Unexpected Love - Versão Delena

26 Capítulo 26 -Segunda Parte.


Notas iniciais
Oi meninas, mais um capítulo!
Ownnn a fic tem 84 leitoras, muito obrigado, suas lindas!
Vcs me deixam muito feliz!
Só eu que estou morrendo de saudades do tvd ou vcs tambem estao?

Elena suspirou profundamente, não iria deixar que Rebekah a abalasse. Não podia deixar, isso faria com que ela e Katherine se sentissem vitoriosas e depois de tudo que elas haviam feito, isso não poderia acontecer. Manteve-se calma, sabia que tudo que a loira falasse seria para que ela se sentisse inferior e ela não tinha nada de inferior. Elena tinha muito mais do que ela, e ela não estava se referindo a dinheiro. Não era sobre isso, não mesmo. A morena tinha caráter, o que é mais importante, estava muito feliz, tinha amigas, tinha um noivo que a amava, estava esperando um bebê.

Com toda a certeza a vida dela era muito melhor do que o vazio que impulsionava Rebekah e Katherine a tramar contra os outros. Só sendo muito infeliz para fazer tudo o que elas faziam. Caroline tinha se oferecido para atender a mesa de Rebekah, mas Elena não permitiu, não iria ficar se “escondendo”. Ela mesma iria até e mostrar que não era a mesma garotinha de antes, que ela estava mais confiante.

-Boa tarde. –Elena falou confiante e entregou o cardápio para Rebekah.

A loira puxou o cardápio com força das mãos de Elena e largou em cima da mesa. –Nossa, Elena, você está grávida de quantos meses? Sete? Você está tão diferente. –Deu um risinho. –Gorda.

-Rebekah, ou você escolhe logo o seu pedido, ou eu vou embora. –Falou seguramente. –E a minha gravidez não te diz respeito.

-Não, lógico que não. –Falou cinicamente. –A sua gravidez diz respeito ao quanto você vai lucrar tendo esse filho, não é? –Completou. Elena respirou fundo, odiava ser chamada de interesseira, ela não era assim. Ela nunca planejou ter um filho para obter vantagem. Jamais faria isso, sempre tivera o sonho de ser mãe, de cuidar de uma criança com todo o amor e não em ter uma por causa de dinheiro. Sentiu-se péssima, mas não deveria se sentir assim, não podia dar esse gostinho para Rebekah. Precisava perder qualquer insegurança que ainda podia lhe restar e responder na mesma forma.

-Exatamente, como você adivinhou? –Elena também foi cínica, nem pode acreditar que estava agindo dessa maneira. Ela não tinha mais paciência para ser mal tratada por garotas como Rebekah ou Katherine. –Se você está com tanta inveja, por que você não vai fazer um filho também?

-Elena, nem dê essa sugestão. –Caroline se intrometeu. –Já tem muita vaca no mundo, a gente não precisa que elas se reproduzam.

-Tem razão, Carr. –Sorriu. –Não vou perder meu tempo falando com ela.

-Isso mesmo.

Rebekah ficou sem reação, Elena estava muito diferente mesmo. Deveria ser todo o dinheiro, as joias, o carro que ela havia ganho. Era o único motivo para a mosquinha estar tão confiante.

-Muito bem, Lena! –Caroline falou de forma animada. –Você não deixou a vadia oxigenada te pisar! Eu nem acredito nisso!

-Eu também não. –A morena admitiu. –Talvez, eu nem devesse ter respondido. –Sussurrou. –Da última vez que eu respondi a Katherine, ela ficou com mais raiva ainda de mim e isso não é bom. Eu não posso deixar essas duas loucas de ódio. –Encolheu-se.

-Você não deveria ter medo delas, sabia? É exatamente isso que elas querem, que você tenha medo e deixem-nas fazerem o que quiserem com você.

-Tem razão. –Concordou.

No instante seguinte, Rebekah acenou, iria fazer o pedido. Elena foi até lá. Odiava olhar para a cara da loira, fazia mal a ela, mas não iria demonstrar, seria superior.

-Eu quero um suco de laranja, um cheeseburguer e batata frita. –Falou autoritária. –E voltando ao assunto, tem razão, eu não tenho nada a ver com a sua gravidez, mas sabe o que eu desejo para você? Que você tenha uma gravidez horrível e que no final, perca o bebê. E depois, o Damon vai terminar tudo com você porque vai perceber que você não é boa para ele, e nem filhos conseguiu dar. E você vai voltar para a sua vidinha ridícula e infeliz. É isso que eu quero e eu vou achar bem feito quando acontecer, porque vai acontecer.

Elena estremeceu. De fato, não estava esperando ouvir algo assim, não mesmo. Escutar alguém dizendo que quer que se perca o bebê que se está esperando é algo horrível, triste. A morena sentiu uma maldade tão grande na voz de Rebekah, ela realmente queria isso e Elena sentiu medo. Sentiu medo que as duas pudessem fazer algo contra ela, contra o bebezinho dela. Afastou-se, ainda desorientada. Não estava se sentindo bem. Estava tremendo. Estava sensível por conta da gravidez e as palavras da loira a afetaram completamente. Queria chorar, mas não devia.

-Ei, o que está acontecendo? O que a vadia te disse? –Caroline perguntou preocupada.

-Ela disse que queria que eu perdesse o meu bebê, Carr... -Desabafou, já estava chorando. –Não duvido que ela e a Katherine tentem alguma coisa...

-Calma, Lena. –A loira a abraçou carinhosamente. –Fica aqui um pouquinho até você se acalmar, deixa essa Rebekah pra lá.

-Eu acho que eu vou para casa. –Elena choramingou. –Daqui a pouco, a Katherine aparece.

-Lena, você está trabalhando e, além disso, não pode mostrar que essas duas te abalam desse jeito.

-Eu já me demiti mesmo, eu não quero ficar aqui. –Insistiu. –Elas me fazem mal e eu estou tão enjoada, preciso descansar.

-Ai, Lena, você está nervosa, não é bom você sair desse jeito. Espera um pouquinho, pelo menos.

-Eu vou agora, Carr. –Ela era teimosa.

-Então, toma cuidado, tá bom? Não te quero ver passando mal por causa dessas idiotas. Grávidas não podem se estressar.

-É por isso que eu vou para casa, não tenho condições de ficar aqui aturando desaforo delas.

-Tudo bem, quando chegar me liga.

-Ligo sim.

...

Elena caminhou até o carro o mais rápido que pode. Não estava se sentindo bem, já estava chorando de novo, não conseguia entender como as pessoas podiam ser tão más. Ela nunca fizera nada a Katherine e muito menos a Rebekah e ainda assim as duas a odiavam. Pronto, Elena já estava entrando em crise, ela estava grávida, sensível, não era justo que a tratassem dessa forma, mas ela não iria mudar isso. Não deveria ter respondido a Rebekah, deveria ter ignorado a presença da loira, pelo menos, não teria escutado um monte de ofensas. A verdade, é que não iria fazer diferença.

Quando Rebekah chegou à lanchonete, ela tinha o intuito de desestabilizar Elena de qualquer jeito. A garota entrou no carro, precisava ir para casa. Alguns minutos depois, percebeu que havia um carro a seguindo. Ela estava sendo seguida novamente. Ficou desesperada, teve certeza que isso tinha a ver com Katherine e Rebekah, elas estavam mesmo tentando fazer algo contra ela. O coração da garota se acelerou, estava nervosa, seu nível de estresse só aumentava. Isso não iria fazer bem a ela nem ao bebe. Seu celular começou a tocar, deixando-a ainda mais nervosa.

-Alô?-Atendeu em uma voz chorosa. Estava desesperada.

-Olá, Elena. –Katherine falou em seu costumeiro tom de deboche. –Adorei seu carro novo, sabia? Pena que não combina com uma garota sem classe como você.

-Eu não sei por que você me odeia tanto.

-Por que você tem algo que era para ser meu, garota. –Katherine falou irritada. Não aceitava o fato de ter perdido para uma garçonete, alguém sem nenhum atrativo como Elena. Tinha tanto ódio da garota que estava perdendo a razão. Não fazia parte dos planos telefonar naquele dia, mas tinha decidido acelerar as coisas. A vida de Elena se tornaria um inferno a partir daquele dia.

-Eu não tenho culpa se o Damon não quis ficar com você.

-E você acha que ele vai ficar muito tempo com você? Ele vai te trair e isso é uma questão de tempo. –Riu. –Ele não vai te trair comigo, ele parece que não gosta de mulheres inteligentes, preferem as burras e sem estudo como você. Talvez, você devesse tomar cuidado com a faxineira, a cozinheira da lanchonete... elas são rivais em potencial para você.

-Por favor, para com isso. –Pediu. Estava assustada e não sabia o que fazer. Não estava mais conseguindo raciocinar.

-Parar? Por quê? Eu estou achando tão isso tão divertido. –Zombou.

-É você que está me seguindo. –Concluiu. –Por que você está fazendo isso?

-Quantas perguntas, Elena... -Katherine falou ironicamente. –Por que eu estaria te seguindo? Você acha que eu iria perder meu tempo? Que eu iria tentar de matar? –Riu. –Fala sério, Elena.

-Eu sei que é você. –Falou com convicção. –Se você não parar, eu vou chamar a polícia.

-Chamar a polícia? –Foi cínica. –Se por acaso eu estivesse te seguindo, você acha que eu não faria algo com você antes que a polícia conseguisse chegar? Elena, como você é tola. –Estava se divertindo, estava sendo mais fácil do que imaginava. Não imaginou que assustá-la fosse ser tão fácil. Katherine acelerou o carro colando na trasseira do carro de Elena. Não iria fazer nada, além disso, apenas a deixaria nervosa e iria embora. No dia seguinte, já tinha novos planos. Não seria ela quem estaria atrás da garota todos os dias, assim, nunca perderia a graça.

Elena ficou muda, deixou o telefone cair de sua mão. Estava quase desequilibrada, precisava se livrar de Katherine. Deveria mesmo ter ligado para a policia, deveria ter ligado para o Damon, mas não fez nada disso. Estava perturbada demais para tomar atitudes coerentes. Não havia transito, então, a morena acelerou o carro, precisava se livrar de sua perseguidora. Chorava muito enquanto dirigia e, é lógico, que isso fazia com que ela não prestasse muita atenção no que estava acontecendo a sua volta. Elena perdeu a direção do carro, se chocando contra um caminhão. Estava consciente quando tudo aconteceu, mas ao mesmo tempo, não tinha visto nada. Apenas sentira o cinto de segurança a prender e o airbag do carro se inflar na sua direção.

Katherine sorriu satisfeita, Elena tinha dado um jeito de se matar sozinha, pensou. A morena simplesmente foi embora, não iria ajudá-la não é mesmo? Tudo não passava de um borrão para Elena, mal conseguia se mexer, estava com muita dor, sentia o sangue verter de seu corpo. Não sabia precisar se estava muito ferida ou não. Tudo que conseguia pensar era no bebê que estava dentro dela. O que ela tinha feito? Tinha sido irresponsável ao dirigir daquele jeito. Sentia muita dor, muito medo, não podia perder o bebê, não podia. Alguns minutos depois, o resgate chegou, alguém viu o acidente e ligou.

Quando Elena percebeu, estava na maca onde um dos socorristas a tinha deitado. Estavam administrando oxigênio e fazendo outros procedimentos de emergência ali mesmo. E então sentiu todo seu corpo doer novamente. Era a pior sensação que ela já tinha experimentado em toda a sua vida. Tentou falar, mas não conseguia, precisou se esforçar muito para tal.

-Eu estou grávida... -Foi a primeira coisa que disse, não conseguia pensar em nada além do filho que estava esperando, nunca iria se perdoar se o perdesse. –Minha barriga está doendo. –Sussurrou, sua voz era tão fraca. Sentia dores fortes na barriga, nas costas, nas pernas, ou melhor, pelo corpo inteiro.

-Vai ficar tudo bem, menina. –O bombeiro sussurrou em um tom carinhoso.

-Eu não posso perder meu bebê. –Chorou. Tentou se mexer, queria levar a mão até a barriga, como se nesse gesto, pudesse checar se estava tudo bem com o bebezinho.

-Você não vai, mas para isso você tem que ficar quietinha, tá bom? Não tenta se mexer.

-Tá bom. –Obedeceu, faria qualquer coisa pelo filho. O bombeiro colocou uma mascara de oxigênio nela. A garota fechou os olhos, quando ergueram a maca para colocá-la dentro da ambulância. Seria levada para o hospital imediatamente. Estava tão ansiosa, deveria ter perguntado se o seu caso era grave, do jeito que estava sendo tratada deveria ser. Não conseguiu mais falar, não conseguiu nem mais enxergar, havia perdido a consciência.

Notas finais
E ai? O que vcs acharam?
Críticas sao bem vindas.
Nao posso dizer se ela perdeu o baby ou nao x.x
Por favor comentem!
beijos