Notas iniciais
Oi pessoas lindas! Como vcs estão? Eu ainda estou chocada e com os olhos inchados por causa do episódio 18! Um dos melhores episódios da temporada, viu...
Mas olhem, desculpem a demora!! Semana de provas, aí o negocio fica difícil né... Vou dar um jeito de postar o mais rápido possível!

Eu ainda estava absorta em meus pensamentos que nem vi uma mulher entrando na minha sala. Ah, é tão legal falar isto!

- Olá Srta. Berry. Sou Santana Lopez, sua nova secretária. – Examinei-a minuciosamente. Ela era muito bonita, uma aparência mais espanhola e parecia ser muito doidinha.

- Olá Santana! Nada de formalidades entre nós, me chame apenas de Rach. – disse levantando-me e a cumprimentado com um sorriso amigável e um aperto de mãos.

- Dios mio! Achei que você fosse uma chefa irritante. Ainda bem que eu estava errada. – disse e nós duas rimos – Vou lhe dar uma ficha sobre cada um de seus pacientes, para você poder conhecê-los melhor.

Peguei a pasta bege e examinei-a. Vou passar muito tempo com ela. Peguei a mesma e deixei-a em cima da mesa.

- Obrigada, Sant. – disse sorrindo simpaticamente – O Sr. Hudson deve dar muito em cima de você, não? – falei, arqueando uma sobrancelha.

Ela deu uma pequena gargalhada, negando com a cabeça.

- Rachel, eu tenho namorada. – disse ainda risonha. Opa, não esperava isso. Mas tudo bem. Não tenho preconceito nenhum.

- Oh... Entendi. – disse com uma expressão surpresa.

- Eu te conheço de algum lugar... – comentou.

Pensei de onde esta mulher me conhece. Um lugar me passou pela cabeça. Estalei os dedos e disse:

- Ah, na comemoração do projeto “Viva as calcinhas”!

- É mesmo! Você é uma que estava com uma calcinha enorme e bege, igual a que minha avó usava! – disse e eu assenti. Gargalhamos juntas. Eu estava com uma calcinha ridícula mesmo, do tipo “Sou sexy para Henrique VIII, bitch.”

Conversamos e rimos mais um pouco, Santana é muito engraçada. Tivemos que interromper os casos maravilhosos da avó da Santana, pois eu tinha que analisar a ficha do paciente que viria em 30 minutos.

Sant foi para seu lugar e eu para o meu. Analisei a ficha pedacinho por pedacinho.

Comecei a estudar as fichas dos pacientes um por um... Um paciente que me chamou a atenção, não só pelo sobrenome, foi Jake Puckerman. O jovem de 20 anos possui transtorno bipolar afetivo, ele costuma ser agressivo com as enfermeiras e não é de falar bastante. Puckerman... Não pode ser o primo do Noah. Ele parecia ser tão bem controlado, que nem parecia ter a doença. Seu rosto estava totalmente machucado e pálido na foto, seus olhos diziam apenas me ajude. Mas sua doença deve ter se agravado quando sua mãe morreu e o pobre infeliz ficou órfão. Respirei fundo, sentindo pena do mesmo.

- Rach, sua primeira paciente chegou. – avisou Sant, pondo apenas sua cabeça para dentro da sala. Lá vamos nós.

- Pode mandá-la entrar. – disse sorrindo simpaticamente para Sant.

Uma garota tímida e com a aparência descuidada, entrou em minha sala. Ela estava com a cabeça baixa e com olhar vago... Triste.

Lembrei de seu rosto quando tinha analisado a ficha, ela era Samantha Louis. Tinha graves problemas com distúrbios alimentares e a anorexia já tomava o seu corpo.

Sorri para ela, apontando-lhe a cadeira á minha frente.

Analisei-a por um momento, sorri e disse:

- Oi, Samantha. Posso te chamar de Sam?

Ela levantou o seu olhar a mim e assentiu levemente com a cabeça.

- Ok, Sam... Sobre o que você quer conversar? – perguntei a ela, que deu de ombros – Gosta de algum filme, série? Eu amo séries... – perguntei e vi que ela ficou um pouquinho mais interessada na conversa.

- E-eu gosto muito de uma série... – sorri por ter conseguido fazer a mesma se soltar um pouco mais.

- Qual? – perguntei e inclinei-me mais em sua direção, para mostrar a ela minha curiosidade e importância de sua opinião. A mesma recuou-se para trás e, definitivamente, grudou-se na cadeira. Sentei-me normalmente, como estava antes e ela voltou a se acalmar.

- Dexter... – disse, em um simples sussurro – Mas mamãe não me deixava assistir TV, ela falava que iria fazer mal ao meu desenvolvimento corporal... E e-eu nunca iria ser bo-onita igual ao resto da família.

Agora entendi. Isso tudo gira em torno de um trauma familiar.

- Mas ela não está certa... Pois você é muito bonita. – disse, observando a mesma puxar as cutículas dos dedos. Ela deu um leve sorriso.

- Você está mentindo para me deixar feliz... – disse, tristemente – Mas eu sei que eu não sou. Eu nunca irei ser! – Samantha se enraiveceu e arrancou com força uma cutícula que fez seu dedo indicador sangrar. Uma lágrima caíra de seus olhos.

- Você gosta de filmes ou livros de mitologia grega? – perguntei, tentando encorajá-la ainda mais. A mesma levantou os olhos e concordou. – E as deusas gregas são belas, não?

Concordou novamente.

- Todas são mais gordinhas. Nenhuma é magra igual a mídia faz. Você já parou para pensar nisto? – ela me olhou, meio assustada e desconfiada. Assentiu com a cabeça e sorriu.

- A senhora tem razão. – disse, colocando as mãos sobre a mesa.

- Pode me chamar de Rachel. – disse sorrindo confiante.

- Ok, Rachel. – disse e sorriu. Consegui a confiança dela.

- Mas, Sam, conte-me mais sobre sua vida. Sua família... – disse e ela fechou o sorriso novamente.

- Eu preciso mesmo falar daqueles monstros? – abaixou a cabeça. – Eu posso falar do meu anjo...

- Conte-me mais sobre este anjo, então...

Ela inclinou-se para frente e tomou fôlego para falar.

- Meu anjo foi o amor da minha vida, sabe? – disse e riu um pouco – Ele era um garoto, o único que era muito legal comigo... A gente ia para a escola todos os dias juntos, sem que ninguém da minha família desconfiasse. – disse e riu novamente – Eu e ele nos amávamos. Eu tinha certeza disto. Mas um dia, minha mãe viu ele me beijar pela primeira vez. – disse, abaixou o olhar e encostou-se na cadeira novamente – Ela me humilhou e o humilhou da pior forma possível. Ela me bateu... Bateu tanto... – disse e começou a chorar.

- Está tudo bem, querida. – disse enquanto, passava-lhe os lenços.

- Mas eu gosto mais de House, sabe... – disse enquanto limpava as lágrimas e o sorriso ia voltando lentamente. Bem, se ela não mudasse totalmente de assunto e não falasse uma coisa sem sentido, nada haver com o assunto, estranharia seu comportamento.

- Conte-me mais sobre seus gostos de tudo, Sam. – disse e ela começou a sorrir mais ainda.

Nós falamos sobre todos os gostos de Samantha. Ela se soltou totalmente comigo e eu fiquei muito feliz com isso. Agora, vou enfrentar pacientes bem piores. Este caso de Samantha não é tão grave. Mas seu transtorno é evidente, mesmo não tão exagerado.

A consulta terminou e fui surpreendida por um abraço quando a acompanhava te a porta.

- Obrigada, Rachel. – disse e sorriu.

- De nada, minha querida. Qualquer coisa me chame. – disse e sorri.

Ela saiu e eu fechei a porta.

Engraçado, ás vezes, tudo o que as pessoas precisam é serem ouvidas.

Notas finais
Primeira paciente da Rachel!! YEEY! PODE TER, alguma coisa bem quente em relação a finchel daqui 1 ou 2 capítulos... hehe
Por favor, comentem!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.