Undisclosed Desires
8 Mascaras de vidro.
Notas iniciais

“...Me satisfaça...”
– que droga, meu cabelo tá uma palha, você não acha? – Sakura encarou Gisé que a fitava sobre a pia do banheiro observando-a escovar os dentes.
Sasuke ainda não havia voltado e ela tinha esperanças de que ele só viria para leva-la para jantarem e depois, dormirem.
A porta se abriu e o Uchiha pôs o rosto para dentro.
– oi?
– hum? – respondeu, os lábios sujos de espuma da pasta e escova dentro da boca, combinados com o rabo de cavalo novamente desgrenhado e face amassada de sono o teriam feito rir, e constatou que estava muito puto ainda, mesmo depois de falar com Naruto ele dera uma volta pelas vielas medievais e vazias do hotel, mas não se acalmou, e nunca esteve tão perto de pegar as malas e ir embora de um lugar, Sakura obviamente iria querer isso, mas ele estava indo para fazer o contrário.
Sasuke trouxe o vestido que levava na outra mão e o pôs no cabideiro do banheiro.
– fique linda, certo?
– huh?
Ele fechou a porta, e ela se apressou em cuspir a pasta e lavar a boca, pegou o vestido ainda embalado, era preto mas ela estranhou o cumprimento.
– Sasuke, isso vai ficar muito curto. – falou de lá. Ele se jogou no sofá e se serviu de conhaque.
– não tem problema, querida.
– está louco? Isso vai ficar minúsculo! Isso é pra gente magra, caramba!
– você é magra.
– eu sou uma bola! Isso não cobrirá nem minha bunda!
– eu gosto dela.
– dane-se!
Ele riu um pouco, e esperou-as sair do banheiro após o banho.
– vou usar outro.
– aposto que nem experimentou, vai com ele, eu mesmo escolhi e Liza trouxe para você, seja uma boa gata – se levantou e seguiu para o banheiro após beijar o pescoço dela.
– porque?- ela indagou.
– preciso que fique linda, vou jogar hoje.
– e daí?
– e daí que você vai ser uma das minhas cartas, eles olham para seus seios e perdem a concentração.
– os meus...? Que?! – enquanto ele entrava Sakura desembalou ao vestido em velocidade recorde, só havia reparado no cumprimento e só então reparou na parte de cima, era preto, um tecido mole confortável, ela sabia que sua barriga o faria encurtar bastante, mas sua boca se abriu em choque quando encarou o decote, era de bojo, aveludado, em forma de coração e com alças finíssimas, finas demais para confiar que sustentariam seus seios, pelo menos para ela estavam mais pesados, em sua opinião, talvez inchados, de toda forma aquilo não daria conta.
– mas nem morta!
**********************************************************************
O bico que ela fazia era cômico. Mas talvez ele devesse concordar, o vestido era sim para gravidas, mas talvez para mais perto do começo da gestação, deixou as pernas dela totalmente evidentes com o contraste do tecido negro com sua pele, e os seios...
– já disse que amo seus seios? – confessou, Sakura bufou.
– quem não ama seios como os meus hein? – ele baixou o olhar para encara-la e a viu arquear as sobrancelhas em desafio, olhou rapidamente para o busto e quando ela riu percebeu que não olhou tão rápido. – você não presta.
– hn.
– senhor Uchiha? – um homem disse, aproximando-se deles com um sorriso cortês – a reunião já os espera, por favor, me sigam. Eles assentiram e o acompanharam até a onde ficava o Aman restaurante, cruzaram o lugar com Sakura resmungando que estava começando a ter fome graças ao cheiro de comida, então foram levados a uma sala, um anexo fechado com bar, e ao centro algumas mesas de poker, em que algumas pessoas jogavam, no centro tinha uma bem maior e até as cadeiras eram mais confortáveis.
Diabos, ela estava mesmo num filme do Bond? Esses ricos...
– Aí está ele – disse um homem mais velho se aproximando, junto dele, uma mulher não tão velha e num vestido caro e chamativo – Sasuke Uchiha, muito prazer – cumprimentou, seu sotaque era carregado e ela até achou engraçado, e sorriu um cumprimento ao homem que estendeu-lhe a mão. – e esta bela moça?
– é minha noiva.
– oh meus parabéns! Aliás, parabéns em dobro pelo o que vejo!
– obrigada.
– vai ser menino ou menina? – a mulher se intrometeu.
– um menino.
– oh!
– Um herdeiro! É isso aí! Muito bem hã?
– tenho que garantir huh? – Sasuke riu sempre com aquele charme frio e pretencioso.
O titã frio estava de volta, por agora.
– vamos, vamos, molhar um pouco a garganta antes de começar, vai ser um jogo longo! – o montenegres os chamou e seguiram até o bar – um dry martine por favor, você também querida?
A esposa assentiu e ele voltou-se para Sasuke.
– um whisk.
– e senhorita... Imagino que um suco?
Sakura fez um bico inconformado enquanto abraçava o Uchiha agora sentado num dos bancos.
– não tem jeito, ele não me deixa tomar nem vinho.
– ah...
– recomendação médica – Sasuke deu de ombros encarando as garrafas do bar, ela aproveitou para mirar o casal e dizes com os lábios “Papai Coruja!” o que os fez rir, e ele fita-la desconfiado, ela deu de ombros olhando em volta, e Sasuke revirou os olhos.
Ele sentiu-a apertar seus ombros, as unhas dela pareciam próximas de cortarem o tecido do terno e a fitou vendo sua face endurecer e perder a cor, olhou mais adiante vendo Naruto adentrar o local com braços dados a Hinata num vestido creme cheio de voltas, longo, e Karin deslumbrante num vestido azul escuro, Mais atrás vinham Kiba, Neji, Ino tagarelando, e Tenten quase tropeçando ao tentar alcançar o Hyuuga, que sequer parecia nota-la.
– o que ele faz? Aqui?
Não precisava perguntar, afinal ela não gostava de ninguém mas estava mais incomodada com “ele”, Naruto.
Pegou a taça oferecida pelo bar man e experimentou.
– acabou virando uma viajem de férias.- disse, Sakura soltou uma risada irônica e principalmente nervosa, o casal Montenegrino havia se afastado para outra extremidade do bar para conversar com outro sócio, Sasuke girou na cadeira, e ficando de frente para ela abraçou sua cintura, então a encarou.
– vai ficar tudo bem, ele não vai fazer nada.
– não vai fazer nada, talvez por que já tenha feito, olhe a volta Sasuke aqueles idiotas já sabem! – rosnou ela e virou o rosto, arfando, ele a trouxe mais para perto e beijou seu queixo.
Provavelmente eles sabiam mesmo, mas era diferente de demonstrarem, e se o fizessem, não seria só Naruto a sofrer na mão dele.
– por favor, não se estresse, você veio para relaxar lembra?
– ótimo, não está dando certo, quero ir embora.
– shiii, você não tem que ir embora, nós chegamos primeiro não?
Isso era mentira, em parte, mas ela não sabia, ainda sim desconfiou e ficou mais irritada ainda.
– primeiro? É a sua melhor desculpa? As vezes você é tão infantil!
– sério? – Sakura bufou audivelmente e ele soube que só não estava gritando porque estavam em publico. – tudo bem...
– tubo bem porra nenhuma. – resmungou quase chorosa enquanto cruzava os braços.
Aquelas mudanças de humor acabavam com ela, e com ele também, Sasuke inspirou profundamente procurando não voltar ao começo e trata-la como se fosse uma birrenta, e sim como uma mulher cheia de complexos de confiança e insegurança, que não escolheu aquela vida com ele, que provavelmente não escolhera toda a vida que tivera até agora, mas que sabia agir como se gostasse, e por mais que isso acabasse com ela, ele a faria agir desta forma de novo, por que era preciso, pra que os dois pudessem se proteger, e por que desta vez seria diferente, ele estaria ali, e a ampararia por trás das câmeras, ela poderia chorar e trepidar, rachar como um cristal, ele cataria tudo por ela, como alguém que ela nunca tivera.
Só precisava que ela confiasse nele para isso.
Por que já tinha plena confiança de que poderia viver com ela o resto da vida.
Sakura dizia que ele não prestava e claro que ele não discordava, dormira com ela e com varias de suas colegas quando ainda estava namorando Karin e fazia isso mesmo quando eram noivos. Ele não tinha escrúpulos quanto a isso, afinal, eram só prostitutas, uma diversão, relaxamento.
Ele aprendera que sexo pago era bom pra todos os lados, mas era inteligente o bastante para saber que nem todas elas gostavam, por isso sempre pedia que fossem elas mesmas, e Sakura fora a única a faze-lo. Na verdade, nem ele próprio sabia porque pedia isso, talvez tivesse curiosidade, cresceu numa família que dizia-se cheia de moralidades e ética, crescera entre os amigos de sua família dizendo a mesma coisa, mas a medida em que ficava mais velho notava todas aquelas... Contradições. E quando contratou a primeira mulher da vida, acabou querendo saber se também haviam contradições nesse velho paradigma.
E tinham. E tem.
E depois de conhecer Sakura e a vida que ela levava, descobriu que o buraco era bem mais embaixo, perto do inferno, para ele, pra ela provavelmente a ala que lhe fora destinada a padecer.
Ergueu a mão puxando seu queixo para si, quando ela viu a maneira que a fitava, seus olhos felinos trataram logo de escapar, eles adoravam enxergar profundamente as pessoas, mas detestavam estar sob mira. Sasuke puxou seu queixo para baixo.
– não temos que ir embora, somos Uchihas...
– você é um Uchiha, eu não...
– ainda, dane-se, você é, e se acha que precisa disso pra provar pra eles, ótimo te levo no primeiro cartório da cidade e assinamos a papelada, a festa fica pra depois.
– você é um idiota.
– prefiro babaca, honestamente.
– idiota e baba-... – ele a beijou, invadiu sua boca com a língua ignorando mesmo quando ouviu que eram chamados para dar inicio ao jogo, beijou-a até tirar o ar, se fizesse mau a ela ainda não importaria, por que ainda seria de uma forma agradável.
– você nasceu pra ser Uchiha, querida – disse quando se separou – não faz ideia do quanto, não saia daqui, quando eu voltar do primeiro intervalo, a gente sai pra jantar.
– não quer que eu vá me exibir mais? – desdenhou ela, ele sorriu de maneira maliciosa e limpou um vestígio de batom que sujava o canto da boca dela.
– claro que vou, quando o jogo parecer tenso você vai lá, vai beijar o meu pescoço, me dar sua bebida e todo mundo vai olhar esses lindos seios.
– também não quer que eu ponha uma escuta nas coisas deles, senhor Bond?
– não, querida Véspera, sua função é apenas ser atraente. – Sakura acabou rindo e meneou a cabeça pegando enfim, a taça de suco que lhe fora deixada sobre o balcão.
– vou falhar miseravelmente então...- Sasuke se levantou deixando a taça e beijando seu pescoço.
– não se subestime – avisou e então seguiu para a mesa, Sakura se sentou em seu lugar e se limitou a ver quando ele cumprimentou os amigos e os tais negociantes, Ino acenou para ela animada mas indo se sentar junto ao namorado branquela que a puxou com certa brusquidão, o assexuado Neji estava sentado a mesa com eles e Tenten que parecia implorar por sua atenção, e para seu desgosto maior, Naruto se sentou a mesa de poker do lado oposto a Sasuke cujo ela só via as largas costas, enquanto as fichas e regras eram dadas por um carinha de colete listrado, ela viu Hinata e Karin virem provavelmente do toalet.
Se perguntou quem ajudara Hinata na escolha do vestido, por que era mais do que óbvio que ela não sabia escolher nada realmente sensual para seu corpo, e agora trajava um vestido cor de creme longo, bem encorpado e com um decote que deixava seus seios atraentes e não vulgares ou com se fosse desesperadamente escondidos pra dar uma aparência pura e recatada.
Talvez tivesse sido a ruiva naquele vestido azul marinho escuro, cor esta que Sasuke amava quase tanto quanto preto, ou talvez no mesmo nível. Pela olhadela de desgosto da coisona eles talvez, mais uma vez, não achassem que Sasuke estivesse com ela à tira colo.
Sakura detestava ser encarada, e cara feia pra ela era motivo de sarcasmo gratuito, apoiou um dos cotovelos no balcão, cruzou as pernas e pegou a taça erguendo em cumprimento para as duas mulheres, Karin virou o rosto surpresa, talvez achando que não tivesse sido flagrada antes, e Hinata bufou completamente indignada.
A ex meretriz se deixou sorrir apreciando, e tomou do suco, girou um pouco no banco e se olhou pelo reflexo dos espelhos na parede em que ficava a estante com garrafas de bebida.
– um petisco? – o barman disse, empurrando para ela um pote de vidro cheio de quadradinhos de chocolate em papeis laminados de vários tons de cinza, preto e branco.
– moço, olhe meu tamanho, acha que posso rejeitar isso? – ele achou graça e ela suspirou pegando um e prometendo que seria o único, e sabendo que em cinco minutos estaria com o próximo.
Conversas fluíram nas primeiras rodadas até que aos poucos foram se calando, e basicamente só o cara do coletinho listrado ditava as jogadas. Depois da terceira barrinha, ela abandonou o bar e também uma conversa boba com a mulher “novinha” do cara com quem Sasuke queria negociar, deixou a curiosidade falar mais alto, mas claro, que diria que só estava indo fazer sua parte na brincadeira de 007 com ele.
Ela só jogara uma porra de Stripp Poker na vida, e nunca podia se dar ao luxo de ganhar, afinal era ela quem tinha que tirar a roupa, mesmo que perder os deixasse excitados, eles obviamente queriam que ela ficasse nua primeiro. Então tinha de bancar a burrinha e por isso não sabia muitas jogadas.
Levando uma taça mais robusta de uma bebida azul que com certeza não fazia o estilo compenetrado e elegante de Sasuke, ela seguiu até a mesa, subiu uns três degraus e pousou a mão em seu ombro dando uma leve pressão com as unhas, e não haveria como ele não reconhece-la.
– trouxe algo pra você – disse manhosa, e toda a mesa deu atenção a eles, mesmo que disfarçasse, se curvou um pouco e ele olhou para seu decote e em seguida as cartas, sorrindo um pouco.
– tenho certeza – comentou, o que arrancou algumas risadas, Sakura pousou o chamativo copo long drink ao lado dele e a cor obviamente chamou sua atenção, ele arqueou a sobrancelha, encarando a bebida de um tom azul claro cheio de gelo e um limão engastado na borda.- pra mim?
– se chama Lagoa Azul, não é legal? Prova, é ótimo. – ele sentiu um breve arrepio quando ela beijou seu pescoço e olhando para frente viu Hinata com olhos estreitos e irritados para ele quando devia estar encarando Naruto, que tinha o olhar preso naqueles seios leitosos da pequena gata.
– não custa nada, não é? – falou sorrindo mordazmente e encarando o amigo. Naruto piscou, as cartas frouxas entre as mãos e Hinata apertou seu ombro, ele se ajeitou na cadeira.
– pois é – O Uzumaki comentou encarando as próprias cartas enquanto a noiva bufava quase indiscretamente. Sasuke sentiu o a mão de Sakura deixar seus ombros e soube que ela estava se afastando, pegou o copo e levou a boca, o gosto de vodka e limão veio misturado à soda e Curaçau Blue, não tão ruim para o gosto dele. Então olhou para trás apenas para ver se ela não estava consumindo a mesma bebida, mas estava ocupada atacando as barrinhas de chocolate belga do balcão.
Teria que leva-la para comer logo ou ela viria e morderia seu pescoço em vez de beija-lo.
Mas como previra, ajudou, ele tiraria Naruto do jogo logo, logo.
Uma longa hora se passou, dos dez jogadores oito permaneciam, e então o carinha do colete listrado ( ela não conseguia lembrar qual o bendito nome que davam a ele ( N.A: Nem a autora ¬¬) ) anunciou um intervalo de uma hora. Sakura franziu o cenho olhando no relógio da parede, eles jogariam por uma hora, e fariam intervalos de uma hora, e até agora só haviam saído dois jogadores... Que maldita hora aquilo iria acabar?!
– com fome? – Sasuke disse enquanto vinha até ela.
– hum... sim – respondeu ainda de cenho franzido.
– querida, eu amei o seu colar – a senhora Mirella comentou, Sakura piscou voltando-se para ela e sorriu.
– obrigada – falou levando os dedos para tocar a pantera de ouro branco que levava no pescoço presa a uma faixa negra. A pantera podia ser tanto um pingente como um broche, e Sasuke presenteou-a com tal, conjunto que era da mesma coleção do primeiro colar que lhe dera, já fazia um tempo. Ele parecia convicto de que combinava com ela e sorriu satisfeito para a mulher que mau disfarçava que o queria de sobremesa, também, casada com um velho babão...
– ficou ótimo não? Fica perfeito nela.
Presunçoso.
– ficou sim, tem um ótimo gosto para joias, sir. Uchiha.
– obrigado, vamos pequena gata?
– claro, sir. Uchiha.- Ele pegou sua mão e conduziu-a para o restaurante, ela a “joia da coroa” do hotel, mas Sakura achou uma droga pelo simples fato de os amigos insuportáveis dele terem se juntado em uma mesa. Fingiu que não viu, maravilhosamente bem, mas encarou o homem com um olhar mortalmente desconfiado quando ele também pareceu não notar o grupinho e a conduziu para uma mesa para dois, mais afastada perto de uma parede de vidro com uma romântica vista noturna do mar.
– algo especial senhor? — o garçom perguntou, Sakura se ocupou de ajeitar-se melhor na cadeira, sem pressionar a barriga. Era tão humilhante...
– especial com certeza – Sasuke disse, fitando-a intensamente, ela estreitou o olhar arisco, seu cabelo estava preso deixando fios escaparem do coque de forma bagunçada, ela não teve o mínimo animo para mexer demais no cabelo e apenas deixou o colo e colar mais evidentes desta forma – traga o especial da casa, desde que não sejam frutos do mar ou queijos, ela tem alergia.
– sim senhor.
– e o melhor vinho também.
– claro! – ele se retirou e Sakura pousou as mãos perto dos talheres, a mesa era pequena oferecendo uma atmosfera bastante romântica, era estranho para ela, quase perturbador, ainda mais com aquele olhar negro reluzindo demais para o gosto dela. Ele estava pra aprontar uma.
– qual é? O que está tramando?
– eu?
– não se faça de idiota, conheço esse olhar de moleque de longe, o que estamos comemorando huh? Você fechou o negocio, é isso?
– não, e se eu fosse comemorar isso sozinho com você, estaríamos no quarto.
– ugh, qual é o seu problema? Porque até seus amiguinhos notaram que está aprontando e não sabem nem disfarçar que estão olhando pra cá, se continuarem vou mostrar um coisa bem feia com meu dedo.
Sasuke não pode deixar de rir, afinal estava de perfil para eles e por isso podiam assisti-los, e por mais que não quisesse que Karin estivesse lá, já estava na hora de perceberem que ele estava sério, e Sakura também.
– vamos esperar o vinho chegar, certo?
– então eu posso beber?
– um pouco, ainda temos uma noite longa pela frente.
– ah, eu percebi, veja, não sei se tenho saco pra isso.
– posso deixa-la jogar no meu lugar.
– quer perder seu dinheiro assim? Eu posso gastar mais se formos ao shopping, alias, só vamos ficar aqui? A cidade não é interessante?
– claro que é, amanhã vamos sair se quiser, ou você pode ir ao Spa, teremos noites de jogos e festas e dias de passeio certo? – ela deu ombros notando que ele acariciava sua mão sobre a mesa, mas antes de encara-lo outra vez tentando desvenda-lo, o garçom chegou com o vinho e os serviu.
– estive pensado, acho melhor nos mudarmos – Sasuke pronunciou após pegar a taça e gira-la suavemente, sentindo o cheiro, Sakura franziu a testa.
– nos mudarmos...?
–pra uma casa, uma casa maior, mais afastada, tranquila.
– e porque isso agora? – ele de com os ombros.
– eu já estava afim de sair daquele apartamento, mas me mudar sozinho para uma mansão não fazia sentido, agora tenho você, e o bebe, vamos pra uma casa maior, com um bom jardim, onde ele possa brincar, não é bom?
Ela remexeu os ombros inclinando a cabeça pensativa, a imagem de um menininho correndo por um gramado com uma bola não lhe desagradava, era estranhamente reconfortante, talvez muito natural, mais do que seria ter uma criança em um apartamento com ares de solteiro, opulência e requinte.
– parece bom... e já pensou onde?
– não tive tempo de ir ver, mas um amigo de uma construtora falou de ótimos imóveis perto do Central Park, estão ampliando, casas grandes, seguras e num ótimo endereço.
– perto da natureza...- ela comentou pensativa e acabou sorrindo novamente com a imagem de um menino brincando na terra, coisa que ela nunca pode fazer. Seja por como fora criada, seja por morar em Nova York, capital.
Sasuke observou-a silenciosamente, não quis corta-la, deixaria ela alimentar a ideia sozinha, apenas apresentaria e então a fomentaria. Era muito melhor quando ela apreciava a ideia.
Ele estava adorando sua expressão naquele momento, suas bochechas corando de forma graciosa, o verde em seus olhos criando brilho e o sorriso curvado por uma ideia feliz.
Linda.
Uma linda mulher.
Uma linda mãe.
Uma linda esposa.
– quando chegarmos podemos ir ver as casas, são quase um quarteirão inteiro, plantas parecidas para que os donos possam modificar a vontade, e nós poderemos, você pode decora-la como quiser.
– ora bolas, como se já não tivesse ficado louca só com o quarto do bebe?
Ele admitiu.
– pensando por esse lado, afinal, rosa... — fitou-a acusadoramente e ela enrubesceu ofendida.
– ainda acho uma ótima ideia, mas que seja, já decidi a cor, agora parece que vou ter apenas que adequar ao novo quarto, na casa.
Sasuke sorriu satisfeito.
– você não disse qual era a cor – Sakura de ombros olhando em volta louca para por algo salgado no estomago, os chocolates já estavam deixando-a enjoada.
– Branco – falou – é uma cor perfeita, para um bebê.- ele concordou. Os pratos chegaram e ele soltou sua mão para deixa-la comer, ou ela a cortaria e poria no prato dada a forma que fitou a comida, esfomeada.
– eu amo peru, pena que não vai dar pra comer no Natal.
– Porque? – Sakura revirou os olhos e cortou uma fatia com um pouco mais de força que o necessário.
– porque eu provavelmente vou estar na cama de um hospital gritando de dor enquanto ponho seu filho no mundo, senhor Uchiha. – Sasuke arqueou as sobrancelhas surpreso, ao lembrar que a data do parto estava prevista para o final de Dezembro, bem, ela poderia dar a luz antes ou depois do Natal. Ele esperava que fosse antes, passar a data na espera seria mais torturante do que quando esperava para abrir seus presentes, mas como a gata era malvada, isso provavelmente aconteceria, sorriu fitando-a.
– veja pelo lado bom, não precisa se preocupar em me dar presente de Natal. – Sakura piscou, as gemas verdes surpreendidas e quando o entendeu, baixou a cabeça para comida, disfarçando o sorriso bobo que atacou sua boca, assim como o rubor em suas bochechas.
Deus, ela iria acabar com ele neste ritmo.
Quase não tinha mais fome e se sentiu um idiota por estar ansioso. Não fora assim da primeira vez, e por que logo a segunda seria? Ter uma criança no meio fazia tanta diferença assim?
Esperou-a terminar e olhou no relógio, tinham mais de vinte minutos antes da partida recomeçar.
– sobremesa?
– oh não, não aguento mais, aquelas barrinhas fizeram mais diferença do que achei – ela suspirou se contendo para não se recostar na cadeia e relaxar feito um gordo após encher a pança.
– tudo bem – Sasuke mexeu no bolso e ela o viu por uma caixa de veludo verde escuro, pousou na mesa e empurrou até ela – aqui.
– o que é isso?
– seja curiosa.- desafiou, Sakura suspirou e pegou a caixa abrindo-a, seus olhos se arregalaram e a fechou de forma brusca.
– Sasuke...
– já não era sem tempo não?
– mas... – ela abriu de novo, e totalmente desconcertada, pousou a caixa sobre a mesa, afastando as mãos e as abanando, temendo perder o ar que já entrava com certa dificuldade. – mas agora?
– eu sei devia ter comprado logo, mas sempre me distraia com a escolha, na verdade acho que prefiro escolher colares do que anéis.
– colares são bem mais simples, anéis de compromisso... Assustadores...
– está assustada?
Inferno, ela estava, parecia tudo tão... real.
Como se ela fosse uma garota normal recebendo a proposta de seu namorado.
Como se fossem um casal de verdade, ou ao menos amigos de verdade, talvez ela estivesse levando as coisas assim, como uma amizade, e quando viu aqueles anéis, lembrou que iam se casar, ter uma vida juntos, um filho. E que ela era uma prostituta miserável e ele um milionário calculista e metódico.
Era assombroso, mais do que seria se ele tivesse enfiado o anel em seu dedo assim que entraram naquele carro.
Talvez tivesse sido melhor desta forma...
– acho que sim... – proferiu nervosa.
– não fique – ela o encarou, ele se aproximou sobre a mesa pegando a mão dela firme para que não escapasse – vou cuidar de você, certo?
– si-sim...
– ótimo – Sasuke pegou o anel menor, um solitário de prata, que formava dois corações cravejados de diamantes menores, se unindo para segurar a pedra também em forma de coração, um graúdo coração de diamante. Aquela coisa poderia ser vista a quilômetros se exposta ao sol...
– deus, você é louco...
– eu ou ele?
– acho que os dois...- Sasuke riu e empurrando a peça para seu dedo anelar. – como sabia a medida?
– peguei um dos seus anéis.
– cara de pau.
– minha vez – disse, ela arregalou os olhos e lembrou do outro anel, grande e liso com apenas uma pedra de diamante na frente, masculino e composto.
– e-eu tenho que pôr? –Sasuke sorriu faceiro.
– é bom para ensaiarmos, não?
– deus...- ela sentia as mãos tremerem até enquanto tirava o anel da caixa, era pesado, pegou a mão grande de Sasuke e empurrou o anel para o dedo de forma apressada, soltou e agarrou a taça de vinho – pronto.
– ficou legal...- ele disse com descaso fitando a joia, não usara um com Karin, e o dela era de ouro, não que visse grande diferença entre os materiais, e Karin escolhera o anel.
– é, ficou.- Sakura disse desviando o olhar para longe, ele riu um pouco, tomou mais um gole do vinho e se levantou.
– vamos, vai começar.
Ouviu-a gemer um “graças a deus” e ajudou-a a levantar, puxando-a para si e para um beijo, erguendo sua mão compromissada, encarou o anel e então a ela. Ela nem se dava conta do quão corada estava, tão inocente quanto uma garotinha, ele viu que gostava desta Sakura tanto quanto a outra, e adoraria ter as duas sempre.
– ficou lindo em você, querida, ela tem um nome especial sabe? – comentou enquanto acariciava a pedra sob os olhos curiosos da mulher –“vous me bientôt appartenez à moi.”
– hum, e o que significa?– ela disse, fingindo desinteresse, tentando se soltar o que ele não permitiu de cara, murmurando-lhe ao ouvido antes de soltar sua cintura.
– você logo me pertencerá, pequena gata.
–humpf, não sabia que falava francês.
– tenho um pouco de sangue francês, não viu como sou um ótimo amante? – Sakura seguiu com ele soltando uma gargalhada deliciosa, mas ele não gostou de ela não ter admitido... – você viu não, viu? – ela riu mais – Sakura?
********************************************************************
Estava se movendo, Sasuke se ajeitou de lado na cama, e acariciou a pele leitosa que se movia em leves ondulações. Apreciou os chutes que hoje foram bastante vigorosos, e logo Sakura acordou, e o encarou meio emburrada com o rosto contra o travesseiro.
– de novo?
– ele está ficando bem ativo – Sasuke sorriu, satisfeito e encantado, pousando um beijo onde houvera o ultimo chute, ele deitou o rosto de lado e riu sentindo uma pancada contra a bochecha.
– tão ativo que talvez já nasça andando – Ela disse, enquanto afagava o cabelo dele, e achava injusto o quão macio era comparado ao seu.
– isso seria assustador, e um feito digno de um Uchiha.
– por que Uchihas são assustadores?
– provavelmente.
– oh, estou animadíssima para casarmos.
– fique mesmo.
– babaca.
– não vai levantar?
– seu filho deve querer que eu coma, já que não para de me chutar.
– não culpe o garoto...
– calado – Ela se levantou, pegando o robe do pijama, vestiu e seguiu para o banheiro, como de costume usava apenas calcinha para dormir, mas recentemente também descobrira que achava as boxers dele confortáveis, e tentava pega-las.
Os dois tomaram café juntos e Sakura seguiu para o Spa, ele se enfiou numa calça de linho e uma camisa, e saiu ao encontro dos negócios.
Spa matador, era esse o nome que Sakura daria, oh ela infernizaria Sasuke mas eles teriam de voltar ali sim. Ela se acomodou numa das espreguiçadeiras após ter feito um hidratação na pele, e amando o fato de ter pouca gente e estarem bem distribuídos.
– por onde quer continuar, senhora? – disse uma moça.
– acho que pelas unhas.
– certo, pés ou mãos?
–hum, pés quero ler um pouco.
–tudo bem, volto já.
– obrigada – a jovem se retirou e ela então viu Ino Yamanaka se acomodar na espreguiçadeira ao lado toda confortável, usando um maiô preto com detalhes em metal dourado daqueles com recortes sensuais, ela tinha um chapéu de sol e o tirou menos os óculos escuros e sorriu para ela.
– oi! Dando um trato? Esse lugar é abençoado!
–é...
– e olhe esta piscina! você já foi a praia?
– ainda não, não sou muito fã...
–oh estilo branca de neve né? – Sakura assentiu achando estranho e procurando detectar alguma leviandade em suas palavras e ações, mas Ino se punha a revirar as folhas da Vogue que tinha a mão. – eu também usava mas enjoei, amo sol!
– eu detesto!
– então deve brigar muito com Sasuke, aquele lá só não é douradinho de ruim, e também por que não tem tempo, quase todo ano ele tem que ir a praia.
– eu percebi, não passa uma folga sem nadar na piscina.
–fato! Oh, então é verdade! Quando vi não acreditei! – ela puxou a mão de Sakura olhando o anel – senhor! Isso sim é um diamante!
– nem me fale.
– é lindo! – Ino olhou em volta e se curvou para ela murmurando – muito mais que o da Karin...- sorriu faceira e Sakura arqueou as sobrancelhas surpresa – claro que por que ela se fez de humilde sabe? Ugh, conhece o Sasuke desde que eram pirralhos e ainda agia como se devesse fingir ser outra pessoa, na minha humilde opinião, não deu certo por isso.
– você acha?
– mas claro, Sasuke odeia enrolação, querida, parte logo pra o ataque, e eu sei, já transei com ele.
– vo-você?! – a loira revirou os olhos como se fosse algo obvio.
– hellouuu, você acha que eu desperdiçaria a chance de ter um homem como aquele no meu currículo? Mas nunca! Nos conhecemos todos no ensino médio, transei mesmo com ele! Ele pegava todas mesmo! Karin que se ruía e fazia drama, mas nunca teve coragem de dizer a ele que queria namorar em vez de sexo casual, só depois que foram para faculdade que se acertaram.
– hum, o que ela faz?
– administra uma filial da empresa de produtos alimentícios da família do Naruto, é sobrinha da mãe dele.
– entendo.
– veja bem, Hinata fez questão de falar o que... erm, o que você já foi, certo? Não se preocupe, da minha parte, não dou a mínima.
– não... dá?
– claro que não, você fazia sexo por dinheiro, grande coisa eu também faço!
– faz?
– mas claro! – Sakura se perguntou se ela tinha perdido o cérebro entre aquelas paginas, já que as folheava e folheava sem achar onde parou. – eu só saio com caras ricos, e só saio se me derem bons presentes, independentemente de você receber um cheque e eu uma joia, aqueles babacas vem até nós por uma coisa, uma noite quente, você quer a grana eu quero um bonitão pra me bancar e pra exibir no currículo, não ligue pra Hinata, é uma falsa moralista, se acha senhora da verdade só porque estudou num colégio de freiras, mas eu sei muito bem que ela pulava o muro pra ir trepar com um viciado em heroína no carro dele!
A ex meretriz cuspiu de volta o gole do suco que tomava no copo e encarou a loira de olhos arregalados.
– co-como sabe essas coisas?! – Ino revirou os olhos e sorriu mordaz.
– eu conheci uma ex colega dela numa viajem que fiz a Miami, ela me contou tuuuuudo! A futura senhora Uzumaki não passa de uma vadia reprimida, e acho que ainda é com Naruto, ela deve se fazer de santa pra ele não acha-la uma vadia que não serve para levar o graaande nome Uzumaki, e o que consegue em troca? Uma galhada maior que o teto deste lugar. – Sakura gargalhou, não conseguindo evitar, tapou a boca.
– Meu. Deus...
– oh me desculpe, você rir não faz mau ao bebê faz? – ela disse preocupada e Sakura negou.
– acho que não, mas faz tempo que não ouço algo assim, se este bebê estiver ouvindo...
– a primeira coisa que dirá para Hinata quando aprender a falar, é: “Olá tia noviça vadia?” – as duas gargalharam outra vez e Ino enfim achou a pagina – e quanto a Karin bem, acho que é obvio os motivos dela, sempre foi louca pelo Uchiha, mas eu sempre disse, não ia dar certo entre eles, e dito e feito.
– por que achava isso?
– Sasuke Uchiha é um homem decidido, tem o controle de tudo e não gosta de nada indefinido, pra mim, bastava olhar para os dois que eu sabia, a única coisa que Karin tinha definida com ele, é amizade.
– hum...
–Sasuke a adora! De verdade, são muito amigos! Mas amor... Dele? Acho que ele não queria casar com ela sentindo algo que não sabia definir como amor, então preferiu desmanchar o noivado a tempo, Sasuke não teve boas experiências familiares de modo que ele deve ter horror a ideia de se casar com uma mulher e ter uma vida de sonhos de amor que findasse na primeira badalada da meia noite, mas Karin, mesmo sabendo e o conhecendo tão bem fez o que? Birra, fez um escândalo e convocou o idiota do Naruto que como já deve saber, fez uma merda ainda maior, o que resultou em Sasuke se afastando dela quando ela deveria faze-lo ficar perto, entende-lo e faze-lo ver que podia dar certo, se ela tivesse dado tempo a ele, e permanecido a seu lado, duvido que ele teria procurado você.
– eu?
– sim, pelas minhas contas você engravidou justo no período em que eles estavam mais afastados, Sasuke adora luxar sim senhor, e pagar prostituas sim senhor, e ele e Naruto que eu sei! Mas os chifres da Karin são todos com garotas de programa, ele nunca a traiu com alguém como eu por exemplo, já a pobre Hinata, Naruto tanto comprou chifres pra ela quanto deu de graça.
– oh cara...
– sim senhora, aquele lá come qualquer coisa que tenha um espaço quente e molhado entre as pernas, por isso o acho um hipócrita por ser tão porco com você, poderia ser ele afinal!
– ao que parece ele entende esta parte, mas o que ele quer é que Sasuke tire o beb~e de mim e vá cria-lo ao lado da adorada priminha dele, o que no que depender de mim, não vai acontecer nem no inferno.
– um babaca, também pudera, criado por aquela cobra ruiva da Kushina, outra moralistazinha de merda, corna também, tenho certeza, por que eu dava até desmaiar pra aquele gostoso do marido dela.
– ele é atraente?
– humpf, Naruto teve a quem puxar, e Minato além de ser um bofe loiro de olhos azuis e corpo de Adônis ainda tá madurinho, aquela delicia, então sim, aquela velha é corna também por que se eu dou muitas outras devem dar e ele come, por que já o peguei dando uma olhada nos peitos da nora.
– cruzes!
– pois é, pois é, e a Hinata está tão ocupada sendo a nora perfeita que não percebe, se fosse eu, fazia um duplo, dava pro filho e pro velho depois!
– você é bem...
– safada? Sem vergonha? Uma vadia? Dane-se o mundo, todo mundo é vadio, eu ao menos assumo!
Sakura deu de ombros e a moça voltou para cuidar de seus pés, ela até achou bom por que parecia-lhe uma mocinha muito inocente, e não tinha que ouvir a conversa de duas perdidas como elas eram, mas Ino não tinha terminado de passar-lhe as fixas, e continuou...
– agora falemos do Neji...
– gay! – Sakura declarou ansiosa para que ela afirmasse, Ino riu e negou, e ela bufou –impossível! O cabelo dele é...
– melhor que o nosso? Ele é muito excêntrico, um narcisista incurável, mas come bem, pode crer.
– você...?
–mas claro! Ele é um gato, também peguei o Shikamaru, foi bem...
– Sonolento?
– acredite se quiser, mas não, ele só não gosta de variar muito, é um cara bem baunilha, entende?
– ah...e o tal Kiba, odeio a cara desse homem, sinceramente...
– cara de cachorro no cio né? – Sakura quis abraça-la, porque nunca na vida encontrara alguém (não importando o sexo) que pudesse entende-la tão bem. – ignore-o, e uma hora ele para, ele não passa de um bastardo, a mãe dele era tão rodada quanto todas nós juntas e ainda fez a merda de morrer depois que ele nasceu, resultado, foi criado com a filhinha legitima e adorada do pai, sob o ódio da madrasta, então se tornou um revoltado que também só quer comer as mulheres, ou seja, é tão burro que em vez de mudar, se tornou um merda tão insuportável quanto o velho, quando ficou mais maduro, ele começou a se bandear justo pra quem? Pra madrasta! Acho que queria esfregar na cara dela que ela era tão vadia quanto a mãe dele e que deveria se calar, tem quem diga que ele conseguiu transar com ela e até gravou para chantageá-la e tem quem diga que não, e que o pai dele o chutou de casa e apenas o sustenta de longe e o faz trabalhar longe da empresa da família.
– nossa, estou passada.
– mas o pior de tudo é que os meninos sabem a verdade!
– sabem?
– sim, o idiota confessou durante uma bebedeira com eles mas não tem cão no mundo que diga! Sasuke também sabe!
– mas que inferno, agora estou curiosa!
– Karin tentou arrancar dele, mas não conseguiu, talvez você, não?
– ah, eu vou tentar! E se te disser...
– segredinho!
– exatamente!
– agora falta a Temari, vamos ver... Ela é bem reservada quanto a sexo, mas tem dois irmãos que são de parar o transito! Um deles esteve envolvido com trafico de armas, até mesmo drogas, e que até hoje se esconde e por isso não o vemos muito, mas também pode ser só bobagem por que ele é um ruivo gostosão, mas muito fechado, escreve livros e adora...
– viajar? – Sakura comentou franzindo o cenho.
– exatamente, por que?!
– Qual o sobrenome da Temari? de família...
– Sabaku.
– caralho...
– o que quer dizer? Oh meu deus! Você já?! Com ele?! O ruivo, o...
– Gaara? Pois sim, trabalhamos juntos. – Sakura disse indicando a moça com o queixo, que tinha a cabeça baixa enquanto fazia suas unhas, a loira entendeu, assentindo.
– quanto tempo?
– como você disse, ele gosta de viajar, já me levou para passar duas semanas na Argentina, e hum... No Caribe também, ele quase nunca vai a Nova York não é?
– só pra ver a irmã, ou lançar algum livro.
– pois é, acho que o vi no Hallowen do ano passado, trabalhamos no apartamento dele.
– entendi! E como ele é?
– nada assustador quando o conhece, eu diria que ele é apenas solitário, você diz que ele tem irmãos, eu nunca imaginaria tal coisa, mas acho agora que é por ele ser escritor, tenho dois livros dele, escrita bem dramática, tensa, eu adoro, ele fez questão de autografar para mim.
Dois livros, e tirando algumas roupas, eram as únicas coisas que Yahiko não confiscava dela, ela sempre ganhava uma joia cara de algum cliente, eles obviamente que achavam que estavam dando-lhe agrados, mas ela nunca via as joias uma vez que voltava para Yahiko, ele não perdia tempo correndo o risco de elas as usarem para juntar dinheiro e fugirem, talvez se as tivesse ela teria mais dinheiro para paga-lo.
Bastardo miserável.
Os livros de Gaara, ela fizera questão de levar na mala, e agora que lembrou, sentiu falta de não ter trago um para a viajem. Ela podia lembra-se dele apenas por não ser por a obrigação, também por que podia contar nos dedos de uma mão, os clientes que a trataram como gente durante sua vida.
Todos exceto Gaara, que queria os dois, não queriam sexo e sim companhia, mas Yahiko preferia ela como uma puta, então ela deu adeus esses poucos clientes ainda bem cedo na carreira, já o ruivo, apreciava uma boa conversa, chegava a ser até meio entediante, e injusto, quando finalmente tinha um cliente gostoso e atraente o desgraçado não a comia, agora quando eram velhos babões e nerds babacas ela mau podia abrir a porta e já estavam com as bolas pra fora das calças. Repugnantes.
Gaara era belo, calmo e de certa forma, enigmático, tal como sua escrita, e ainda comia bem. Nem mesmo ela que fazia questão, poderia esquece-lo.
– incrível, será que conheceu Kankuro?
– olha eu não faço ideia, eu nunca lembro.
– jura?
– juro, só quando repito muito o serviço, ou quando eles querem que eu lembre algo...singular deles, fora isso, provavelmente não reconheceria nem dois por cento da clientela.
– entendi, é até menos estressante, não se preocupar em andar na rua e encontrar um rosto conhecido...
Com ela saberia? Vivendo presa como um animal?
– acho que sim, oh, me fale daquela Tenten, ela quer fisgar o narciso é?
– essa coitada... Neji nunca vai olhar pra ela, ela é linda, mas faz exatamente o que ele não precisa, o deixa pisa-la, passar por cima, aquele babaca precisa de alguém que o ponha na linha, enquanto ela agir como se ele fosse um deus reencarnado, ele vai agir como se ela tivesse nascido para ser seu capacho.
– é nessas horas que vejo o lado bom da profissão...
– pois é, olhe pra mim, sou rodada e sei disso, mas se Sai quiser casar, serei toda dele.
– será mesmo? – provocou.
– já provei muito homem, querida, não sinto mais aquela... ânsia, sabe? De ter todos? Provar todos os sabores? Estou satisfeita com aquele branquela.
Na verdade, Sakura não fazia ideia do que ela queria dizer com ânsia, nunca ansiara mais do que uma vida comum e isso já fazia tempo, mesmo que ainda almejasse se livrar do cafetão, talvez bem no fundo, ela já tivesse desistido de ter uma vida decente...
Nunca ansiara ser desejada por mais de um homem, quando era mas nova, só queria o cara certo, quando virou puta, só queria que todos eles desaparecessem da face da terra.
Mas olhando os olhos azuis de Ino enquanto ela falava do branquela, notou um brilho mais acentuado, e soube que aquela lá estava mais amarrada do que admitiria, e se viu torcendo para que Sai realmente quisesse leva-la a sério.
Ela não fora uma menina pura e virginal, mas parecia merecer mais do que qualquer outra, um final de filme da Disney.
– o que seu namorado faz?
– é artista plástico, ah e me desculpe se parecer que o Sai quer te distratar, ele é meio sem noção, só porque nossos amigos querem bancar os moralistas ele acha que deve, mas aquele mané não sabe nem como se escreve... Você sabe o que, e vai pela boca alheia, quando ele vir que não é uma doença contagiosa, vai agir normalmente.
– tudo bem, sempre ouvi dizer que artistas são loucos...- Ino gargalhou concordando e até a manicure o fez.
– meu primo é, ele até acha que é um alien.
– cruzes...- Sakura disse, horrorizada, e as duas riram mais.
– erm, a quanto tempo não faz as unhas senhora? – ela brincou e Sakura suspirou deitando a cabeça.
– desde que deixei de enxergar meus pés, esta barriga...
– olha, vou ser sincera, não to com pressa pra chegar nessa fase não – Ino declarou.
– hah, sinto tanta saudade do meu corpo...
– hmm, Sasuke também eu presumo.
– humpf, aquele babaca, eu diria que ele me prefere uma bolota isso sim, embora saiba trabalhar muito bem com meu corpo de deusa.
– oh! Tenho certeza, se quando moleque ele fazia maravilhas...
Sakura concordou se abanando com a revista, não que o calor fosse ao lembrar daquelas maravilhas, mas pelo menos para seu gosto o lugar não estava resfriado o bastante, foi então que viu a porta ser adentrada por Hinata, Karin, Tenten capacho, e Temari além de mais umas duas camarões que Sakura reconheceu como filhas de alguns dos caras com quem Sasuke fazia negócios, e que mesmo que parecessem novinhas demais sabiam transar com um homem com o olhar, Sasuke ficou até constrangido...
– cruzes, lá vem o quarteto fantástico – Ino murmurou sem tirar os olhos da revista, Sakura fez o mesmo e se amaldiçoou por não ter trazido óculos escuros para disfarçar melhor.
– e com participações especiais, eis a dupla de fraldas excitadas... – comentou, e a loira cuspiu uma risada mau contida e escondeu o rosto atrás da revista.
Sakura disfarçou o sorriso e respirou fundo, dando uma olhadela discreta na direção em que as mulheres se instalaram. No centro do Spa ficava uma piscina escura dividindo-o quase totalmente e elas sentaram nas espreguiçadeiras do outro lado.
– oh que grosseria, poderiam ter vindo até aqui – Ino resmungou se fazendo de ofendida – sério, adoro elas, mas Karin já devia ter superado, Sasuke não a ama e prefere ter um filho com quem o ajudou a fazer, Hinata deveria para de ser hipócrita e não chupar as bolas do Naruto e sim o pau, assim ele cala mais a boca, e Tenten tem de parar de segui-la pra agradar Neji, já Temari, diz que não liga pra nada mas só está escolhendo o lugar mais confortável para ver o show.
– fazer o que, e elas parecem achar que isto é uma praia particular – comentou quando Tenten e Karin tiraram os roupões revelando os biquínis que usavam, a da ruiva era vermelho vinho, perfeitamente casado com sua pele levemente bronzeada e o da outra, um tom metálico e estampa de bichos, Hinata parecia usar um maio, mas se escondia sob uma camisa de botões, e Temari um maiô marrom simples mas perfeito já que tinha um corpo esculpido por academia.
Mas Sakura não era uma puta burra, e sabia quando estava sendo provocada, ouviu bem quando Hinata elogiou a forma da outra.
Ótimo, além de si mesma para detestar sua nova forma, tinha aquelas gostosonas que deviam se acharem ainda mais por só terem sido tocadas por caras de quem gostassem de verdade.
Sentiu um leve toque no antebraço e fitou a loira que a encarava com um olhar gentil.
– não ligue pra elas, já deviam saber que Sasuke não quer seu corpo e sim o bebe, o que Karin não vai mais ter a chance de dar por mais gostosa que seja.
– hum...
– Sasuke não comeria ela, ele não é um aficionado por sexo como aquele babaca do Naruto, e considera a Karin demais para faze-lo e bem, se ele meteu um anel de compromisso no dedo, sendo metódico e certinho com é com essas coisas, ele não vai te trair.
Sakura deu de ombros e voltou-se para revistas.
– Sem falar que – a loura sorriu maldosa – sua bunda é incomparável, querida.
– huh? Você acha?
– mas claro!
– mesmo? Mesmo, mesmo, mesmo? – suplicou quase querendo chorar.
– claro que sim, sei que a barriga a faz sumir um pouco mas basta olhar com atenção, sua bunda esta inteirinha aí, e suas pernas nem incharam?!
– humpf, ainda, mas meus pés já sofrem tanto, capaz de as unhas sumirem na carne, então querida ponha uma cor bem forte aí.
– sim senhora, qual quer?
– que tal vermelho?
– uau! – Ino comemorou.- hey já decidiu como será o casamento?
– não, mas já sei quem será minha madrinha...
– oh, sério?! YUP! Sasuke diz que sou insuportável, ele vai perceber o quanto!
– oh gostei mais ainda.
******************************************************************
– que tal assinarmos o contrato no final da semana?
Sasuke observou o homem calmamente, e sorriu um pouco.
– vou pensar, ainda gostaria de discutir uns detalhes. – Lars Mandrak não ficou satisfeito, mas tampouco disse algo e apenas brindou o conhaque com ele, o homem estava começando a perceber que ele não era de ser manipulado como Naruto fora, ter pedido sessenta mil no Poker também ajudou, mas embora Sasuke estivesse feliz de ter ganhado tanto, estava afim de mesmo era de comemorar o que arrancara de seu amigo.
Naruto não resistia a um desafio da parte dele, conseguiu ficar no jogo até quase as ultimas rodadas o que para Sasuke já era um bom feito porque fora ele próprio que ensinara o Uzumaki, escondido por que Kushina abominava tal coisa, na época eram moleques, até então quando jogavam a mãe dele nem sonhava as quantias exorbitantes que Naruto jogava na mesa apenas para continuar o desafiando.
Mas um perdedor nato o era sempre, e agora Kushina saberia, quando não quis mais apostar dinheiro Naruto apelou para apostas como prendas, ou promessas, para deixar o jogo “divertido”, como faziam quando entre amigos, quem perdia tinha de fazer algo constrangedor ou pagar algum tipo de promessa.
Mas Sasuke Uchiha não era burro, e sabia onde ele queria chegar com aquilo de prenda, obviamente se ganhasse Naruto iria exigir e apelar para sua honra que ele fizesse algo contra Sakura, mas mesmo tendo certeza que o idiota nunca o venceria, Sasuke não arriscou e preferiu apostar algum item, daria a ele seu Mustang que estava na coleção da família a três gerações, e Naruto deveria dar-lhe um Kandinsky que estava na sala da casa de sua mãe que o próprio arrematou e que resolveu exibir lá e só tirar quando ele e Hinata se casassem e levassem para sua própria casa.
Mas agora, aquela bela obra, iria a para melhor parede da sala da casa que Sasuke iria comprar para viver com sua mulher e filho, ou talvez o deixasse em algum corredor como se fosse mais ordinário que um quadro de cachorrinhos que se compra na rua. O que pudesse irritar mais a Naruto, e sua mãe.
Sakura nem sonhava que ele havia feito semelhante provocação ou estaria histérica, tudo o que ela quer é distancia de Naruto, e provoca-lo a faria temer que fosse descontado nela.
Ela fora dormir antes do fim do jogo, estava cansada de ser elogiada e parabenizada pelo anel que oficializava o compromisso deles de uma vez por todas.
Talvez ela nem gostasse do quadro, parecia que preferia quadros que retratassem formas humanas, paisagens realistas, algo que não parecesse o desenho de uma criança de quatro anos ou de um esquizofrênico.
– tudo bem, já é quase hora do almoço, que tal sairmos e resgatar as moças por aí? Sua noiva saiu?
– eu duvido, deve estar no Spa, só tem disposição pra isso.
– ah, a gravidez, ótima época, aproveite, mesmo com as mudanças de humor, elas ficam loucas por nossa atenção.
– hn?
– acha que não? Elas ficam balançadas com as mudanças do corpo, ciumentas e inseguras, encha elas de mimos, e quando voltarem da gravidez, vão ser mães extremamente amorosas, e bem, esposas também.
Sasuke não achava que Sakura era encaixável nesses quesitos, mas lembrando do quão desgostosa ela estava com sua forma... Ele bem que tentava elogiar, mas ela levava como provocação, e não podia negar, ele falava em tom de brincadeira, talvez se falasse mais sério...
Deixando o copo sob o balcão do bar, ele acompanhou Mandrak até o Spa e no caminho, encontrou um Naruto mau humorado, talvez até desesperado, de ombros encolhidos e mãos afundadas nos bolsos, e ele os acompanhou dizendo procurar Hinata e as garotas. O Uchiha não gostou da ideia de todas elas ao redor de Sakura.
Enquanto o velho tagarelava sobre as maravilhas de seu país a frente deles, Naruto se aproximou murmurando.
– dou meu Porshe e o barco.
Sasuke estreitou os olhos estranhando e então entendendo, meneou a cabeça.
– porra Sasuke! O Kandinsky?! Minha mãe vai me matar e já passei o resto da noite ouvindo a Hinata!
– não enche, eu fiz uma proposta e você aceitou, não devia ter posto a porra do quadro no jogo logo de primeira, e a Hinata não tem que falar nada ela estava tão confiante quanto você.
– tsc, você é um babaca.
– não me chame de Babaca, só a Sakura chama assim, e tem muito mais graça.
– seu merda!
– pelo menos não um merda perdedor...
– argh!
– aí estão vocês! – disse Karin vindo até eles assim que adentram o espaço com as espreguiçadeiras, ele se deixou ser envolvido por um abraço, afinal não tinha como resistir, aquele biquíni estava uma coisa nela. – Naruto, Hinata ainda está uma fera, mantenha distancia – ela avisou bem humorada.
– lembre-a que ela concordou e ela se acalma – Sasuke alfinetou levando um tapa no ombro por parte da ruiva.
– não seja chato! E você também, poderia relaxar essa divida não? Por que não troca por outra coisa?
– é justamente o que estou tentando!
– Sasuke...
– aposta é aposta – ele decretou seguindo em frente e deixando os dois a bufarem, Mandrak estava agora com as filhas e Sasuke preferiu nem se aproximar das ninfetas assanhadas, ele já estava acostumado a ser objeto de desejo feminino, mas sentia-se um objeto como nunca antes perto delas, pareciam tão afoitas por se jogarem nele que ele realmente sentia necessidade de ficar distante de seu bote, será que todas as mulheres passavam por isso?
Por isso agora brotava feminista até das toalhas molhadas que os caras deixam sobre a cama?
Bom, de toda forma feminismo não seria algo que causaria guerras em sua casa, sua noiva mesmo tendo motivos para odiar os homens, estava pouco se fodendo para eles e para as outras mulheres.
Olhou em volta à sua procura e ficou perdido e confuso ao vê-la conversar com Ino do outro lado da piscina, Sakura sacudia as mãos e ele imaginou que houvesse acabado de fazes as unhas, e a loira dissertava sobre algo numa revista de moda como se apresentasse um trabalho cientifico. Que as duas tivessem se dado bem quando se conheceram ele já sabia, a loira fora a que Sakura menos detestara, mas agora pareciam duas patricinhas, ele sabia muito bem que Hinata havia aberto a boca e contado a historia a seu modo, vira que Sai puxara Ino de perto, mas sabia que a loira não calava a boca quando mandavam.
Seria tão cabeça oca que não se importava? Ou talvez fosse apenas a mais franca dentre eles e soubesse olhar a si mesma, ela fora um verdadeiro corrimão durante o ensino médio, e não dava a mínima de receber presentes por isso.
Ela não era santa, e nunca fingiu isso, parecia que também não fingiria agora.
–ah! Sasuke está ali! Sasuskeeeeee?! – a loira cantarolou chamando-o e acenando como uma pata doida, ele revirou os olhos e caminhou contornando a piscina até elas.
– faça silencio, insuportável – resmungou sentando-se na beira da cadeira de Sakura, que riu, Ino revirou os olhos.
– viu? eu disse, mas como eu disse vou ser ainda pior agora!
– oh espero que ele pendure no seu pescoço então.
– do que estão falando? – ele indagou não gostando nada desta amizade, mesmo que devesse ser inofensiva.
Sakura se desencostou da cadeira e envolveu-o com os braços ao redor do pescoço, beijando seu queixo e cheirando-o de maneira manhosa.
– sobre o casamento...- ronronou, e ele esqueceu que estava se armando contra o sorrisinho da loira e apreciou a manha da gata, beijando seu rosto de volta, Sakura sorriu contra sua boca antes de beija-lo de maneira lenta, libidinosa como só uma mulher experiente e inteligente como ela saberia, e ainda cheia de mistérios – quero que ela seja minha madrinha, tudo bem né?
Sasuke segurou sua nuca tomando sua boca para si, mesmo gostando de seus joguinhos e manha, nunca fora muito paciente para tal. Mas só quando ouviu a risada e o gritinho de comemoração da loira, ele processou o que a outra dissera e vira que seu beijo se tornara uma resposta positiva, afastou a boca da dela e a encarou com aqueles lábios rubros e já começando a ficar e inchados e os olhos felinos ardendo de desejo e vitória.
– é o que?
– obrigada, querido, agora vamos comer? Acho que o bebe está com fome...
– não culpe o garoto! Espera aí, que porra é essa, por que ela tem de ser a madrinha? Faz ideia do quão louca ela é com eventos?!
Ino era uma viciada em festas, organizações e o caralho a quatro, ela encheria o saco desde agora com detalhes como o sabor do bolo quando nem marcaram a data.
– estou dentro! Sasu, eu adoro você ora, vou ser madrinha da Sakura ora, e vou fazer o Sai ser também! Então você só precisa se preocupar com quem serão os seus!
Ele encarou Sakura incrédulo e implorando pra que ela negasse, mas a gata sorriu satisfeita e o beijou seu queixo murmurando:
– eu não tenho mais ninguém...
Sasuke suspirou, trazendo-a mais para perto e pousado o queixo em seu ombro.
– que seja – disse de mau humor o que as duas acharam graça.
Mas ela não tinha mesmo nenhum conhecido, e Ino parecia disposta mesmo sabendo a verdade, ele só esperava que não estivesse querendo aprontar... Não, a loira não era tão burra quanto Naruto, eles se conheciam desde o ensino médio, numa época em que Sasuke fora tudo menos um bom garoto, ele fizera inimigos como todo delinquente que se preze faria, e pisara neles tão bem quanto um gangster, Ino sabia mais do que ninguém o que aguardaria se tentasse ferrar com ele, sabia que ele estava relevando Naruto pela amizade deles mas, sabia que não seria por muito tempo.
Paciência estava longe de ser sua principal, secundária ou mesmo terciária virtude.
– agora que tal falarmos do bufê? — ela disse, e Sakura arqueou as sobrancelhas surpresa, ele bufou e se levantou puxando-a pela mão.
– vamos almoçar.
– oh... por que não vem Ino?
– porra...
– oh não, eu dispenso por hoje, Sai e eu vamos almoçar na cidade, ele quer ir ver as obras de Montenegro.- comentou.
– entendo...
– vamos, Sakura.
– ora pra que essa impaciência? Eu que estou comendo por dois aqui!
– ou três....
– huh?!
– nada.
“...Eu vou fazer você se sentir pura
Confie em mim...”
Fale com o autor