Uneven Odds

31 Capítulo 21 - Juntos - Parte 1


Notas iniciais
Obrigada por todos os comentários!! Chegamos ao fim!! Dividi o capítulo em três, porque achei que mais uma coisinha tinha que acontecer aí rsrs Boa leitura!

Bella POV

– ... quebrei o vaso brincando com o cachorro que tínhamos e coloquei a culpa no Jasper. Como ele não soube se defender, nossa mãe achou que ele era o culpado. Ficou duas semanas de castigo por causa disso — Edward contou rindo e eu fui incapaz de não fazer o mesmo.

– Se nossos filhos puxarem para nós dois, estaremos ferrados — comentei, passeando meus dedos pelo seu peito.

O clima estava delicioso. Estávamos abraçados em frente a lareira, apenas conversando e curtindo um ao outro. Minha declaração parecia ter derrubado qualquer muro que ainda existia entre nós. Eu estava feliz. Muito feliz.

– Esses dois vão nos enlouquecer — concordou sorrindo.

– Me conta sobre o seu pai. O que aconteceu entre vocês? — perguntei e ele suspirou.

– Depois que o escritório começou a expandir, ele se perdeu. O trabalho virou a vida dele. Isso quase acabou com o casamento de Jasper e Alice, ela te contou? — fiz que não com a cabeça, chocada com essa informação.

– Meu irmão estava indo pelo mesmo caminho que nosso pai, Alice não suportou e saiu de casa. Pelo menos, isso serviu para ele acordar, mas em relação a Carlisle, eu acho que é tarde mais. Ele nem se importou por nossa mãe sair de casa — contou, me deixando surpresa. Ergui o corpo e o encarei.

– Esme saiu de casa? — repeti. Edward assentiu com tristeza.

– Está morando com Jasper — esclareceu acariciando meu braço.

Não podia acreditar naquilo. A mãe de Edward parecia uma pessoa tão boa e carinhosa, não merecia isso.

– Acha mesmo que seu pai não vai atrás dela?

– Sim, tenho certeza. Ele se perdeu, Isabella. Não há mais nada que possamos fazer — lamentou. Abri a boca para retrucar, mas não tinha nada de bom para dizer. Voltei a deitar sobre o seu peito.

– Eu sinto muito — foi tudo o que consegui dizer.

– Eu também, Süsse, mas infelizmente o orgulho pode fazer com que uma pessoa se negue a aceitar que estava errado. E esse é o caso dele — explicou resoluto. — Estava pensando, já que Renée vai precisar voltar para Nova Iorque, o que você acharia de minha mãe passar alguns dias aqui. Ficar com os netos pode ser bom para ela — completou em seguida.

Morar com a sogra não era muito animador, mas entendia que isso poderia fazer muita diferença para ela no momento.

– Claro — concordei, ele sorriu e beijou minha cabeça. — Isso quer dizer que não vamos precisar de nenhuma enfermeira, não é? — procurei saber. Edward riu.

– Não, nada de enfermeiras — garantiu sem parar de sorrir.

– Pode tirar esse sorriso arrogante da cara — alertei. — Eu só não quero meu filho nas mãos de uma estranha — elucidei, tentando sair de seus braços, mas Edward não deixou, agarrando minha cintura.

– Ah, mas eu adoro minha gatinha nervosa e ciumenta — confessou com um sorriso, me deitando sobre os travesseiros. Mordi os lábios, segurando a vontade de sorrir. Ele beijou meu pescoço e eu me derreti.

O som do choro de Matthew tomou o ambiente pela babá eletrônica. Edward enterrou a cabeça entre meus cabelos e riu.

– Esse menino tem um timing perfeito — reclamou com humor, ficando sobre mim e me encarando. Passei os dedos pelo seu rosto.

– Pelo menos dessa vez conseguimos um tempo a sós — contrapus, ele aquiesceu e me beijou.

– Mas não pense que acabou assim — ameaçou, se levantando.

Senti meu coração acelerar apenas com essa promessa de mais. Sentei no chão e fiquei observando ele se vestir. Ainda era difícil acreditar que tudo aquilo era meu.

– Secando seu marido, Isabella? — provocou com um sorriso safado. Revirei os olhos e levantei também, pegando minha roupa no chão e vestindo.

– Acho que seu ego está inflado demais, só estava vendo que colocou a camisa ao contrário — apontei sua roupa, Edward olhou para baixo e praguejou, tirando a camisa. Aproveitei e sequei mais um pouco o seu corpo. Ele percebeu e me agarrou, me fazendo rir.

– Espertinha — disse, se inclinando e mordendo meu lábio inferior. Gemi. O choro de Matt soou ainda mais alto nos lembrando da realidade. Edward me soltou, mas antes que se afastasse, segurei sua mão.

– Deixa que eu vou, se precisar de ajuda chamo você — pedi, ele anuiu com um sorriso plácido.

– Te espero no quarto — falou e eu concordei. Beijei seus lábios rapidamente e corri para as escadas.

Matthew estava bem, apenas com a fralda suja. Troquei, cantei uma canção para ele e logo estava dormindo. Edward não apareceu e fiquei feliz com sua confiança em mim.

Saí do quarto de Matt silenciosamente, passei no de Anthony e ele também dormia tranquilamente.

Parei na frente do meu quarto com o coração batendo a mil por hora. Ainda não conseguia compreender todos os sentimentos que Edward despertava em mim. Ele me deixava louca de paixão, desejo e até mesmo de raiva com suas provocações. E mesmo assim eu adorava quando me provocava, porque eu também adorava fazer isso com ele. Sorri e finalmente abri a porta.

Edward estava sentado na cama e seus lábios se abriram em um belo sorriso quando me viu.

– Vem cá — me chamou estendendo a mão.

Fechei a porta e fui até ele, segurando sua mão e sentando ao seu lado.

– Tem algo que eu queria dar para você — começou dizendo. — Vou entender se não se sentir pronta para usar, então, por favor, não se sinta pressionada — insistiu, me deixando intrigada.

– O que é? — perguntei curiosa.

Ele soltou minha mão e buscou algo no bolso, quando levantou na altura dos meus olhos, pude ver uma grossa aliança de ouro branco, parecida com a sua. Senti um frio no estômago, como se estivesse descendo a mais alta das montanhas russas.

– Eu quero — respondi no mesmo instante.

Edward segurou meu queixo, virando o meu rosto para encará-lo. Seus olhos fitaram os meus como se procurassem uma afirmação. Uma certeza. Então, sorriu, ergueu a mão com a palma para cima.

– Sua mão? — pediu e sem desviar meus olhos dos seus, coloquei minha mão sobre a sua. Ele segurou a aliança e começou a deslizá-la pelo meu dedo.

– Eu prometo ser seu companheiro fiel. Amá-la, respeitá-la e estar sempre ao seu lado, em todos os momentos até que a morte nos separe.

Quando terminou eu não pensei em mais nada a não ser tomar seus lábios nos meus.

– Eu prometo ser sua companheira fiel. Amá-lo, respeitá-lo e estar sempre ao seu lado, em todos os momentos até que a morte nos separe — repeti entre os beijos, Edward grunhiu como se eu tivesse dito as palavras mais eróticas do mundo. E eu sabia que de alguma forma, ele estava certo. Nada era mais erótico e tentador do que o amor que sentíamos um pelo o outro.

Edward POV

Antes que pudéssemos nos dar conta, já havia passado quatro meses. Isabella ainda não havia recobrado a memória ou tido qualquer lembrança nova, mas isso não diminuía em nada nossa felicidade. Nos conhecíamos mais e mais a cada dia, como nunca havíamos feito antes e eu me via ainda mais apaixonado por ela e sabia, só de olhar para ela, que era recíproco. Ultimamente, estava ainda mais feliz e animada, pesquisando alguns cursos e decidindo o que faria agora, já que voltar para seu antigo trabalho parecia improvável.

Estávamos dormindo depois de um dia nos divertindo no parque com nossos filhos e uma noite nos amando quando o telefone tocou. Atendi sonolento.

– Alô.

– Edward! — ouvi a voz desesperada de Jasper. — Cara, eu preciso de você aqui — sentei na cama, Isabella havia acordado também e me olhava atenta.

– O que houve? — perguntei, ainda acordando.

– A bolsa da Alice estourou. Estamos no hospital — sorri e virei para Isabella. – O bebê vai nascer — contei, ela abriu um sorriso enorme e se levantou. — Estamos indo — avisei Jasper, pegando o nome do hospital e levantando para me vestir também.

Acordamos Irina para que ela pudesse olhar as crianças enquanto saíamos.

Assim que chegamos no hospital, nos informamos e fomos até o quarto em que Alice estava. Jasper andava de um lado para o outro, nervoso.

– Já que vocês chegaram, vou dar uma passada na cantina — minha mãe avisou com um sorriso cansado.

Como havia previsto, ela e meu pai não voltaram a ficar juntos. Estavam, inclusive entrando com o pedido de divórcio. Era um pena, mas ao mesmo tempo, era o melhor para ela. Já percebia como estava mais feliz, recuperando sua vida e amigos. Não quis viver na casa que dividiu com meu pai, por isso comprou um apartamento e até decidiu voltar a estudar. Estava orgulhoso dela. Quanto ao meu pai, continuava trabalhando, como sempre.

– Como está Allie? — Isabella perguntou para a amiga, que abriu um sorriso fraco.

– Bem — ela olhou para Jasper que não parava quieto. — Amor, quer ficar calmo, por favor? — Alice pediu.

– Essa espera está me deixando estressado — ele respondeu sentando no sofá. Alice ficou estática e fechou os olhos com força. Jasper foi correndo até a cama. – Respira amor. Isso. Para dentro e para fora.

Jasper estava irreconhecível, sem todo aquele controle e pose que ele tinha, estava descabelado e parecia desnorteado. Olhei para Isabella e ela tinha um sorriso lindo no rosto enquanto segurava a mão da Alice.

– Preparado para ter uma menina, Jasper? — perguntei bem humorado. Ele me olhou e negou.

– Na verdade, estou desesperado.

– Não fique. Aposto que ela vai se apaixonar você — Alice disse sorrindo.

– O duro vai ser quando ela se apaixonar por alguém que não será o papai — provoquei fazendo graça.

– Edward! — Isabella repreendeu.

– Süsse, ele tem que estar preparado para dividir a filha com um garotão — continuei provocando. Jasper me olhou.

– Pois fique sabendo que não sou ciumento e possessivo como você e vou deixar minha menina namorar, afinal de contas o pai dela sempre virá em primeiro lugar — Alice sorriu orgulhosa. – Eu é que vou me divertir e muito quando você tiver uma menina. Ela vai te deixar louco — respondeu rindo.

Eu gelei, olhei para Isabella e ela riu também.

Merda! Por que o Jasper tinha que dizer isso?

Eles ainda riam quando a enfermeira chegou. Ela examinou Alice e explicou que estava na hora. O médico foi chamado e Alice pediu que Isabella e Jasper ficassem com ela enquanto nós esperávamos do lado de fora.

– Vocês já falaram sobre terem mais filhos? — minha mãe perguntou em certo momento.

– Não — respondi simplesmente, isso definitivamente não estava nos meus planos. — Estamos bem com Anthony e Matt. Não precisamos de mais filhos. Além do que, Isabella tem problemas para engravidar, sabe disso.

– Se ela engravidou de Matthew pode muito bem engravidar de novo — rebateu e eu fiquei quieto. Não queria discutir sobre isso. Não queria sequer pensar nesse assunto.

Agradeci quando o médico apareceu e disse que podíamos entrar. Alice tinha um sorriso lindo no rosto, assim como Jasper. Ambos olhavam a pequena Jasmim com adoração. Isabella também estava emocionada, a abracei e ela se encostou em mim. Ficamos mais um pouco e depois fomos embora.

**

– A pequena é linda, não é, Edward? — perguntou quando já estávamos deitados na nossa cama.

– É sim, Süsse — respondi. Ela levantou a cabeça e me olhou.

– Eu estava pensando...

– No quê? — ela parecia tentar achar as palavras. Não. Isso não. Pedia em pensamento.

– O novo médico que estou consultando explicou que se eu quiser, eu posso engravidar. Pode demorar, mas não é impossível — começou naturalmente, senti meu corpo tencionar e enrijecer.

– Não — foi tudo o que eu disse.

– Por que não? — perguntou decepcionada.

Eu sabia que ela estava pensando na ideia de engravidar, principalmente depois dessa noite e do idiota do Jasper dizer aquilo, mas eu não queria. Não por que não quisesse ter outro filho, mas pelo fato de ainda não ter me recuperado do acidente que quase a tirou de mim. Tanto que, tirando a primeira vez que transamos, eu sempre me lembrava de usar camisinha, Isabella nunca me questionou, mas tinha certeza que ela sabia a razão por trás disso. A ideia de fazer uma vasectomia estava cada vez mais presente na minha cabeça, só que eu não poderia fazer isso sem ela saber e eu tinha certeza que ia odiar, isso se não me odiasse também.

– Eu não estou dizendo agora, mas daqui algum tempo. Não quero que nossos filhos tenham muita diferença de idade, além disso não quero engravidar muito tarde — argumentou, insistindo no assunto.

– Süsse, me entenda por favor. Eu não quero passar por aquilo de novo — pedi, quase implorei. Eu não ia perdê-la de novo. Não ia.

– Quem disse que você vai passar por aquilo de novo? Eu prometo que fico trancada aqui em casa, não saio para nada. Eu juro que vou me comportar Edward — olhou para mim com os olhos suplicantes. Sua proposta só mostrava o quanto queria isso.

– Durante nove meses? — arqueie minha sobrancelha.

– Sim — a encarei fixamente e neguei.

– Eu não consigo. A ideia de perder você de novo. Eu... — segurei seu rosto nas minhas mãos. Eu nunca havia negado nada a ela, mas não ia arriscar.

– Eu sinto muito. Eu não posso — respondi finalmente. Ela não disse nada, se deitou e virou de costas para mim. — Está brava comigo? — perguntei pasmo.

– Estou — falou rudemente.

Por que ela queria engravidar de novo?

Remexi na cama.

Saco! Eu odiava dormir longe dela, sentei e passei a observá-la.

Nós já tínhamos dois filhos lindos, não precisávamos de mais um. Se bem que eu ia amar se pudéssemos ter uma menina. E ver Isabella grávida de novo seria fantástico. Antes que me empolgasse com a ideia, o acidente durante a gravidez veio a minha mente. Balancei a cabeça negativamente.

Não. Eu não podia admitir isso de novo. Ela tinha que esquecer essa ideia.

Notas finais
E aí, o que acharam? Edward está certo em se negar a ter mais um filho?? Bella tem que insistir ou desistir da ideia? Alguém aí achando que está faltando uma menininha nessa família? o/ Não vou dar certeza, mas o próximo deve vir no meio da semana ;) Beijos e até o próximo!