Notas iniciais
Oi meninas!
Mais um cap...
Sou só eu que já estou com saudades do TVD?
O que vcs acharam do 4x09?
Gente, eu amei, principalmente a cara do Stefan qdo descobriu sobre Delena fosduhfuosdhfuosdhfuosdhufsdhuofshuofhuos
E o beijinho Delena do fim foi tao fofo *>*
Ownnn muito obrigado pelos comentários
E gostaria de agradecer muito pelas novas recomendaçoes que eu recebi
Muito obrigado a Lais Granger e Yasmim Julyanne por terem recomendado a fanfic *>*

Quando Katherine deixou o local completamente vitoriosa, Elena não conseguia suportar a dor excruciante que a invadia. Seu corpo inteiro fora tomado e ela mal conseguia se mover. Não podia acreditar no que acabara de ver, não podia acreditar que Damon tinha feito isso com ela. As lágrimas vertiam incessantemente de seus olhos, sua alma e seu coração se despedaçavam. Sentia um vazio tão grande dentro de si e esse vazio se tornava cada vez maior, cada vez mais doloroso.


Ela nunca fora nada para ele, nem por um instante, ela significou alguma coisa. Era apenas um brinquedo, um brinquedo que ele conseguira usar como sempre quis. Nunca deveria ter se envolvido com ele. O amor não era para ela, nunca seria. O desespero que a invadiu foi imenso, Elena não seria capaz de superar. Por que ele tinha feito isso? E por que ela acreditou? Será que ela entenderia nunca que ninguém seria capaz de amá-la? Pronto, sua insegurança estava de volta em toda a sua intensidade.


A garota ficava se lembrando do dia anterior, pareceu tão real. Ela não teve nenhuma dúvida de que ele a amava. Balançou sua cabeça negativamente. Ela tinha acreditado na mentira que ele tinha criado. Nada mais. Uma parte dela se prendia aqueles momentos, ainda achava que ele a amava. Como ela era idiota, pensou. Ele tinha feito tudo isso só para se divertir as custas dela. E tinha dado certo. Elena estava intranquila, como se ela jamais fosse ter paz novamente. Era a mesma sensação que tivera quando Stefan a abandonara. Não, era ainda pior. Muito pior. Ela amava Damon muito mais do que fora capaz de amar Stefan, muito mais.


E ele tinha se aproveitado dela muito mais do que Stefan tinha feito. Ela era mesmo uma idiota, teve tanto medo de ser usada e nem percebeu quando estava sendo. Sentiu-se tão usada, tão enganada. Arrependeu-se tanto de ter feito sexo com ele. Ela só tinha se entregue a ele porque tinha certeza do amor dos dois, mas nada disso era real. Elena chorou ainda mais, tentava buscar forças, mas não conseguia achar. Lembrou-se que ele chegaria em pouco tempo, não podia vê-la assim. Ela não podia dar essa vitória a ele, não mesmo. E bem, ela não podia contar que sabia de tudo, ela tinha prometido a Katherine que não faria isso.


Ao menos ela tinha contado a verdade, Katherine não era má, Elena pensou. Respirou profundamente, tentando se acalmar como podia. Ela precisava ser forte, muito forte. Com muito esforço, conseguiu parar de chorar. Deitou-se na cama, ela estava devastada, mas não poderia demonstrar quando ele chegasse. Encolheu-se, ficou bem quietinha, se ela não se mexesse, doeria menos. Ela precisava guardar todas as suas forças para quando fosse falar com Damon. E o tempo se passou como um imenso borrão. E ela não tinha melhorado nem um pouco, só estava pior. Ouviu a porta se abrindo, era Damon. Elena não conseguiu se levantar.


Ele caminhou até o quarto e se deitou ao lado dela.


–Muito cansada ainda, princesa? -Falou enquanto acariciava o rosto dela.


–Um pouquinho... -Foi a melhor resposta que Elena que conseguiu dar. Ainda não tinha condições nem de se levantar.


–Enquanto você descansa mais um pouco, eu vou ficar aqui do seu lado te enchendo de beijinhos, tá bom? -Falou carinhosamente e então deu um selinho nos lábios dela.


Elena se levantou no mesmo instante, não podia deixar que ele a tocasse nem por mais um minuto.


–Tudo bem, Elena? -Damon perguntou desconfiado ao perceber a atitude dela.


–Nós precisamos conversar... -Falou em sussurro. Ainda não sabia como iria fazer para não desmoronar na frente dele.


–Claro, princesa, o que aconteceu? -Segurou a mão dela. Estava preocupado.


Elena recuou, afastando sua mão da dele. Como ele podia ser tão fingido? Damon agia tão naturalmente mesmo a estando traindo. Ela estava com tanta raiva dele. Suspirou. Não podia deixar nada disso transparecer.


–Eu fiquei pensando sobre a nossa relação... e eu percebi que nós fomos rápido demais...


–O que você está querendo dizer com isso? -Damon estava confuso.


–É verdade que nós ficamos encantados um pelo outro... -Elena fez uma pausa. Precisou lutar para não chorar. -Mas nós somos tão diferentes. Nós não temos nada em comum. -Uma nova pausa. Seu coração estava se dilacerando a cada instante. -O que eu quero dizer é que talvez, tudo isso não seja real. Que seja apenas uma confusão de sentimentos...


–Não. -Damon não podia acreditar no que ela dizia, ele tinha total certeza do que sentia por ela. -Eu não estou confuso, eu te amo. -Falou com convicção. -Eu te amo tanto que eu até te dei um anel... -Ela era a única garota que ele realmente amou. As outras tinham sido passatempos, mas Elena era diferente. Damon a amava de verdade.


Elena olhou para o anel e seu coração já partido se partiu novamente. O vazio a corroeu. Por um instante, ela não conseguiu nem falar. Por que ele tinha dado um anel para ela se ele a estava traindo? Isso não fazia sentido algum. Não quis pensar nisso, não queria mais pensar nele e no quanto ele a tinha usado. Precisava terminar logo com isso.


–Mas eu não te amo. -As palavras quase ficaram presas em sua garganta. -É por isso que eu preciso te devolver o anel. -Tirou o anel do dedo e ofereceu a ele, para que ele o guardasse.


–Não, Elena, eu não acredito. -Estava em um estado de negação. Damon a amava tanto, não poderia ficar sem ela. -Eu não quero o anel de volta, ele é seu. Por que você está fazendo isso, Elena? Eu sei que você me ama...


–Eu estava enganada. -Tentou se conter, mas já estava chorando. -Você acha que é fácil para mim? -Não, não estava sendo fácil, ainda mais quando a imagem todas as mensagens que ele havia enviado para Katherine ficavam piscando em sua mente.


–Elena... -Acariciou o rosto dela. Iria continuar falando, mas ela o interrompeu.


–Eu não quero mais ficar com você! Eu não te amo! Será que é tão difícil para você entender isso? –Elena o amava, ela só não poderia conviver com a traição que Katherine fizera com que ela acreditasse que existiu. E era tão difícil não jogar na cara dele que ela sabia. Mas ela não iria contar. Não precisava. Tudo que ela precisava era terminar aquele namoro.


–É mesmo isso que você quer? –Perguntou esperando que ela dissesse que “não”, que ela não queria terminar, que eles iriam continuar juntos.


–Sim, eu quero terminar tudo. –Tentou aparentar que não estava sentindo nada, mas não era verdade. Elena nunca havia se sentido tão mal em toda a sua vida.


–Tudo bem. –Concordou completamente decepcionado. Estava tão magoado, afinal, ele a amava tanto. Não entendia porque ela estava fazendo isso.


...


Katherine estava radiante. Finalmente tinha se livrado daquela garota inútil. Elena era mesmo estúpida. Ótimo, quanto mais estúpida ela fosse melhor. A garota estava tão feliz, precisava ligar para Rebekah para contar que o plano tinha funcionado perfeitamente.


–Alô? –Rebekah atendeu no terceiro toque.


–É a Kath.


–Oi, Kath, como estão às coisas? –A loira perguntou curiosa? –Já conseguiu se livrar da mosquinha?


–Acabei de fazer isso. Ela é tão sonsa, você não tem ideia.


–Dá para perceber pela cara dela, mas me conte exatamente como foi. –Rebekah falou em um tom zombeteiro. –EU preciso rir da cara dela.


–Ela acreditou tão facilmente. –Katherine não conseguiu controlar o riso. –Você precisava ver como ela chorava, aliás, ainda deve estar se matando de chorar.


–Você conseguiu convencê-la a não contar para o Damon sobre as mensagens?


–A Elena é tão burra que ela acha que eu sou uma pessoa maravilhosa que fui amiga dela ao contar sobre a traição. –O tom de voz de Katherine se modificou, ela estava mesmo se divertindo ao se lembrar.


–Sério? –Rebekah já estava gargalhando. –Mosquinha burra. –Debochou.


–Ela me abraçou, concordou em não contar nada para o Damon, ela vai terminar com ele usando o motivo de que não o ama mais. –Riu. –Coitado, ele vai ficar tão arrasado.


–Aí você pode ser amiga e cuidar dele nesse momento de difícil. –Rebekah completou. – E em pouco tempo, ele vai perceber que a Elena era só uma idiota e que você é mulher certa para ele.


–Isso é perfeito, não é?


–Maravilhoso, amiga!


...


A viagem a Paris tinha terminado mais cedo. Elena não aguentaria ficar mais um minuto ali. E nem existia mais motivo para que ela ficasse. Ela e Damon tinham terminado e era doloroso demais. Ele ainda a tinha tentado convencer a ficar dizendo que ela poderia repensar a decisão dela, mas a garota não aceitou.


Ela queria mesmo ir embora. A verdade é que Damon também não queria mais ficar em Paris, porque se ficasse, passaria todos os dias remanescentes pensando em Elena e ele não precisava se torturar daquela forma. Ele também queria ir embora, passou todo o resto dos compromissos de trabalho para Katherine e pronto. Era isso. Os dois acabaram indo embora da cidade no mesmo dia, mas em voos diferentes. Estava mesmo tudo acabado.


O enorme tempo de voo foi como uma tortura. Foi uma tortura para ambos. Elena ficou pensando nele, em como ele pode tê-la traído com a Katherine e ao mesmo tempo como ele pode ter sido tão fofo durante toda a viagem. Damon pareceu arrasado quando ela terminou com ele. Elena não conseguia entender. Se ela tinha terminado, era para ele estar aliviado, mas não foi o que pareceu.


Queria parar de pensar nele, mas não conseguia. E a verdade é que ele também não conseguia parar de pensar nela, no que poderia ter acontecido. Eles estavam bem quando ele saiu e quando voltou, ela tinha terminado com ele. Não conseguia acreditar que ela não o amava. Ela não era do tipo de garota que se envolvia daquela forma e depois dizia que estava enganada. Algo tinha acontecido, ele só não sabia o que era.


...


Assim que Elena chegou em casa, ela ligou aos prantos para Caroline, mal conseguia falar. Apenas pediu para que a amiga fosse até lá. Ela precisava muito conversar com alguém. A loira não demorou mais do que vinte minutos para chegar, veio o mais rápido que pode, afinal, tinha percebido o quanto a amiga estava mal.


–Meu Deus, Lena! O que aconteceu? –Caroline perguntou preocupada quando viu a expressão da amiga. Elena estava arrasada, os olhos estavam vermelhos de tanto que ela havia chorado.


–Eu e o Damon terminamos... -Ainda estava chorando. A loira a abraçou carinhosamente.


–Eu não acredito! –Caroline estava absolutamente perplexa. –Vocês estavam completamente apaixonados a mais ou menos 24 horas atrás!


–Eu descobri que ele estava me traindo! –Soava ainda pior quando dito em voz alta.


–Não pode ser, Lena! –Estava chocada. –Tem certeza?


–Sim, eu vi...


–Você o pegou no flagra?


–Não... -Fez uma pausa. –Eu vi as mensagens que ele passava para outra garota...


–Safado! E ele te disse quando você falou que sabia?


–Eu não disse que sabia... eu não podia dizer...


–Como assim, não podia?


–Sabe a Katherine?


–A Katherine é a vadia de quem você me falava, né?


–Carr... foi ela quem me contou...-Elena suspirou. –Ele estava me traindo com ela, ela me pediu desculpas e mostrou as mensagens que ele mandava para ela...E ela pediu para que eu não dissesse para ele que eu sabia da traição.


–Tem certeza que foi ele mesmo que mandou as mensagens? –Caroline ainda não conseguia acreditar naquela traição. –Você me dizia que a Katherine era uma vadia, não dá para confiar muito nela, não é mesmo?


–Eu vi, era o numero dele mesmo... -Chorou mais ainda... –Mas eu não contei a ele que eu sabia, eu disse apenas que eu não o amava e que eu queria terminar tudo.


–Ele foi um safado com você, Lena. E sabe? Eu achei ótimo que você não disse que sabia. Assim, você mostrou que não estava nem aí para ele, que você sequer o amava.


–Eu me sinto tão triste, Carr, tão sozinha...-Abraçou a amiga novamente.- Eu não sei porque ele fez isso comigo...


Quando Caroline iria responder, o telefone de Elena começou a tocar. A garota pegou o telefone e quando viu o numero suspirou profundamente e rejeitou a ligação.


–Quem era, Lena?


–Era o Damon. Vou desligar o telefone.


–Você está certa, vocês não tem o que falar depois do que ele te fez.


...


Damon já estava cansado de tentar falar com Elena, ela tinha desligado o telefone e parecia que não ligar nunca mais. Ele ainda estava se perguntando o que tinha acontecido. Será que ele tinha feito algo que ela não tinha gostado? Não conseguia achar nenhuma resposta. Só sabia que já estava sentindo a falta dela. Ele precisava beber, precisava beber o suficiente para se esquecer dela. Iria para algum bar e passaria a noite inteira lá. Acabou ligando para Alaric, eles eram amigos, sempre bebiam juntos mesmo. Assim que chegou, a primeira coisa que Damon fez foi pedir uma dose de Whisky, a mais forte que pode encontrar ali.


–E aí, cara? Como foi a viagem? –Alaric perguntou.


–Foi ótima, nós fechamos com a Lancome as próximas campanhas. –Respondeu apenas o que se tratava de negócios. Enquanto conversava, pegou o celular para tentar ligar para Elena de novo. Desligado. Tentou de novo. Continuava desligado. Tomou a primeira dose de Whisky,


–Ei, cara, para quem você não para de telefonar?


–Para a Elena.


–Aconteceu alguma coisa?


–Ela terminou comigo. –Confessou, mas tentou não demonstrar o quão arrasado estava.


–Vocês pareciam tão bem... -Alaric falou surpreso, realmente não esperava aquela noticia.


–Eu também achava isso, mas pelo visto, nós não estávamos. –Desabafou. A verdade é que ele ainda não conseguia entender o que tinha acontecido e isso era o pior de tudo.


–E por que vocês terminaram?


–Ela disse que não me amava. –Pegou o copo de Whisky e bebeu todo seu conteúdo em um único gole e logo pediu outra dose para o garçom. –Meia hora antes, ela estava dizendo o quanto me amava, eu dei uma saída e quando voltei, ela tinha mudado de ideia. –Falou de forma sarcástica. — Não consigo entender a lógica dela. –Mais uma vez bebeu a nova dose de Whisky de uma vez.


–Se isso serve de consolo, eu ainda não consegui entender a lógica da Jenna. Principalmente quando nós brigamos. Não dá para entender a lógica das mulheres. –Brincou.


–E em pensar que eu tinha comprado um anel para ela. -Precisava beber um pouco mais, ainda não estava bêbedo o bastante.


–Você comprou um anel para ela? –Isso sim era algo surpreendente, afinal, Damon nunca se envolvia de fato com as mulheres. Todo mundo que o conhecia sabia disso.


–E ela me devolveu, isso não é irônico? –Rolou os olhos, estava irritado consigo mesmo. Pegou o anel que estava jogado no bolso de sua calça. –Eu vou jogar essa merda fora. –Ele estava bêbado.


–De repente ela muda de ideia, cara.


–Ela não vai mudar. Ela nem me atende.


...


~Um mês depois~


Um pouco mais de um mês já havia se passado desde o rompimento. Elena fizera de tudo para evitar Damon, mantinha seu celular o dia inteiro desligado. Não atendeu a porta todas as vezes que ele foi até a casa dela e bem, ela faltou tantas vezes ao trabalho que não sabia dizer se ele tinha ido lá ou não. Ela estava tão depressiva, não conseguia fazer nada direito. Mas ela não podia ficar assim, não podia ficar igual quando ela e Stefan terminaram, porque ela sabia exatamente o final disso.


Da ultima vez, ela tinha cortado os pulsos. E dessa vez ela se sentia mil vezes pior, por isso, a probabilidade dela fazer algo assim era enorme. Caroline sempre ligava e aparecia depois do trabalho para ver como a amiga estava. A loira realmente acreditava que Elena poderia tentar suicido a qualquer momento, afinal, ela não melhorava, ela só ficava pior e pior. A dor parecia não passar nunca. A morena ainda não sabia como iria fazer para trabalhar naquele dia. Ela não podia mais faltar ou seria demitida e ela não estava com animo algum.


Queria só ficar jogada na cama chorando o dia inteiro e para piorar fazia alguns dias que ela estava doente. E ela teria que ir trabalhar daquele jeito. O caminho até o trabalho foi horrível, Elena achou que iria morrer em todos os sentidos, ou melhor, sua alma já estava morta mesmo, era apenas seu corpo que não estava bem. Ela não vinha se cuidando, deveria ser por isso que ela estava ficando doente.

–Oi, Leninha. –Caroline a abraçou quando chegou ao trabalho.


–Oi, Carr. –Falou desanimada. Estava tão arrasada.


–Não quero mais ver essa cara triste! –Repreendeu-a.


–Mas eu estou triste. –Elena confessou.


–Eu não quero mais te ver triste, trata de abrir um sorriso! Elena, é sério, se você não começar a sorrir agora eu vou ficar te enchendo o dia inteiro!


Elena se esforçou e o máximo que conseguiu foi um sorrisinho fraco.


–É um começo. –Caroline sorriu em retribuição.


A lanchonete começou a encher e Elena não conseguia trabalhar direito, não era apenas a depressão que a estava atormentando. Ela estava passando muito mal. Havia momentos em que ela nem conseguia ficar em pé, sentia-se fração, tonta. Fora diversas vezes ao banheiro para vomitar. Mas o que estava acontecendo com ela? Será que além de tudo que ela estava passando, ainda tinha que ficar doente?


–Lena, você está bem? –Caroline perguntou preocupada depois da quinta vez que tinha visto Elena ir ao banheiro vomitar.


–Eu não sei...-Respondeu confusa. –Eu vou ficar bem. -Tentou caminhar, mas ela estava tonta demais, seus sentidos estavam falhando e de repente tudo se apagou. Ela havia desmaiado.


–Ai meu Deus! –Caroline gritou assustada. Várias pessoas se juntaram ao redor para ajudar.


Elena foi levada ao hospital ainda desacordada. Depois de alguns exames, Elena foi colocada em um quarto para ficar em observação até o momento em que acordasse. Depois de duas horas, a garota finalmente estava recuperando a consciência.


–Que susto que você me deu! –Caroline falou aliviada ao ver a amiga acordada.


–O que aconteceu? –Elena parecia desorientada.


–Você desmaiou, eu pensei que você tinha morrido, Elena. Você não pode fazer essas coisas com a sua amiga de novo. Da próxima vez que você for desmaiar você tem que me avisar para eu me preparar.


–Desculpa. –A morena não tinha conseguido processar metade do que a amiga tinha dito. Ainda estava confusa demais para isso.


–Como você se sente? Você está melhor, não é?


–Eu acho que sim.


–Eu vou avisar para a médica que você acordou, já volto.


Após dez minutos Caroline voltou junto com a médica.


–Oi, Elena, eu sou a Dra. Meredith. –Abriu um sorriso. –Como você está?


–Um pouco tonta, enjoada...-Admitiu.


–Isso é normal, nada que você precise se preocupar.


–O que eu tenho, doutora?


–Você está grávida.


–Não, eu não posso estar grávida. –Elena desesperou-se com a notícia. Aquilo não podia estar acontecendo com ela. –Deve ser outra coisa, tem que ser outra coisa.


–Aqui está seu resultado. –Meredith entregou o exame. –Você está grávida. –Repetiu.


–Você pode repetir o exame? Por favor...


–Minha querida, o exame tem 100% de confiabilidade, se ele diz que você está grávida, é porque você está grávida.


Elena começou a chorar. Sim, é verdade que ela sempre sonhara em ser mãe, mas ela não sabia o que fazer naquele momento. Ela nunca imaginou que quando ficasse grávida estaria naquela situação. Ela mal tinha deixado de ser virgem e já estava grávida e para piorar grávida dele. Justo dele. Ele a tinha traído e agora ela estava esperando um filho dele. Elena não tinha condições de ser mãe, não tinha condições psicológicas, ela estava tão deprimida. E ela também não tinha como sustentar um filho. Ela era apenas uma garçonete.


–Eu não sei o que fazer, eu não imaginava que isso fosse acontecer. –Elena choramingou.


Caroline iria brigar com ela e dizer que é lógico que ia acontecer e que ela não deveria ter transado sem camisinha, mas ela realmente não precisava falar isso, não naquele momento, pelo menos. Elena já estava frágil demais. Tudo que ela não precisava era de alguém brigando com ela.


–Vai ficar tudo bem. –Caroline falou em um tom reconfortante e a abraçou forte. –Um bebezinho sempre trás felicidade.


–Eu só tenho 19 anos, Carr! E eu vou ter que criar o bebê sozinha...-Elena estava em panico, passava tantas coisas em sua mente naquele momento, ela estava surtando. Ainda assim, havia uma parte dela que estava incrivelmente feliz com a notícia, já se imaginava segurando o bebê no colo, mimando-o bastante...


–Como será que o Damon vai reagir a noticia? –Caroline perguntou preocupada.


–Ele não vai ficar sabendo. –Elena falou instintivamente.


–Como assim “ele não vai ficar sabendo”? Você não vai contar?

–Não, eu não vou.

Notas finais
E aí o que vcs acharam do capítulo?
Por favor nao se esqueçam de comentar
beijinhos