Unexpected

1 Surprise, baby.


Notas iniciais
Olá, pessoas lindas desse planeta! Primeira fic que eu posto aqui, então tenham dó! Se eu errar em alguma coisa aqui, eu peço desculpas, por que além de eu ser muito lerda, eu ainda to fuçando e tentando entender como mexe nisso daqui.


– Idiota. É isso que ele é.



Eu e Quinnie estávamos conversando enquanto saímos do colégio (ou um manicômio, como preferir).



– Mas, Rach, você sabe que ele gosta de te provocar.

– Eu sei, mas isso é irritante. Um dia eu juro que esmurro a cara dele. – disse, bufando. Eu odiava aquela coisa. Infelizmente, eu estudava com ele desde o jardim 1. Tristeza.

Quinn começou a gargalhar, negando com a cabeça.

Nessa hora, já estávamos na minha casa, com uma Quinn me contrariando sem nenhum limite.

– Sabe qual é minha teoria? – falou, enquanto eu abria a porta de casa.

Fiz um sinal com a cabeça para que ela respondesse.

– Que ele te ama. É totalmente apaixonado por você.

– NUNCA! Quinn, eu acho que ele é até gay. – disse enquanto sentava no sofá com Quinn em meu enlaço, rindo sem parar de um jeito desnecessário – Por que ta rindo, gazela louca?

– Por que você o ama também.

E o que eu fiz nessa hora? Ah, sim. Pulei em cima dela e comecei a te dar beliscões.

– TÁ, PARA! VOCÊ NÃO O AMA! NÃO O AMA! — gritou, tentando se livrar de mim.

Recompus-me e sentei de novo.

– Mas ainda acho que ele te ama – falou baixinho. Mas eu não pulei em cima dela. Se ele gosta ou não, nunca vai ser um sentimento recíproco.

– Isso com certeza não. – disse enquanto colocava um filme qualquer.

Estávamos vendo o filme, muito bom por sinal, e, do nada, Quinnie resolveu falar de um assunto meio delicado.

– Você vai mesmo pra NY depois que formarmos? – perguntou com um tom de voz baixo, meio apreensiva.

–Quinnie... Você sabe que sim. Não tem como mais reverter isso. – disse olhando para baixo.

– E sabe, eu tenho uma novidade meio triste para contar.

– O que foi, Quinnie? Algo aconteceu? – me endireitei no sofá e olhei para ela, preocupada.

– Sim.

– O que?

– É que... – nessa hora ela se endireitou na cadeira e ficou na mesma posição que eu – EU TAMBÉM VOU PARA NY QUANDO NOS FORMARMOS! – berrou, e eu quase caí do sofá pelo berro dela e pela noticia avassaladora.

– SUA GAZELA LOIRA! QUASE ME MATOU!- reclamei levantando- E, OH MY GOD, VOCÊ VAI PARA NY COMIGO! — gritamos feitas loucas juntas. Que se danem os vizinhos.

– Espera... Como isso aconteceu?- perguntei depois do acesso de felicidade.

–Eu consegui entrar em Julliard, não é demais?

– Amiga isso é perfeito!- disse e pulei em cima dela de novo, fazendo cosquinhas.


6 meses depois...



– Rachel Berry – chamou-me o diretor, para receber o meu tão esperado diploma.


Agradeci-o e me juntei à turma.

– Finn Hudson – chamou a coisa depois de algumas outras pessoas, que foi ao palco feito um imbecil idiota. Pegou seu maldito diploma e se juntou a turma, que infelizmente era ao lado da minha. E ele ainda esbarrou em mim.

– Cuidado, idiota!

Ele olhou para mim, com aquele imbecil sorrisinho de lado.

Só estava segurando para não bater nele, por que estávamos em um local publico.

– Ninguém te mandou ficar na minha frente, florsinha.

Quase ignorei meu conceito de não bater nele quando ele usou o maldito apelido que me dera, desde a quarta série.

– Ninguém mandou você ser um gigante e não enxergar por onde anda.

Ele ainda tava com aquela merda de sorrisinho debochado.

– Te vejo em breve, Berry. – disse e piscou um olho para mim, enquanto ia com suas vadiazinhas.

– Espero que não. – murmurei enquanto voltava ao meu normal.



7 anos depois...



Eu e Quinnie já morávamos juntas, com 26 anos, em um apartamento aconchegante de um bairro perto da faculdade de Quinn, aqui em NY. Eu estava pra começar meu cargo de psiquiatria no hospital psiquiátrico Mary’s Christopher, e ela já estava no penúltimo dia de férias de Julliard- ou como ela diz, libertação temporária dos escravos- ou seja, nós duas estamos nos últimos dias de férias, por que eu quase implorei pro meu chefe me dar férias por uma semana.



Nós estávamos arrumando para ir ao pub.

Na hora de me arrumar, Quinnie me arrumou um vestido curto e justo falando que os manos vão pirar na hora que me verem. Eu usei sim o vestido, com a única condição, eu iria com um sobre-tudo preto por cima e quando eu quisesse dançar, eu tiraria. Simples não? Mas para Quinnie, era um desastre.

Quinnie saiu do banheiro, mostrando seu lindo vestido azul claro.

–Vamos, gata?- perguntei a ela.

– Let’s go, bitch.

Pegamos um taxi e fomos até o pub. Quinn não parava de tagarelar sobre como eu deveria tirar o sobre-tudo e mostrar a minha carne boa (palavras dela), enquanto eu ficava lá boiando nem prestando atenção.

Logo chegamos, e estava L-O-T-A-D-O.

Toda NY estava ali agora.

Ok, eu exagerei.

Foi difícil conseguir entrar na festa, mas conseguimos e achamos um canto com algumas mesas vazias.

Eu já pedi minha boa e velha tequila e Quinn não me abandonou.

Logo após 4 tequilas, Quinnie falou que eu tinha que dançar. Como o álcool não me da muita consciência, fiz o que ela pediu.

Começou os acordes de You Da One da Rihanna, me levantei e comecei a desabotoar os botões do meu sobre-tudo. Na hora que Rihanna começou a cantar seu primeiro verso, tirei o sobre-tudo. E nessa hora, me senti uma anãzinha menor do que eu já sou.

Todos do sexo masculino que estavam perto de mim, pararam o que estavam fazendo e olharam para mim. Na boa, eu me senti a última bolacha do pacote. Quinnie me olhava orgulhosa pelo trabalho que havia feito.

É, esta noite vai ser bem longa...

– Vamos dançar?- perguntei.

– Vamos!- Quinnie respondeu rindo já alterada com a bebida.

Já tinha começado outra música, e Quinn tinha sumido. Acho que estava dando uns pegas com alguém. Minha amiga é bem rápida, hem.

Eu rebolava no ritmo da musica e passava levemente as minhas mãos no meu corpo, atraindo vários olhares não tão certinhos. No meio da música, alguém puxou meu braço e me beijou do nada.

Eu tentava ver quem era, ou se era bonito, mas o cara não me largava. E eu estava gostando...

Ele me beijava de forma lenta e sensual, puxando minha nuca para mais perto de si. Até que ele me soltou e olhou para mim, assim pude ver seu rosto e....

Puta.Que.Pariu.

Eu acabei de beijar Finn Hudson.

Finn Hudson me beijou.

Finn Hudson esta na festa.

Finn Hudson esta em NY.

Finn Hudson me beijou.

E o sorrisinho ta ali.

Minha cara deve ter sido engraçada, pois ele riu. Logo me afastei dele e saí correndo para o banheiro.

Olhei-me no espelho e pensei, “Cara, eu beijei Finn Hudson, o homem que eu mais odiei em toda minha vida. WOW Minha consciência voltou rápido e que merda ele ta fazendo aqui?!”

Lavei meu rosto e na hora que olhei para o espelho, o reflexo não era o mesmo atrás de mim. Ele ta me seguindo...

– O que vo-você esta fa-fazendo aqui?- gaguejei um pouco. Porra, Rachel Berry, você esta nervosa? Recomponha-se. — O que você esta fazendo aqui? — perguntei mais firme na voz.

– Eu que deveria lhe perguntar isso, não?- falou se aproximando de mim.

– Até aqui, em NY, você me segue? – fui me afastando dele enquanto ele se aproximava. Mas ai a parede me encurralou. Eu estava dentro de um banheiro com Finn Hudson. E eu não estava com muita consciência. Ôh-oh.

– Eu te sigo? Por que eu te seguiria? Afinal, você que é caidinha por mim. — sussurrou a ultima parte, rindo baixo no meu ouvido. Qual é a dele em?

– Eu não sou não. – falei com a voz falhando.

– Ah não? Então por que você não solta meu braço? – perguntou baixinho novamente, segurando firmemente minha cintura.

Oh, não. Por que eu estava segurando o braço dele?

Soltei-me logo dele, empurrei-o com uma força sobrenatural e sai do banheiro, mas antes de passar pela porta, eu levei um escorregão, caí igual uma jaca e então eu só escutei um “Rachel” antes de apagar totalmente.

Notas finais
E aí, gente? Tá legalzinha? Aceito qualquer tipo de sugestões.