Unexpected Love - Versão Delena
35 Capítulo 33
Notas iniciais
Esse é o penultimo cap da fic...
Como eu disse, eu reduzi, ou seja, cortei alguns acontecimentos que ainda iriam ter :(
Três meses já haviam se passado desde o casamento e da maravilhosa lua de mel que passaram no Caribe o casal estava cada vez mais unido e feliz. O amor deles parecia ainda mais forte. Nesse intervalo de tempo, Elena finalmente fizera o vestibular e passou para Psicologia que era exatamente o curso de que desejava. Nem acreditou quando viu o resultado, achava que jamais iria conseguir, mas tinha conseguido! E estava tão feliz! Ela também tinha muita sorte em ter um marido que a apoiava tanto. Damon era maravilhoso para ela. Ela jamais iria deixar de amá-lo. Os dois ficariam juntos para sempre, ela tinha certeza disso. Bem, ela também já estava grávida de nove meses, sua barriga estava bem grande. E o bebezinho podia nascer a qualquer momento
Queria tanto ver o rostinho do seu filho, segurá-lo em seu colo, dar beijinhos, brincar. E bem, depois de muito discordarem, Damon e Elena conseguiram encontrar o nome perfeito para o filho. O menino iria se chamar Gabriel. Aquele era um sábado de manhã e o casal tinha acabado de tomar café da manhã. Elena estava muito cansada para sair naquela hora, decidiram que iriam apenas sair para jantar. Seria um jantar romântico e ela adorava isso. Adorava também como estava aquele momento, deitada na cama com Damon ao seu lado acariciando a sua barriga. Estava tão preguiçosa que demorou a alcançar o controle remoto da televisão e quando o fez começou a mudar de canal, mas sem encontrar algo que realmente a interessasse.
–Ah, amor, não tem nada de bom para assistir. -Reclamou.
–É porque você não está passando pelos canais adultos. -Respondeu de um jeito quase malicioso.
–Damon! -Elena o repreendeu e então as maças de seu rosto coraram de vergonha.
–Vai dizer que você nunca assistiu, princesa? -Provocou-a.
–Não! -Estava sendo sincera. -E você não fica vendo essas coisas, não é?
–Não quando você está por perto! –Respondeu ironicamente.
–Humm... -Fez biquinho. E virou para o lado.
–O que foi, Elena? -Damon perguntou sem entender a reação dela.
–Você fica aí vendo um monte de mulheres peladas... -Sim, ela estava com ciúmes dos filmes que ele poderia assistir.
–Eu não acredito nisso. -Ele balançou a cabeça negativamente e começou a rir.
–Por que você está rindo? -Ela estava quase irritada.
–Você está com ciúmes! -Divertiu-se.
–Lógico que eu estou! -Revirou os olhos como se isso fosse óbvio.
–Mas não tem motivo para isso!
–Ah, claro que não! -Falou de um jeito irônico. -Você fica aí vendo sabe-se-lá o que eu tenho que achar normal? -Estava realmente revoltada e ele ainda estava achando engraçado.
–Mas é normal, princesa. -Abafou um risinho.
–Eu não gosto disso! -Reclamou. -Daqui a pouco você começa a olhar para qualquer garota no meio da rua e acaba me traindo...
–Eu nunca iria te trair... -Falou sinceramente. -Eu te amo e você já sabe disso... -Ele a abraçou por trás, mantendo o corpo dela grudado no dele, ela tentou fugir, mas não conseguiu resistir. Ele levou uma das mãos à barriga dela e ficou alisando.
–Eu sei... -Sussurrou. -É que eu sou muito ciumenta. -Admitiu. -Eu não quero te perder para uma vadia qualquer...
–Eu não gosto de vadias...
–Mas quando te conheci você as adorava... -Livrou-se do abraço para poder ficar de frente e fitá-lo.
–Mas eu não adoro mais, aliás, só tem uma mulher que eu adoro hoje em dia.
–Quem? –Era uma pergunta óbvia.
–Você. –E essa era a resposta óbvia. Ela a única para ele e que ele a amava de verdade.
–Ah... -Suspirou e o olhou carinhosamente. –Por que você faz isso?
–Isso o que?
–Eu estava brava com você. –Confessou. –Mas agora não estou mais! Eu nunca consigo ficar brava porque você sempre me fala alguma coisa que me deixa toda boba... Por quê?
–Não é muito difícil te seduzir... -Falou convencido. –É que eu sou incrivelmente charmoso e irresistível.
A garota riu. Ela adorava o jeito dele, realmente adorava. Ele era perfeito para ela. Aproximou o rosto do dele, os lábios quase roçando até que Damon desfez o que ainda havia de distancia e deixou a língua invadir a boca dela em um delicioso beijo. Elena correspondeu do mesmo jeito, estava ávida em beijá-lo. E ele amava o sabor da boca dela, era o mais doce que ele já havia experimentado. Os dois realmente se completavam, o amor deles era muito bonito, muito forte.
–Eu te amo, sabia? –Ela sussurrou entre os beijos.
–Eu também, minha princesa linda. –Respondeu enquanto acariciava o rosto dela.
Elena sorriu imediatamente e o beijou novamente. Poderia ficar desse jeito o dia inteiro, não iria se incomodar nem um pouco, ao contrário, seria totalmente perfeito. A garota se lembrou do bebezinho que estava dentro dela, faltava tão pouco para que ele nascesse, ela estava preocupada. Seu instinto maternal estava cada vez mais aflorado.
–Amor... -Chamou delicadamente.
–O que foi?
–Eu estou tão ansiosa para o nosso filho nascer... -Confessou. –Mas eu fico com medo... -Baixou o olhar. –E se eu não conseguir ser uma boa mãe? Eu tenho medo de que algo possa acontecer que eu não consiga cuidar e proteger...
–Eu tenho certeza que você vai ser uma boa mãe, ou melhor, uma mãe excelente. –Respondeu carinhosamente. –Você só está preocupada. E eu acho que isso é normal.
–Você está preocupado também?
–Não. –Mentiu. É claro que ele estava preocupado, mas não iria admitir, não precisava dizer isso a ela quando ela estava desse jeito, tão aflita. Precisava apoia-la, ainda mais agora, no final da gravidez. Ela estava tão sensível. –Cuidar de um filho não deve ser tão difícil assim, meus pais conseguiram me criar e eu era terrível. –Brincou.
–Você nunca me contou essa parte... -Sorriu. –O que você fazia?
–Ah, Elena, esquece isso. –Desconversou.
–Por favor, conta! –Pediu. –Quero saber como você era pequeno! Você era bom aluno? –Perguntou.
–Não, nenhum pouco. –Riu. –Eu só tirava notas baixas, eu matava todas as aulas. Quando eu fiquei adolescente, eu pulava o muro e fugia da escola quase todos os dias.
–Você fugia da escola? –Ficou perplexa. –Como você fazia isso? Ninguém te pegava?
–Pegaram várias vezes, ligavam para os meus pais para falar que eu seria suspenso. –Contou.
–Eles deviam ficar loucos com você! –Exclamou.
–Como ficavam! Eu viva de castigo, não que isso realmente fizesse diferença.
–Você fugia do castigo também?
–Claro que sim, se eu não fugisse nem iria ter graça. –Sorriu cinicamente. –E você nunca matou aula?
–Não, nunca. –Estava falando a verdade. –Eu era boa aluna, certinha. Com certeza, eu não deveria ser o tipo de garota que você namoraria enquanto estava na escola.
–Eu namorava qualquer garota desde que ela fosse bonita. –Respondeu sinceramente. –E bem, se você é linda hoje, eu imagino que era igualmente linda quando era mais nova.
–Eu acho que não. –Balançou a cabeça. –Eu era, ou melhor, eu ainda sou desastrada e desajeitada. Eu viva caindo pelos cantos, eu tropeçava em mim mesma e para o meu azar eu estava sempre caindo na frente de algum cara bonito só para ele rir da minha cara. –Baixou o olhar. –Tipo quando nós nos conhecemos e eu derrubei o café que eu estava trazendo em mim mesma quando caí.
–Eu me lembro disso! –Riu.
–Você ainda ri! Riu na hora e está rindo de novo!
–Eu iria te ajudar, mas eu fiquei pensando que você iria me bater ou dizer que eu estava me aproveitando em ter te ajudado para te levar para a cama.
–Provavelmente eu pensaria nisso. –Ela teria pensado nisso com toda a certeza! –Como se você não fosse me levar na cama se eu tivesse deixado...
–Mas é claro que eu teria te levado. Eu sempre te achei linda! –Confessou. –Mas eu fico feliz de você ter sido tão difícil... -Fez uma pausa. –Não pela parte de você ter me deixado na seca por meses... Isso não foi legal.
–Então, pelo que foi bom? –Perguntou curiosa.
–Porque isso era uma das coisas que te fazia ser diferente de todas as outras com quem eu fiquei. –Explicou. –Você não foi mais uma com quem eu transei. Mas de cara, eu percebi que você era especial e foi por isso que eu me apaixonei por você.
–Que bom que se apaixonou por mim. –Elena sorriu. –Eu estava tão devastada, mas você mudou tudo e fez com que eu fosse feliz de novo. –Os dois se beijaram de um jeito doce. Realmente se amavam.
–Que bom que você também se apaixonou por mim e me deu jeito. –Riu. –Se não eu ainda seria um pobre cara solitário vagando pelas ruas durante as noites atrás de alguma vadia. –Fez cara de coitadinho.
–Oh, pobrezinho! –Ela achou graça.
...
Já era noite quando Elena estava se arrumando para sair, a garota demorava horas para escolher uma roupa. Dizia que nada lhe servia, que sua barriga estava enorme. Por isso sempre, escolhia algum vestidinho bem solto e sentia-se insegura. Queria estar linda e sexy para ele, mas com as roupas que estava usando, achava que não estava conseguindo, mesmo quando ele lhe dizia que achava que ela estava deslumbrante. Damon dizia isso apenas para agradá-la, era o que a garota pensava. Escolheu um vestido rosa que ficava bem largo na cintura e um sapato baixo, daqueles que tem um lacinho na ponta. Achou-se horrível, mas a verdade é que ela estava muito bonita. Passou uma leve maquiagem, um batom rosa clarinho e um pouco de rímel. Finalmente, estava pronta. Quando ela e Damon iriam sair à garota começou a sentir fortes dores no abdômen.
–Ah, que dor... -Choramingou. A sensação se tornava ainda mais forte.
–Você está bem, Elena? –Damon perguntou preocupado e foi ajudá-la.
–Eu estou tendo contrações! –Falou, tentando respirar. Nos últimos dias, ela vinha tendo contrações, o que era normal para o final da gravidez. Mas essas eram diferentes, era muito mais fortes e regulares. –Eu acho que o bebê vai nascer... -Sussurrou em meio a tanta dor.
Notas finais
=*
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