Notas iniciais
Oi meninas!
Mais um capítulo, não sei se ficou muito legal!
Queria agradecer pela quantidade de comentários no último capítulo, fiquei tao feliz! Sério, obrigado :)
Por favor, comentem nesse também!!! E recomendem :)
Beijos

Damon acordou se sentindo ótimo, ainda não podia acreditar que ele a tinha possuído. Olhou para a linda garota deitada ao seu lado e ela dormia profundamente. Elena parecia uma princesa enquanto dormia. Ele a cobriu cuidadosamente, não queria ela sentisse frio. Acariciou o rosto de pele tão macia suavemente. Ela era mesmo linda. Gostava de saber que ele era o único que ela já tivera e seria sempre o único.


Ela nunca teria outro. Sentiu-se possessivo em relação a ela, ela era dele. Só dele. Ele a olhou novamente, ela era mesmo muito bonita. Lembrou-se que ela era uma garota muito doce e sensível, precisava ser mais gentil ainda com ela quando ela acordasse.Ligou para a recepção e pediu que um dos funcionários fosse à floricultura, que era bem perto do hotel, comprar rosas.


Quando a garota acordasse encontraria as flores e também teria o café da manhã na cama. E foi isso que aconteceu. Elena acordou sentindo-se tão bem, era uma sensação diferente, ela realmente se sentia amada. A noite anterior tinha sido maravilhosa, linda. . Ela ainda se lembrava de vividamente de cada beijo, cada toque... Tinha sido realmente perfeito.


–Bom dia, princesa. -Damon falou em um tom carinhoso, chamando a atenção dela que ainda parecia estar sonhando, ou melhor, ela estava sonhando acordada. Seus lábios tocaram os dela em um beijo delicioso.


Elena se arrepiou nada era melhor do que ser acordada com um beijo.


–Bom dia, amor...-Elena sussurrou docemente e o beijou mais uma vez. Em seguida, ela vira o lindo bouquet de rosas ao seu lado. -Essas flores...-Falou admirada.


–São para você. -Respondeu, levou uma das mãos ao rosto dela e acariciou gentilmente.-Elas são lindas. –Pegou as flores, fascinada. –Muito obrigado. — A garota agradeceu, estava encantada. Sorriu e em seguida o beijou longamente. Ela estava se sentindo como uma princesa. –Eu nunca imaginei que esses momentos pudessem ser tão maravilhosos...-Baixou o olhar, tímida. –Eu acordei com você do meu lado me dando beijos, ganhei flores...como poderia ser melhor?


–Eu ainda vou trazer o seu café da manhã na cama...-Seu tom de voz era tão sedutor, o sorriso lindo que se esculpia em sua face. Elena quase perdeu o ar quando o fitou.


–Eu vou ficar muito mimada desse jeito. –Falou em um tom diferente. Ela estava tão feliz e era impossível não perceber isso.


–Eu gosto de mimar você.


A garota abriu um sorriso quando ele voltou trazendo o café da manhã dela. Se ela podia ter qualquer insegurança em relação estar apenas sendo usada, essas inseguranças estavam indo embora. Se ela achou que ele pudesse descartá-la, após fazer sexo com ela. Elena estava totalmente enganada. Damon estava sendo tão gentil e carinhoso com ela. Ela nem tinha palavras para descrever como se sentia. Ele realmente a amava e ela tinha certeza.


–Sobre ontem à noite...-Elena fez uma pausa, suas bochechas coraram, não acreditou que realmente estava puxando o assunto. Bem, ela podia não ser mais virgem, mas ela continuava igualmente tímida.


–Você gostou? –Perguntou curioso. Bem, também considerou que ela pudesse ter se arrependido do que tinham feito, achar que não tinha sido o “momento certo”.


–Foi a melhor noite da minha vida. –Admitiu. Sentiu seu rosto queimar numa vergonha maior ainda. Ela não devia falar essas coisas, mas já tinha dito. –Foi tudo tão perfeito...


–Que bom que você gostou. –Falou em um tom presunçoso, afinal, ela tinha acabado de dizer que tinha adorado.


–Eu gostei muito. –Ela repetiu.


–Lógico que você iria gostar, afinal você fez sexo comigo. –Falou em um tom convencido.


Elena rolou os olhos, sua pele queimou de vergonha... Pronto, agora ele ia ficar se gabando. Ela não deveria ter dito nada. –Você não precisava ficar se achando...


–Não, claro que não. –Pareceu se divertir com o jeito dela. Ela ficava uma graça quando estava com vergonha.


–E você? –Perguntou em um tom inseguro. –Gostou de fazer sexo comigo?


–Lógico que sim, por que eu não iria gostar?


–Porque eu sou inexperiente. –Admitiu. –Eu nem sabia direito o que eu estava fazendo, não sabia como agir...


–Você não deveria se preocupar com isso, Elena... –Acariciou o rosto dela. –Você é maravilhosa.


Elena sorriu, deixou seu corpo colar no dele. Eles já estavam abraçadinhos de novo. Não acreditou quando ela mesma tomou a iniciativa e o estava beijando tão profundamente. Não estava mais tão envergonhada, ou melhor, ela não podia mais ter vergonha com ele, não fazia mais nenhum sentido. Queria apenas estar com ele. Queria apenas beijá-lo, trocar os beijos mais apaixonados, mais intensos... E era tão perceptível o quanto se amavam e o quanto esse sentimento crescia a cada instante.


...


Depois de tudo que acontecera, Elena precisava ligar para Caroline. Tinha tantas coisas para contar, precisava falar com alguém sobre isso. Já até imaginava como seriam as reações da amiga do outro lado da linha e bem, só de imaginar, ela já estava rindo.


–Alô? –Caroline atendeu no segundo toque.


–Oi, Carr, é a Elena.


–Nem vou perguntar se está tudo bem, porque pela sua voz já dá para perceber está tudo incrivelmente bem. Agora me conte, como foi na festa?


–Você não vai acreditar se eu te disser que não era qualquer festa. –Sua voz modificou-se, tornando-se mais animada. –Era a festa da Lancome!


–O que? –Caroline já estava gritando. –Meu deus! A festa da Lancome! Esse mundo não é justo, você que nem liga para moda... e eu aqui me mataria para ir numa festa dessas! Eu não acredito nisso.


–Teve um desfile...


–Para, Elena! Você quer me torturar, é?


–Eu só estou fazendo o que você sempre me pede! Contando tudo...


–Ai, Elena, você é tão sortuda, você não tem ideia do quanto! O que mais aconteceu?


–Carr, aquela garota metida, que trabalha com ele, foi à festa também.


–Você não deixou que ela ficasse te zuando, né? –Perguntou quase revoltada, já imaginava qual seria a resposta.


–Não, eu dei um fora nela. -Falou confiante.


–Muito bem, Lena! Vou te dar uma estrelinha por isso. -Caroline tinha ficado tão feliz, nem acreditava que a amiga tinha parado de ser tão insegura.


–Agora vem à notícia mais bombástica de todas. –Elena falou em um tom diferente, mas animado e ao mesmo tempo um pouco receoso, já conseguia prever a reação escandalosa da loira.


–Então, conte-me, já estou curiosa.


–Eu não sou mais virgem... -Sua voz hesitou, estava com vergonha.


–E-U N-A-O A-C-R-E-D-I-T-O!! -Caroline estava tão surpresa. Aquilo era quase um milagre, nem dava para acreditar. Ela pensava que iria demorar uns dois anos para que a morena fizesse sexo. -Já estava mais do que na hora. Finalmente, amiga! Agora, me diz, doeu muito?


–Doeu um pouquinho. -Admitiu. -Mas foi perfeito, maravilhoso. –Sua voz se modificou, cada vez que falava sobre aquele momento intimo, falava de uma forma doce, sua voz possuía um tom de encantamento.


–Safada! -Caroline brincou. As duas riram.


–Eu não falei nada demais, só disse a verdade. Foi incrível.


–Eu estou começando a ficar com inveja... –Brincou. — Sua primeira vez foi tão boa assim? –Perguntou curiosa. -Nossa, eu ainda me lembro da minha, foi horrível. –Confessou.


–Nossa... -Elena pareceu chocada, não imaginava como podia ser ruim. -Eu ainda estou nas nuvens, foi tão bom, minha primeira vez foi tudo com que uma garota pode sonhar.


–Dá para perceber pelo jeitinho que você está falando... -Caroline riu. –Mudando de assunto. –Fez uma pausa. -Será que agora você vai finalmente me responder o que eu sempre pergunto?


–Responder o que? –Elena já tinha uma ideia de qual seria a pergunta, mas se fez de desentendida.


–É grande?


–Ah, como você é curiosa! -Elena sorriu. Balançou a cabeça negativamente.


–Responde logo!


–Tá bom, é grande.


–Eu sabia! -A loira riu. -Eu sabia. -Repetiu.


–Agora é melhor a gente parar de falar do órgão do sexual do meu namorado. -Falou enciumada e Caroline e percebeu, achou até engraçado.


–Você ficou com ciúmes! –Falou rindo.


–Eu sou ciumenta, tá bom? –Elena já estava rindo também. –Tipo, muito ciumenta!


–Eu estou vendo.


Elena ficou em silêncio por um momento. Estava constrangida com o que ela iria perguntar. -Carr, é normal eu já estar com desejo de transar com ele de novo? Eu quero dizer, eu acabei de perder a virgindade, eu...


–Lógico que é normal. -Caroline a interrompeu. -Você acabou de ter uma noite maravilhosa com o homem que você ama, é natural que você queira mais.


–Você tem razão!


–Lógico que eu tenho! Então vai logo se jogar nos braços desse homem maravilhoso!


–Nós vamos sair para conhecer a cidade agora, mas de noite, eu vou fazer isso mesmo!


–Tem que fazer mesmo, compensar os três meses que você ficou com ele sem sexo! Liga amanhã para conversarmos mais!


–Ligo, sim. Beijos.


–Beijo.


...


O passeio pela cidade era o que faltava para completar aquela viagem tão perfeita. Paris os tinham conectado ainda mais, se eles já eram um casal tão lindo antes, agora, eram como almas gêmeas. Decidiram visitar primeiro a Torre Eiffel e ela era ainda mais linda do que podiam observar da varanda do hotel. Elena se abraçou em Damon e por um instante apenas contemplou a bela estrutura de metal a sua frente. Ela estava encantada.


–É linda... -Elena quebrou o silêncio, suas palavras soaram em um tom de contemplação. -Eu não conheço muitas cidades, na verdade, eu só conhecia a cidade onde moro... mas mesmo assim eu não consigo acreditar que exista um lugar mais bonito.


–Mesmo quando você conhecer outras cidades, ainda assim, você vai achar difícil encontrar uma que seja mais linda que Paris. -Damon sorriu e deu um beijinho nos lábios dela. -Aqui é um dos meus lugares preferidos, mas eu tenho que admitir que eu estou achando Paris muito mais bonita do que da última vez que eu a visitei.


–Sério? -Elena pareceu impressionada. -Mais bonita? Por quê?


–Porque dessa vez eu estou aqui com você. -Um sorriso sedutor esculpiu-se nos lábios dele. -Você ainda não percebeu como a sua presença ilumina a cidade e a deixa ainda mais linda?


–Eu... Eu... eu não sei o que responder...-Confessou, a pele de seu rosto corou com aquele elogio tão romântico. Ela ainda não estava totalmente acostumada a ser tão amada, mas teria que se acostumar porque eles ficariam juntos para sempre.


–Você não precisa responder nada. -Acariciou o rosto dela suavemente, o rosto deles estavam tão próximos, os lábios a centímetros.


–Você tem razão. -Sussurrou. E então, a boca dela tocou a dele com tamanha doçura, iniciando um beijo delicado, incrivelmente apaixonado. A visão dos dois se beijando se tornava ainda mais encantadora quando se via a cidade de Paris ao fundo. Não era qualquer cidade, era a cidade mais romântica e eles não eram qualquer casal, eram almas gêmeas.


Então seguiram para ver a bela vista de cima da Torre. Era magnífico, podia-se ver a cidade inteira. Ventava bastante ali, os cabelos dela ficaram todos despenteados e ainda assim, ele a achou ainda mais bonita. Beijavam-se o tempo inteiro, se eles não estavam usando aliança, mas pareciam um casal recém-casado e totalmente apaixonado. Depois do passeio a Torre Eiffel, visitaram o Arco do Triunfo que era igualmente belo, estavam o tempo inteirinho de mãos dadas ou abraçados, trocando beijos apaixonados. Depois, foram passear pelas ruas mais chiques da cidade para fazer compras. As lojas eram as mais badaladas do mundo.


–Amor, eu não acho que seja importante fazer compras... -Falou sem graça, ela jamais teria condições de comprar qualquer coisa ali e também não podia permitir que ele ficasse gastando tanto dinheiro com ela.


–Mas eu quero te comprar um presente. -Damon insistiu, ele não se importava em gastar em presentes, não quando os presentes eram para ela.


–Não precisa, essa viagem já é o melhor presente que eu poderia ganhar.


–Eu quero te dar mais alguma coisa, você não pode voltar de Paris sem nenhum presente. Por que não escolhe uma roupa para jantar comigo hoje?


–Eu não posso...é sério...-Respondeu. -Eu não posso entrar em uma loja tão cara e comprar roupas com o seu cartão de crédito.


–Tudo bem, eu pago em dinheiro. -Abriu um sorrisinho. Ela rolou os olhos.


–Mesmo que você pague em dinheiro.


–Não aceitar os meus presentes é ofensivo, sabia?


–Você é teimoso.


–Você também.


–É sério, eu não quero nenhum presente, eu só quero ficar com você.


–E eu quero te dar um presente.


–Eu não acredito que nós vamos brigar por isso. -As brigas deles eram fofas, isso sim.


–Não precisamos brigar se você escolher um presente. -Rolou os olhos.


–Tudo bem, você pode me dar um presente desde que não seja um presente caro.


–Uma caixa de chocolate?


–Ótimo. -Ela sorriu, iria adorar receber os chocolates.


–Amanhã, eu te dou chocolates, se eu puder te dar um presente hoje.


–Como você é irritante! -Elena resmungou e do nada sorriu.


–Do que você está rindo? -Damon perguntou confuso.


–Eu me lembrei de quando a gente se conheceu...-Seu tom era delicado. -Você ia para a lanchonete e ficava me irritando.


–E você me servia café com leite quando eu pedia café puro para me provocar. -Damon também estava sorrindo.


–Por que você decidiu que iria implicar comigo?


–Bem, eu tinha te achado linda, mas você não gostou da minha cantada.


–Ela era péssima...


–Costumava funcionar com todas as garotas...menos com você. Eu percebi o quão irritada e sem jeito você ficava cada vez que eu brincava com você e então percebi que havia algo em você, que você era especial, diferente das outras garotas.


–Eu tenho que admitir que eu te achei lindo, mas você era incrivelmente irritante eu queria voar no seu pescoço,mas, às vezes, você era fofo...quando você disse que eu era bonita...


Não foi possível precisar quem iniciou aquele beijo tão intenso, cada palavra que disseram fortaleceu o sentimento que havia entre eles e isso se refletiu naquele beijo tão longo e delicioso.


No final, Elena acabou cedendo e foi escolher um presente. Não soube muito bem em qual loja iria, só sabia que não queria nada da Dolce Gabbana, essa marca a lembrava da Katherine. A verdade era que no fundo, ela não precisava de presente algum, muito menos de vestidos que custavam milhares dólares quanto aqueles, mas por mais que tivesse dito, ele ainda assim queria que ela comprasse alguma coisa.


Suspirou profundamente quando entrou na loja da Dior. Aquilo era chique demais para e ela nem se sentiu a vontade na loja. Ela não combinava com aquilo tudo. Decidiu esquecer tudo aquilo. Ia apenas escolher um vestido e pronto. Era um vestido azul claro delicado e ao mesmo tempo sensual. Era bem justo e deixava suas costas completamente nuas. Esperou apenas que ele a achasse linda quando a visse mais tarde usando o vestido.


...


Damon não havia contado onde seria o jantar, Elena ficou pensando se poderia ser outra festa ou se eles iriam a algum restaurante tão chique que era necessário que ela usasse um vestido tão caro quando aquele Dior. E quando ele a viu, ficou completamente admirado. A beleza dela era extasiante. O vestido lhe marcava as curvas bem desenhadas, o cabelo estava preso em um coque que deixava apenas duas mechas caírem por sua face. Só que o que mais chamava a atenção era o sorriso dela, era um sorriso cativante, possuía um brilho diferente. Elena estava feliz, ela nunca esteve tão feliz quando naquele dia e isso fazia com que ela fosse ainda mais bonita.


–Você gostou? –Perguntou em um tom quase inseguro quando ele não dissera nenhuma palavra.


–Você está linda...-Respondeu ainda fascinado pela bela imagem que tinha cada vez que a olhava. –Muito linda.


–Obrigado. –Agradeceu-o com um demorado beijo na boca. –Será que agora você pode me dizer para onde nós vamos?


–Se eu contar, vai estragar a surpresa, princesa. –Sorriu de forma provocante.


–Mas eu estou curiosa. –Replicou.


–Você logo vai descobrir.


E quando ela descobriu, não pode acreditar. Se já achava que estava sonhando antes, agora tinha certeza. O jantar romântico em um barco pelo Rio Sena. Aquele, com absoluta certeza, era o passeio mais poético que alguém poderia fazer em Paris.


–Você está ficando muito bom em me fazer surpresas. –Sua voz soou como um sussurro, estava completamente encantada.


–Eu ainda tenho mais uma surpresa para você hoje. –Falou a puxando para mais perto.


–E o que é?


–Se é surpresa, eu não posso contar, Elena.


–É você tem razão.


Os dois se sentaram. Por um instante ficaram em silencio e aquele silencio foi tão romântico e doce como se eles tivessem dito milhões de palavras. A verdade é que não precisava falar para demonstrar amor. Na verdade, as palavras são sempre as demonstrações mais fracas de afeto e os atos as mais genuínas e verdadeiras.


Elena colocou uma das mãos em cima da mesa e então, sentiu a mão de Damon sobre a dela, acariciando-a. Os olhares se encontraram e faiscaram uma paixão imensurável. Se fosse outra ocasião, Elena teria desviado o olhar, estaria envergonhada, mas não. Não naquele instante. É lógico que ela ainda tinha seus muitos momentos de timidez, mas ela estava mudando, ela estava confiando mais em si mesma, mas no amor que eles possuíam.


–Você está diferente. –Ele observou. –Mais bonita.


–Diferente como? –Perguntou meio confusa.


–Algo em seu olhar, no seu sorriso...-Não soube explicar muito bem.


Elena apenas sorriu, também não soube o que falar. Damon costumava deixá-la sem palavras muito facilmente.


–Esse sorriso...esse sorriso é especial...


–Eu estou feliz...-Fez uma pausa. –Feliz por sua causa e esse sorriso é só para você.


–Que bom que de todos os seus sorrisos, esse é para mim, porque é o meu preferido.


Elena apenas o olhou encantada, ainda tentava encontrar uma resposta para o que ele tinha acabado de dizer. -Eu te amo...-Essa frase foi à única que podia expressar exatamente o que ela estava sentindo naquele momento.


–Eu também te amo. -Damon respondeu em tom mais suave. E como ele poderia não amá-la? De todas as garotas que ele tivera e foram muitas, ela foi à única que mexeu com ele, a única que valia realmente se apaixonar.


O silêncio se fez novamente, mas desta vez foi um novo tipo de silêncio, foi o silêncio adocicado de um beijo.As bocas seladas, as línguas entrelaçadas, movendo-se juntas em movimento sincronizado, harmônico.


–Eu tenho um presente para você.


–Outro presente?


–Eu espero que você goste. –Entregou uma caixa para ela.


Elena abriu a caixa cuidadosamente e abriu um sorriso quando viu o que estava ali dentro.


–Uma Minnie de pelúcia? Eu não acredito! –Falou rindo.


–Quando eu a vi, lembrei-me de você na hora, Elena.


–Por causa da minha camisola...Isso é tão fofo.


A garota o beijou novamente, a verdade é que ela tinha adorado o presente, afinal, lembrava algo íntimo, algo que só eles sabiam. Elena foi brincar com a Minnie em um ato infantil e então percebeu que havia algo nos bracinhos dela.


–Um anel? –Falou enquanto pegava o anel de ouro branco cravejado de diamantes.


–É para você...-Falou em seu tom costumeiramente sedutor.


–Para mim? Isso é tipo um anel de compromisso?


–Exatamente. Assim você pode ter certeza que eu te amo. -Falou sinceramente, pegou o anel e colocou no dedo dela.


–Eu já tenho. -Sorriu e olhou fascinada para o anel.


Elena mal conseguia se conter de felicidade, aquele momento era tudo com o que poderia sonhar, ou melhor, era mais do que ela poderia sonhar. Não existiam palavras para descrever, era ainda maior do que a perfeição. Beijaram-se novamente e aquele não fora um beijo qualquer, fora o beijo. O amor que havia era tão forte que era possível senti-lo fluindo de um para o outro em fluxo repleto de harmonia. E os beijos apenas se tornavam mais amáveis, mais afetuosos, mais intensos...


...


No dia seguinte, Elena não podia se conter de tanta felicidade. A garota olhava de dois em dois minutos para o anel que reluzia em seu dedo. Era perfeito. Era lindo...era tudo. Um pouco depois de Damon ter saído, alguém batera na porta do quarto. Elena estranhou, mas levantou-se para atender.


–Oi, Elena. –Era Katherine.


–Oi. –A garota respondeu surpresa.


–Eu preciso falar com você, Elena.


–Eu estou ocupada agora...-Elena respondeu secamente. Não suportava a presença daquela garota.


–É muito importante.


–Tudo bem. –Acabou cedendo.


Katherine entrou e as duas sentaram-se no sofá.


–Primeiro, eu queria me desculpar por ter sido uma idiota com você. –Katherine usou o tom mais falso que pode encontrar.


–Tudo bem. –Elena sorriu. Se ela estava pedindo desculpas, então, estava tudo bem.


–É que tinha um motivo para eu não gostar de você.


–Qual? –Elena perguntou confusa.


–Eu me sinto tão culpada, Elena...Eu sinto muito. –Forçou uma expressão de choro.


–Sente muito pelo que? –A morena pareceu preocupada, não estava entendendo nada.


–Quando você e o Damon começaram a namorar...-Katherine fez uma pausa, fingindo que falar aquilo custava muito a ela. –Eu estava ficando com ele...


–O que? –Elena estava completamente surpresa.


–Nós ainda estamos ficando...


–Eu não acredito. –Elena balançou a cabeça negativamente. Estava visivelmente irritada. –O Damon nem gosta de você.


–Ele disse isso? –Fingiu mais sofrimento.


–Disse. –Sua voz era rude. –Agora, saia daqui. Eu sei muito bem o que você está tentando fazer.


–Ele só está com você para te usar...


–Eu sei que não.


–E se eu te mostrasse provas?


–O que?


–As mensagens que ele passava no meu celular...


–Não pode ser.


Katherine tirou o próprio celular do bolso e mostrou a Elena diversas mensagens de amor trocadas entre ela e Damon e outras diversas mensagens onde ele dizia que Elena era só um passatempo, uma garota que ele usaria para fazer sexo e nada mais.


A verdade é que, Damon nunca tinha escrito nenhuma daquelas mensagens. Só que durante todas as vezes que ele deixou seu celular com sua secretária, a Rebekah, para que ela pegasse os recados importantes, ela e Katherine armaram um plano. Para a sorte de Katherine, Damon deixou o celular várias vezes com Rebekah nas semanas que antecederam a viagem a Paris.


As duas usavam o telefone dele para passar mensagens para o celular de Katherine e depois apagavam as mensagens do telefone dele para que ele não tivesse ideia do que elas estavam armando. As mensagens ficaram apenas armazenadas no celular de Katherine. E pelo visto, o plano tinha funcionado melhor do que elas poderiam prever. Katherine estava se deliciando ao ver Elena em lágrimas. A garota tinha acredito de primeira, mas como não acreditar quando via aquelas mensagens enviadas pelo numero dele? Era um plano inteligente e perfeito.


–Eu não acredito que ele fez isso comigo...-Elena falava em meio ao choro.


–Eu sinto muito, Elena. –Katherine forjou algumas lágrimas.


–Eu vou jogar tudo isso na cara dele. –Elena falou. Estava irritada, estava triste, estava magoada...Era um furacão de sentimentos.


–Não, você não pode contar que eu te mostrei as mensagens...-Katherine pediu. –Se você contar, eu nem sei o que ele pode fazer comigo. Ele dormia comigo e disse para você que não gostava de mim...imagina o que ele não via fazer, eu também vou perder meu emprego. –Fez um drama. –Você não pode contar, por favor, Elena.


–Você tem razão, eu não vou contar, eu vou apenas terminar com ele, dizer que eu não o amo. –Seu coração estava partido.


Katherine a abraçou, estava radiando felicidade. Ela finalmente tinha conseguido destruir aquele namoro.

Notas finais
E aí? O que acharam?
Katherine conseguiu a vingança dela, né?
Apenas para deixar claro, nao sei se eu consegui explicar bem no capítulo.
O Damon não ficou com a Katherine, nem passou mensagem nenhuma no celular dela, nem usou a Elena.
Na verdade, tudo isso foi a Rebekah e a Kath que fizeram pelas costas dele. :(
Será que o amor Delena vai conseguir sobreviver ao que a Kath fez?
=*