Unexpected Love - Versão Delena
27 Capítulo 26 -Terceira Parte.
Notas iniciais
Tá aí um capitulo.
Espero que gostem.
Desculpem os meus (nao) conhecimentos de medicina. Mas eu pesquisei no google kkkk
A partir de segunda, acaba o recesso e eu vou precisar voltar a trabalhar, entao vou postar com menos frequencia, mas vou tentar postar ao menos uma vez por semana....ao menos a faculdade só volta em fevereiro. :) Espero que compreendam e nao abandonem a fic :)
Damon estava em uma reunião muito importante no trabalho. Estava muito ocupado naquele dia, nem tinha tido tempo para telefonar para Elena para saber como ela estava. Ele sempre costumava ligar para ela durante a tarde e eles ficavam conversando um pouquinho e ela ficava toda feliz, afinal, se sentia querida e amada. A garota já deveria estar chateada por que ele não tinha ligado ainda. O telefone da sala de reuniões começou a tocar insistentemente. Damon ficou irritado, ele tinha dito que não queria ser interrompido, mas parecia que ele não conseguia contratar uma secretária competente.
–Eu disse que eu não queria ser incomodado. -Será que era tão difícil entender o que ele dizia?
–Eu sei, mas eu recebi uma ligação do hospital...
–Que hospital? -Ele a interrompeu.
–Parece que a sua noiva sofreu um acidente de carro.
–Como assim? Que acidente? -Não conseguiu processar o que a garota tinha acabado de dizer. Isso não tinha acontecido, não podia ter acontecido. Por que ela não tinha ligado para ele? Se ela não estava telefonando era porque era algo grave, concluiu. Sentiu um aperto em seu peito, precisava vê-la, precisava saber se estava tudo bem.
–Ela perdeu a direção e bateu em um caminhão. -Explicou. -Pediram para você ir urgente para o hospital, o estado dela é muito grave. –Falou em um tom suave, estava tocada pela situação. Ela estava preocupada, gostava da Elena e achava tudo ainda mais triste porque a garota estava grávida.
Damon nem respondeu, desligou o telefone. Precisava ir logo, iria simplesmente abandonar a reunião. Nada era mais importante que Elena e o bebê que ela estava esperando. Sentiu um desespero se espalhar por seu corpo, as piores possibilidades tinham passado em sua mente. Não podia perdê-la, não saberia mais viver sem ela. Já estava se sentindo culpado. Ele deveria ter a levado e buscado todos os dias no trabalho e não ter dado o carro a ela. Não tinha cuidado dela direito, não tinha se preocupado o suficiente. Nunca iria se perdoar por isso. O estado dela é muito grave, as palavras ficavam ecoando em sua mente, deixando-o ainda mais aflito e ansioso. O caminho até o hospital fora o mais longo que ele já tinha percorrido. Queria estar perto dela. Finalmente, chegou até o hospital, perguntou sobre Elena e logo o médio veio falar com ele.
–Como ela está? E o bebê? –Perguntou ansioso.
–O quadro dela é a gravíssimo. –O médio respondeu em um tom bastante calmo. –A Elena está com insuficiência respiratória, devido a uma perfuração no pulmão, devido a uma perfuração no pulmão, estamos tendo que conter uma hemorragia interna e ela também fraturou a perna direita. –Fez pausa. –Nós ainda não confirmamos a hipótese de um aborto.
Demorou um pouco para responder. Era muita coisa para assimilar e muito grave. Teve medo de perdê-la. E ela era tudo para ele, nem saberia o que fazer, ficaria completamente perdido. E para completar, também perderia o filho. Não tinha como ser pior. –Eu posso vê-la? –Tudo que queria era ficar ao lado dela.
–Eu receio que não, ela está sendo operada. –Manteve a calma em sua voz. –E é possível que ela não sobreviva a cirurgia. –Alertou.
–Você não pode me falar isso. –Falou completamente afetado. Ter escutado que ela poderia morrer tinha sido forte demais, ele estava desequilibrado. –Não pode dizer que ela não vai sobreviver.
–Eu sei que é difícil, mas infelizmente é a verdade. A uma grande chance de que ela não consiga resistir e estando grávida, torna tudo mais delicado ainda. –Explicou. –E se ela sobreviver é muito difícil que consiga manter a gestação.
–Não, eu não posso perder os dois, vocês tem que fazer alguma.
–Acredite, eu e toda a minha equipe médica estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance. Após a cirurgia, eu vou retornar para te dar notícias.
–Quanto tempo vai demorar?
–Cerca de três horas.
Damon não sabia como iria conseguir esperar por três horas até ter noticia de Elena, estava extremamente preocupado. Estava desesperado com a possibilidade de tê-la perdido para sempre, de nunca mais poder vê-la, acariciar o rosto dela e sentir sua pele macia, ver seu sorriso delicado. Adorava quando ela sorria, adorava a voz dela, sempre tão doce, a forma como ela olhava, seus beijos... A verdade é que ele amava tudo nela. Não poderia mais viver sem Elena, ela tinha mudado tudo na vida dele e não podia simplesmente deixá-lo agora. Não podia fazer isso. Sentiu-se péssimo ao lembrar que não havia ligado para ela naquela tarde. Ele sempre ligava, mas justo quando não ligou, ela tinha sofrido um acidente tão grave que poderia lhe tomar a vida e ele não tinha ouvido a voz dela mais uma vez e nem tinha dito o quanto a amava naquele dia.
Estava arrependido por não ter dado atenção suficiente a ela. O tempo foi passando, ou melhor, se arrastando, os ponteiros do relógio relutavam em mover-se. Os minutos pareciam horas, as horas eternidades. Parecia que o tempo havia congelado e que nunca passaria, nunca chegaria a hora em que ele soubesse noticias dela. Se por um lado, queria saber, por outro não queria, não estava preparado para ouvir o pior, não conseguiria ouvir que ela tinha morrido. Era doloroso demais só pensar nessa possibilidade. Não podia acontecer, simplesmente não podia. Finalmente, o médico havia retornado para falar sobre a cirurgia. Damon tentou decifrar alguma coisa na expressão dele, mas era impossível, era a mesma expressão tranquila de antes.
–Deu tudo certo? –Perguntou apreensivo.
–Sim, a cirurgia foi um sucesso. Ela vai ficar bem.
–E o bebê?
–Devido ao impacto, ela teve um descolamento de placenta, por isso, o risco de aborto é muito grande. –Informou.
–Eu já posso vê-la?
–Ela vai ficar na UTI nos próximos dias, mas você pode visitá-la.
...
Elena estava sedada, ficaria daquele jeito por mais alguns dias. Estava com vários aparelhos ligados ao seu corpo para poder monitorar seus sinais vitais. A garota também tinha sofrido uma traqueostomia para poder auxiliar em sua respiração. A perna esquerda estava engessada. A garota estava debilitada. Damon não gostava de vê-la daquele jeito, tão frágil. Acariciou o rosto dela carinhosamente, era incrível, como mesmo assim, ela continuava linda. Depois segurou a mão dela entre as suas e depois a levou até seus lábios a beijando.
–Eu te amo tanto, Elena. –Sussurrou.
Entristeceu-se, pois ela não iria responder, queria ouvir a voz doce que ela possuía, mas ela ainda estava dormindo. E ele já estava com saudades de olhar nos olhos dela, tão profundamente castanhos, tão emotivos. Ela não merecia estar daquele jeito, ela era tão boa. Ela estava tão feliz com a gravidez, eles tinham começado a morar juntos. Mais uma vez, sentiu-se culpado. Se ele tivesse cuidado melhor dela, ela não estaria passando por isso.
Alguns dias se passaram e Elena estava melhorando, seu quadro já não era mais tão grave e ela pode ser movida para um quarto e eles começaram a retirar a sedação. Mais algumas horas se passaram até que finalmente, ela acordou. Estava desorientada. A última coisa que se lembrava de era do acidente, as imagens traumáticas que ficariam em sua mente para sempre. Demorou um tempo para conseguir se localizar. Apesar de todos os medicamentos para dor, ainda estava desconfortável. Sentia-se estranha, péssima. Mas algo fez com que ela se sentisse instantaneamente melhor. Sorriu, mesmo que fracamente, quando viu Damon ao seu lado. Ele estava segurando a mão dela o tempo inteiro.
–Damon... -Sua voz era apenas um murmúrio.
–Oi, meu amor. –Damon sorriu ao escutar a voz dela. –Como você está se sentindo?-Perguntou enquanto acariciava o rosto dela.
–Eu não sei... -Respondeu, ainda estava confusa, não conseguia articular muito bem as frases.
–Você não tem ideia do quanto eu estava preocupado com você, Elena. -Confessou. Os olhos azuis fitaram os dela em um olhar tão amoroso. -Eu pensei que eu tinha te perdido, que eu nunca mais ia te ver ou ouvir sua voz... -Fez uma pausa. –E eu não ia suportar ficar sem você.
–Eu te amo... -Falou baixinho, não conseguia falar muito, ainda estava se recuperando, as palavras se embaralhavam em sua mente. Só que ela não precisava falar muito, já tinha dito o mais importante.
–Eu também, Elena. -Respondeu sinceramente. -Eu te amo tanto, você é tão importante, é tudo para mim. -Confessou.
Elena não respondeu, ainda estava entorpecida, seu raciocínio estava lento, seu corpo demorava a reagir. Finalmente algo surgiu em sua mente, algo que a perturbou. -E o nosso filhinho? Eu não...
–Não, não perdeu o perdeu o nosso bebê, princesa. -Damon respondeu suavemente e fez carinho na barriga dela com cuidado.
Aquela era, sem dúvidas, uma ótima notícia, eles ainda seriam uma família. A garota começou a chorar, isso era tudo que ela precisava ouvir. Estava feliz, ou melhor, estava muito feliz. Quando sofreu o acidente, a única coisa com que se preocupava era com o bebezinho, só ele importava. -Essa é a melhor notícia do mundo. -Sorriu.
–Mas o médico me disse que você está com deslocamento de placenta, ele vai te explicar quando vier falar com você.
–Eu sei o que é isso. -Respondeu. -Significa que a minha gravidez corre risco, mas eu vou ficar quietinha e fazer tudo o que o médico me disser e vai ficar tudo bem. -Fez uma pausa. -Eu não vou perder o nosso filho de jeito nenhum! -Falou confiante. -Eu quase perdi uma vez... -Seu tom se enfraquecer...-Eu fiquei com tanto medo no dia, tanto medo...medo de perder o bebezinho -Falou chorosa enquanto acariciava a barriga. -Foi horrível. -O choro se intensificou. Ela estava traumatizada.
–Eu sinto muito por não ter cuidado direito de você, Elena. -Damon ainda estava se sentindo culpado. Se ele estivesse com ela isso nunca teria acontecido.
–A culpa não é sua. -Ela nem entendia como ele podia pensar numa coisa dessas. Ele cuidava tão bem dela, era maravilhoso. A garota tentou explicar o que tinha acontecido, mas ele a interrompeu.
–Lógico que é, se eu tivesse te levado e te buscado todos os dias, você não teria batido o carro. -Lamentou. Estava arrependido. -E eu nem tinha te ligado, ainda não tinha dito o quanto eu te amo, não estava do seu lado quando você precisou de mim... -Fez uma pausa. -Você me perdoa por não ter te dado à atenção que você precisava.
–Você me dá atenção... -Tentou acalmá-lo. -É o melhor noivo do mundo, você não precisa dizer o tempo inteiro que me ama... -Sorriu. -Eu já sei, eu consigo sentir. -Continuou. -E não foi culpa sua, não mesmo. -Afirmou. -Foi a Katherine...
–O que? -Damon pareceu surpreso. -Você está dizendo que aquela piranha provocou o seu acidente? -Sentiu uma raiva enorme surgir dentro de si.
–Sim, ela e a Rebekah. -Contou. -A Katherine estava me seguindo desde de manhã, depois a Rebekah apareceu na lanchonete, me disse um monte de coisa, eu fiquei nervosa e decidi ir embora. A Katherine me seguiu de novo... -Começou a chorar, se já estava falando com dificuldades devido a seu frágil estado de saúde, agora estava ainda pior. As lembranças eram muito fortes, traumáticas. -Ela me ligou, eu fiquei desesperada com tudo que ela me dizia... -Uma pausa, sua respiração falhava. Apertou a mão dele, como se buscasse forças para continuar. Damon a acariciou. -Eu acelerei, queria me afastar dela, eu estava com muito medo e então perdi o controle e bati o carro.
–Eu vou acabar com aquelas duas vagabundas! -Exclamou, se já as odiava, agora odiava ainda mais. Nem era possível expressar a repulsa que sentia pelas duas. -Elas vão pagar muito caro pelo que te fizeram.
–Esquece... -Pediu. -É isso que elas querem, que nós não tenhamos paz...
–Eu não vou esquecer. Não tem como, Elena. Elas tentaram te matar! Isso é muito grave. -Gritou. -Elas tem que responder pelo que fizeram, são elas que não vão ter paz. -Ela pode perceber o quanto ele estava nervoso, com tanto ódio. Isso não era bom.
–Amor, deixa... -Sussurrou. -Eu estou te pedindo para deixar para lá. Eu tenho medo do que elas podem fazer. -Confessou. -Eu discuti com a Rebekah naquele dia e olha onde eu estou agora...
–Eu realmente não cuidei de você como eu deveria, você tem medo delas. -Sentiu-se mais culpado ainda. -Porque eu te deixei ser vítima das duas todas às vezes, mas isso não vai mais acontecer. -Falou seguramente. -Eu prometo que vou proteger você.
–Elas são cruéis, você não podia imaginar e nem se sentir responsável pelas atitudes delas... -Respondeu. -Eu só quero que você fique comigo, só isso que eu preciso.
–Eu não vou sair de perto de você. -Damon respondeu sinceramente, jamais iria deixá-la, iria cuidar dela com todo o cuidado e amor, e também não iria esquecer o que Katherine tinha feito, só não iria insistir no assunto naquele momento, Elena ainda estava muito frágil, não precisava ouvir sobre isso. -E você precisa de mais uma coisa. -Sorriu. -Você precisa melhorar logo, afinal, você ainda tem que se casar comigo.
–Sim. -Retribuiu o sorriso. -Eu vou me casar com você de qualquer jeito.
–Que bom que você ainda me quer. -Piscou.
–Lógico que eu quero. E eu queria um beijinho também, isso iria me ajudar a ficar boa mais rápido.
–Claro.
Damon beijou os lábios dela suavemente, não foi um beijo intenso, afinal, ela estava fraca demais, mas foi um beijo delicioso, muito romântico, repleto de amor. Os dois realmente se amavam, nada iria separá-los, nada mesmo.
Notas finais
Comentem!
Críticas sao bem vindas!
Eu estou repostando a minha fic "Impossible Love" (É Delena), por enquanto vou postar capitulos que eu já tinha postado anteriormente até chegar nos caps novos...se vcs quiserem dar uma passadinha lá http://fanfiction.com.br/historia/312916/Impossible_Love
Quem quiser pode ficar a vontade para me seguir no twitter (eu sigo de volta kkk)
Twitter: https://twitter.com/sweetie_flowers
Beijos =*
Fale com o autor