Notas iniciais
Finalmente consegui postar.

Espero que gostem :)

Desculpem pela demora

Beijinhos

Elena e Damon desceram até o quarto do iate. A garota ficou deslumbrada com a beleza, o quarto era tão suntuoso, parecia uma imagem de cinema, ela nunca imaginou que um estaria em lugar assim, mas aquilo era o menos importante. Elena sentia-se tão querida, tão amada, pela primeira vez em toda sua vida, sentiu-se verdadeiramente importante.

Alguém se preocupava com ela, alguém era capaz de fazer com que ela acreditasse que ela podia ser feliz, que ela poderia ser amada. A morena sentou-se timidamente na cama enquanto Damon fora pegar champagne para os dois, retornando rapidamente para Elena.

Entregou-lhe uma fina taça de cristal contendo o líquido espumante. Sentou-se ao lado da garota, fizeram um brinde, as taças tilintaram ao se tocarem. Elena deu um pequeno gole, deixou o sabor suave da champagne preencher seu paladar. Damon a abraçou carinhosamente, ela se arrepiou.

–Esse é o encontro mais romântico que eu já tive em toda minha vida... -Elena admitiu, sentiu a pele de seu rosto corar. Por que isso sempre acontecia a ela? Por que ela tinha que ser daquele jeito? Ela sempre deixava que ele percebesse o quanto estava com vergonha. Elena, você é uma idiota, xingou a si mesma. –E às vezes, eu acho que nem é real...

–Lógico que é real, Elena... -Damon falou em um tom que era sedutor, mas, ao mesmo tempo, era carinhoso. Puxou-a ainda mais para si. A garota estremeceu, os corpos estavam demasiadamente próximos, unidos e isso era algo com que ela não estava acostumada. –Quer ver?

Antes que a garota pudesse responder qualquer coisa, ela sentira a deliciosa pressão dos lábios dele se unindo aos dela num beijo tão intenso que chegava a atingir-lhe a alma. Aos poucos um desejo avassalador se unia ao sabor adocicado do beijo.

Elena se arrepiou, por um instante, pensou em recuar, mas não foi capaz, seu corpo inteiro pulsava por aquilo. As bocas não se desgrudavam, os beijos se tornavam mais profundos, mais lascivos. Elena sentiu as mãos dele a envolverem, passearem pelo seu corpo provocando sensações tão extremas, cada toque era como brasa.

Ela era tímida demais para tocar o corpo dele com a ousadia que ele tocava o dela. Sua respiração ofegava, seus batimentos cardíacos aceleravam. Damon a deitou cuidadosamente na cama, Elena suspirou pesadamente. Ele a beijou com ainda mais paixão e ela respondeu na mesma intensidade, se deixava envolver por ele, pelos toques, pelos beijos...

Os lábios dele escaparam, desceram pelo pescoço dela, roçando na pele sensível como uma provocante carícia. Elena fechou os olhos, afetada, seu corpo pulsou quando ele beijou-lhe a pele e em seguida deu mordidinhas. A sensação foi quase delirante.

O corpo dela parecia se agitar num fogo que era incomum para ela, mas que era tão bom, tão sensual. Beijou, chupou a região. A garota tivera que conter um gemidinho. Ela mal conseguia falar. Ele sorriu, ela pode sentir a respiração quente dele e aquilo era ainda mais provocante. Não soube ao certo o que fazer, deixou que ele continuasse. Damon voltou à boca dela, beijou-a demoradamente.

Os beijos dele eram deliciosos, eram quentes, eram luxuriosos. Elena levou as mãos às costas dele, acariciando em toda sua extensão, desceu para os braços musculosos. Ele a ajudou a tirar a camisa dele, ele era mesmo muito gostoso.

A garota roçou suas mãos pelo peitoral, sentindo cada músculo tão bem definido, desceu pela barriga sarada. Sentiu o desejo crescer dentro dela, sentiu confiante quando percebeu que a forma como ela o tocava o afetava incrivelmente. E ele também explorava o corpo dela, suas mãos passeavam habilidosamente nela.

Ondas de prazer fluíam e ela gemeu quando as mãos dele tocaram-lhe os seios volumosos ainda por cima das roupas que vestia, foi então que ele decidiu que precisava sentir a textura da pele dela, tirou o vestidinho que ela usava, revelando as belas curvas femininas.

E ela sentiu um arrepio gelado percorrer sua espinha, sentiu uma pontada de vergonha, afinal, seu corpo estava exposto e ela nunca se achou bonita. Seu rosto queimou quando ela se lembrou de que não usava uma lingerie sexy, usa sutiã e calcinha cor de rosa com estampa de florzinhas.

Ela não imaginou que se deixaria ir para a cama com ele, na verdade, ela sempre imaginava como seria se ela fosse, mas não achou que aquilo iria mesmo acontecer. E o que ele iria pensar dela? Ela não era bonita, ela não era experiente, bem, ela não tinha nada que pudesse atraí-lo.

Só que ele a achava extraordinariamente linda, sorriu maliciosamente, a visão que teve era tão deliciosa, ou melhor, Elena era deliciosa e até mesmo a evidente falta de experiência dela era excitante. Explorou cada curva dela, apalpou-lhe as coxas com firmeza, subiu por sua barriguinha, cintura, alcançou os seios mais uma vez e ela soltou um novo gemido.

Abriu o sutiã rosa, os seios tão volumosos ficaram totalmente a mostra, apertou-os como se massageasse e em seguida, os beijou. Elena suspirou profundamente, agitou-se, aquilo era tão bom, as sensações se tornavam ainda mais fortes conforme ele se aprofundava nela, deixou a língua brincar, passando pelos mamilos.

Ela mal conseguia pensar, seu corpo inteiro queimava de um jeito quase alucinante. Agarrou o lençol branco da cama, tamanho era o prazer que sentiu quando ele chupou-lhe os seios na intensidade que quase a enlouquecia. Brincou um pouco mais nela, saboreando a textura macia da pele dela, beijou os seios mais uma vez antes de seus beijos descerem na maciez dela, intercalou aos beijos lambidinhas, mordidinhas e tudo isso a deixava ainda mais vulnerável aos seus toques. Talvez, ela estivesse se entregando rápido demais, talvez ela nem estivesse pronta. E se tudo que ele quisesse fosse isso?

–Damon... -Ela sussurrou o nome dele, quase pareceu um gemido e talvez, até fosse, afinal, ele estava beijando a parte interna de suas coxas com tanto afinco e isso era delirante. Ela soltou um gritinho quando a mão dele tocou-lhe o sexo por cima do fino tecido de sua calcinha. Por que ele tinha que fazer isso com ela? Fazer com que ela perdesse sua razão tão facilmente... -Damon...-Ela o chamou novamente...

Eles estavam indo muito rápido, mas ela queria tanto e mal conseguia se conter. Ele fez o caminho de volta até os lábios dela, beijando-a profundamente, ela podia sentir o gosto luxurioso dos lábios dele. Ela podia sentir o corpo dele roçando no dela de forma tão erótica, o quadril pressionando o dela.

Gemeu nos lábios dele. Ela já estava quase delirando. Acariciou o rosto dele delicadamente e pode sentir um romantismo surgir naquele beijo tão viciadamente erótico. Retribuiu ao beijo docemente e mesmo assim todo seu ser ainda vibrava num desejo intenso. Ainda assim, ela não queria se entregar, ou melhor, ela queria, mas, ela era uma garota muito conservadora.

–Eu acho que nós estamos indo rápido demais... -Sussurrou, sentiu-se ridícula por falar isso. Que tipo de garota se comporta desse jeito hoje em dia? Só ela mesma, por isso que ninguém a querida. Ele ignorou as palavras dela, beijou-a com ainda mais avidez, as mãos tocavam-na provocantemente. –Por favor... -Ela pediu novamente e ele finalmente parou,completamente frustrado, afastou-se dela. A garota ofegava, seu coração batia freneticamente. Damon se deitou ao lado dela e observou carinhosamente.

–Está tudo bem? Eu fiz algo que você não gostou? –Perguntou confuso.

–Não... -A garota se encolheu, suas bochechas ruborizaram. –É que eu... -Estava tão constrangida, encolheu-se ainda mais e, então, ele a cobriu cuidadosamente com o lençol.

–Você...? –Esperou que ela lhe dissesse logo, acariciou o rosto dela gentilmente.

–Você vai me achar ridícula... –Ponderou.

–Lógico que não, Elena, você pode me falar qualquer coisa. –Respondeu sinceramente.

–Eu sou virgem... -Admitiu, evitou olhar nos olhos dele.

Damon demorou alguns segundos para processar o que ela tinha dito. Tudo bem, que ele já poderia suspeitar disso pelo jeitinho meigo e tímido dela e bem, ela realmente não parecia ser experiente.Evidentemente, ainda estava contendo a frustração que era não fazer sexo com ela naquele momento, mas em vez de insistir e, provavelmente, estragar tudo com ela, decidiu ser compreensivo, afinal, era isso que ela estava esperando dele quando fez aquela revelação.

–Você deve estar me achando uma aberração... -Ela falou antes que ele pudesse responder, baixou o rosto, sentiu-se uma idiota. Como assim? Ela era uma garota de dezenove anos que fora noiva e nunca tinha feito sexo. O que ela iria achar dela? Ela era mesmo muito estranha, uma idiota. Deve ter sido por isso que seu ex a tinha largado, a tinha trocado por outra, afinal, quem iria querer uma garota como ela? Ela era tão burra, tão boba, pensou. Só ela mesma para achar que iria se guardar para alguém e se casaria virgem.

–Não, Elena, eu não estou achando nada disso... -Levou a mão até o rosto dela, acariciou suavemente. –Olha para mim. –Pediu, ela hesitou, mas depois os olhos castanhos fitaram os olhos tão azuis como o mar. –Eu te acho ainda mais especial do que eu já achava...

–Ser virgem me faz especial? –Perguntou num tom bastante fraco. Agora achava que quando ela finalmente se entregasse, ele iria dispensá-la.

–Não. –Sorriu. –Ser do jeito que você é te faz especial, você é maravilhosa, Elena.

–Isso é tão fofo... -A garota suspirou, quase se derreteu por ele. No fundo, ela não passava de uma menininha. -Você vai continuar namorando comigo? –Perguntou muito insegura. –Mesmo se a gente não fizer sexo por enquanto?

–Por que eu não iria mais te namorar? –Ela realmente não fazia ideia do quanto ela era especial e do quanto ele gostava dela. –Eu já não disse que eu te amo?

–Disse, mas é que... -Fez uma pausa e abriu um sorriso. –Você não parece ser do tipo que aguenta ficar nem uma semana sem sexo... –Mais uma vez corou, ela não devia falar sobre esse tipo de assunto, não devia.

–Nem um dia, Elena. –Falou tentando abafar um risinho.

–Nossa, você é tarado... -Falou surpresa. Pronto, já tinha falado mais alguma coisa que a fazia ser mais idiota ainda.

–Se você quiser eu posso te ensinar a ser tarada também. –Quando terminou a frase já imaginava como ela iria reagir, ela sempre se envergonhava ou ficava com raiva e ela ainda ficava mais bonita quando se comportava assim. –Tenho certeza que você vai adorar... -Provocou.

Elena rolou os olhos. Por que ele tinha que ser assim? O problema é que no fundo, ela gostava do jeito dele e não se irritava de verdade. –Você podia se comportar só um pouquinho perto de mim?

–Como eu vou me comportar justo perto de você? Só se você parar de ser tão linda. –Piscou sedutoramente.

–Ah... -Elena ficou sem fala novamente. Ele sempre falava alguma coisa que a deixava boba. A garota apenas o beijou apaixonadamente, ela o amava tanto. Em seguida, deitou-se no peitoral dele, iria dormir, ali, abraçadinha com ele.

–Eu te amo. –Sussurrou.

–Eu também te amo, minha princesa.

Notas finais
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