Notas iniciais
Desculpem pela demora.

Esse capítulo é inédito

Eu dividi o capítulo em duas partes para poder postar logo.

Eu ando super atarefada e sobrecarregada de trabalhos, mas não aguento ficar muito tempo sem escrever!

Espero que vcs ainda queiram ler e espero que realmente gostem

Logo logo, vai ter mais coisas na historia, para n ficar tão "facil" a menos q vcs estejam gostando assim

Beijinhos

Elena não conseguia trabalhar, não conseguia fazer nada. Damon era a única coisa que fazia sentido em seu mundo naquele momento, contava os instantes para vê-lo, contava os instantes para sentir os braços fortes dele a envolvendo num abraço amoroso, quente, protetor.

Suspirou profundamente, já estava perdendo o senso, estava tão apaixonada. Estava ansiosa demais para dizer que queria namorar com ele, não deveria ter dito no telefone que ele teria que esperar para ouvir a resposta, que ela só falaria pessoalmente, deveria ter dito logo. Iria acabar o perdendo, ele já deveria estar achando que ela era difícil demais e bem, não valia o esforço.

Não, ela não valia mesmo, uma parte dela ainda não acreditava como ele poderia ser capaz de amá-la. Ela nunca fora do tipo que atraía a atenção dos garotos mais bonitos, na verdade, sempre fora meio que deixada de lado. Bem, até encontrar o rapaz que se tornou seu noivo e depois a dispensou como todos os outros faziam.

Não, isso não era verdade, ele a dispensou de uma forma muito pior, muito mais dolorosa, ele a trocou, ele nunca a amou.Por mais que ela quisesse esquecer isso, quisesse apagar de sua vida, ela não conseguia, ou melhor, se forçava a lembrar, como se as lembranças tivessem se tornado um escudo, um escudo que a protegeria, a protegeria da desilusão, da tristeza e ao mesmo tempo a privaria do amor.

Ela não deveria se envolver com Damon, era o que seu escudo lhe dizia, mas ela não conseguia escutar completamente, estava surda, estava cega, a verdade era que ela estava completamente apaixonada. Elena ficou imaginando se algum dia iria ser capaz de deixar o passado para trás, de nunca mais ter que sentir as dores que foram criadas lá.

A verdade é que ela já nem sentia tanto, só que ainda não tinha percebido isso. Não tinha percebido quantas vezes sorrira, quantas vezes seu coração bateu tão rápido, apaixonado, quantas vezes se pegara sonhando. Algo dentro dela havia mudado, mudara completamente depois que Damon entrara em sua vida.

Ele era a cura que ela tanto precisava e talvez fosse por isso que, mesmo evitando, mesmo tentando lutar contra o que sentia, ela não conseguia, mergulhava mais e mais, mergulhava nele, mergulhava no sentimento crescia por ela. E o engraçado é que Damon também havia mudado depois de conhecer Elena.

Ele não queria mais ser quem costumava ser, ele queria ser melhor, não seria mais aquele cara que costumava usar as mulheres, nunca se envolvia de verdade com nenhuma delas, nunca se apaixonava, tão pouco amava, que queria apenas sexo e nada mais.

O que havia apenas começado como um flerte, havia se tornado uma paixão avassaladora. E o tempo foi passando, lentamente a cada giro do ponteiro do relógio, tão lentamente que Elena achava que não passaria nunca, mas passou. Seu turno na lanchonete terminara, ela iria se arrumar e esperar que Damon chegasse para buscá-la, para que ela pudesse abraçá-lo, para que ela pudesse beijá-lo e dizer que era a namorada dele.

Quando Elena foi se arrumar, ela tivera vontade de morrer. Seria mais um encontro em que ela teria que ir com seu uniforme. Ela era muito burra mesmo, pensou. Fazer o que? Teria que ir daquele jeito mesmo. Pelo menos, poderia caprichar na maquiagem, arrumar os cabelos. Elena estava quase pronta quando Caroline entrou no vestiário.

–Aimeudeus! Amiga, você não vai vestida assim, né? — A loira olhou inconformada, como alguém iria vestindo uniforme do trabalho encontrar o cara mais gostoso do mundo? Nem pensar!

–Eu não tenho outra roupa. -Elena deu de ombros já estava conformada com a ideia. Na verdade já estava ansiosa demais para conseguir se preocupar realmente com o que iria vestir.

–Mas eu tenho! Eu sempre trago roupa na mochila para poder sair depois do trabalho. -Caroline falou animada enquanto observava Elena cuidadosamente, com toda a certeza, alguma coisa caberia perfeitamente nela. -Eu te empresto.

Caroline foi correndo pegar as roupas que tinha, e bem, acabou escolhendo uma para Elena, pois achava que a amiga não tinha nenhum senso de moda.

–Esse vestido, Carr? — Elena olhou assustada. –Ele é muito curto, sério, prefiro ir como eu estou mesmo. –Falou timidamente, se ela já tinha vergonha de usar aquela roupa do trabalho, imagina se usaria aquele vestidinho que a amiga estava mostrando a ela. Aquilo era muito curto e para os padrões de Elena era quase invisível. Nunca que ela usaria.

–Nem pensar que você vai desse jeito, eu não vou deixar, Elena! E esse vestido é lindo, vai ficar perfeito em você. –Abriu um sorrisinho malicioso. –Aposto que o Damon vai adorar.

–Ele vai ficar me zoando por causa do vestido. –Falou ingênua.

–Ai, Elena, de onde você tira essas ideias? –Caroline rolou os olhos. –Ele vai é te comer com os olhos.

–Carr! – Elena pareceu chocada com as palavras dela, ela era realmente uma garota inocente, talvez, inocente demais.

–Veste logo isso antes que eu te obrigue. –Ordenou enquanto separava maquiagem, a que Elena estava usando era muito simples, precisava de algo de efeito, afinal, seria uma noite muito especial.

Elena relutou, mas acabou vestindo, não era possível discutir com Caroline quando o assunto era moda, era completamente impossível e bem, se Caroline estava dizendo que ela ia ficar bonita, ela realmente iria. Caroline abriu um sorriso satisfeito quando viu a garota.

–Uau, sua gata! –A loira exclamou.

–Ai que vergonha. –Elena olhou-se no espelho, aquele vestido era muito curto, já estava achando que mal conseguiria andar vestindo aquilo.

–Elena, para com isso! Nem é tão curto e você parece uma deusa! – Sorriu. –Agora deixa eu te maquiar e fazer seu cabelo.

–Carr, não vai dar tempo, daqui a pouco o Damon vai chegar...

–Ele que te espere, ele tem que esperar a namorada dele, Lena.

–Eu espero que ele ainda queira ser meu namorado...

–Lógico que ele quer, sua boba! Agora fica quietinha para eu te passar o rímel.

Quando a garota estava finalmente pronta, Damon já a estava esperando por cerca de meia hora, mas estava tudo bem, ele esperaria por ela o tempo que precisasse, ele realmente queria estar com ela. E ela estava tão linda, valeu a pena esperar cada segundo por ela, valeria a pena até esperar mais.

–Oi. –Elena quebrou o silêncio, falando de forma hesitante, estava tímida.

–Oi, Lena. –Damon respondeu num sussurro, ainda estava encantado por ela. –Você está maravilhosa.

–Você gostou? –Ainda parecia insegura.

–Eu adorei. –Sorriu, um daqueles sorrisos perfeitos, que tiram o fôlego de qualquer garota. –Adorei o vestidinho. –Piscou maliciosamente, fazia isso apenas para irritá-la, achava uma graça aquela timidez inocente de Elena.

Rolou os olhos, irritada, mas no fundo, sentiu-se poderosa, percebeu a forma como Damon a olhava. Sim, ele a estava devorando com olhar, ele a achava bonita. Alguém gostava dela e achava linda, aquilo era bom demais, nem parecia real. Abriu um sorrisinho satisfeito, um sorrisinho que era quase malicioso ao mesmo tempo em que era doce.

Damon a abraçou, ela não resistiu, retribuiu, abraçando-o carinhosamente, já não era mais capaz de esconder a forma como se sentia em relação a ele. Caminharam até o carro, Damon fez questão de abrir a porta do carro para ela. Elena sentia-se especial cada vez que ele fazia isso.

–Para onde nós vamos? –Perguntou delicadamente, sentia todo seu corpo reagindo a ele, sentia um clima tão doce, tão amoroso quando estava perto dele, sentia que era ali que era gostaria de estar. Nunca haveria alguém como Damon, ele era especial, ele era o único que conseguia fazer com que ela se sentisse tão bem.

–Eu acho que a minha linda Elena poderia escolher aonde quer ir. –Seu tom era tão sedutor, mas também era carinhoso. Não sabia o que havia acontecido com ele, mas Elena o havia enfeitiçado, ela era a garota que conquistara o seu coração.

–Eu não sei... -Elena murmurou. –Eu não costumo sair muito...-Admitiu.Ela nunca saía principalmente depois do que acontecera a ela, depois do que seu ex-noivo fizera com ela, depois de todo o sofrimento que passou.

–Então, diga um lugar que gostaria de ir... -Damon sugeriu pacientemente. Queria que aquela noite fosse especial, inesquecível para sua doce Elena. –Qualquer lugar que você queira....

–Ah... -Elena baixou o olhar, era sempre tão tímida, tão recatada. –Você vai me achar boba...-Sua voz soou com um pequeno fio de som. Evitou olhar naqueles olhos tão azuis, tão intensos e apaixonantes.

–Lógico que eu não vou te achar boba. –Acariciou o rosto dela lentamente, ergueu-lhe o queixo lentamente para que ela pudesse olhar para ele. Os olhos se cruzaram num brilho tão terno e afetuoso.

–Promete que não vai rir? –Pergunto hesitante, já até imaginava qual seria q resposta.

–Não. –Respondeu já tendo que tentar conter o riso. Sempre respondia isso para ela porque adorava a forma como ela podia se irritar tão facilmente, ficar vermelha de vergonha. Ela era uma graça.

–Eu odeio quando você fala isso. –Resmungou, mas não conseguia ficar com raiva de verdade. Como ele conseguia isso? Ele a provocava de todas as formas e ainda assim ela não ficava com raiva, ela gostava ainda mais dele.

–Eu sei. –Falou descaradamente exibindo um sorriso igualmente irônico e descarado. –Agora me diga no que você pensou ou eu posso dirigir a noite inteira sem rumo até você me dizer onde quer ir...

–Ah...-Hesitou mais uma vez. –Eu uma vez vi num filme...-Uma pausa. –Ai, isso é tão idiota! Eu aqui falando de filmes com você... –Ela nem iria falar o que ela tinha pensado, era completamente absurdo, não tinha como sugerir o que tinha passado em sua mente. Era impossível, era apenas uma cena romântica que a fazia marcado, uma cena romântica de seu filme preferido, mais nada.

–Eu não acho idiota. –Falou sinceramente. –Eu gosto.

–Sério? –Pareceu incrédula.

–Claro. –Sorriu. –Não que eu chore assistindo filmes como você deve fazer. –Provocou.

–Eu não choro. –Retrucou.

–Eu não acredito nisso, Elena.

–Sério, eu...

Ele não deixou que ela continuasse a frase, a puxou para mais perto e antes que Elena pudesse dizer qualquer coisa, ela já havia sido completamente enfeitiçada pela presença dele, ela o amava e não podia evitar o que sentia. Os rostos se aproximaram, uma distância perturbadora que foi imediatamente quebrada pelos lábios que uniram-se em um beijo deliciosamente doce.

–Eu acho que esse beijo significa que você é minha namorada... –Sussurrou no ouvido dela, fazendo com que Elena se arrepiasse ao sentir seu hálito quente.

–Você realmente me ama? –A resposta aquela pergunta era totalmente óbvia, mas ainda assim precisava perguntar.

–Como eu poderia não amar alguém como você, Elena? Você é maravilhosa. –Respondeu sinceramente, a mão dele alcançou a dela, fazendo com que garota sorrisse.

–Então, eu sou sua namorada. –Beijou-o de forma delicada e ao mesmo tempo ardente. –Eu te amo... — Sussurrou em meio aos beijos, admitiu muito facilmente,achou que não deveria ter dito, não deveria se entregar mas já estava se entregando.

–Eu tenho uma ideia de um passeio romântico. — Falou em uma voz completamente afetada pelos beijos quentes de Elena.

–Qual ideia? –Elena perguntou curiosa.

–É surpresa.

...

Elena demorou um pouco para processar, para entender exatamente o que estava acontecendo. Eles iriam mesmo passear de barco sob o luar? Ou melhor, eles iriam passear no luxuoso Iate de Damon, mas a verdade é que aquilo era o menos importante, o que realmente importava é que eles estariam juntos num passeio extremamente romântico.

A mão de Elena procurou a dele, os dedos se entrelaçaram, a garota sorriu docemente. Sentiu seu coração pulsar mais forte, um ritmo acelerado, naquela frequência especial, naquela frequência que só costumava bater por ele. Damon a envolveu num abraço tão caloroso e romântico.

Os dois foram até o Iate, Elena ficou impressionada que Damon também sabia pilotar. Ele era mesmo perfeito, totalmente perfeito. Era por isso que ela tinha se apaixonado por ele, tinha se apaixonado mesmo sabendo que não deveria se apaixonar por ninguém, mas talvez, ele valesse o risco que ela já não queria correr.

A verdade é que ela não tinha mais como evitar, já tinha se envolvido, já estava apaixonada e mais do que tudo isso, ela já o amava. Damon ligou o piloto automático do Iate e foi ficar com ela, abraçou-a por trás, os corpos colaram, Elena sentiu todo seu corpo se arrepiar, arrepiou-se ainda mais quando as mãos dele começaram a passear pelo seu corpo provocantemente.

Elena suspirou pesadamente, levou as mãos até a dele, acariciou. Aos poucos um clima tão doce e ao mesmo tempo sensual surgia. A garota podia sentir seu coração batendo vergonhosamente alto, não podia evitar o que sentia. Fechou os olhos, suspirou quando Damon sussurrou em seu ouvido.

–Você é linda...

–E você é maravilhoso... -Falou extremamente a afetada, a voz falhava em meio a respiração tão acelerada. Seu coração acompanhava aquele ritmo, batia rápido, descompassado. A presença dele a modificava, a tornava mais forte, mas também mais frágil. E ás vezes, ela nem sabia o que dizer, ficava sem fala, completamente encantado por ele.

–Finalmente eu recebi um elogio. — Damon provocou, um daqueles sorrisos maliciosamente irresistíveis e desenhou em seus lábios. Elena era mesmo uma garota especial, a doçura dela o encantava inacreditavelmente. Havia uma atração extraordinária entre eles e havia mais do que isso, era algo único, algo especial, magnífico, transcendental.

–Eu costumava te odiar. -Elena assumiu, mas assumiu uma meia verdade. Ela nunca o odiara de verdade. Como seria capaz de odiá-lo quando cada fibra de seu corpo sempre o quis, sempre desejou. Ela sempre sentiu algo por ele. Mesmo quando ele a provocava insistentemente, ela sentia. -Achava que você era um idiota sem coração.

–E agora? — Sua voz rouca soara tão sedutora, desta forma, era muito fácil encantar Elena. Acariciou o rosto da garota vagarosamente, a pele dela era tão macia, deliciosa. O olhar de ambos encontrou-se tão afetuosamente, era evidente o quanto eles se adoravam, se amavam.

–Agora eu amo você. -Confessou e aquela não era uma confissão fácil de fazer, ela tentara não amá-lo, tentara evitar, mas simplesmente não fora capaz, havia algo nele, algo que sempre a atraía, como se eles estivessem destinados a ficarem juntos.

Os lábios encontraram-se na avidez de um beijo, as línguas movimentavam-se explorando o sabor da boca um do outro. Damon acariciava o rosto de Elena e ela deixava seus dedos entrelaçarem nos cabelos dele. Os beijos iam se aprofundando, eram românticos e abrasadores. Abraçaram-se, ficaram, ali, juntinhos observando as estrelas, a forma como a lua iluminava a noite e sua luz refletia belissimamente sob o leito do mar.

–É tão lindo... -Elena murmurou admirada com a beleza daquela paisagem... –Eu estou encantada... -Admitiu.

–E eu estou encantado com o quanto você é linda. –Damon sorriu, levou a mão até uma mecha de cabelo cor de chocolate da garota e a ajeito, colocando-a atrás da orelha. –Cada dia eu te acho mais linda...

–Ah... -Elena sentiu a pele de seu rosto queimar de vergonha. Baixou o rosto, evitando olhar nos olhos dele. Subitamente, não soube o que dizer, ele a deixava sem palavras com tamanha facilidade. Ele era mesmo perfeito. Sentiu seu coração se apertar, tinha vezes que ainda não conseguia entender porque alguém como ele tinha se apaixonado por alguém como ela, ela que não era ninguém. A verdade é que não devia se preocupar com isso e de alguma forma conseguiu esquecer aquelas ideias que a atormentavam, concentrou-se naquele momento, da mão dele na dela, nos lábios que sempre insistiam em se beijar, a forma como ela se sentia quando estava com ele...

–No que você está pensando? –Damon perguntou curioso, puxou-a ainda mais para perto cortando qualquer distancia que ainda pudesse existir entre eles. Tentou decifrar no que Elena estava pensando, mas não conseguiu, os olhos profundamente castanhos eram insondáveis.

–Em você. –Elena respondeu meio sem graça, já estava imaginando que ele iria considerá-la uma daquelas adolescentes bobas que são excessivamente românticas, mas a realidade é que ela não conseguia ser diferente. Ela tentara não se apaixonar, não se envolver, mas não conseguiu. Não queria mais correr o risco de sofrer por amor, mas não foi capaz de manter esse pensamento, ou talvez, Damon valesse o risco.

–Isso é bom... -Damon sussurrou no ouvido dela, mordiscou-lhe o lóbulo da orelha, fazendo com que a garota se arrepiasse. –Pensei que fosse apenas eu que pensasse o dia inteiro em você e que você não pensava em mim...

–Como eu não iria pensar em você? –Elena falou num tom de voz fraquinho, afetado. –Quando eu te amo tanto?

–Eu aposto que eu te amo mais. –Puxou-a pela cintura, os corpos colaram, uma proximidade quente, perturbadora, beijaram-se novamente, os beijos cada vez mais ardentes, uma mistura delicada de amor e luxúria. As mãos exploravam o corpo um do outro vigorosamente. O clima se tornava cada vez mais denso, ardente e ao mesmo tempo ainda possuía um romantismo inexplicavelmente belo, eles eram realmente perfeitos um para o outro.

Notas finais
Por favor, não se esqueçam de comentar!