny que eu saiba. Eu li-as. Só diziam que estava bem e que estava com Jack, feliz.

– Hum...

– A Katrina contou-me que eles se divorciaram. E que Jack não é o seu pai biológico.

– Han?

– É.

– AHA afinal a Granger não é tão santinha! É uma safadinha!

– Vê lá como falas Malfoy!

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– Mione, isso é muito, muito grave! Porque não contaste?

– Fiquei com medo. — justificou-se Hermione a custo enquanto levava as mãos à cara para abafar o som dos soluços provocados pelo choro.

– Ooh... — Luna chegou-se ao pé dela. — Não chores Mi-Mione! Se-se não eu começo também.

Luna abraçou-se a Hermione e chorou descontroladamente, deixando Hermione assustada.

– Hormonas da gravidez. — justificou-a Ginny, dando pouco importância ao assunto.

– Ela habituou-se. Sentiu-se confortável e quan-quanto mais tempo passava ma-mais deixava passar. — começou Luna. — E agora, viste-te forçada a confrontares a realidade. Se não fosses obrigada a confrontar o Harry, nunca lhe dirias. Chama-se inércia.

Ginny e Hermione olharam para Luna como se fosse louca.

– Inércia. Inércia é a tendência que os corpos têm para permanecerem no seu estado de movimento ou repouso. Todos nós sofremos de inércia. E Hermione estava no seu estado de repouso e não conseguia sair dele porque sofria de um caso severo de inércia.

– Pooois. — disse Ginny, lentamente. — Vais ter de contar o quanto antes Herms. E prepara-te! Não irá ser fácil.

Hermione baixou a cabeça.

– Eu sei.

Ginny ergueu-lhe o queixo.

– Não fiques assim.

– Falemos de coisas mais alegres! — sugeriu Luna depois de tirar um pijama da sua cómoda. — Temos muito tempo para falar de erros! Agora conta-me! Como foi o Harry na cama? — perguntou a Hermione.

– Luna! — indignou-se Hermione, rindo-se.

– Uuuuh! — Ginny sentou-se entusiasmada com a conversa.

– Ah parem! — pediu Hermione, voltando a sorrir.

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– Potter, posso perguntar-te algo sem que te ofendas como se fosses uma menininha?

– Sim, vou-me arrepender de certeza.

– A Granger é boa na cama?

Harry riu-se.

– Sim, arrependi-me.

– E então?

– É boa, claro que é.

– Dizes isso porque estás caidinho por ela ou é mesmo verdade?

– É óbvio que é verdade!

– As minhas suspeitas confirmam-se. Huumm...

– Vê lá no que estás a pensar!

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– É bom, pronto!

– Pormenores são exigidos como é óbvio!

– Então, tu já sabes Ginny! — reclamou Hermione. — Já agora... E o Malfoy?

Ginny correspondeu com um sorriso matreiro.

– É meio estranho, não é Luna? Vê-los juntos.

– Oh! — Luna encolheu os ombros. — Eu já sabia.

– Já?

– Oh sim! Deu-me muito jeito saber. É que sabes eles usavam-me muitas vezes como desculpa. Ela dizia que íamos às compras ou almoçar ou algo assim.

– Então... Mas para onde ias? Não podias ficar em casa. — notou Hermione atenta aos pormenores.

– Oooh! Essa era a melhor parte. — riu-se Luna. — Eu ia para a casa de Ginny quando ela estava na do Malfoy ou para a do Malfoy quando ele estava na dela. Glorioso tempo!

Hermione riu-se confusa.

– Porque dizes isso?

– Mione, quando se está grávida, se tem seis filhos e um marido como o Ron deixa-se de ter tempo. Aquele era o meu tempo de pausa.

– Oooh! — compreendeu Hermione, rindo-se.

– Quem é melhor: Draco ou Harry? — perguntou Luna, interessada.

– Não sei. Eu gosto mais do Draco.

– Dá para ver... — riu-se a morena.

– Mas não sei... Sabes, são estilos diferentes. Ambos conseguem atingir outros estilos. O que quero dizer é que, normalmente, o sexo com o Draco é muito quente e fogoso. Harry é mais brando. É mais meigo e não é tão decidido quanto Draco, pede permissão nem que seja indirectamente, um autentico cavalheiro. Draco agarra e não se importa de controlar a situação. Não me estou a queixar. Como já disso gosto mais da forma de Draco.

Bateram à porta.

– Meninas!

– Estão a vestir o pijama há quarenta minutos. Como é que isso é possível? Vamos embora! — resmungava Draco.

– Estamos com sono. — acrescentou Harry.

– Animais é o que aqueles dois são.

Saíram do quarto e atravessaram o corredor até à sala.

Draco olhou Ginny com descrença.

– Nem podias disfarçar?

– Han?

– Nem tens o pijama vestido!

Ginny olhou para o próprio corpo.

– Não tive tempo de o vestir. — desculpou-se, encolhendo os ombros.

Draco bufou, levantou-se e dirigiu-se à porta.

– Eu trago a Katrina. — disse Harry a Hermione.

Pouco tempo depois voltava com Katrina nos braços.

– Precisas de ajuda Potter? És demasiado fraco?

– Cala-te Malfoy! Até amanhã Luna.

Hermione abraçou-a enquanto Ginny e Draco se despediam com um beijo leve.

– O que me dizes em relação a ires lá?

– Não posso Draco. Tenho a festa da Miriam para preparar. Os fatos ainda não estão todos prontos. Ah, — virou-se para Hermione. — não te esqueças da festa da Miriam e vem mascarada de Bela.

– Bela? — perguntou Hermione. — Sim, acho que se adequa. — riu-se.

– Vamos? — perguntou-lhe Harry.

– Sim.

Despediram-se e seguiram para casa. Ginny não resistiu e acompanhar Draco à rua o que levou a muito mais do que beijos leves.

Notas finais
Espero que tenham gostados dos capítulos! FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO! QUE SEJAM MUITO FELIZES!