Uneven Odds
30 Capítulo 20 - Acampamento - Parte 2
Notas iniciais
Trilha: http://www.youtube.com/watch?v=lp-EO5I60KA
Bella POV
Eu estava ansiosa e nem ao menos sabia o porquê. Só íamos conversar e passar um tempo juntos. Só isso. Não tinha motivo para me animar demais ou criar expectativas. Edward queria que fossemos devagar e eu queria o mesmo. Ou até o momento que seus lábios tocassem os meus, ou seus braços me puxassem para si.
Concentração, Isabella! Concentração!
– Já jogou isso? — Edward perguntou, chamando minha atenção.
Estávamos na sala, sentados no chão entre os travesseiros e nossa pequena bagunça. Essa noite tinha sido tão divertida e eu só queria que o final dela fosse perfeito. Olhei para Edward e percebi que ele esperava minha resposta.
– Desculpa, eu me distrai. O que disse? — ele sorriu e levantou uma garrafa de vinho.
– O jogo: Eu nunca. Você conhece?
– Ah, sim — concordei, pegando um dos copos para ele encher com vinho. — O pessoal jogava nas festas que fazíamos, mas com cerveja. E eu sempre trapaceava, só para não beber cerveja — recordei. Parecia que tinha sido ontem. Edward riu e encheu seu copo.
– Bom, espero que não trapaceie agora — advertiu e piscou para mim. — Achei que seria uma maneira divertida de nos conhecermos melhor — explicou me observando com atenção.
Sorri e assenti, gostando da sua ideia. Edward sempre fazia questão de saber minha opinião ou o que eu pensava. Nunca assumia as coisas pelo meu passado ou por quem eu costumava ser. Eu amava isso nele. Parei. Meu sorriso morreu.
Amar?
– Isabella? Tudo bem? — perguntou, pegando meu copo e colocando no chão, para segurar minha mão. — Você está gelada! — exclamou alarmado.
Ergui o rosto, ainda assustada com a linha dos meus pensamentos, e encontrei aquele lindo par de esmeraldas me encarando com preocupação. Meu coração disparou e por um instante achei que fosse desmaiar. Não entendia essas reações. Era apenas o Edward.
– O que foi? Está sentindo alguma coisa? — sua voz soou tensa e ainda assim controlada. Era adorável. Céus, o que estava acontecendo comigo?
– Nada, eu estou bem... — murmurei baixo.
– Quer ir deitar? — propôs, não satisfeito com minha resposta vaga. Neguei com veemência.
– Não, claro que não. Quero ficar aqui com você e jogar — insisti, ele me olhou por um segundo.
– Tem certeza? Você ficou pálida de repente. Foi alguma lembrança ruim?
– Não, eu estou bem. De verdade. Só fiquei confusa entre presente e passado. Não sei explicar — desconversei. Nem eu mesmo compreendia o que estava acontecendo comigo. — Vamos jogar, vai. Estou bem. Juro — garanti, vendo sua expressão não muito confiante. — Depois de começar a tomar esse vinho, vou ficar logo corada. Você vai ver — desafiei e finalmente um sorriso surgiu em seus lábios.
– Primeiro as damas — indicou meu copo sobre o chão.
– Só para esclarecer as regras, eu digo algo que nunca fiz, se você já tiver feito, você toma um gole de vinho, caso contrário, eu tomo. Quem ficar sóbrio, ganha. É isso?
– Isso mesmo e sem trapacear — advertiu com um sorriso.
– É bom você também não trapacear, já que me conhece melhor que eu mesma — alertei.
– Serei honesto e não usarei nenhuma informação de forma indevida — sorri, pelo modo solene com que ele falou.
– Ok. Lá vai: Eu nunca fiquei bêbada.
Edward virou seu primeiro copo e eu sorri, satisfeita. Tive vontade de perguntar se era verdade ou se eu já fiquei bêbada alguma vez, mas isso ia fazer toda proposta do jogo perder seu sentido.
– Eu nunca tomei Coca-Cola — disse e eu arregalei meus olhos.
– Nunca? — pressionei e ele assentiu. Não contive a curiosidade. — Por quê?
– Nunca tive vontade. Quando era mais novo tomava suco e depois cerveja, vinho, conhaque — deu de ombros. Isso sim era surpreendente. Foi minha vez de tomar o copo de vinho e pensar em outra coisa que nunca fiz.
– Hum... eu nunca vi um filme de terror — declarei e foi a vez de Edward se espantar.
– Temos que resolver isso, mocinha — ameaçou. Ri, balançando a cabeça.
– Nem vem, morro de medo.
– Eu vou estar do seu lado para te proteger — sussurrou no meu ouvido, me fazendo arrepiar.
Edward tomou o vinho sem tirar os olhos de mim. Senti meu rosto esquentar. Não sabia se era o seu olhar ou a bebida que já estava fazendo efeito.
Continuamos assim por mais umas três rodadas. Conversando e rindo. Até que finalmente senti que o vinho estava subindo. Só isso explicava o fato de eu ter dito:
– Eu nunca tive um orgasmo — Edward engasgou e tossiu. — Se eu tive com você, eu não me lembro — completei, achando que ele tinha ficado ofendido. No entanto, ele riu.
– Acho que a brincadeira acabou para a senhorita — avisou, tomando seu último gole de vinho e pegando meu copo.
– Ah, estava tão divertido! E eu não estou bêbada... — estreitei os olhos. — Bem, eu acho que não — respondi não muito certa.
– Você está um pouco alta, mas não bêbada, por isso mesmo vamos parar aqui.
– E o que faremos agora? — perguntei animada.
Dormir estava fora de questão. Completamente. Ao menos que não fossemos exatamente dormir. Fechei os olhos e suspirei. Essa era uma possibilidade que eu adoraria explorar.
– Dança comigo?
Abri os olhos e Edward tinha a mão estendida na minha direção. O som tocava alguma melodia suave e gostosa. Estava tão distraída que nem percebi que havia se levantado. Segurei sua mão e fui para seus braços.
– Acho que é um bom momento para avisar que eu também nunca dancei com alguém. Ia fazer isso com meu pai na minha formatura do colégio, mas... — deitei minha cabeça em seu peito e ele me abraçou. — Vou pisar no seu pé — avisei.
– Tudo bem, eu aguento — respondeu com carinho.
Inclinei para trás, segurando nos seus braços. Não estávamos necessariamente dançando, só indo de um lado para o outro, mas era gostoso.
– Você é tão bom para mim — disse, passando meus braços ao redor do seu pescoço. Edward me observava com um sorriso encantador. Suas mãos firmes em minha cintura. — Não é difícil entender porque casei com você.
– Está me paquerando, senhora Cullen? — provocou. Sorri arteira.
– Está dando certo? — devolvi interessada. Edward riu, me trazendo para mais perto.
– Quase, mais dois ou três elogios e eu posso dizer que fui fisgado — arriscou, então segurou minha mão e me fez dar um giro. Voltei para seus braços com um sorriso largo. Era tão bom ficar assim com ele.
– Essa música me faz lembrar de você — sussurrou no meu ouvido. Procurei prestar atenção, mas nada se comparava em ter partes da letra declarada na voz de Edward. Fechei os olhos e me deixei levar pelas palavras que diziam tudo.
– Querida, eu lhe amarei até que tenhamos setenta anos...
– Eu me apaixono por você a cada dia...
– Me tome nos seus braços...
– Me beije sob a luz de mil estrelas...
– Coloque sua cabeça sobre meu coração palpitante...
– Talvez tenhamos encontrado o amor bem aqui, onde estamos
Ergui o rosto e o encarei emocionada. Edward não disse nada e nem era preciso. Ele se inclinou e me beijou, com paixão, com amor. Eu já não tinha medo dessa palavra ou do que significaria, desde que Edward também se sentisse assim.
Subi minha mão pela sua nuca conforme ele apertava minha cintura. O beijo foi ficando cada vez mais gostoso. Tentador. Soltei um gemido que o fez rosnar e descer os lábios pelo meu pescoço. Eu iria enlouquecer.
– Tem certeza? — perguntou rouco, passando os dentes pela minha pele e arrepiando meu corpo.
– Sim — minha voz saiu em um suspiro. — A mesma certeza que eu tenho de que meu nome é Isabella Marie Swan Cullen — o sorriso orgulhoso e satisfeito que Edward abriu, só o deixou ainda mais tentador.
– Vamos subir então. Para nossa cama — propôs contra a minha boca.
– Não — respondi manhosa.
– Isabella... — advertiu, olhando inseguro para a escada.
– O lençol que montamos vai nos proteger — tentei convencê-lo. — Eu quero você aqui, Edward. Na frente da lareira, entre os travesseiros — puxei seu rosto para mim e mordi seu lábio. Ele gemeu, me beijando bruscamente.
Sem perder mais nem um segundo, me deitou no meio da nossa bagunça e ficou sobre mim. Descendo seus beijos pelo meu pescoço, pelo meu colo. Meu coração batia acelerado e minha respiração estava arrastada. Edward parou e ergueu o olhar.
– Podemos esperar, se quiser — ofereceu ofegante esfregando o queixo na minha barriga. Gemi ao sentir o raspar da sua barba por fazer e neguei.
– Já esperei demais. Eu quero você, Edward. Eu preciso de você — choraminguei.
Edward sorriu e depositou um beijo no meu ventre, abaixando lentamente minha calça. Levantei meu quadril para ajudá-lo a tirar tudo de uma só vez. Sentei no chão e puxei minha blusa pela cabeça, ficando completamente nua diante dele, já que estava sem sutiã.
Ao contrário do que pensava, não me senti tímida ou sem graça com o olhar faminto que Edward me lançou, aquilo só me deu forças para ser ainda mais atrevida. Voltei a deitar e o olhei, o chamando com o dedo indicador. Ele parecia em transe, como se não acreditasse no que via na sua frente. Tirou sua roupa sem parar de me olhar. Edward me comia com os olhos. E só isso já me fazia contorcer e gemer.
Assim que ficou nu, se ajoelhou entre minhas pernas e começou a passear a mão por todo o meu corpo, sempre me olhando. Subia e descia, apertava meus seios e beliscava os mamilos. Eu já estava completamente pronta para ele. Meu sexo úmido e desejoso de seu membro que roçava em mim, arrancando gemidos desconexos dos dois.
Edward deitou sobre mim e me beijou com delicadeza, para em seguida aumentar a potência do beijo. Sua boca desceu e parou nos meus seios. Sugou. Lambeu. Mordeu. Eu estava descabelada e vermelha. Segurando aquela sensação de desprendimento o máximo que podia, mas Edward queria me ver perder o controle. Seus beijos foram cada vez mais para baixo e eu simplesmente não consegui segurar quando seus lábios tomaram meu sexo. Minhas mãos foram para seus cabelos, afundando sua cabeça entre minhas pernas. Mordi o lábio com força para não gritar. Todo o meu corpo tencionou e formigou. Eu estava flutuando, sem ar e sem folego. Aquele prazer não podia ser real.
Edward voltou a subir e me encarou. Seus lábios brilhando com o meu gozo. Ele apoiou os braços e aos poucos me penetrou. Era delicioso. Ele jogou a cabeça para trás e foi cada vez mais fundo. De forma lenta, até mesmo delicada. Como se eu fosse uma virgem. Esse homem não existia. Observei seu rosto. Os lábios apartados. O suor e o prazer. Sua mandíbula apertada. Meu peito esquentou com essa visão. Não podia mais negar. Eu o amava. Amava seu espirito gentil, seu carinho, sua atenção, seu lado paterno. Eu amava aquele homem por inteiro. Apertei seus braços quando ele me penetrou por completou, seus olhos abriram e ele me encarou. Seu semblante preocupado. Só quando senti seus lábios no meu rosto é que percebi que chorava.
– Eu a machuquei? — perguntou angustiado. Balancei a cabeça, fazendo um carinho na sua nuca.
– Não, eu só estou feliz — respondi com a voz emocionada.
Afaguei seu rosto e ele sorriu. Inclinei para frente e tomei seus lábios nos meus. Ardentes. Inquietos. Famintos. O sabor do meu gozo mesclado ao seu beijo me enlouqueceu. Edward começou a se mover, devagar, depois rápido. Uma tortura maravilhosa. Cravei minhas unhas nas suas costas conforme seus movimentos se tornavam ainda mais fortes e impiedosos. Eu não ia suportar por mais tempo. Sua voz rouca dizendo o quanto me desejava, o quanto eu era linda, o quanto sentiu a minha falta, o quanto me queria para sempre. Edward grunhiu, meu sexo apertando com cada vez mais força seu membro. Foi então que eu explodi em um glorioso orgasmo. Mordi seu ombro para evitar que meu grito ecoasse pela casa. Edward veio logo em seguida. Senti seu liquido quente me preencher e tremi de prazer em seus braços.
Estávamos os dois sem ar e completamente molhados de suor, ainda assim, estampávamos um sorriso estúpido no rosto.
Edward se inclinou e me deu um simples selinho, antes de sair de dentro de mim e deitar ao meu lado. Me senti vazia no instante que seu corpo abandonou o meu. Ele estendeu uma coberta sobre nós. Sorri languidamente e virei de lado. Olhando para ele. Olhando para o homem que eu amava. Parecia tão irreal. Edward virou o rosto, me encarando com um sorriso lindo. Seus olhos brilhavam com uma intensidade sem igual. Pegou minha mão e a beijou. Meu coração acelerou com esse gesto tão simples.
– Eu nunca pensei que fosse encontrar alguém como você — declarei, ele depositou minha mão sobre seu peito. Seu coração também acelerado.
– Alguém perfeito, lindo, gostoso, bom de cama... — gracejou com um sorriso divertido.
– Idiota, abusado, convencido. A lista é infinita — provoquei. Ele riu.
– Assim você magoa o meu ego, Süsse.
– Eu? — me fiz de desentendida. — Nunca. Só digo a verdade — afirmei, encantada em como seu rosto ficava ainda mais lindo depois do sexo e sob a luz do fogo.
– E qual é a verdade? — desafiou com um sorriso sedutor.
Meus olhos fitaram os seus com ardor.
– A única que eu conheço. Que eu te amo.
Edward ficou parado em choque. Era como se estivesse vendo uma miragem. Como se eu fosse desaparecer em um toque de mágica. Me aproximei, passando meu indicador pelos seus lábios.
– Eu amo você — repeti lentamente.
Dessa vez, ele reagiu. Seus lábios tomaram os meus com voracidade, enquanto murmurava entre arquejos, o quanto me amava.

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