Unexpected
2 Good Morning!
Notas iniciais
Acordei, com tanta dor de cabeça que nem me dei o trabalho de abrir os olhos, só me remexi na cama de uma forma preguiçosa. Nem queria me lembrar da noite de ontem e nem vou. O quarto estava apagado e eu nem me dei o trabalho de acender a luz. Tateei a parede, na procura do banheiro e... Ué, o banheiro não estava ali. Senti o sangue de meu corpo descer até os meus pés.
Procurei por um interruptor, achei-o e acendi a luz e ignorei toda dor que essa luz me dava.
Mas espera...
Aquele não era meu pijama.
Aquele não era meu quarto.
Aquele não era meu quartinho rosa bebe.
ONDE EU ESTAVA?
Muita coisa pra absorver... Minha mente não ta fazendo loading rápido...
Fui até a porta como um furacão e a abri. Que lugar era aquele?
– Bom dia, florsinha.- escutei uma voz vindo do que parecia ser uma cozinha e paralisei.
Virei devagar para a criatura, não acreditando no que estava acontecendo. Era um pesadelo, só pode.
Finn estava na cozinha, fazendo panquecas, como se nada tivesse acontecido.
E ele estava sem camisa. Só avisando mesmo, por que eu nem ligo. Ok, ele é até bem gostosinho, com uma bundinha linda e... CONCENTRE-SE!
– Como eu vim parar aqui? – perguntei com a voz falha.
– Você levou um escorregão e caiu e ai você bateu a cabeça e ai desmaiou. — falou aquilo naturalmente.
Comecei a raciocinar direito. Finn. Beijo. NY. Banheiro. Festa. Finn.
– O QUE VOCÊ FEZ COMIGO, SUA COISA?! – berrei, pegando uma colher que estava do meu lado e batendo nele com a mesma.
– NADA! VOCÊ SÓ DESMAIOU E EU TE LEVEI PARA MINHA CASA, PARA NÃO TE DEIXAR JOGADA NA PORTA DO BANHEIRO QUASE MORRENDO. PARE DE ME BATER! – gritou também, tentando se desviar das minhas “colheradas” ou “tapas de colher”, tanto faz.
– Mas você se aproveitou de mim!- disse me acalmando um pouco, colocando a colher na pia.
–Não me aproveitei, eu só coloquei outra roupa em você. Juro que não teve nada de malicia nisso. – acrescentou, depois de ver meu olhar matador em si.
Continuei olhando para sua cara, com o meu melhor olhar assassino. Mas ai, do nada ele olhou para o meu corpo e deu um sorrisinho.
– Não me xingue, nem me bata, mas eu acho que você fica ótima vestida desse jeito com essa blusa.
Olhei para baixo e vi que a blusa estava caída, com um seio quase totalmente a mostra.
Corei imediatamente, levantei a blusa e corri para o quarto, só escutando sua risada.
Eu estava ferrada, muito ferrada.
Procurei meu vestido e o vesti, louca para sair daquele bendito apartamento.
– Já vai, florsinha? Tá tão cedo. – disse a coisa enquanto se encostava ao batente da porta.
– Cedo para você, Hudson. Eu nem devia estar aqui. – já estava quase passando pela porta quando uma duvida atingiu minha cabeça – O que você esta fazendo aqui em NY, afinal? Infernizar ainda mais minha vida?
Ele me analisou por um momento e respondeu:
– Já que meu pai é dono e administrador de um hospital psiquiátrico aqui em Nova York, ele me chamou para eu assumir o cargo dele, por problemas de saúde do mesmo.
– Hm...- murmurei enquanto pensava em como matar aquela coisa. Tacando uma faca ou aquela colher ali?
Opa... Hospital Psiquiátrico?
– Qual hospital, Hudson?
– Mary’s Christopher. Por que, florsinha?
Não.
NÃÃÃÃO!
Por que eu to pensando?
– NÃÃÃO, HUDSON! COMO?- comecei a me ajoelhar e perguntar “ Por quê?” feito uma louca. — Só pode ser karma...- disse com a mão na cabeça, enquanto Hudson me encarava como se eu fosse um ET.
– O que foi sua louca?
– Eu vou...- comecei com decepção na voz – vou...
– Vai? – sentou na cama enquanto olhava as unhas. Que gay.
– Eu vou trabalhar como psiquiatra NESSE hospital, Hudson.- disse, enquanto caia feito uma estátua decepcionada na cama. – E já tenho uma sala lá.
Finn Hudson começou a rir. Rir não, gargalhar. Chorar de rir. Ele tem problemas seríssimos... Como aquela coisa vai ser meu chefe?
– Não acredito. – falou rindo e me encarando, com um olhar meio malicioso.
– Eu que não queria acreditar.
– Olha que bom florsinha... — disse enquanto se aproximava de mim – Vamos ficar mais tempos juntos! E eu sei o quanto você me ama... – sussurrou a última parte – e eu te amo do mesmo jeito.
Eu definitivamente criei asas e voei em cima dele e comecei a bater nele, socar, estapear, etc. Uma cena bem parecida de nós dois com 10 anos me veio a cabeça.
– PARA! Ta doendo, Rachel! – me virou e me colocou por baixo dele. Agora eu ira chutar suas bolas, se ele não tivesse segurando minhas pernas com as suas. – Se acalmou?
– Me. Solta.
– E se eu não quiser? – disse enquanto beijava meu pescoço. Ai que nojo bom.
QUE?
Nojo bom?
– Eu vou gritar Hudson. – disse já criando fôlego pra gritar, mas ele me calou. Calou-me com a boca. E eu gritei na sua boca.
Mordi a boca dele com tudo e comecei a fazer cosquinha nele. Eu apelei mesmo, algum problema?
Ele saiu de cima de mim e caiu da cama. Aproveitando isso, levantei e sai correndo daquele apartamento.
Já estava na rua pedindo um taxi, mas quando eu já estava dentro dele, percebi que estava sem meus lindos sapatos. Bufei.
Ah, qual é? Eram meus sapatos favoritos.
Quando cheguei em casa, aproveitei para acordar minha querida amiga da melhor forma possível.
– QUINNIEEEE! – berrei, enquanto entrava no quarto e... Ops.
Quinnie estava enrolada no lençol, somente de roupas íntimas com um cara quase nu do seu la...
Não.
Creio.
Com vocês, Noah Puckerman!
Meu passado estava voltando melhor em alguns aspectos e pior em outros.
E os dois estavam me olhando com uma cara de vou-te-matar-sua-do-mal.
– É... Desculpe gente... To saindo... — disse rindo enquanto saia do quarto.
Pra aproveitar, caí de novo. Quase quebrei minha bunda dessa vez. Eu tenho algum problema em andar, só pode...
– Rach, você está bem? – Quinnie perguntou lá do quarto.
Own, que lindo. Agora ela se preocupa. Quando eu desapareço no pub do nada, nem chamar a policia ela chama!
– Ontem eu estava pior, Quinn Fabray. – esbravejei enquanto eu ia em direção ao meu quarto.
Quando entrei no quarto, bati a porta com força.
Deitei na cama de bruços, afundando minha cabeça nos meus trilhões de travesseiros.
Mas o que estava acontecendo?
1-Finn Hudson aparece do nada em NY e se torna meu chefe.
2-Finn Hudson me beijou e eu gostei.
3-Quinnie com o Puck transando loucamente.
4-E eu estou parecendo uma adolescente de 14 anos com problemas.
Depois de um tempo raciocinando, ouvi 3 batidinhas tímidas na porta.
– Rach? – Quinnie me chamou, preocupada.
– Entra. – disse com a voz abafada pelos travesseiros.
– O que aconteceu amiga? – perguntou enquanto sentava-se na cama.
– Bunn Jugson ta im Poba Vork – minha voz saiu totalmente abafada pelo travesseiro, deixando a frase em uma linguagem inexistente.
– Oi? Quem é Bunn? – Quinn me perguntou confusa.
Levantei a cabeça com tudo e falei:
– FINN HUDSON ESTÁ EM NOVA YORK! E É MEU CHEFE! – berrei por fim. Quinnie me olhou assustada e depois com uma cara estranha de “sabia“ e depois começou a gargalhar.
Qual é? Sei que sou nariguda, mas não tenho cara de palhaça.
– O que foi sua louca?
– Nada... Mas me conta tudo. – ela se arrumou na cama para ouvir meu dia desastroso.
– Então, tudo começou naquele pub...
Quando acabei de contar, Quinnie me olhava com uma cara de choque.
– No. Way. Ele é seu chefe.
– Infelizmente. – suspirei — E eu esqueci meus sapatos lá no apartamento dele, legal não?- disse enquanto revirava os olhos.
– Imagina se ele vier aqui te trazer os sapatos, igual o príncipe da Cinderela? – disse rindo, e eu ri também. Não da pra imaginar o Hudson sendo um príncipe encantado.
– E o Puck, Quinnie? Como assim? Algumas coisas estão voltando melhores? Explique-se também.
– Ah Rach, foi incrível. Eu esbarrei com ele ontem na balada, ai a gente começou a conversar e tal, e ai ele me disse que sempre gostou muito de mim e me beijou do nada. Ai a gente começou a se pegar MESMO lá. Nós viemos correndo para o apartamento e deu no que deu. – disse enquanto escondia seu rosto entre as mãos.
– Ok, vocês transaram loucamente aonde? Conte-me mais.
Quinnie ficou quieta por um tempo e depois de alguns segundos respondeu.
– Na cozinha, no banheiro e no quarto... – disse e deitou no colchão, enterrando seu rosto nos travesseiros.
– MASOQUE? Sua safada! 3 sexos selvagens diferentes heim?
– 4... Foram 2 no quarto- falou baixinho.
Quinnie não é mais minha lindinha santinha.
Fiquei de boca aberta.
– Quinnie do céu, como você está conseguindo andar?– falei e ela começou a rir.
– Você é mais safada que eu Rach, pode ir parando. – ela disse, enquanto levantava-se e ia até a cozinha, preparar o almoço. É, Quinnie também cozinha. Mas só macarrão.
– Eu? Sou santa. – disse enquanto pegava os ingredientes para o nosso velho e bom macarrão de domingo. E de sábado, de segunda, de terça, de quarta, de quinta e de sexta.
– Santa? – parou, pensou, e começou a rir loucamente. A qual é? Sou santa mesmo. – Ficar observando o professor de educação física no banho, que coisa mais de santa. – disse e juntou as mãos, como se estivesse rezando.
– O professor era gato mesmo, ué. Desculpe pelos meus hormônios terem reagido de forma super normal conforme a imagem que eu estava vendo. – disse isso e Quinn riu.
Fale com o autor