Notas iniciais
gnt eu tava tão aérea hoje q quase me esqueci de postar o cap '-' malz ae

"Me satisfaça

Me mostre como se faz..."

E no fim, o Junior não visitou Sakurinha. Mas tinha que admitir, fora a coisa mais idiota que já inventara.

Sasuke suspirou pesadamente, e não quis tirar o rosto do travesseiro, abriu os olhos e denotou que Sakura não estava ao lado, mas viu-a sair do banheiro, e seguiu-a com a vista, não que fosse possível deixar de faze-lo. Ele se sentou para ver melhor.

Ela cruzava o quarto com seu característico passo felino, usava os saltos que ele ameaçara atirar pela janela e uma calcinha preta, fio dental, nada mais. Suas costas sinuosas movendo-se de forma elegante a cada passo bem como o traseiro redondo e bem proporcionado.

Que traseiro. Ele poderia tirar uma foto e por num belo quadro em seu escritório.

Outro pensamento idiota.

Mas nada desagradável.

Sakura empurrou as cortinas brancas, abriu as portas de vidro e deu alguns passos para fora, sua pele alva luziu sob o sol ainda bem manso, e ela levou as mãos aos cabelos mexendo um pouco neles.

– que beleza...- confessou. A gravidez ainda estava pouco aparente, olhando-a daquela distancia e ainda de costas, provavelmente só se ficasse de perfil, pois sua cintura ainda não alargara.

Sakura se virou e veio distraída, só o notou a fita-la quando estava chegando e sorriu um pouco.

Maidin mhaith.

– achei que só soubesse um pouco de Italiano.

– o irlandês veio do meu pai, sei poucas frases.

– e isso de a pouco foi um xingamento?

– foi um bom dia. — ela revirou os olhos engatinhando sobre a cama até o encontro dele beijou-o e Sasuke mau quis perder a visão de seus seios pesados, colheu um na mão como se fosse um fruto e apreciou a peso e a textura enquanto provava de sua boca, Sakura se afastou e fitou.

asshole, isso foi um xingamento.

– ótimo, agora elogie.

– não sei nada que possa ser usado...- deu de ombros, ele a puxou deitando-a e cobriu-a com o corpo delicadamente, sem pesar demais sobre ela, prendeu-a sobre a cama e beijou-a profundamente.

– então descubra um que se encaixe em mim...- provocou escorregando os lábios para seu colo.

Sakura suspirou desistindo de soltar os pulsos dele.

Mo dornaisc*...

Suspirou, não havia nada mais perfeito para encaixar nele. Absolutamente nada.

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O voo de volta foi tranquilo, Sasuke apreciava como ninguém o sossego do jatinho e, viu que Sakura também, ou talvez apenas o comissário sorridente e novo.

Não que ele tivesse total preferencia por mulheres a servi-lo, mas não estava acostumado. E Sakura adorou.

No carro ele percebeu que a melancolia ou mau humor dela estava voltando, talvez ela não gostasse do apartamento, ou talvez apenas não gostasse de voltar a rotina.

– quando vai ser a próxima consulta? — perguntou, e quase se arrependeu, Sakura o fitou completamente incrédula e ele viu que até James arqueara uma sobrancelha pelo retrovisor, incomodado, Sasuke se ajeitou de novo no banco e só então encarou a mulher.

– só no...próximo mês, se tudo correr bem — ela afirmou, ele apenas assentiu, se recusou a perguntar exatamente a data, mesmo que a intenção fosse que ela dissesse, mas ela com certeza não previu isso, então deixaria o mês passar e perguntaria quando sentisse que estivesse perto, e quem sabe naquele momento, estivesse mais confortável com a ideia de acompanha-la em uma consulta.

O carro enfim chegou ao condomínio, e embora já sentisse falta da Califórnia ele também sentia da rotina, da própria cama, chuveiro e comida.

Sakura adentrou o apartamento, sendo cumprimentada pelas duas empregadas ela se sentou no sofá e tirou os sapatos, Sasuke tirou o sobretudo e seguiu para poltrona, sentou-se e observou-a massagear os pés.

–disse pra largar esses saltos — comentou, ela deu de ombros.

–a culpa não é deles, é que estão inchados — resmungou sobre os pés e se levantou — estou ficando toda inchada...

Ele suspirou largando a cabeça sobre o encosto. Ótimo, uma prova de que a rotina já estava chegando, o mau humor dela já dera as caras. Sakura apanhou a bolsa e seguiu para o quarto.

O telefone dele tocou, era Liza, querendo saber se ainda iria ao escritório, ele pensou seriamente em ir, mas preferiu ficar, descansar ao máximo talvez planejar algo com Sakura, e dar descanso a secretária. Perguntou sobre Naruto, mas ela disse que ele não apareceu.

Sasuke deu de ombros e desligou, pensando no amigo e na ultima vez que o vira.

Naruto, de novo, não ficara feliz em saber que ele dispensou outro programa para estar com Sakura, e também sabia que decepcionara Karin, mas era melhor para ela, não exibiria Sakura como um premio melhor, nem tampouco permitiria que os outros achassem que a estava humilhando, Sakura não tinha o mínimo interesse em seus relacionamentos antigos, entretanto ele percebia uma indireta vez ou outra. Ela não se importaria com seus casos, mas também não aceitaria que os deixasse a mostra numa vitrine.

Sasuke tampouco estava interessado em brincar disso.

– Oh! veja Sasuke! – a voz eufórica dela até o assustou, essas mudanças de humor o assustavam as vezes. Olhou para a entrada do corredor e logo a viu vindo sorrindo como raramente ele vira, ou talvez nunca, seus dentes alvos todos a mostra e os olhos verdes brilhando, trazia nos braços aquela coisa. — olha quem está aqui! Gisé!

Sasuke tentou sinceramente não revirar os olhos, mas encarar aquela coisa de novo, que o encarava de volta com um olhar de tédio ou mesmo de desdém, era difícil.

A gata preguiçosa pouco se importava de ser pega, balançada ou erguida. Sakura se sentou no sofá com ela e acarinhou a pele enrugada, a coisa se deitou com aquela pança para cima e apertou os olhos apreciando a caricia.

– ah, é tão quentinha, pega ela, Sasuke?

– não obrigada, e é bom essa coisa não ficar no meu caminho, jogo ela pela janela se sujar algo do escritório.

– você jogaria cinco mil dólares pela janela tão facilmente assim, Sasuke? Oh pessoas ricas...

Ele revirou os olhos com todo gosto desta vez e ela riu, acarinhando atrás das orelhas da gata.

Mas a risada dela, era como um miado agradável, até o ronronado da gata pareceu acolhedor, quente.

Sakura se levantou dizendo algo sobre dar comida a coisa, ele relaxou no assento e afrouxou a gravata. A campainha tocou e uma das empregadas veio, mal abrira a porta e Naruto adentrou.

–chame seu chefe — exigiu, ela fitou Sasuke aturdida com a invasão ainda mais quando Hinata e Karin entraram logo atrás dele.

Sasuke se sentou direito e o fitou Naruto que parou no centro.

–ah ele está aqui.

–bom dia pra você também, o que é isso?

– pode se retirar, por favor — Hinata falou a empregada, e Sasuke não gostou do tom, porém a mulher o fitou e só se foi quando ele assentiu com a cabeça.

Ele se levantou e enfiou as mãos nos bolsos.

– o que foi desta vez, Naruto? E Karin? O que ele inventou desta vez?

Karin segurou a bolsa a frente do corpo, e o fitou, uma expressão dolorosa e ressentida inundava seu rosto.

– quem me dera fosse invenção, Sasuke, quem me dera...

– hã?

– onde está sua noivinha huh? — Naruto exigiu, e adentrou mais a casa indo até o corredor — cadê ela?

– o que diabo você quer? — Sasuke irritou-se.

Naruto voltou para ele encarando-o, os olhos azuis brilhavam de um maneira quase doentia, como se finalmente tivesse ganhado algo.

Como se tivesse ganhado dele.

– você achou mesmo que fosse conseguir prosseguir com isso não é amigo? Mas eu te falei, falei que ia descobrir o que diabo estava havendo, e eu descobri.

Sasuke afundou mais as mãos nos bolsos, sentindo os punhos se comprimirem, tenso.

– do que está falando? — disse, forçando toda a indiferença para fora. — está bêbado ou o que?

– onde está Sakura, Sasuke? Aliás, esse é mesmo o nome dela?!

– e por que não seria?

Ele só torcia para que Sakura estivesse distraída demais com a gata lá no quarto, ou mesmo na piscina, lá fora, então se dedicaria a manter o tom de Naruto baixo.

– por que não seria? Ah deixa eu ver...- o loiro fez uma expressão pensativa fitando o teto e o Uchiha quis rosnar odiando quando ele bancava o teatral — ah já sei! Porque ela é uma puta!

Seu sangue gelou ou mesmo sumiu, ele desviou o olhar para as duas mulheres, viu Hinata o encarar de volta e Karin, comprimir os olhos.

– do que você...

– para de enrolar Sasuke! Eu sei! Eu descobri! Ela é uma puta! Caralho Sasuke! Uma puta! Uma porra de uma puta! Uma vadia asquerosa...

– cale essa maldita boca — ele rosnou e o loiro tomou folego.

– Sasuke, o que aconteceu, apenas explique, o que está havendo? Porque está com essa mulher? Isso é... algum tipo de golpe? — Hinata começou.

– vocês não tem nada haver com isso — ele disse, mexendo no cabelo, respirou fundo.

– Sasuke por favor, somos seus amigos, Sasuke se está sendo chantageado...- Karin implorou e tudo o que ele quis foi xingar alto.

– ah aí está ela! — Naruto gritou e eles se voltaram para entrada da cozinha, Sakura os fitava com um olhar surpreso e desentendido, ainda com a gata nos braços e as duas empregadas agoniadas atrás de si.

– Sakura...- ele começou.

– aí está ela!- Naruto disse tão alto e estridente que a gata silvou e saltou do colo dela assustando-a, o bicho saiu silvando em direção ao corredor. O loiro bateu palmas de forma desdenhosa — muito bem, tenho que admitir, você foi uma ótima atriz!

– Sasuke, o que está havendo aqui? — ela perguntou, alternando olhares entre eles, recuou para o lado, tão arisca quanto um gato. — Sasuke?! — exigiu.

– vá para o quarto! — ele se irritou.

– mas não vai mesmo! Sua cadela! — Naruto gritou de novo e as empregadas correram para a cozinha outra vez.

– quem você pensa que é pra falar comigo assim? — ela se irritou.

– olha só! Ouviu isso? Ela tem muita cara de pau mesmo! Yahiko nunca te ensinou a calar a boca quando falam com você, hã?!

Sakura ofegou sua pele alva perdeu mais cor, como um papel, e ela moveu o olhar para Sasuke.

– oh, ela se calou! Finalmente! Sua cadela! O que você fez hã?!O que fez pra chegar nele?!

– cale essa boca Naruto, você não sabe de nada! — Sasuke insistiu.

– então explique pelo amor de deus! Sasuke o que está havendo? Foi por isso que você terminou?! Por causa dela? Dessa chantagem? pelo amor de Deus, Sasuke...

– eu não chantageei ninguém — Sakura rebateu, com nunca deixaria de fazer.

– oh cale-se sua... sua vadia — Hinata disse, com asco.

– cale-se você sua...

Naruto avançou nela apontando-lhe o dedo.

– olha como fala com a minha mulher, sua vagabunda...- Sasuke o puxou pelo terno, o jogou contra o sofá e foi a vez dele apontar.

– toque um dedo nela e parto sua cara ao meio.

– ah pelo amor de deus Sasuke! Chega desse teatrinho! Apenas diga, se a cadela está o chantageando com essa barriga de merda, você...- O som do punho dele atingindo o Uzumaki fez as três mulheres gritarem, mas foi o de Sakura que realmente preencheu a sala, ela se encolheu de encontro a parede com as mãos na cabeça.

– PARA! PARA! CHEGA! — Berrou. Sasuke ignorou e pegou o loiro pela gravata, sangue escorria pelo lábio dele mas não seria o bastante se isso continuasse.

– fale mais alguma coisa do meu filho seu bastardo, fala!

– chega! Chega! — gritou Hinata avançando para separa-los e ele se afastou, Naruto se levantou tentando se recompor, respirou fundo, e tentou parecer maduro, mas maduro era ultima coisa que ele conseguia ser, tanto que Sasuke achou graça, para ele, aquilo tudo não era mais do que o loiro não aceitando perder de novo, não aceitando que ele resolvesse chutar seus planos e ter os próprios.

– me desculpe... Se é o seu filho... Tenho certeza que tomou providencias para ter certeza disso, mas me surpreende que tenha se descuidado tanto, ou talvez...- voltou um olhar desdenhoso e para Sakura — não tenha sido descuido seu...

– foi um acidente — Sasuke rosnou — a camisinha estourou nem eu nem ela percebemos até que soubesse que estava esperando, ela veio até mim mas achei que fosse um golpe, eu verifiquei tudo depois, e não é, o filho é meu, e eu vou assumir.

Naruto assentiu.

– tudo bem, não tem jeito... Mas por ela como sua noiva?! — enojou-se e Sasuke aspirou impaciente. — que ela fez? Ameaçou sumir com o menino?! Levar tudo a imprensa?!

– ela não fez nada! A decisão foi minha!

– por que diabos?! Vai levar a vadia no pacote pra que?! Por que apenas não a pôs numa casa afastada e pegou o bebe quando nascesse?!

– ninguém vai tirar meu filho de mim! — Sakura rugiu e ele riu em resposta.

– ah claro, como se você se importasse! Até porque todo esse luxo aqui não faz diferença não é?!

–você não me conhece! Vá a merda seu babaca!

– cadela!

– sua mãe também!

– sua...

– chega! — gritou Karin, ela se aproximou do Uchiha, os olhos lacrimejando enquanto segurava a manga dele. — Sasuke por quê? Porque se prestar a isso? Eu sei que não estávamos indo bem mas poderíamos... Se é pelo bebe... eu entendo, pelo amor de deus, nunca recriminaria um filho seu, eu nunca rejeitaria, ao contrário eu...

– faz ideia do que está dizendo? — ele cortou, frustrado — está se submetendo mesmo a isso? Criar o filho de uma qualquer? Pelo amor de Deus, Karin, você me assusta.

– Sasuke...

Sakura o encarou, embora ele não percebesse seu olhar, ela se forçou a fechar a boca com o choque e deu as costas procurando se acalmar.

"Criar o filho de uma qualquer?"

Qualquer...

Ela ainda era isso não era? Nunca deixaria de ser, perante ninguém, nem mesmo pra ele, e agora via o tamanho do erro que estava cometendo inconscientemente. Acreditando que as coisas poderiam continuar como vinham sendo, acreditando que teria um futuro com aquilo. Uma tola, só havia sido isso, mentiras eram como castelos de cartas, qualquer vento poderia derruba-las.

– ninguém vai criar o meu filho – rosnou em aviso.

– como se você tivesse moral pra isso não?! Confessa, está louca pra se livrar desta barriga e voltar para o Hotel! Ou talvez esteja mesmo adorando as regalias aqui não é?!

Ela quis rir, rir como uma histérica, só mesmo um homem pra achar aquilo, pra eles sexo é vida, sexo pode resumir tudo.

– você é mesmo um babaca...- riu.

– o pior de todos — Sasuke disse.

– acabou o teatro, Sasuke, acabou, você sabe muito bem o que tem de fazer agora, esconda a vadia, faça o que tem de fazer, diga a imprensa que se separou dela, sei lá, mande pra puta que pariu e quando o bebe nascer pegue, você sabe que não está sozinho, nunca viraríamos as costas pra você, com um filho então...

– ninguém vai me tirar o me filho! Nunca vou deixar! — Sakura gritou tão fino que poderia destruir taças de cristal.

– você não pode fazer nada! É só uma puta caramba! Ele toma o bebe de você com um estalar de dedos! — Naruto foi até ela e a encarou estalando os dedos em seu rosto — e eu vou fazer questão de ajudar...- estalou de novo, Sakura ofegou contra seu sorriso, e seus olhos se contraindo ao ponto que o centro parecia uma fenda afiada, seu rosto vermelho e seus cabelos alvoroçados.

Ela cuspiu no rosto dele e silvou de volta, como a gata selvagem que sempre pôde ser.

– vá se foder, seu almofadinha.

Sasuke quase sorriu com orgulho, mas empalideceu quando o amigo atingiu o rosto dela com um tapa, largando-a no chão, ele limpou o rosto.

– cala a boca, sua porca, esse é o seu lugar...

Sakura encarou o nada com o olhar vidrado, seco de choque, levando a mão ao rosto, ela gritou, gritou como se estivesse sendo espancada, levando as mãos aos cabelos e os puxando, de uma forma tão assombrante que Naruto recuou, ele olhou para entre suas pernas e viu uma mancha de sangue se espalhar pelo piso.

– que porra...

– Oh meu deus o bebe! — Gritou Hinata e todos congelaram, Sakura parou de arrancar os próprios cabelos e arranhar o próprio rosto e pescoço, ela vagueou uma das mãos para entre as pernas e quando a levou de volta pra a frente do rosto ele empalideceu mais e só as marcas das unhas e do tapa continuaram coradas, ante a visão do sangue sujando seus dedos.

– Sa-Sasuke...Sasuke?! SASUKE?!

– meu filho...- Sasuke correu para ela, pegou-a no colo, e com as mãos tremulas ela envolveu seu pescoço, e ele sentiu o sangue quente sujar as próprias mãos, a consciência de que por ele poderia estar escorrendo a vida de seu filho o fez voar rumo a porta com ela gritando em seu ouvido, batendo em seu peito, suplicando pra ele salva-lo.

Não teve consciência de quando Naruto e os outros o seguiram mas viu o loiro abrir a porta do carro e James arrancou com eles lá.

O motorista não precisou ser avisado pra ultrapassar qualquer sinal e após outro branco em sua mente, ele estava deixando Sakura aterrorizada sobre uma maca.

– por favor senhor — uma enfermeira pediu, empurrando seu peito com o máximo de delicadeza enquanto outros dois empurravam a maca com Sakura para dentro de um quarto, ela agarrara-se ao jaleco de Tsunade agora, sujando-o de sangue e implorando que salvasse o bebe dela, a médica assentia tentando acalma-la e então as portas se cerraram.

Ele caminhou pelo corredor, com as mãos na cabeça, sentindo-se impotente como jamais fora na vida, sentido que não importava quanto dinheiro tivesse e oferecesse, nada traria seu filho de volta se o perdesse, talvez nem Sakura, sua mente repassava cada informação que lia nos exames e as conversas pelo telefone com Tsunade, afirmando que Sakura tinha tendências a hipertensão, que tinha um jeito muito nervosinho e que poderia chegar a ser prejudicial, ele achava que a velha só queria que ele fosse mais presente.

Mas ele vira a mulher arranhar o próprio rosto de tão furiosa, tão indignada, tão...machucada, e impotente, como se fizesse em si mesma, o que não era capaz de fazer em Naruto.

– Sasuke! Sasuke! — ouviu Karin gritar se virou e viu vir correndo tal como Hinata, Naruto estava no balcão tentando se informar mas como o viu ele veio também.

Sasuke foi, ignorando as duas mulheres e se soltando de Karin quando ela tentou segura-lo. Ergueu o punho e jogou Naruto para trás quase atingindo a parede avançou para pega-lo mas dois seguranças o agarraram.

– Seu filho da puta!

– qual o seu problema?! — Hinata choramingou.

– cale-se sua cobra! E você! — voltou o dedo para o Uzumaki que se levantou e foi afastado por mais dois enfermeiros. — seu o meu filho morrer... Naruto... Eu juro que acabo com sua raça! Filho da puta eu vou te matar!

– é melhor vocês irem — Karin pediu, Hinata assentiu puxando o namorado, Naruto seguiu segurando o queixo e quando finalmente saíram os seguranças soltaram Sasuke, ele deu as costas e voltou para o banco. Se sentando esfregou o cabelo. Karin sentou ao seu lado e fez menção de abraça-lo, com a cabeça baixa ele a cortou.

– não.

– Sasuke...

– já disse que não, vá embora.

– Sasuke olhe seu estado, por favor não faça isso...

– vá embora, sinceramente, eu não preciso te ouvir agora.

– Sasuke, Naruto descobriu, pôs um detetive e tudo, ele só... só estava preocupado...

– Karin, vá embora.

Ela aspirou profundamente, ajeitando a bolsa sobre o ombro e se levantou.

– me de noticias ao menos...

– isso não tem nada haver com você — ele ergueu a cabeça a encarou — é a minha família.

Ela comprimiu os lábios piscando para expulsar as lágrimas, assentiu e deu as costas caminhando antes de parar mais uma vez.

– poderia ser nossa, mesmo que...

– não, não poderia, não vai ser. — Ela partiu, e ele voltou a atenção para a porta. Minutos que para ele pareciam horas, mesmo olhando os segundos passarem no relógio.

Tsunade saiu, ao observa-lo, suspirou e seguiu até ele com as mãos nos bolsos e parou a sua frente, seu rosto se inclinou para o lado em analise e ele ergueu a cabeça para encara-la, ficando frustrado por não saber decifrar de cara a expressão dela, ou por essa expressão dizer o que ele não suportaria ouvir.

– Tsunade...

– eu não sei o que você aprontou, mas se isso continuar, as coisas vão ficar pesadas, Sasuke.

Ele se levantou e a encarou, um filete de esperança correndo em suas veias, fez seu sangue esquentar, aquecer.

– ela...

– ela vai ficar bem — ela suspirou e continuou — e o bebe também.

Sasuke gemeu alivio e agarrou os cabelos novamente, não puxando, mas massageando.

– graças a deus...

– não é mais tudo um mar de rosas, Sasuke, a gravidez é oficialmente de risco agora.

– o quer que dizer?

– ela teve um descolamento de placenta, pior, está com pré-eclâmpsia, ocorre quando a grávida tem pressão arterial elevada, acima de 140/90 mmHg, a dela estava quase em 150, Sasuke, o sangramento ocorreu e o bebe agora está em risco, se ao menos estivéssemos perto do fim da gestação, poderíamos recorrer a uma cesárea...

– cesárea?! Quer corta-la?!

– não vou corta-la! Idiota! Não nessa fase, ela só está de quatro meses, obvio que bebe não sobreviveria Sasuke! E aí está o pior, o risco acomete ela e o bebe, Sakura tem hipertensão, e por deus se ela piorar ela morre também!

Sasuke esfregou o rosto e largou sentado no banco outra vez.

– meu deus...

– ela precisa de repouso absoluto, mas a medida que a gravidez avançar também deve fazer um pouco de exercício, caminhar um pouco, ter ar puro, coisas assim, mas vai depender de como a gestação vai avançar e principalmente do estado psicológico dela.

– o que quer dizer? — ele desconversou.

– você pensa que sou burra? — a mulher irou-se — eu não sei que tipo de relação você tem com ela, Sasuke, não me importa, eu sei, mas levar as coisas da forma que está levando...Não vai ajudar, ela é uma mulher Sasuke, ela está passando por mudanças que suspeito que nunca esteve pronta mentalmente, para passar, e você é o único que pode passar por isso ao lado dela, você deve, não é só sobre o bebe, ela não é uma chocadeira, ela vai criar seu filho mas não poderá faze-lo se morrer no parto ou se tiver depressão.

– eu sei...

– não parece, ela parece que estava numa briga de gatos! Quem diabos fez aquilo no rosto dela? Você a deixou brigar?!

Sasuke respirou fundo, antes de encara-la.

– ela o fez... em si mesma — os olhos dourados da mulher ser arregalaram em horror, ela olhou para a porta e então voltou-se para ele.

– isso é pior... Muito pior, ela está se desequilibrando, Sasuke, não existe apenas depressão pós parto, ela pode passar por esse quadro ainda na gravidez.

– ela não é fraca dessa forma...

– não é? Quão grande é o interesse dela na gestação?

– como?

– ela fica enjoada? Tem humor deprimido? Parece desesperançosa? Você ao menos repara nisso?!

– me deixa em paz caramba...

– você a deixa em paz e acha que assim ela ficará bem, acha mesmo? Acha que fingir como ela que nada está errado vai fazer tudo ficar correto? Você mais do que ninguém deveria saber que não...

– eu posso vê-la ou não?!

– eu não sei! ela ao menos vai querer vê-lo? — Tsunade deu-lhe as costas e entrou no quarto. Ele se levantou ansioso e receoso, ela saiu e deu-lhe permissão de entrar, mas antes o barrou na porta, ombro a ombro, murmurou. — procure um psiquiatra.

– o que?

– antes que seja tarde — ela decretou saindo, Sasuke apertou os olhos, entrando e fechando a porta devagar, parou e voltou atenção para a cama. Sakura estava quase deitada, numa camisola de hospital, um tubo de soro preso ao pulso, e o olhar perdido no canto do quarto. Ele se aproximou da cama, parando ao lado, passeou o olhar pelo rosto ainda pálido e vazio dela até o ventre, e não pode conter a ânsia de tocar a elevação, ainda ali. mas quando levou a mão Sakura pousou as próprias de forma protetora.

– eu quero ir embora. — declarou, ele se demorou assimilando isso, se sentou na beira e levou as mãos ao rosto dela.

– não, Sakura, isso não...

– não?! — ela gritou empurrando-o — você por acaso é maluco?! Não está vendo o que está acontecendo? Acabou! Acabou essa porra de teatro Sasuke! Amanhã mesmo os jornais vão estar estampando essa merda toda! E você já devia saber que nunca daria certo!

– você não vai embora, Sakura, e eu não vou permitir que isso escape, entendeu? Nunca, eu disse que ia cuidar de você e eu vou!

– Mas eu não quero! Eu nunca quis! Porque você tem que tornar tudo uma merda? Caralho, isso quase matou nosso filho Sasuke! Eu não vou ficar ao seu lado fingindo quando todo mundo já sabe! Eu não quero! Isso nunca vai dar certo!

Ele umedeceu a boca, nervoso, segurou sua cabeça e a trouxe para perto, encarando-a, testa com testa.

– claro que pode...

– você está louco!

– vai dar certo, vamos fazer dar certo, entendeu? Eu quero dar uma família descente ao nosso filho, uma boa família, e eu sei que você quer também, nós podemos, Sakura, não desista assim, não agora, por favor, nós podemos, não desista de tentar.

Ela meneou a cabeça, lagrimas banharam as mãos deles e Sasuke beijou sua boca, ignorando o sabor salgado, no rosto, testa e pescoço. Sakura puxou seu cabelo da nuca e chorou mais lutando pra desistir, mas no fim percebendo, que não adiantaria.

– eu não posso aguentar isso, Sasuke...

– claro que pode, você é minha pequena gata, minha criatura irritante, também é forte e pode passar por cima de qualquer um, querida, apenas de uma chance...

Mo dornaisc... Você vai me matar...

Ele negou, cheirando seu pescoço e abraçando sua cintura.

– apenas de prazer, querida — disse roucamente, e ela riu, de forma amargurada, mas riu, ele beijou-a e desceu para o colo, entre os seios e então barriga, Sakura se deitou na cama, massageando o cabelo dele enquanto distribuía beijos por toda a elevação.

– eu vou cuidar de você — afirmou roçando o rosto contra ela e suspirando — vou cuidar de vocês... Apenas me de uma chance, Sakura...

"...Eu quero reconciliar a violência no seu coração..."

Mo dornaisc = Minha Algema.

Notas finais
o/