Unexpected Love - Versão Delena
34 Capítulo 32
Notas iniciais
Tá aí mais um cap...
O cap era para ser mto maior e ter muito mais coisas (tipo a festa de casamento e a noite de núpcias) mas eu decidi reduzi-lo pq parece q vcs nao tao gostando mais da fic...pq quase n tao comentando.
Entao fiz o cap menor e vou finalizar a fic logo...acho q vai dar mais dois caps no máximo.
Beijos
Elena e Caroline estavam conversando enquanto a morena se arrumava para aquele dia tão especial. Finalmente o dia do casamento havia chegado e a garota estava tão ansiosa, mal conseguia esperar para encontrar Damon no altar. Ela já conseguia idealizar a cena em sua mente, seria tão romântico. Seria perfeito.
Lena, já está sonhando com a noite de núpcias, né, sua safadinha? -Carolina brincou despertando a amiga do transe em que estava mergulhada.
Elena corou instintivamente. -Não. Eu estou imaginando como vai ser quando nós dois falarmos o "sim... -Admitiu. -Eu espero que eu não comece a chorar de tanta felicidade!
Eu também espero que não chore! Não vai estragar a maquiagem perfeita que eu estou fazendo em você. -Caroline provocou. A garota estava ajudando Elena se arrumar, é lógico. Tinha convencido a amiga a deixar que ela a maquiasse e a morena concordara, sabia o quando a loira era boa nisso.
Eu não vou estragar! -Sorriu. -E eu espero que você me deixe linda!
Vou te deixar parecendo uma estrela de cinema! -Exclamou.
Acho bom mesmo! -Fingiu um tom exigente.
Ah, Leninha, você ainda não me disse se gostou do festão de despedida de solteira que eu te dei. -Puxou o assunto enquanto passava delineador nos olhos da garota para marcar o olhar.
Eu disse que eu não queria nada, Carr! -Desabafou. — Mas eu gostei...-Mais uma vez estava corada. Ainda estava envergonhada pela festa.
Você tá vermelha! -Riu.
Lógico que eu estou! -Retrucou. -Como eu não estaria? Eu achei que eu iria chegar a casa e dormir e encontrei aquilo tudo! -Exclamou.
Aquilo tudo? -Caroline perguntou de um jeito malicioso, levando o que a morena havia falado para o "mau sentido". -Era muito grande, não era? -Continuou referindo ao órgão sexual do stripper.
Elena quis cavar um buraco, se enfiar ali e nunca mais ter que sair! Estava tão constrangida com a pergunta de Caroline. Eu não reparei. Tentou desconversar, mas era lógico que não tinha dado certo.
Não reparou? Divertiu-se. Fala sério, Lena! Falou quase indignada. Como se ninguém tivesse reparado no quanto você ficou olhando!
Tudo bem, eu olhei. Confessou, estava ainda mais envergonhada do que antes. Mas não deveria ter olhado, eu sou uma garota comprometida!
Ah, Lena! É normal! Respondeu. Que garota não olha para um cara bonito? E você não fez nada demais! Não conseguia acreditar na capacidade de Elena de se martirizar por tudo. E olhar não tira pedaço!
Você tem razão. Concordou, não iria se preocupar com isso, não no dia do seu casamento, não mesmo! A despedida de solteira era algo para que ela se divertisse com as amigas, apenas isso. E ela realmente tinha se divertido mesmo! Era o que importava.
Finalmente, você concorda comigo! Riu. Mas sabe? Eu acho que em vez de continuarmos falando sobre a despedida, nós deveríamos falar sobre a sua Lua de Mel! Eu tomei a liberdade de escolher umas lingeries para você levar na viagem!
Não acredito que você fez isso! Elena balançou a cabeça negativamente, mas em seu rosto um sorriso se desenhou.
Lógico que eu fiz! Exclamou. Lena, eu sou sua amiga, ué! Imagina, do jeito que você é certinha, eu tive medo que na sua mala só tivesse aquelas calcinhas enormes que nem a minha avó usa!
Eu não uso calcinhas enormes! Contestou. Eu não sou tão santinha assim! Pronto, ela tinha falado demais. Ai meu Deus, Elena! Só você para falar isso! Agora a Caroline vai te zuar até não poder mais!
Ah é? Leninha! Caroline abriu um sorrisinho. Então me conte tudo! Sobre as safadezas que você e o Damon fazem!
Caroline! A morena a repreendeu!
Lena, fala logo! Pressionou.
Eu não faço nada demais. Falou em um sussurro. Estava extremamente envergonhada.
Para de vergonha, poxa! Insistiu novamente.
Sério, Carr... -Falou baixinho. Nada demais mesmo... -Baixou o olhar. Eu ainda tenho vergonha quando eu coloco a minha boca lá... -Não conseguiu nem falar mais, a pele de seu rosto estava queimando.
N-Ã-O A-C-R-E-D-I-T-O! Gritou! Não consigo te imaginar fazendo um boqu...
Caroline! Elena a interrompeu. Não sabia nem o que responder!
Ele deve ficar louco! Concluiu. O Klaus adora quando eu chupo ele... -Continuou. Ao contrário de Elena, Caroline não tinha vergonha de falar sobre sexo. E não tinha porque ter tanta vergonha. Isso é algo normal!
Carr, vamos mudar de assunto, por favor! Pediu.
Tudo bem! Revirou os olhos, mas acabou concordando. Você está nervosa? Nossa, se eu fosse me casar, eu estaria muito!
Nervosa, não. Respondeu sinceramente. Eu estou ansiosa! Continuou. -Acredita que eu fico pensando que ele pode desistir? -Confessou. A verdade era que mesmo depois de tanto tempo juntos, ela ainda achava que ele era bom demais para alguém como ela.
Para com isso! Nunca que ele iria desistir! O Damon te ama muito! -Caroline quase gritou. Ela sabia, ou melhor, todos sabiam o quanto Damon amava a Elena, talvez, só a própria garota não percebesse isso!
Eu sei que ele me ama... -Sussurrou. -É que ele é muito melhor do que eu... -A velha insegurança de sempre.
Ah, não! A Elena insegura voltou! Por favor, né? Chega disso!
É que... -Tentou se defender, mas Caroline a cortou.
Fica quietinha para eu passar o batom em você. -Não iria deixar a amiga ficar se justificando. Ela não tinha motivos para ser insegura desse jeito, não tinha mesmo! Então, era melhor interromper o assunto logo!
Elena assentiu e deixou que a loira terminasse de maquiá-la. O cabelo já estava pronto também. Faltava apenas o vestido! A morena escolhera um vestido branco bastante simples. Não queria nada muito suntuoso, esse tipo de coisa não combinava com ela. Caroline a ajudou a se vestir e o delicado tecido caiu perfeitamente em seu corpo feminino. O longo vestido branco possuía um belo decote, que valorizava os volumosos seios da garota e era larguinho na cintura para não marcar a sua barriga de seis meses de gravidez. Depois foi a vez de colocar a tiara. E conforme, ela iria ficando pronta, ficava mais ansiosa.
Elena sentia seu coração se acelerar, batendo descompassado. Sentia todos os músculos de seu corpo se contrair em aflição. Estava até mesmo fraca. Era estranho e uma completa antítese, mas ela estava tão feliz e ao mesmo tempo tão assustada, estava relaxada e completamente agitada. Se antes, ela não estava sentindo a pressão do casamento, agora ela estava. Seus sentimentos estavam tão aflorados, ela estava tão sensível. Olhou-se no espelho, já vestida de noiva. Elena estava linda, embora ela mesma considerasse que estava apenas "bem". Nunca iria se achar bonita o suficiente para admitir o quão deslumbrante estava. Ainda assim, sorriu. Estava feliz. Absolutamente feliz. E completamente ansiosa. Faltava tão pouco agora.
Leninha, você está linda! -Caroline falou com sinceridade. A loira estava tão feliz pela amiga.
Você acha que ele vai gostar? -Perguntou insegura.
Ele vai amar! Você está maravilhosa nesse vestido! -Sorriu. -Se bem que eu tenho certeza que ele prefira o seu corpo nu!
Só você mesmo, Carr! -Elena balançou a cabeça negativamente. Às vezes era ela quem achava que Caroline era de outro mundo. E no instante seguinte, já estava insegura novamente. -Tem certeza que eu estou bem? Eu me sinto tão gorda!
Você quase não engordou! Quando o seu filhotinho sair daí, você vai ter o mesmo corpo de antes! Sério!
Tem certeza? -Perguntou enquanto acariciava a barriga.
Claro que eu tenho!
Ah, Carr, agora eu estou ficando nervosa! Tipo muito nervosa. -Fez questão de enfatizar.
Eu imagino que sim! Mas vai dar tudo certo! Eu tenho certeza disso!
...
Elena suspirou profundamente ao ver o longo corredor que a levava diretamente ao altar. Ela estava tão ansiosa que tornava o caminho ainda maior. Ouvia ao fundo a música nupcial e seu coração já não seguia o ritmo agradável da melodia, estava acelerado demais para isso. A garota ainda teria que percorrer todo o caminho sozinha, não havia ninguém para conduzi-la. A família dela realmente a tinha abandonado há algum tempo. Damon também não tinha nenhuma família. Ele nunca falou muito sobre o assunto, mas Elena sabia que ele não se dava muito bem com o pai e sua mãe já era falecida. Ou seja, as únicas pessoas que estariam no altar, além dos noivos, seriam os padrinhos; Caroline e Klaus e Alaric e Jenna. Sentiu-se estranha, a ansiedade já não lhe cabia mais no peito. Mas ela estava tão feliz! Nunca se sentira tão feliz em toda a sua vida! Todo seu corpo pulsava numa contagiante alegria. Sentiu-se tensa.
Lembrou-se do quanto era desastrada e rezou para que não derrubasse o bouquet que carregava em suas mãos ou pior, rezou para que tropeçasse em si mesma e caísse no chão. Isso era vergonhoso demais, mas era a cara dela. Elena tinha certeza que isso poderia acontecer. Tentou expulsar esses pensamentos de sua mente. Concentrou-se em admirar a decoração do lugar. As flores estavam distribuídas por todo o local em belíssimos arranjos. Era exatamente o que ela queria. Tulipas. Amava tulipas e as amava ainda mais quando elas estavam em todas as suas esplendorosas cores. Estava tudo tão lindo. Logo percebeu que havia arranjos extras, alguns detalhes que ela não havia escolhido.
Com toda a certeza, essas partes eram coisas da Caroline, mas Elena não pode negar que embelezaram ainda mais o lugar. Novamente, sentiu a ansiedade surgir, mas esta foi levada embora quando ela o viu esperando por ela. Retribuiu ao sorriso que ele lhe destinava. Era um sorriso carinhoso e ao mesmo tempo sedutoramente irresistível. Sentiu toda sua alma vibrar por ele. A garota o amava tanto, mas tanto! E finalmente, eles afirmariam o amor que sentiam com o casamento. E ela queria tanto se unir a ele, ela seria dele e ele seria apenas dela! Eles pertenceriam um ao outro para sempre! Tinha certeza disso, tinha certeza do quanto ela o amava e também tinha certeza que ele retribuía ao seu sentimento na mesma intensidade.
Continuou caminhando, estava cada vez mais perto dele e por isso, estava cada vez mais feliz. Quando os olhares de ambos se encontraram, os olhos dela ganharam um brilho especial. Cada músculo de seu corpo tencionou, queria correr para ele. Damon estava encantado por ela. Nunca a tinha visto tão bela quanto naquele dia, o vestido caía com perfeição sob o corpo feminino... Mas havia algo além, o sorriso esculpido na face dela era algo que ele não podia descrever e muito menos podia definir como se sentia quando ela sorria desse jeito assim para ele, somente para ele. Elena era tão linda, o jeito como ela o olhava, era tão doce, tão amoroso. Ele a quis envolver em seus braços e beijá-la intensamente. Ele a amava intensamente, nunca tinha amado outra garota como a amava. Ela era realmente especial.
O amor deles era realmente lindo, era tão forte, tão verdadeiro. Era algo transcendental. A conexão que havia entre os dois era especial, nunca poderia ser quebrado. Elena já nem conseguia reparar no lugar ou nos convidados, seus olhos não conseguiam focar outro rosto que não o dele. Não pode deixar de perceber que ele estava muito bonito no smoking preto que vestia. Ele era maravilhoso. Ela tinha muita sorte por ter o amor dele. E Damon pensava o mesmo em relação a ela, achava que era ele quem tinha sorte por tê-la apenas para si. Finalmente, os dois estavam frente a frente.
Trocaram um olhar de cumplicidade, um olhar de tanto carinho e amor. E a reação no corpo dela foi ainda mais intensa do que já era, seu coração batia freneticamente, sua respiração vacilou. E quando ele segurou a mão dela, era como se ele tivesse tocado a alma dela. Elena estava tremendo, estava tão emocionada. E estava contendo as lágrimas como podia. E ao mesmo tempo em que queria chorar, estava sorrindo. Sentiu uma onda calmante fluir do corpo dele para o dela. Quando estava com ele sentia-se tão bem, sentia-se protegida e principalmente muito amada.
Damon acariciou a mão dela e ela teve certeza de que estava sonhando. E nesse momento, ela não conseguiu mais conter as lágrimas. Deixou que elas vertessem quentes e salgadas por sua face. Era tudo tão perfeito, era muito melhor do que ela poderia imaginar! Damon levou a mão até a face de pele macia e enxugou as lágrimas que ela insistia em chorar. Elena não conseguiu falar nada, apenas sorriu. Era um daqueles sorrisos doces e delicados que combinavam absolutamente com ela, um sorriso que era só para ele. Só sorria daquele jeito tão amoroso para ele, porque ele era o único que ela amava para isso. Ela estava tão sensível e o choro, o sorriso, o fato de ela estar tremendo era apenas uma prova do quanto os seus sentimentos eram intensos, do quanto ela o amava. Finalmente, Damon a conduziu até o altar. O casal permaneceu de mãos dadas enquanto o padre iniciava a cerimônia. Dirigiu a palavra primeiramente ao noivo.
Damon, você promete, diante de Deus, receber Elena, como sua legítima esposa para viver com ela, conforme o que foi ordenado por Deus, na santa instituição do casamento? Promete amá-la, honrá-la, consolá-la e protegê-la na enfermidade ou na saúde, na prosperidade ou na adversidade, e manter-se fiel a ela enquanto os dois viverem?
Sim, eu prometo. Respondeu confiante. É claro que ele a queria, ela era a única que ele queria e a única que ele amava. Sempre seria assim.
O padre, então, dirigiu a palavra à noiva.
Elena, você promete, diante de Deus, receber Damon, como seu legítimo marido, para viver com ele, conforme o que foi ordenado por Deus, na santa instituição do casamento? Promete amá-lo, honrá-lo, respeitá-lo, ajudá-lo e cuidar dele na enfermidade ou na saúde, na prosperidade ou na adversidade, e manter-se fiel a ele enquanto os dois viverem?
Sim, prometeu. Ela respondeu. Era exatamente o que ela queria, queria ficar com ele para sempre, porque ela o amava demais.
Os dois se amavam demais. Eles tinham sido feitos um para o outro e agora, estavam finalmente se unindo. E se não pudesse ser melhor, era, eles já estavam esperando um bebê. Não havia nada mais lindo do que a imagem dos dois se casando.
O padre seguiu com a formalidade da celebração até que o momento da troca de alianças chegou. A mão de Elena ainda tremia enquanto Damon colocava o reluzente anel de ouro no dedo dela. E então a vez dela colocar a aliança nele. Ela demorou mais em fazê-lo, pois estava muito nervosa, mas finalmente conseguiu. Os dois sorriram e trocaram um olhar afetuoso. O amor pareceu se tornar ainda mais profundo naquele momento. Era profundo, como se ele se enraizasse na alma. E ao mesmo tempo era quase palpável, era como uma onda que os envolvia. Finalmente, o padre os declarou casados, marido e mulher e toda a ansiedade que possuíam em beijar-se foi aliviada.
Os lábios tocaram-se suavemente, as línguas abriram passagem, se entrelaçando em uma dança de movimentos cadenciados e urgentes. Era tão visível, era tão fácil de perceber o quão forte era o amor de ambos. Eles pertenciam um ao outro e era como se naquele momento não existisse mais ninguém além dos dois. Não conseguiam reparar em nada a não ser em um no outro. O beijo se tornava mais intenso, era um beijo doce e voluptuoso. Possuía amor, mas também havia uma pontada de um forte desejo. Beijaram-se até que o fôlego faltou e bastou apenas um momento para se recuperarem e estavam se beijando novamente. Mais um delicioso beijo até que finalmente os lábios se afastaram preguiçosamente, não queriam manter aquela distancia. Sorriram um para o outro. Estavam realmente felizes. E finalmente haviam se casado. Era algo mágico.
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