Unidos Para Sempre - H2, Drinny, R/L
11 Saída com Harry
Notas iniciais
— Sim, é estranho tenho de admitir. — riu-se Harry depois de deitar Katrina na cama dela e seguir rumo à porta da casa que Hermione alugou.
Hermione riu-se.
Nesse momento Harry ficou petrificado. Os lábios finos desenhando formas curvas... Ficaram a olhar-se durante um pouco. Não tinham tempo ainda para se apreciarem. E parece que não teriam outra vez pois pequenos passos ouviram-se corredor fora até chegarem à porta aberta.
Katrina saiu de casa para juntar-se aos dois e disse, sonolenta:
— Quees connoco amanhã passear?
Hermione atrapalhada explicou-se:
— Eu depois irei ajudar na festa da Miriam mas preciso primeiro de ir às compras. Não tenho um fato de Bella no armário, não é? E a Katrina também não tem. Pelo menos assim, eles não precisam de ter trabalho a fazer estes dois fatos.
— Ah! Então vão às compras. Muito bem.
— Vens connoco Hari. — pediu Katrina.
— Claro que vou.
— Não é preciso Harry. — disse Hermione. — Com certeza tens coisas a fazer.
— Não. Nada. Mas se não quiseres que vá, não vou.
Katrina deu um pulo, acordando alerta.
— Não! Ela quer.
— Sim, é verdade. — confirmou Hermione, passando a mão pelo branco de Harrry. — Vem.
— Então aparecerei cá amanhã.
— Olá Katrina!
— Olá Harry! Entra! A mãe ainda está a dormir. Mas vou acordá-la.
— Não é preciso. Posso esperar. Podemos jogar um jogo se quiseres até ela acordar.
— Sim!
Hermione acorda de manhã e olha-se ao espelho. "Que olheiras...". Não tinha conseguido dormir nada ontem à noite.
Não sabia como contar. Aliás, como se pode contar uma coisa destas? Um erro assim tão grande... Como se consegue admitir?
Ela devia matar-se isso é que é!
Ouviu barulho na sala e decidiu ir ver se Katrina já acordara.
Aquela visão era deslumbrante para Harry. Poder-se-á dizer que Harry esteve a olhar descaradamente Hermione não menos do que 2 minutos consecutivos.
Hermione usava umas calças de pijama largas e uma t-shirt justa o que lhe realçava as formas da anca e do peito, pequeno. Tinha os cabelos numa bagunça, estavam encrespados e espigados por não ir ao cabeleireiro há já algum tempo e visto que era encaracolado parecia um arbusto. Tinha baba seca no canto da boca que tentava limpar com rapidez e as bochechas vermelhas. Não é uma imagem muito sedutora não... Mas para Harry era a imagem mais bela que alguma vez vira, comparando-se apenas com o seu sorriso ou a sua gargalhada ou os seus olhos ou o seu olhar ou a sua expressão quando pensava ou a sua expressão quando lia ou a s...
— HARRY!
Harry acordou do seu transe momentâneo.
— Sim! Sou eu a jogar.
Katrina olhou-o confusa.
— Bem... Sim. Mas estávamos a chamar-te há séculos.
— Desculpa... Estou com sono. És tu!
— Então eu vou-me vestir e venho já.- anunciou Hermione, saindo à pressa para o quarto.
"Mas o quê?!"
"Que treta de som é este?"
"Mas..."
O som continuava...
— Ginevra! Tu importas-te de calar esse aparelho ridiculo?
Draco virou-se para o lado, caindo.
— Mas que... — tentou levantar-se. — Aah! — gritou de dor. — Ai, meu glorioso Merlin, as minhas costas.
O som parou.
Ginny olhou-o com cara de confusa. Tinham adormecido no carro.
— Olha que bem! Dormi fora! Agora o que é que lhes direi?
Novamente o som.
— Cala-o! — gritou Draco, ainda de gatas entre o banco de trás e os da frente.
— Ah! É o telemóvel.
Ginny pegou-lhe. No ecrã dizia "Herms"
— Estou? — gritou Ginny.
Meu Merlin Ginny! Acordei-te?
— Também já estava na hora. Que se passa?
Vou sair com o Harry e a Katrina e não sei o que vestir! Ajuda-me! O Harry está na sala há 20 minutos desde que acordei! E ele chegou antes de eu acordar! E ele sabe que eu não me demoro a arranjar! Estou a dar descaradamente nas vistas! O que é que eu visto Ginny? Ai eu até tenho vergonha de mim própria, pareço uma adolescentezinha.
— Acalma-te! O que é que tens aí contigo?
— Aaaaah! Meu Merlin!
O que se passa? Está tudo bem?
— Está Mione. Porque não levas um vestido mais discreto?
— Aaaah!
— Cala-te Malfoy!
Não sei se reparaste mas está frio! O que raio se passa aí Ginny? Está alguém magoado?
— É só o Draco que está cada vez mais velho! Leva aquelas tuas calças azuis!
— A sério que estás a falar de roupa enquanto eu estou com umas dores insuportáveis?!
— Ai Malfoy! Mione, espera só um bocadinho se não ele não se cala!
Ginny largou o telemóvel.
— Aaaah!
— Ai desbotado, cala-te! Já não te consigo ouvir! Acordo eu contigo a gritar-me aos ouvidos!
— Pois não és tu que... Aaaah! Estás com dores de costas! Aaah! E que tal seres delicada uma vez na vida, Weasley?
— Não sejas bebé!
— Pois, tu dormiste em cima de mim é por isso que... AAAAh! Que não te estás a queixar como a criança chorona que és!
— Criança chorona? Fica sabendo que não és a melhor almofada!
Draco mandou-lhe um sorriso matreiro.
— Não tenho culpa dum corpo escultur... — contorceu-se com dores, antes de conseguir acabar a frase.
Ginny revirou os olhos e voltou a colocar o telefone ao ouvido.
— Então estávamos a falar de...?
Tens a certeza que podes falar? Isto também não é nada de importante...
— Claro que posso falar!
Então... Estavas a dizer que devia levar umas calças azul claro.
— Ah sim! Aquelas que gosto, que te fazem um rabo redondinho. E leva com aquela camisola branca que tens com umas letras à frente, estás a ver?
Qual?
— Aquela velha de que gostas, que compraste uma vez em Hogsmeade. De óptima qualidade. Ainda a tens?
Ah sim, já sei! Achas?
— Sim! Fica bem!
Obrigado Gi! Vou-me vestir. Beijinho! Muito obrigado mesmo! E as melhoras para a velhice do Malfoy
— De nada Herms! Isto agora é só declínio! Beijos e boa sorte para ti!
Ginny virou-se para Draco e reparou, então, que ele estava a dormir.
Seria melhor voltar para dentro mas decidiu encostar a cabeça ao seu peito. Só um bocadinho.
— Gi... — chamou Draco, sonolento e lentamente. — Devias ir para dentro. Ai!
— É só um bocadinho... — bocejou.- Não vou ficar muito.
Draco riu-se e afagou-lhe o cabelo.
— Gosto tanto de... Aham... Do teu cabelo.
— Gostas do meu cabelo.
— É.
Ginny encolheu os ombros.
— Realmente tudo em mim é de apreciar.
Draco riu e beijou-a ternamente.
— Bem, pelo menos deixa-me deitar. Aii. Caridade Merlin!
— Ah! Pára Harry! — riu-se Hermione.
Enquanto tirava a bola de neve da roupa olhava Harry que atirava Katrina ao chão. A menina levantava-se logo de seguida e escalava Harry até ele lhe pegar como se fosse um saco de batatas e a fazer escorregar pelas costas dele, através de um feitiço.
Eles ficavam tão bem juntos. Às vezes parecia mesmo um perfeito sonho até Hermione se lembrar que ainda não tinha contado a Harry que Katrina era sua filha, aí o cenário tornava-se um terrível pesadelo.
Se olhasse bem (nem seria, possivelmente, necessário olhar muito bem) notaria parecenças entre Harry e Katrina. Os olhos, sem duvida, eram os dele, aliás toda a cara de Katrina era muito semelhante à de Harry. Tinha a sua boca e exactamente o seu sorriso. Exactamente. E a testa de Katrina (tal como a de Harry) era mais pequena que a de Hermione. E claro, não podia faltar o cabelo preto. Tornasse estranho as pessoas ainda não terem notado as semelhanças.
Hermione foi puxada pela cintura e recomeçou a andar rumo ao Três Vassouras com Harry ao seu lado e Katrina a saltar feita coelho mais à frente. Vistos de cima pareciam uma família feliz só não fosse o segredo que as fêmeas, especialmente Hermione, guardavam em si.
Entraram. Harry e Hermione foram recebidos com um aceno de Madam Rosmerta.
— Hermione! Há tanto tempo! Já vos atendo.- gritou.
— Deixa isso comigo! Não te preocupes.- gritou alguém.
A mulher mais velha revirou os olhos mas não retorquiu.
Harry sentou-se de frente para Hermione e Katrina e pouco tempo depois estavam a ser atendidos por uma mulher arrasadora. Era inacreditavelmente bonita. Tinha um rosto perfeito e um tom de pele de um branco também perfeito. O seu cabelo era cor de chocolate e caia sedoso pelos ombros. Estava bem tratada e apresentava um corpo genial. Quando passou todos tiraram os olhos do que estavam a fazer para a olhar. Realmente não havia outra palavra para a descrever sem ser: "perfeita".
— Que vão querer? Oh Harry, por aqui de novo? — perguntou, franzindo a expressão "de novo".
A rapariga baixou-se e cumprimentou Harry com um beijo em cada bochecha.
— É... — respondeu-lhe.
E ao ver que as duas mulheres não se paravam de fixar acrescentou:
— Jhessica, estas são a Hermione e a sua filha Katrina.
Jhessica assentiu e sentou-se ao lado de Harry.
— Filha é? Suponho então que seja casada.
— Não. — negou Hermione. — Não sou.
— Não é... — Jhessica franziu o nariz e voltou-se para Harry. — Nunca pensaste em ter filhos?
Nesse instante o coração de Hermione deu um pulo.
— Filhos? — Harry riu-se. — Não sei. Ainda não apareceu oportunidade. E para além disso, sou padrinho de vários. Não tenho mãos a medir!
— Ah Harry... Qualquer mulher gostaria de ter filhos teus. Acredita em mim. — beijou os dedos em forma de cruz. — Bebés assim de cabelo preto e olhos verdes...
Harry sorriu acanhado e olhou à volta à procura de escapatória. Arregalou os olhos para Katrina.
— A Katrina tem tudo isso. — puxou Katrina até si. — Sim! Ela pode ser minha filha.
Nesse momento, Hermione levanta-se de um salto e saí a correr até à casa de banho.
Jhessica sorriu.
— O que se passou? — perguntou Harry. — É melhor ir lá ver. Madam Rosmerta, será que poderia dar um olhinho na Katrina por mim? É rápido.
— Eu já sei tomar conta de mim! — indignou-se Katrina.
— Sim, claro. — respondeu-lhe Harry, afagando-lhe os cabelos.
— Claro!- respondeu a Madam Rosmerta.
Harry entrou na casa de banho.
Hermione tinha vomitado e ainda estava debruçada sobre a sanita. Harry automaticamente segurou-lhe o cabelo sujo.
— Harry não...
— Shiuu! Não é a primeira vez que te vejo vomitar. Vou pedir um chá e já volto.
Harry demorou pouco mais que um minuto a voltar mas foi tempo suficiente para Hermione vomitar outra vez.
— Mas que se passa? Toma, trouxe-te o chá.
Hermione limpou a boca.
— Harry vai-te embora.
— Não vou.
— Vai. Já estou bem.
Levantou-se, passou a cara por água e bochechou.
— Não vale a pena insistir.
Passaram alguns minutos, não mais que cinco, até Hermione se recompor e aceitar o chá. Bebeu um pouco, quase nada.
— Já estou bem. — repetiu a morena.
— O que se passou?
Harry pegou na cabeça de Hermione, fe-la voltar-se para si e tirou-lhe todos os cabelos da frente.
— Se calhar comi algo que me fez mal.
Harry continuava a segurar-lhe a cabeça. Agora passava um dedo por alguns fios de cabelo castanhos.
— Se calhar...
Continuou a olhá-la.
— Harry...
Hermione tirou uma das mãos da caneca para afastar as de Harry mas o que conseguiu foi só dar-lhe a mão.
— Por que estás a sorrir? — perguntou-lhe Hermione.
— Não sei...
— Em que estás a pensar?
Harry pareceu reflectir sobre a questão.
— A verdade?
— A verdade. — respondeu Hermione, sem pensar duas vezes.
— Em como és bela.
— Eu?
— Tu.
Hermione corou mas apressou-se a responder-lhe.
— Mas parece que a menina do Três Vassouras, Jhessica, é mais. Aliás, já que és imensamente pitosga e mesmo com óculos de alta graduação não és muito observador, tenho de te dizer que a menina bonita se estava a atirar descaradamente para a tua cama. E já agora, se alguém anda à procura de um ventre para reprodução este sítio certo onde o encontrar!
Harry riu-se longamente.
— Uau Granger! Ciúmes? — aproximou-se perigosamente de Hermione. — Via-te como uma senhora mais racional que isto.
— Oh, claro... Porque ao contrário de Jhessica, que é uma jovem, eu sou uma senhora! Só estava a constatar um fac... Facto.- defendeu-se Hermione.
— Sim, claro...
Puxou para si, cortando o espaço que ela tinha aberto quando ele se aproximou.
— Harry...
Harry adorava isso. A forma como ela o chamava. Forma que o fazia ficar decidido a beijá-la. Mas depois... Pensar que poderia não ouvir mais a forma como ela o chamava... Afinal, foi o que tinha acontecido da ultima vez.
Mas não foi preciso que Harry tomasse uma decisão. Ela tomou-a por ele ao aproximar-se e beijá-lo, primeiro hesitantemente e depois com uma certa urgência.
O chá caiu, molhando sabe-se lá o quê. E sabe-lo não era importante.
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