Unexpected
5 Let's work
Notas iniciais
Mas olhem, desculpem a demora!! Semana de provas, aí o negocio fica difícil né... Vou dar um jeito de postar o mais rápido possível!
Eu ainda estava absorta em meus pensamentos que nem vi uma mulher entrando na minha sala. Ah, é tão legal falar isto!
- Olá Srta. Berry. Sou Santana Lopez, sua nova secretária. – Examinei-a minuciosamente. Ela era muito bonita, uma aparência mais espanhola e parecia ser muito doidinha.
- Olá Santana! Nada de formalidades entre nós, me chame apenas de Rach. – disse levantando-me e a cumprimentado com um sorriso amigável e um aperto de mãos.
- Dios mio! Achei que você fosse uma chefa irritante. Ainda bem que eu estava errada. – disse e nós duas rimos – Vou lhe dar uma ficha sobre cada um de seus pacientes, para você poder conhecê-los melhor.
Peguei a pasta bege e examinei-a. Vou passar muito tempo com ela. Peguei a mesma e deixei-a em cima da mesa.
- Obrigada, Sant. – disse sorrindo simpaticamente – O Sr. Hudson deve dar muito em cima de você, não? – falei, arqueando uma sobrancelha.
Ela deu uma pequena gargalhada, negando com a cabeça.
- Rachel, eu tenho namorada. – disse ainda risonha. Opa, não esperava isso. Mas tudo bem. Não tenho preconceito nenhum.
- Oh... Entendi. – disse com uma expressão surpresa.
- Eu te conheço de algum lugar... – comentou.
Pensei de onde esta mulher me conhece. Um lugar me passou pela cabeça. Estalei os dedos e disse:
- Ah, na comemoração do projeto “Viva as calcinhas”!
- É mesmo! Você é uma que estava com uma calcinha enorme e bege, igual a que minha avó usava! – disse e eu assenti. Gargalhamos juntas. Eu estava com uma calcinha ridícula mesmo, do tipo “Sou sexy para Henrique VIII, bitch.”
Conversamos e rimos mais um pouco, Santana é muito engraçada. Tivemos que interromper os casos maravilhosos da avó da Santana, pois eu tinha que analisar a ficha do paciente que viria em 30 minutos.
Sant foi para seu lugar e eu para o meu. Analisei a ficha pedacinho por pedacinho.
Comecei a estudar as fichas dos pacientes um por um... Um paciente que me chamou a atenção, não só pelo sobrenome, foi Jake Puckerman. O jovem de 20 anos possui transtorno bipolar afetivo, ele costuma ser agressivo com as enfermeiras e não é de falar bastante. Puckerman... Não pode ser o primo do Noah. Ele parecia ser tão bem controlado, que nem parecia ter a doença. Seu rosto estava totalmente machucado e pálido na foto, seus olhos diziam apenas me ajude. Mas sua doença deve ter se agravado quando sua mãe morreu e o pobre infeliz ficou órfão. Respirei fundo, sentindo pena do mesmo.
- Rach, sua primeira paciente chegou. – avisou Sant, pondo apenas sua cabeça para dentro da sala. Lá vamos nós.
- Pode mandá-la entrar. – disse sorrindo simpaticamente para Sant.
Uma garota tímida e com a aparência descuidada, entrou em minha sala. Ela estava com a cabeça baixa e com olhar vago... Triste.
Lembrei de seu rosto quando tinha analisado a ficha, ela era Samantha Louis. Tinha graves problemas com distúrbios alimentares e a anorexia já tomava o seu corpo.
Sorri para ela, apontando-lhe a cadeira á minha frente.
Analisei-a por um momento, sorri e disse:
- Oi, Samantha. Posso te chamar de Sam?
Ela levantou o seu olhar a mim e assentiu levemente com a cabeça.
- Ok, Sam... Sobre o que você quer conversar? – perguntei a ela, que deu de ombros – Gosta de algum filme, série? Eu amo séries... – perguntei e vi que ela ficou um pouquinho mais interessada na conversa.
- E-eu gosto muito de uma série... – sorri por ter conseguido fazer a mesma se soltar um pouco mais.
- Qual? – perguntei e inclinei-me mais em sua direção, para mostrar a ela minha curiosidade e importância de sua opinião. A mesma recuou-se para trás e, definitivamente, grudou-se na cadeira. Sentei-me normalmente, como estava antes e ela voltou a se acalmar.
- Dexter... – disse, em um simples sussurro – Mas mamãe não me deixava assistir TV, ela falava que iria fazer mal ao meu desenvolvimento corporal... E e-eu nunca iria ser bo-onita igual ao resto da família.
Agora entendi. Isso tudo gira em torno de um trauma familiar.
- Mas ela não está certa... Pois você é muito bonita. – disse, observando a mesma puxar as cutículas dos dedos. Ela deu um leve sorriso.
- Você está mentindo para me deixar feliz... – disse, tristemente – Mas eu sei que eu não sou. Eu nunca irei ser! – Samantha se enraiveceu e arrancou com força uma cutícula que fez seu dedo indicador sangrar. Uma lágrima caíra de seus olhos.
- Você gosta de filmes ou livros de mitologia grega? – perguntei, tentando encorajá-la ainda mais. A mesma levantou os olhos e concordou. – E as deusas gregas são belas, não?
Concordou novamente.
- Todas são mais gordinhas. Nenhuma é magra igual a mídia faz. Você já parou para pensar nisto? – ela me olhou, meio assustada e desconfiada. Assentiu com a cabeça e sorriu.
- A senhora tem razão. – disse, colocando as mãos sobre a mesa.
- Pode me chamar de Rachel. – disse sorrindo confiante.
- Ok, Rachel. – disse e sorriu. Consegui a confiança dela.
- Mas, Sam, conte-me mais sobre sua vida. Sua família... – disse e ela fechou o sorriso novamente.
- Eu preciso mesmo falar daqueles monstros? – abaixou a cabeça. – Eu posso falar do meu anjo...
- Conte-me mais sobre este anjo, então...
Ela inclinou-se para frente e tomou fôlego para falar.
- Meu anjo foi o amor da minha vida, sabe? – disse e riu um pouco – Ele era um garoto, o único que era muito legal comigo... A gente ia para a escola todos os dias juntos, sem que ninguém da minha família desconfiasse. – disse e riu novamente – Eu e ele nos amávamos. Eu tinha certeza disto. Mas um dia, minha mãe viu ele me beijar pela primeira vez. – disse, abaixou o olhar e encostou-se na cadeira novamente – Ela me humilhou e o humilhou da pior forma possível. Ela me bateu... Bateu tanto... – disse e começou a chorar.
- Está tudo bem, querida. – disse enquanto, passava-lhe os lenços.
- Mas eu gosto mais de House, sabe... – disse enquanto limpava as lágrimas e o sorriso ia voltando lentamente. Bem, se ela não mudasse totalmente de assunto e não falasse uma coisa sem sentido, nada haver com o assunto, estranharia seu comportamento.
- Conte-me mais sobre seus gostos de tudo, Sam. – disse e ela começou a sorrir mais ainda.
Nós falamos sobre todos os gostos de Samantha. Ela se soltou totalmente comigo e eu fiquei muito feliz com isso. Agora, vou enfrentar pacientes bem piores. Este caso de Samantha não é tão grave. Mas seu transtorno é evidente, mesmo não tão exagerado.
A consulta terminou e fui surpreendida por um abraço quando a acompanhava te a porta.
- Obrigada, Rachel. – disse e sorriu.
- De nada, minha querida. Qualquer coisa me chame. – disse e sorri.
Ela saiu e eu fechei a porta.
Engraçado, ás vezes, tudo o que as pessoas precisam é serem ouvidas.
Notas finais
Por favor, comentem!!
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