Notas iniciais
Oi meninas!
Mais um cap, acho q nao ficou mto legal!
E ai? vcs já tao de ferias?
acreditam q eu tenho aula até sexta e ainda tenho trabalho para entregar essa semana?
Em fim, é isso.

Caroline acompanhou Elena até em casa, afinal, a morena estava precisando de apoio. Aquele, com toda a certeza, não estava sendo um dia fácil. Elena foi o caminho inteiro em silencio, a verdade é que ela não conseguia pensar em nada que pudesse dizer. Ela estava tão confusa, tão triste. Ainda não tinha processado o que acabara de acontecer. Não, ela não podia estar grávida, mas estava. Como ela pudera ser tão irresponsável? Como iria fazer para cuidar da criança? Ou melhor, como conseguiria aguentar uma gravidez? Ela não estava preparada, ainda mais para ter que criar uma criança sozinha. Seu mundo tinha virado do avesso e ela não tinha ideia do que fazer. Ela não tinha com seguido superar o término com Damon, ela ainda o amava, amava muito.


Por um instante, achou que se contasse que estava grávida a ele, eles poderiam ficar juntos, mas isso nunca iria acontecer, ele não iria nem querer o bebê e jamais ficaria com ela e se ficasse, não mudaria, ele iria continuar a traindo. Isso era tão triste. Elena estava arrasada. Ela deveria estar feliz, aquele deveria ser o dia mais feliz de sua vida, ela seria mãe, mas não era. Aquilo era horrível. Nunca se imaginou cuidando de um bebê sozinha. Em seus sonhos mais idealizados, ela se via cuidando da casa, de uma linda casa com um jardim imenso repleto de flores e com uma criancinha correndo. Imaginava-se abraçada com o seu marido e eles estava tão felizes com o filho. Mas nada disso iria acontecer. Expulsou os pensamentos de sua mente, precisava voltar à realidade. Quando as duas chegaram à casa, Elena foi logo para o quarto. Ainda não estava se sentindo muito bem, estava tonta, enjoada... Deitou-se na cama e não planejava se levantar tão cedo de lá.


–Lena, esse seu silencio é assustador. –Caroline falou. A garota estava preocupada demais com a amiga.


–Eu não consigo nem falar, Carr. -Elena desabafou. -Se eu soubesse que iria terminar assim, eu jamais teria me envolvido com ele.


–Você não tinha como saber, a culpa não foi sua. -Tentou incentivá-la. -Agora você precisa seguir em frente e ser forte, você vai ser mãe.


–Eu estou com tanto medo. -Levou a mão até a barriga e acariciou. -Tem um bebê dentro de mim e eu vou ter que cuidar dele sozinha, eu não sei se eu vou conseguir.


–Lena, você tem certeza que você não quer contar para o Damon sobre a gravidez?


–Não, eu não vou contar. -Falou em um tom nervoso. Se enquanto estava em Paris tinha idealizado por um momento que eles iriam se casar e ter filhos, agora isso era só uma imagem distante e impossível. -Eu não o quero perto de mim, ou perto do meu filho...


–Mas é o filho dele também. Eu não quero defendê-lo, eu sei que ele foi mais do que safado com você, mas ele ainda é o pai do seu filho. Não parece certo não contar. Que fosse não conte por ele, eu vou entender, mas o bebê não tem nada a ver com isso, não é certo que ele cresça sem um pai.


–Como se ele fosse querer esse filho. -Elena falou em um tom cínico. -Ele nem iria dar atenção e, além disso, ainda iria sair falando que eu planejei ficar grávida para me dar bem, para ganhar dinheiro às custas dele.


–Eu entendo, Lena, realmente entendo. Mas mesmo assim, eu não acho isso certo. Você devia contar.


–Eu não vou contar, Caroline, eu não preciso dele ou de nada dele para cuidar do meu filho! E você nem pense em falar para ele. Você está proibida de contar sobre a minha gravidez para qualquer pessoa, principalmente para o Klaus. Ele é amigo do Damon, se você contar, ele vai falar para ele. Nem para a Jenna.


–Por que eu não posso contar para a Jenna? Ela é nossa amiga.


–Porque ela é casada com o Ric, é lógico que ela vai comentar com ele. E o Ric é o melhor amigo do Damon, vai acabar falando. Sério, Carr, você entende que você não pode falar para ninguém?


–Tá, eu entendi, Lena, eu não vou contar, eu sou sua amiga. Mas como você pretende esconder quando você estiver barriguda?


–Eu não sei, mas eu vou dar um jeito. Só faz o que eu estou te pedindo, tá bom?


–Tudo bem, eu não concordo, mas eu vou te apoiar.


–Obrigado, Carr. -Elena a abraçou.


–Eu ainda acho que você deveria pensar sobre isso.


–Eu não tenho sobre o que pensar, eu já me decidi. -Falou em um tom resoluto. –Carr, eu não quero contar, eu não posso. A verdade é que eu o amo ainda, mesmo depois de tudo que ele me fez, eu não tem condições de ficar perto dele. Não quero ouvir as mentiras dele e também não quero ficar achando que ele vai cuidar do filho e depois me decepcionar. É melhor eu criar o meu filhote sozinha, porque assim ele não vai ficar decepcionado porque o pai não está nem aí para ele, ele nem vai saber quem é o próprio pai.


–Lena, isso não faz sentindo. — Caroline ainda estava tentando convencer a amiga. –Sério, eu acho que você deveria contar e conversar com ele.


–Eu não tenho o que conversar com ele, não tenho mesmo! Por favor, não fica insistindo.


–Você é quem sabe. -Concordou. -Você está se sentindo melhor dos enjoos? -Mudou de assunto.


–Acho que não. -Respondeu. -Parece que não vai passar nunca...


–Ah, isso é horrível. -Falou consternada. -Você consegue sentir algo diferente? Tipo, eu sei que está muito cedo para o bebê começar a mexer, mas...


–Não. -Elena riu. -Por enquanto, essa coisinha só está deixando a mãe verde de tão enjoada e muito tonta. -Falou carinhosamente a acariciou a barriga.


–Eu não vejo a hora da sua barriga crescer para eu poder ficar pendurada nela babando! –Riu. –Ai, eu amo bebês!


–Ah, Carr, eu não sei como te agradecer por você ser tão minha amiga. –Falou sinceramente.


–Não precisa agradecer!


–Nossa, Car, eu to ficando com tanto sono...


–É normal, Lena, grávidas sentem mais sono. Dorme um pouquinho, eu vou para casa, se você precisar de alguma coisa, pode me ligar, tá bom?


–Tá.

...

Conforme os dias foram passando a decisão de não contar sobre a gravidez foi se tornando mais forte, ou melhor, ela queria contar, mas não iria fazê-lo. Não podia ficar perto dele. Não podia se iludir, achando que esse bebê que ela estava esperando iria fazer com que eles se reaproximassem e reacendesse a chama do amor deles, por que nunca existiu amor. Nunca houve amor da parte dele. E isso era tão triste, cada vez que Elena pensava nisso seu corpo todo doía, ela nunca iria superar. Nunca. Fechou os olhos, suspirou profundamente. Precisava parar de pensar nisso, ela tinha muito trabalho a fazer. Precisava terminar de limpar as mesas da lanchonete e depois arrumá-las. E ela estava tão cansada, a gravidez estava consumindo todas as suas forças, ela passava os dias com sono, preguiçosa...


Quando terminou de arrumar a última mesa, uma face conhecida entrou na lanchonete e foi na direção dela.


–Oi, Elena.


–Oi, Stefan. -Respondeu educadamente. — O que você está fazendo aqui?


–Eu não consegui parar de pensar em você. -Admitiu. -Você está ainda mais bonita do que da última vez. -Elogiou.


–Obrigado. -Elena respondeu sem jeito. Ela realmente não estava com vontade de conversar. Estava tão desanimada e, além disso, estava muito enjoada.


–Ainda está namorando? -Perguntou descaradamente.


–Não.


–Sinto muito, o que aconteceu?


–Não deu certo. -Elena tentou se conter, mas não conseguiu. Ela já estava chorando. Stefan a abraçou carinhosamente.


–Você estava tão certo! –A garota desabou, chorou mais e mais. –Ele só queria me usar!


–Você quer me contar o que aconteceu? –Perguntou em um tom afetuoso. Se ele pudesse ter uma chance com a garota, seria naquele momento. Ele precisaria mostrar que poderia ser um amigo, que merecia a confiança dela. –Parece que você precisa de um amigo.


–Sim, eu preciso mesmo de um amigo. –Elena sorriu, agradecida. –De um amigo, nada mais. –Fez questão de ressaltar. Ela jamais se envolveria com Stefan novamente, jamais se envolveria qualquer outro homem. Ela não acreditava mais no amor, jamais acreditaria.


Naquele instante, Damon estava chegando à lanchonete precisava conversar com Elena. Não conseguia parar de pensar nela. A verdade é que ela tinha mexido demais com ele. Não conseguia esquecer aquela garota e já estava começando a ficar com raiva de si mesmo por isso. E então, ele a viu abraçando o ex. namorado. Não pode acreditar, já tinha entendido tudo errado. Teve certeza que Elena tinha voltado com Stefan. Simplesmente, foi embora, não precisava ficar ali. Nem queria mais falar com ela.


...


Damon ainda estava arrasado com o término, achou que conforme o tempo fosse passando, as coisas se tornariam mais fáceis, mas não era verdade, elas só estavam piorando, principalmente com o que acabara de ver. Achou irônico que isto estivesse acontecendo justo a ele, justo com ele que nunca se envolvia realmente com nenhuma garota. Eram apenas vadias com quem ele fazia sexo e na noite seguinte nem se lembrava de seus nomes. Até conhecer Elena e tudo mudar, até ela terminar com ele e partir seu coração. Pior do que tudo isso, foi quando ele a viu abraçada com o “Steven”, não podia acreditar. E ele não sabia o que fazer.


Estava tão perdido que tinha aceitado a companhia de Katherine naquela noite, que estava sempre dizendo que eles deveriam sair juntos, conversar um pouco. Katherine estava tentando se aproximar dele de qualquer forma. Ele seria dela, mais cedo ou mais tarde, ela sabia disso. E naquele dia deu certo, quando Damon acabou ligando para a garota e a convidando para que fosse até a casa dele. Katherine ficou mais do que satisfeita e aceitou o convite no mesmo minuto. Sim, ela seria a melhor amiga dele e no segundo seguinte, eles estariam juntos. Ela tinha certeza disso. Escolheu uma roupa bastante provocante, uma saia curtinha e justa e uma blusa com um decote bem generoso. Era impossível não reparar em seu belo e curvilíneo corpo. Quando chegou à casa dele, foi logo fazendo o papel de amiga. Era isso que ela precisava fazer para conseguir o que queria.


–Parece que você realmente gosta dela. –Katherine falou no tom mais doce que podia enquanto entregava um copo de Whisky a ele e se sentava bem perto dele. No fundo, a garota ainda não entendia como ele poderia gostar tanto de Elena, aquela “mosquinha” sem graça.


–Eu sou completamente apaixonado por ela. –Confessou. Mas o que ele estava fazendo? Damon não era do tipo que saía falando sobre o que sentia, ainda mais para Katherine, afinal, ele nunca gostou muito dela mesmo. Ele realmente não devia estar bem, ou deveria estar ficando louco, pensou.


–Eu acho que você deveria esquecê-la de uma vez. –Katherine argumentou. –Eu sempre achei que tinha algo de errado com a Elena. Eu sei que ela parecia um anjo e eu quando a conheci também pensei isso. Achei que ela era a garota mais fofa do mundo. Mas posso ser sincera? Ninguém pode ser tão boazinha que nem ela parecia ser e bem, ela provou que não era.


–É, talvez você tenha razão. –Concordou. –Eu fui tentar falar com ela hoje na lanchonete e eu a vi com o ex-namorado.


–Viu? –Katherine abraçou. Estava começando a gostar do rumo que as coisas estavam tomando, aos poucos estava começando a conseguir influenciá-lo e isso era perfeito. Na realidade, ela nem precisava influenciá-lo. Elena já tinha feito isso sozinha. Que ótimo que ele a tinha visto com o ex-namorado. Melhor ainda foi saber que Elena já estava com outro, a “mosquinha” idiota não seria mais um problema. -Eu acho que foi até melhor assim. Ela é uma garçonete, só estava interessada no dinheiro, nas viagens, festas e presentes que você iria dar para ela...


–Não, a Elena não é assim. Eu sei que ela não é. -Falou em um tom confiante. Damon a conhecia. Elena era muito melhor do que isso, ele tinha certeza disso, ou era no que ele ainda queria acreditar... -Ela nunca quis nenhum presente...


–Como se todas não se comportassem assim. -Katherine rolou os olhos. -Ela não queria os presentes, mas aposto que aceitava todos. -Sorriu. -Você devia parar de pensar nela desse jeito. Elena não é como você imagina que ela seja. Ela já estava se agarrando com o ex dela, ela é tão vadia quanto qualquer outra garota com quem você pode ter transado!


–Você tem razão. –Não tinha como não concordar com os argumentos de Katherine. Tudo que ela estava falando era a verdade, tinha que ser verdade. Elena tinha terminado com ele e já estava com outro. Ela realmente não podia ser tão inocente quanto ela aparentava ser.


–Esquece ela... -Sussurrou, estava tão próxima dele, seus lábios quase colando nos dele e não esperou que ele falasse ou fizesse qualquer coisa. Katherine simplesmente o beijou de uma forma extremamente erótica, o que fez com que ele correspondesse ao beijo na mesma intensidade. Não, ele não gostava dela, mas poderia se envolver com ela, não era difícil se envolver com ela. Katherine era uma mulher lindíssima e muito sexy, mas a verdade é que enquanto ele a beijava, ele só estava pensando na Elena, por mais que tentasse, não conseguia parar de pensar nela.

Notas finais
E aí? O que vcs acharam?
Por favor, comentem! Críticas tbm sao bem vindas
Quem quiser me add no Twitter @lady_nandaa
Beijinhos =*