Unexpected

4 Hello, my work.


Notas iniciais
E aí coisas lindas! Como estão? Mais um aí para vocês, iremos saber neste capítulo o porquê do ódio da Rachel! YEEY
Enjoy!

Bip. Bip. Bip.

Acordei com o doce barulho do despertador.

Olhei para ele com ódio, desliguei-o e levantei-me, indo em direção ao banheiro.

Fiz minha higiene matinal e pus uma roupa para ir trabalhar.

Trabalhar. Palavra nova que vai ser usada quase sempre no meu dia-dia.

– Bom dia, Quinnie. – disse entrando na cozinha – Estou igual a uma psiquiatria?

– Bom dia, Berry. – Quinnie me analisou por um momento – Sim, o Hudson vai gostar muito.

Disse isso e começou a rir sem parar.

– Haha, muito engraçado. – disse sarcasticamente enquanto abria a geladeira

– Rachel, você tem que esquecer este ódio pelo Finn. Ele mudou! — disse Quinn, batendo o copo na mesa. Por que este assunto agora?

– Quinn, o que ele fez foi imperdoável. Se ele mudou ou não eu não sei, mas o que ele fez me marcou muito. Eu era apenas uma adolescente! — disse, enquanto procurava algo na geladeira. — Agora vamos esquecer isto, ok? Vamos tentar, pelo menos, curtir o dia de hoje! — disse sorrindo e Quinn assentiu levemente com a cabeça, não parecendo tão feliz com minha resposta.

Peguei um leite e bebi na garrafa mesmo.

– Ai, sua nojenta! O que custa colocar no copo? – disse, com uma careta engraçada.

– Custa mais um copo para lavar. – disse mostrando a língua.

– Ás vezes, você parece uma criançinha sabia?

Parei e pensei. E depois mostrei a língua para ela de novo.

Tomamos café, conversando sobre como irá ser meu desastre no hospital Mary’s Christopher.

– Está preparada? – disse Quinn, com um sorriso debochado.

– Para trabalhar, sim. Mas para explodir de raiva, não. – disse, enquanto pegava minha bolsa. – Boa sorte na faculdade, Quinnie.

Saímos do apartamento e fomos pegar as motos.

Despedimos-nos e fomos para os nossos destinos.

Enquanto eu pilotava a moto (eu preciso comprar um carro), eu pensava no que iria acontecer naquele hospital. É claro que eu iria me dedicar muito ao meu trabalho, mas vai ser difícil resistir ao Hudson. Quer dizer, aguentar. Pensamentos traidores.

Parei a moto no estacionamento do hospital e fui em direção a entrada. Parei, respirei fundo e entrei.

O ambiente era muito agradável para um hospital psiquiátrico. Era enorme também.

Fui até a recepção e procurei saber mais sobre qual é minha sala e como funcionava lá.

Quando eu cheguei para perguntar, uma voz masculina me interrompeu.

– Pode deixar que eu irei mostrar o hospital a ela, Savannah. – disse á recepcionista. – Aliás, esta é a nova psiquiatra, Sav.

A senhora com cabelos grisalhos e com uma aparência de uma pessoa humilde e simpática, sorriu maliciosamente.

Virei para trás e encontrei, nada mais nada menos, que Finn Hudson.

– Hudson. – disse o cumprimentado desanimadamente.

– Berry. – disse com um sorriso malicioso nos lábios. – Me acompanhe, por favor. — olhei com ódio e o segui.

Ok, Rachel. Só respira. 1, 2, 3.

Nós entramos no elevador e ele apertou o botão do 2º andar que graças a Deus chegou rápido.

– Então, Senhorita Berry... – Epa, cadê aquela intimidade toda? Ainda bem que foi embora. Ou não. AH, FICA QUIETA VOIZINHA INTERIOR! – Nós dividimos os pacientes em cada andar. Essa é a ala dos pacientes grau 1. São os não tão agressivos e com casos um pouco mais simples. Como os pacientes com casos de depressão, transtorno bipolar, transtorno de ansiedade, transtornos alimentares entre outros. Alguns, ás vezes, não permanecem no hospital, eles vão embora quando forem medicados com seus devidos remédios.

Assenti com a cabeça, observando o local minuciosamente. Alguns pacientes que andavam pelo corredor sorriam para mim, outros me olhavam com ódio.

Hudson me conduziu ao elevador de novo e fomos para o 3º andar.

Chegamos e ele já foi explicando.

– Aqui é onde os pacientes de grau 2 e 3 se estabelecem. Aqui temos pacientes com casos de Histeria, Esquizofrenia e alguns com Transtorno Bipolar. Todos eles devem se permanecer em seus quartos. Só devem sair com autorização de um funcionário do hospital. – disse e eu concordei com a cabeça. Observei cada detalhe daquele andar. Uma garota, que aparentava ter no mínimo seis anos, estava sentada no chão do quarto, com a porta aberta, olhou para mim e começou a gargalhar. Os dentes totalmente podres. Olhei para outro lado. Tinha pena daqueles pacientes. Suas vidas foram praticamente destruídas por conta dos seus próprios transtornos.

Segui Hudson e voltamos para o elevador.

Subimos mais um andar, e ele continuou com sua explicação.

– Aqui é o local de lazer dos pacientes, onde eles podem se comunicarem uns com os outros, assistirem TV, jogarem e tomarem alguns de seus remédios, mas óbviamente com um funcionário supervisionando.

Observei este andar, agora vazio, com uma TV com sofás confortáveis envolta da mesma, algumas mesas com cadeiras e um local que provavelmente ficam as pessoas que dão os remédios para os pacientes. Um local incrivelmente agradável, como o hospital inteiro.

Fomos até o elevador e Hudson apertou no 5º e último andar.

– Agora vamos para sua sala. – disse olhando para mim. Enquanto apertava no 5º andar.

Chegamos ao andar e observei-o. Havia uma mesa para a recepcionista, tinha cadeiras para os pacientes e tinha duas salas logo á frente. Tinha até cozinha para os funcionários. – Então, essa é sua sala, Berry. Pode abrir. – disse, sorrindo ironicamente, indicando uma porta de madeira á sua frente. Revirei os olhos e abri a porta.

Minha sala era magnífica. Tinha uma parede inteira de vidro, com uma vista de toda NY! Era coisa de filme. Eu estava de queixo caído. As paredes eram cor de vinho e brancas, tinha um divã todo preto lindíssimo com almofadas brancas e uma mesa de vidro e madeira.

Sentei na minha cadeira e comecei a sorrir. Aquele iria ser o lugar que eu mais passaria na minha vida.

Hudson observava tudo calado. Com um pequeno sorriso nos lábios. E não era debochado.

– Eu amei. – tive de falar. A sala era linda mesmo. Olhei para a cara dele e ficamos nos encarando. Só até eu lembrar que eu odeio aquele ser mais que tudo.

– Hm, obrigada Sr. Hudson. – Dei um sorriso mínimo e levantei-me – Se eu precisar de você, ou você de mim, onde devo encontrá-lo?

– Na minha sala. – disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Respirei fundo para não bater no meu chefe. – Estou neste mesmo andar, Srta. Berry. Ao lado de sua sala.

Assenti com a cabeça.

Ele deu um último maldito sorrisinho, que foi retribuído com raiva, e saiu.

Sentei em minha cadeira e comecei a pensar no quanto eu me esforcei para ter uma própria sala, uma própria vida. E agora, eu consegui isso.

Em meio destes pensamentos, uma lembrança de aproximadamente 11 anos atrás me atingiu a cabeça.

Flashback

Lima, Ohio-2002

A branquidão da neve deixava a paisagem mais iluminada e bonita. Eu amava o inverno, me transmitia uma espécie de paz. Mas algo tirava minha paz e esse algo se chamava Marley Rose. Ela amava infernizar minha vida, e eu tentava ignorar, mas essas tentativas iam em vão por causa de outra pessoinha: Finn Hudson.

Até os 11 anos eu o odiava, mas esse sentimento começou a mudar. Eu passei a vê-lo mais e nós não brigávamos tanto igual à antes, ele me tratava bem.

Resolvi dar uma volta pelo parque, para por todos os pensamentos em ordem, como eu sempre fazia. Quando eu virei à esquina dei de cara com Finn, ia cumprimentá-lo, mas quando fui me aproximar dele, algum líquido gelado acertou a minha cabeça, deslizando pelo meu corpo. Era um slushie de morango.

Meus olhos começaram a arder e se encheram de lágrimas, enquanto eu só ouvia:

– Rachel, vadia! E agora, senhora inteligência? Esfriou a cabecinha? – E eles riam de mim, e tudo o que eu conseguia fazer era chorar. Olhei para a face de Finn, ele estava rindo também. Eu me senti traída. Traída no amor, na amizade...

Marley, ainda rindo, colou sua boca com a dele. Finn agiu meio estranhamente a esta ação, meio surpreendido. Mas eu nem quis ficar para ver mais de meu circo, onde eu era a palhaça.

Eu comecei a correr e ao mesmo tempo chorar enquanto ia em direção a uma pessoa que com certeza me apoiaria: Quinnie.

Finalmente cheguei ao meu destino e com sorte, foi ela mesma que abriu a porta. Com uma feição preocupada, depois de 1 minuto de choque, perguntou-me:

– Rachel, o que aconteceu e quem eu irei matar? – disse isto enquanto me abraçava. Enterrei meu rosto em seus longos cabelos loiro, enquanto ela afagava os meus.

....

Fim do flashback.

Essa raiva pelo Hudson vem crescendo dentro de mim, desde então. Depois deste acontecimento, ele nem me olhava ou falava comigo. Um dia ele tentou se explicar, mas não consegui nem ouvi-lo, pois ele estava bêbado. Talvez Finn também tivesse raiva de mim por não tê-lo escutado. Talvez ele seja mesmo o idiota completo que me humilhou. O porquê de ele me provocar tanto? Eu não sei. Eu estou tentando descobrir isto desde meus 15 anos. Um dia eu irei ouvi-lo sóbrio, só para ter as conclusões certas. Mas o perdão? Vai ser muito difícil eu dá-lo a Finn.

Mas eu tinha superado aquilo.

Não tinha?


Notas finais
TÃTÃTÃTÃNNNNNNN ~ musiquinha de suspense que eu não sei fazer ~
Mas olha, tem um outro mistério que vai cobrir o desse capítulo. Aí vai ter um outro que vai encobrir tudo. O negócio é complicado mas faz sentido, viu?
Eu mereço reviews???