Undisclosed Desires
16 Charutos e Berço de Ouro.
Notas iniciais

“...Calmamente...”
– ele parece um joelho...- Naruto comentou, o cenho franzido.
Sasuke deu de ombros, olhos fixos no berço que levava seu filho.
– mas é o joelho mais lindo que você já viu.
O loiro arqueou a sobrancelha, em sua direção, muito incrédulo ainda.
– essa foi a coisa mais gay que eu já ouvi você dizer.
– não, foi a primeira coisa gay que você me viu dizer, mas foda-se, ele é lindo, admita.
– é uma coisa rosa, barulhenta, e pequena, isso sim.
– eu sei, ele puxou mesmo a mãe...
Naruto revirou os olhos, desistindo de ter um dialogo racional como o amigo, ele próprio sentia que perdera uns parafusos com toda aquela demora.
Era estranho demais estar ali, encarando aquele monte de coisinhas cor de rosa chorando ou ressonando em mantas macias. Sasuke estava tão bobo com aquela coisinha que chamava de sua, que ele temia que nunca voltasse a ser o mesmo.
Mas deveria? Afinal, as coisas mudaram, uma criança exigia mudanças de atitudes. Ele sabia que deveria, mas não conseguia agir de forma natural naquela situação.
Talvez por que sequer sabia por onde andava a mulher com quem planejara passar por esse momento.
E Sasuke estava pleno, satisfeito e vibrante em estar passando isso com aquela mulher a qual ele também não sabia mais como julgar, só que ainda não podia aceita-la.
Pelo menos ainda.
Com um suspiro, Naruto percebeu a verdadeira fonte de sua inquietação.
Estava com inveja, Sasuke estragara seu casamento, e agora estava soltando fogos com a vinda do primeiro filho. Quando Naruto se sentia completamente perdido.
Hinata era o ponto em que concentrara todo seu futuro, sua companheira, mulher e mãe de seus filhos e ele agora não conseguia nem que lhe respondesse um e-mail.
Estava com inveja e magoado, mas estava feliz sim pelo amigo. Era complexo e frustrante.
Ele riu um pouco e bateu no ombro do Uchiha.
– então? Onde estão os charutos? Estou esperando!
– hn? — Sasuke mexeu no cabelo, rindo e completamente exausto. – puta que pariu, a ultima coisa que pensei nesses dias foi em charutos, mas porra, ajudaria muito agora.
– foi o que eu pensei.
Os dois se viraram muito perplexos pois reconheceriam de longe a voz do tio mais velho de Sasuke.
Madara caminhou até eles, com seu ar superior, esmagador e imponente, mas sorria de maneira cordial e malandra enquanto trazia um charuto entre os dedos.
– tio?
– hey, não pode fumar aqui, velho – Naruto disse.
– bom te ver também, pirralho, e garoto – ele estendeu a mão e Sasuke o cumprimentou – parabéns, tome aqui, vai ajudar – ofereceu-lhe o cubano e Sasuke o pegou. Não tinha o costume de fumar, mas experimentou quando era moleque. Tal como sexo, bebida, ecstasy, e até mesmo pó.
Ele fora um merda de um delinquente mesmo.
A tragada aliviou sua tensão um pouco mais e Madara bateu em seu ombro, orgulhoso e voltou a atenção para a vidraça.
– então? Qual dos suja-fraldas aí é meu sobrinho-neto? Não posso crer que estou tão velho...
– a joelhinho ali, na terceira fila, pela esquerda, o da manta branca. – Naruto disse – parece um joelho né?
– hn, todos parecem, tudo a mesma coisa, mas ele me lembra Itachi quando era um joelho também.
– Itachi?!
– Itachi nasceu assim, sem cabelo algum, agora anda por aí com aquela cabeleira, já o Sasuke tinha o cabelo bem escuro e berrava mais, que moleque chato...
– vai se danar, velho. — Sasuke resmungou, inconformado, só seu tio para dizer que seu filho era a cara de seu irmão.
Velho desgraçado.
E quem era ele pra falar da cabeleira alheia? Parecia um náufrago...
Em quesito traços, ele ainda não conseguia dizer quais eram seus e quais eram de Sakura. Tinha impressão de que ele tinha seu queixo e talvez os olhos de felino dela, mas talvez fosse exagero, mesmo limpo, o rostinho dele ainda estava inchado.
Mas continuava sendo o moleque mais lindo ali dentro.
Tinha um peso ótimo, três quilos e seiscentas gramas, e maravilhosos 53 cm de comprimento.
Saudável e forte, ele não poderia estar mais orgulhoso dele, de si, e principalmente de Sakura.
Estava louco para vê-la, enche-la de beijos e mostrar Ryan para ela, quase morrera junto com ela, mas foi só um susto.
Graças a deus.
Ele tinha os dois.
Ela estava completamente exausta, e precisava descansar antes de ter um primeiro contato com o bebê. Ele já havia até mamado um pouco enquanto ela dormia, mas não era a mesma coisa.
– Madara? Você aqui? – Mikoto disse, enquanto vinha.
Ela havia saído pouco antes do parto começar e chegara agora, Itachi veio logo atrás.
– onde está? — ela indagou, encarando o vidro.
– o joelhinho de manta branca.
– vai à merda, Naruto.
– oh? Parece com você, Itachi.
– hn?
Madara riu e Sasuke revirou os olhos.
– você nasceu sem cabelo algum, agora está com essa cabeleira monstra, mas fora isso, puxou os olhos da mãe, e o seu queixo, Sasuke.
– o que? Sério?
Ela deu de ombros, até estranhando um pouco sua reação.
– não parece?
Ele achou, mas continuava sem ter certeza, e não acreditava que Mikoto poderia divisar tão bem os traços de um recém-nascido.
Seria a experiência de dois partos? Ele não podia enxerga-la com esse tipo de sabedoria mesmo tendo dado a luz naturalmente nas duas vezes.
– awwnt, aí está o meu afilhadinho...- cantarolou Ino enquanto vinha – Sasuke, ce tá fumando aqui? Mas é o fim mesmo!
– apenas comemorando – Madara disse oferecendo a Sai a caixa com charutos que até então, trazia na outra mão.
– ah, obrigado.- ele disse pegando um, mesmo enquanto recebia um olhar feio da loira.
– cubanos? — Itachi indagou, antes de aceitar.
– Madara, é uma bela tradição esta, mas esse não é o lugar, que tal irem fumar na sala de fumantes? – Tsunade ordenou quando chegou.
– Tsunade? Está melhor que da última vez que a vi, chutou aquele velho do Jiraya enfim? Talvez eu te dê uma chance então.
– haha, linda piada, estou falando sério, Sasuke, vá fumar esta coisa noutro lugar, seu bebê não é o único aqui e vai incomodar os outros pais.
– mas é mais importante, admita – ele provocou, ela revirou os olhos, cruzando os braços.
– admito que foi um pirralho trabalhoso, e a mãe dele também, agora são duas e meia da manhã e meu peru terá de ser requentado.
– se fosse só o seu...- resmungou Naruto.
– onze e meia? Já é quase natal! – exclamou Madara. – aliás, onde está a reprodutora? Vou ter a honra de conhecer? Soube que é uma fabrica e tanto.
– uma baita fábrica, não tá vendo o produto de primeira? – Sasuke disse, pouco se importando com a revirada de olhos coletiva. Tsunade lhe arrancou o charuto e tragou.
– vamos, Sakura acordou, vou mandar levarem o bebê para ela.
– sério?!
Ele a seguiu pouco se importando de ela ter dado uma ultima tragada e jogando o charuto no lixo o resto os acompanhou e Madara reclamava do desperdício que ela fez.
Sasuke entrou no quarto primeiro, encontrando a mulher de expressão cansada e olhando para os balões azuis em forma de coração que estavam amarrados á sua cabeceira, uma cortesia de Konan.
Os olhos dela estavam fundos e sonolentos e parecia ainda mais exausta com o ventre agora apenas com um leve inchaço. A trança que lhe fizeram estava desgrenhada e se desfazendo e em seu nariz, ainda usava aquele cateter de oxigênio nasal.
Sasuke se sentou na beira da cama e se curvou, beijando seu rosto.
– feliz natal – disse.
– já...? é natal?
– sim e o presente já chegou.
– eu... apaguei, o que houve?
– está tudo bem, logo ele chega, está no berçário, ele é lindo, querida.- ela inspirou, parecendo perdida, e o fitou, os olhos verdes piscando apreensivos e inseguros.
– e...é... é saudável?
– é um touro, pode ter certeza, e tem seu temperamento, eu acho, ele grita e grita, e grita – acentuou, beijando-a e ela bufou.
– idiota.
– está cansada?
– me sinto esmagada de dentro para fora, nunca mais vou ser a mesma, nem minha vagina.
Sasuke riu contra seu pescoço, e o beijou sugando levemente.
– não se preocupe, perguntei à Tsunade, você vai continuar apertada e gostosa, talvez até melhor...
Sakura o empurrou e encarou-o, descrente.
– perguntou pra velha sobre a minha vagina? Você é doente?!
– estou brincando, ela me deixaria roxo.
– humpf.
– mas é uma pergunta comum se quer saber, eu pesquisei na internet.
– eu sabia que estava meio difícil pra você, mas a este ponto, é de dar pena, Sasuke.
– eu não me importo, agora vai voltar a ser só minha...
Seu beijo foi interrompido pela entrada de Tsunade e uma enfermeira que trazia um embrulho branco e que choramingava.
– olá mamãe!
– ou quase...- ele comentou, vendo-a contornar a cama e se curvar oferecendo a criança para a vista de Sakura.
Ela apenas encarou a criança, muito atordoada para reagir, vendo suas mãozinhas abrirem e fecharem inquietas e o resmungo fino que soltava da boquinha rosada.
– isso é... ele ... meu...?
– claro que sim – Tsunade afirmou, muito confiante – agora vamos á aula.
Sasuke se levantou dando espaço para ela ensinar Sakura como segura-lo e a amamenta-lo.
Percebeu o desconforto que a situação incomum trouxe a ela, e como não conseguia parar de encarar o menino. Sem reação.
O garoto agarrou seu seio com fome, afinal, não havia provado muito. E quando as duas mulheres enfim saíram. Sakura pareceu mais tranquila para se adaptar ao momento.
– é grande não? – ele comentou, sentando novamente na beira.
– eu não sei... é?
– é sim.
– hum, então toda a comida foi de serventia afinal, mas ainda estou grande.
– você vai se recuperar, e também, a comida não foi só diretamente para o Ryan.- comentou, encarando descaradamente seu seio descoberto – fez uma boa reserva aí, gata.
– humpf.
– nem acredito que aumentou dois números do sutiã, que maravilha...
– pelo amor de deus, vá bater uma punheta, seu pervertido.
Sakura decidiu ignora-lo e voltar atenção para o menino, sentindo aquela palma pequena envolver seu indicador com força, a sensação da sucção que só sentira de maneira corrompida, sexual.
Era até estranho.
Ela não estava habituada à ternura.
– ele não parece com a gente, e é careca? Senhor...
– não seja chata, ele é perfeito.
– não disse que não é... é só... eu nem sabia que esperava algo diferente.
– e tem quem diga que parece sim com a gente, só não dá pra perceber ainda.
– quem?
– Mikoto.
– ela?
– tem gente que eu não via a um tempão aí, vieram ver o garotão aqui.- Sasuke cedeu a ânsia e se deitou na beira da cama, ao lado dela, ficando tão perto quanto poderia. Acarinhando a bochecha rosada do menino, sentindo o cheiro e beijando a cabeça de Sakura. – viu? Eu disse que conseguiríamos.
– hum.
– você me assustou – confessou.
– eu também achei que não dava...
– você é mais forte do que imagina.
Ela queria acreditar nisso, principalmente agora.
– então... ele não vai parar?
– hn? Ele mal começou, não seja má, é a única fonte de alimento dele.
– sim mas... eu não quero que ele fique gordo.
– ele vai querer mamar no minimo de três em três horas, então vá se acostumando – proferiu Mikoto, ao adentrar.
– Mikoto...- Sasuke censurou.
– de três em três horas?! O que ele é, um saco sem fundo? – a mulher indagou em choque.
– algo assim, espero que tenha dormido muito, por que de agora em diante...
– meu deus.
– ela dormiu muito sim, certo Sakura?
– eu vou matar você.
– certo.
– idiota!
– só estou falando pela voz da experiência, você foi um bebê muito chato, eu não devia ter comemorado tanto o quão Itachi era dócil e maleável...- a mulher suspirou.
– puta merda...- ele resmungou, já sentindo Sakura fulmina-lo com o olhar, ela o culparia por tudo agora.
– então, aí está ela – Madara disse, seu timbre rouco ressoando pela sala de forma bem audível, Sakura encarou o estranho, um homem grande, excepcionalmente assustador e belo, um que infelizmente não era o tipo que a contratava antigamente...
Ela logo notou seus traços de Uchiha, o poder que emanava, o quanto era intimidante, elegante e trazia uma caixa com charutos. O cabelo era tão longo quanto o do irmão mais velho de Sasuke, e ela se perguntou se era uma “modinha” de família.
Ele sorriu com dentes brancos muito bem alinhados que lhe conferiam um sorriso mordaz e perigoso.
– então esta e a famosa Sakura.
– nem vou perguntar o tipo de fama – ela disse, Sasuke riu, anasaladamente, tal como o homem que se aproximou.
O Uchiha não deixou de notar que ela estava receosa com sua aproximação. O aperto dos braços envolta da cria se intensificou de forma tão leve e firme, que talvez nem ela percebera. E ele concluiu, tal como Itachi já havia avisado, que ela era totalmente arisca com a família do marido. Mas não podia negar, Mikoto era uma coceira no rabo quando queria, Itachi era tão assustador quanto ele, com aquele silencio e observação perturbadores, e Sasuke era um moleque, ou arrogante ou delinquente e imaturo dependendo da situação.
Definitivamente, a família Uchiha não era a melhor opção para se querer entrar, e sobreviver.
Mas agora ela estava nela, e gerando mais um rebento. Sabia que Sasuke não a deixaria escapar.
Se tinha um defeito que tanto ele quanto Itachi, Fugaku, Obito ou Izuna tinham, era a possessividade.
Além do fato de (este que absolutamente não poderia ser ignorado) a mulher era bonita, estava acabada, mau humorada e com a auto estima baixa, mas ele reconhecia uma beldade quando via.
– muito prazer, querida, sou Madara, tio mais velho desses moleques.
– oh? Nem percebi a semelhança.
Sasuke revirou os olhos e Madara riu.
– afiada, vai ter trabalho, Sasuke.
– já estou tendo.
– humpf.
– eu raramente piso por essas bandas, mas já que era Natal, e graças a você não teria que aturar um jantar de ação de graças com um monte de gente rica e esnobe, eu pensei, por que não? Então resolvi dar-lhes a honra da minha presença aqui, e tornar o nascimento deste pequeno suja-fraldas um evento ainda maior e exclusivo.
Ao fim deste pequeno monólogo todos encaravam e reviraram os olhos.
– hn, gostei dele – Sakura concluiu, fitando Sasuke, ele bufou. Até que combinava com ela ir com a cara do cara mais metido da família.
– já tava demorando esse velho ficar enchendo o saco, não? – eles se viraram e Sakura arqueou a sobrancelha realmente julgando ver uma versão mais nova de Sasuke.
O rapaz parecia ter uns vinte anos, a gravata frouxa e os cabelos um pouco mais cumpridos bem bagunçados, fumava um charuto e parecia entediado.
– ah, Izuna.- Madara disse. Ele se aproximou embora com o típico contra gosto de um moleque mimado e revoltadinho.
– esse é o Izuna, meu tio mais novo – Sasuke.
– que? – ela indagou confusa – seu tio mais novo é mais novo que você? – ela esperava que ele fosse filho de Madara, no mínimo. Mas o coroa tinha cara de quem não se amarrava, e também ficava olhando vez ou outra o discreto decote de Tsunade assim que ela entrou.
Sasuke deu ombros.
– nossa, ele parece um joelho – O rapaz disse, sorrindo maldoso.
– você também é lindo, menino emo, gostei do cabelo, a galera das trevas curte? – ele fechou a cara, e pareceu ainda mais com Sasuke o que só a fez sorrir com mais gosto.
Madara gargalhou com vontade.
– ah, você não tem uma irmã querida? Adoraria joga-la pra ele.
– se tiver peitos bons assim – Izuna ironizou.
– quer levar um cascudos titio? – Sasuke avisou e ele deu de ombros, ignorando.
– ela não é pro seu bico, voces são de mundos opostos ela vive aqui sob o sol e você deve voltar logo para o submundo certo? – Sakura disse, o rapaz coçou a cabeça, parecia ansiar dar uma resposta mau criada, mas bufou e seguiu pra fora.
– vou comer algo, não gosto desse cheiro de bebê – comentou.
– fico feliz em saber que não suga sangue de crianças, vampirão – ela continuou e desta ate Mikoto acabou rindo o mais seriamente possível – você brilha no sol?!
– deixa de ser má, Sakura – Sasuke censurou.
– o que? Então vou ser com você, afinal, parece só ter diferença de idade.
– ah? Então foi por isso, deixa de sacana, porra.
– humpf, é até bom saber que já tem uma cópia sua por aí, assim meu bebê não precisa ter esse fardo.
– eu também agradeço por não ser menina...
– humpf.
– se toda reunião familiar for assim virei sempre – disse Madara – mas espero que não seja tão cruel assim de agora em diante, Izuna vai cursar a faculdade aqui, então espero que não seja problema vigiar ele de vez em quando.
– oh? O menino problema? Tudo bem, Sasuke compre a focinheira.
– podemos usar a sua, amor.
– claro que não, esqueceu que eu enfiei ela no seu...
– Sakura, o bebê!
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– oh, ele é tão macio e rosinha – Imogen disse, trazendo o menino para mais perto do rosto e beijando a cabeça coberta pelo gorro. Ryan dormia após mais uma refeição farta um tanto longa e estava pouco afim de se manter acordado agora.
– tente não aperta-lo muito, Felícia. – a mais nova riu baixinho e o devolveu ao berço ao lado da cama.
– ele é pesado, vai ficar gordinho logo.
– humpf, fico feliz em saber que tudo o que comi nesse período foi pra ele.
– realmente...
– huh?
– nada! Como você está? Terá alta logo?
– hum, creio que amanhã, Sasuke já soltou sobre o nascimento e logo vão bater aqui querendo fotos do bebê.
– entendo, deve ser um pouco estressante.
– não gosto de sair mesmo, agora vou apenas descansar e cuidar deste devorador de leite, a melhor parte e o fim do peso extra, minha coluna vai voltar ao lugar agora.
– Sasuke deve estar muito feliz ele ficou tão nervoso com a demora.
– não me faça sentir pena dele, não com a dor que senti.
Imogen revirou os olhos rindo e olhou para o relógio de pulso que usava.
– ah tenho, que ir, minha hora do almoço acabou.
– entendo, o trabalho vai bem? E a faculdade?
– já recebi a carta! Fui aceita.
– incrível, meus parabéns, quando vai?
– começo ao fim destas férias de fim de ano, mas fui convidada a conhecer as instalações depois do ano novo.
– vai morar na fraternidade?
– provavelmente.
– sabe se é seguro? Soube que nesses lugares rolam muita festa e baixaria – Sakura comentou levando a mão para acarinhar com os dedos a tez corada do menino. – talvez um apartamento próprio e perto da faculdade seja melhor, e um carro próprio, se mover sozinha numa cidade desconhecida não é sinônimo de segurança.
Imogen suspirou, sentindo o coração aquecido, mesmo que Sakura falasse com uma indiferença e casualidade palpáveis não podia desmentir o cuidado e preocupação em suas palavras.
Ela retomaram contato em tão pouco tempo, mas Imogen já estava partindo, era ela quem estava se afastando. Embora Sakura estivesse orgulhosa, não havia frieza no mundo que pudesse disfarçar a decepção. Afinal, as duas se sentiam assim, frustradas.
Mas a mais nova sabia, que tal como se sentia feliz em saber que a deixava bem, segura e feliz. Sakura só queria ter certeza se ela estaria bem, segura, e feliz onde iria.
– é um lugar comum, bem é uma cidade diferente daqui, menos movimentada, então não acho que seja muito violento, e violência tem em todo lugar, infelizmente.
– hum... quer que fale com Sasuke? Ele pode arranjar um ótimo lugar pra você.
– Sakura! Por favor, não! Eu fico muito agradecida, mas não tem que se incomodar.
– ora incomodar por que? Não é como se eu andasse por aí esbanjando os cartões dele, e considerando os últimos dias, e o que sofri por conta disto – ela indicou o bebê e Imogen a fitou com censura – vai ser facinho faze-lo comer na minha mão, ele parece um idiota, acho que o faria pôr a empresa no meu nome se colasse os documentos no bebê.
– não seja oportunista! E não use o neném! Olha obrigado, mas não precisa, embora sei que falará com ele mesmo assim...
– exatamente.
– não cole nada no bebê!
– ah, é só enquanto não recupero a forma, aí faço ele comer na minha mão como antigamente... é até mais divertido...
– oh, tenho de ir, e está é hora certa – Imogen beijou seu rosto e se levantou, pegando a bolsa, se inclinou para beijar a cabeça do neném – até mais, Ryan, e não deixe sua mãe te usar assim tchauzinho.
– vai vir amanhã?
– tentarei.
– se não puder, ligue para a secretária do Sasuke, ela te passará o endereço novo.
– tudo bem, até mais.
– até.
Ela partiu fechando a porta delicadamente, e Sakura se deitou de novo, suspirando alto. Girou a cabeça na direção do carrinho e tocou com leveza o nariz da criança.
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– essa a coisa mais bonita que eu já vi, você sabe – Sasuke afirmou, com um suspiro de deleite. Sakura ergueu a sobrancelha afagando com a ponta dos dedos a cabeça do menino enquanto mamava.
– difícil acredita, você só olha pros meus peitos, idiota.
– eles fazem parte da cena, amor são ótimos protagonistas alias, você tem que me deixar tirar uma foto.
– humpf.
– só uma, vai querer ter uma quando ele crescer.
– também vai querer lembrar como eram seus peitos na época. – Izuna disse, ao entrar.
– ué, já anoiteceu? Ou você passou creminho pra se proteger do sol – ela rebateu. O garoto revirou os olhos e se largou na poltrona. – o que ele faz aqui? – Sakura murmurou, embora estivesse longe de soar baixo.
– eu to ouvindo.
– agradeça ao seu deus das trevas todo dia. – ela disse.
Sasuke riu e Izuna revirou os olhos já emburrado.
– ele vai ficar conosco um tempo certo? Até termos certeza de que pode e merece morar sozinho.
– oh? Mal tivemos nosso bebê e já ganhamos outro?
– pois é, se Izuna provar que pode dar menos trabalho que o Ryan ele vai ganhar um flat só pra ele.
– oh que cruel! Assim não tem graça!
– por que?
– por que? Se eu torcer pra que perca, será Ryan que vai me dar trabalho, se eu torcer para ele ganhar....
– vem cá, você é sempre tão filha da puta assim?
– hey...- Sasuke avisou.
– ah só quando estou de bom humor. – Sakura sorriu.
– tsc, não me diz que você vai ficar em casa o dia todo...
– pior que vou, além de cuidar desta coisinha morta de fome, não faço nada além de ler revistar, falar da vida alheia e gastar dinheiro.
– e eu vou pra faculdade? Devia ter nascido mulher...
Sasuke revirou os olhos e se levantou da cama, indo ligar para James trazer o carro, Izuna se ocupou no avançado celular que usava e Ryan finalmente terminou de mamar. Ela nem acreditava que mais tarde ele iria querer de novo...
– hey, Eduard?
– que?
– dá pra sair? Preciso me trocar.
– fique a vontade.
– oh não se importa de ver o corpo de uma mulher que acabou de parir e que engordou uns quilinhos? Fez minha auto estima ir lá em cima, obrigada.
Ele revirou ao olhos, com uma careta, se levantou e saiu.
– estou magoada – ela desdenhou, e trancou a porta pegou um vestido na bolsa e se livrou da camisola do hospital. E pegou a peça.
– droga, Ino – resmungou, não gostando nada, preferia algo mais solto. Mas ao menos haviam saltos embora não tivesse muita certeza de que poderia usa-los.
Sakura experimentou e não sentindo nenhum desconforto, vibrou, sentia-se tão leve que quando soltou um gritinho, Ryan se mexeu resmungando e ela tapou a boca.
– oh desculpe, bebê, não foi por mau, desculpe, certo?
Ela pôs o vestido e penteou os cabelos, lamentando não ter um espelho para se olhar completamente, se conformou em passar maquiagem. Então foi arrumar a bolsa do bebê e destrancar a porta.
– querida? – Sasuke apareceu tão logo ela pôs a bolsa sobre a cama – James já está esperando.
– já estou pronta, o ele também...- disse, caprichosamente enquanto ajeitava o gorrinho de lá na cabecinha, ninguém precisava saber que ele era carequinha, certo?
– Sakura?
– hum? – Sasuke se aproximou, o cenho franzido muito surpreso em ve-la.
Ela usava um vestido branco de cumprimento cobrindo o joelhos, bastante justo no quadril e barriga, e mais solto do meio dela pra cima, era com mangas e retas na linha do busto e costas cobrindo os braços como uma faixa.
Ele estava embasbacado, por que pelo menos pra ele, não havia qualquer excesso de pele ou carne embora ela parecesse mais fortinha, o seios estavam enormes no decote mesmo que decoroso, a cintura fina, a barriga sem qualquer sinal de inchaço, e deus... aquele traseiro lindo não tinha mais nada que pudesse tirar seu estrelato.
– o que? O que foi?
– querida, você está linda.
– hum? Besteira, eu estou enorme, e Ino ainda me arranja essa droga de vestido, nem sei como entrei nele – reclamou fazendo menção de pegar a manta, Sasuke a conteve e trouxe para si.
– você está incrível.
– pare de puxar o saco, o bebê já nasceu.
– essa é a melhor parte, e pensar que ainda tenho que esperar quase um mês pra que fique inteira pra mim...- murmurou beijando-a, e descendo para o pescoço. – mas já parece no ponto, amor.
– humpf, vamos logo – ela resmungou e Sasuke decidiu deixa-la ter seu tempo para se acostumar com o próprio corpo de novo (por mais maravilhosamente parecido com o original que estivesse, e com alguns bônus). Só esperava não se re-acostumar com ele antes dela ou seria difícil esperar que pudesse voltar a ter relações.
– certo, vamos indo — ele se voltou para cama pegando o bolsa e ela pegou Ryan nos braços, sorrindo um pouquinho para sua expressão tranquila.
– hora de ir, mo ghrá*, vamos pra casa, conhecer seu bercinho, e ah, Gisé deve estar tão solitária...
– espero que não tenha tomado conta do quarto dele, é muito novo pra ter contato com ela, Sakura.
– oh, ela nem solta pelos, não tem!
– hn.
– mas te razão, meu bebê vai ter que esperar um pouquinho pra brincar, ele só dorme e mama, não deve ter vida melhor né Sasuke.
Ele olhou discretamente o colo e concordou com a cabeça, enquanto abria a porta.
– ô, sinto até inveja...
Sakura riu, alheia ao verdadeiro sentido. E os dois seguiram rumo a recepção, acenando a quem chegaram a conhecer por ali, ele parou no balcão e assinou a saída dela enquanto Sakura esperava ninando o menino.
– oh, já indo embora sem se despedir, que ingratos...- Tsunade disse, se aproximando e ajeitando a manta da criança. – boa viajem, Ryan, faça esses dois aprenderem como ser pais, e comece pelas três da manhã, é o melhor horário.
– ora, vá ter os seu!
– haha, depois de tanto tempo nesse ramo aprendi que sou melhor como observadora e conselheira, mas tenho pensado a um tempo, sobre adoção...
– adoção? E por que não?
– não sei se teria muito tempo...- ela suspirou – e nem falei com Jiraya sobre o assunto, não acho que ele sinta isso viável, alguém como ele? Não...
– só saberá se tentar, posso ajudar – Sasuke disse, ao entregar a prancheta para a moça do balcão.
– você? E como?
– ele me ligou, disse que viria aqui dar uma olhada no Ryan, eu posso sondar ele, uma casa cheia de tralhas pra bebê pode mexer com ele.
– ou faze-lo sair correndo...- Sakura comentou.
– bom, a ideia é ver como ele reage não? E você quer um bebê?
– não pensei muito sobre a idade, mas talvez de uns quatro anos, ou mais, soube que tenho que procurar aconselhamento, vão nos recomendar que tipo de criança poderia se adequar mais a nós e nós ela.
– entendo.
– melhor irem logo sua cópia está toda impaciente esperando no carro, sorte, Ryan não precisa puxar você agora...
– humpf.
– eu disse o mesmo! – Sakura comemorou.
– vão indo, papais, e Sakura se o inchaço nos seus seios persistir e chegar a doer muito me ligue, certo? Por enquanto, apenas deixe Ryan mamar mesmo que pra isso tenha de acorda-lo, e mais uma vez, não se preocupem se ele parecer perder um pouco de peso, ele vai recuperar logo.
– entendi.
– boa volta pra casa, e feliz Natal.
– você também.
Os dois seguiram para fora, o estacionamento era quase ao lado e o carro já esperava na saída dele.
– senhores – James cumprimentou, o sorriso nitidamente ao encarar o embrulho que ela levava.
–até que enfim – Izuna reclamou da janela do banco de trás.
– cala a boca e sai daí, temos que por o bebê.
Ele revirou os olhos resmungando algo sobre nunca ser respeitado como “tio” e saiu, o cadeirinha para recém-nascidos, era preta com forro em marrom claro e poá e ficou no centro do banco de trás. Sasuke abriu os cintos e se certificou de que era confortável então se virou pedindo o bebê e Sakura ofereceu, mas logo recuou com um olhar desconfiado.
– essa coisa está bem presa né?
Ele revirou os olhos.
– claro que está ...
– foi você que prendeu?
– não.
– ah então tudo bem... espera quem foi?
– Sakura deixa de frescura, essa coisa leva até o Izuna em segurança, e o que tem for eu? Sei me virar muito bem com essas coisas.
– prefiro não arriscar... Izuna, senta aí vamos testar?
– é o que? Mas é o cumulo mesmo! Olha, eu tenho vinte e um anos não meses!
– vamos lá, é pelo bebê, ele sim vai te chamar de titio, né Ryan?
– ele tá dormindo!
– ele só está descansando, então não fale alto.
– puta merda...
– eu mesmo mandei instalar, madame, um funcionário da loja fez – James disse.
– hum... mas ele tinha registro em algum órgão responsável e...
– Sakura, me deixa por o bebê aqui, é mais seguro pra ele do que ir nos seus braços, seu cinto só vai garantir sua segurança.- Sasuke explicou, mesmo já tão afim de apertar o pescoço dela quanto Izuna.
Estava até gostando de como ela trataria seu tio, não apreciava da ideia de ter um moleque cheio de hormônio transitando em sua casa, ainda mais... agora...
Sakura suspirou e enfim lhe entregou o menino, a cadeira ficava de costas para o banco do motorista, ele ajeitou o cinto apenas cuidando para não irritar o garoto que não gostava de ser muito tocado enquanto dormia. Fresco que nem a mãe...
– pronto, agora vamos embora, eu quero dormir na minha cama pelas próximas quatro horas, no mínimo.
– tá achando ruim? Experimenta ter peitos, aí sim ele iria se importar com você acordado – ela resmungou, enquanto colocava um par de brincos, olhou para o lado e viu Izuna a encarando.- que?
Ele piscou surpreso e deu a volta entrando do outro lado.
– humpf.
Sakura revirou os olhos. nem acreditava que ele tinha a idade de sua irmãzinha, Imogen era um poço de maturidade, embora muito inocente no quesito homens.
Sasuke sentou ao lado do motorista e ela entrou.
A viajem foi curta e o carro de motor macio não incomodou Ryan mais do que as buzinas do transito.
Afinal, esta era Nova York.
– que saco, olha quanto carro, cara, eu quero voltar pra Italia...- Izuna lamentou.
– huh? Então é por lar que você apronta?
– aprontar é a palavra certa, acha que ela tá aqui só pra ir pra faculdade? – riu Sasuke.
– ih, aprontou o que, Eduard? Mordeu muitos pescocinhos sem esconder as pistas?
– donna insopportabile...- ele resmungou e ela sorriu mordazmente.
– stupido ragazzino.- rebateu, e ele a fitou estupefato, e encarou Sasuke que riu de sua cara, bufou e cruzou os braços.
–fala sério...
– ele bateu a ferrari favorita do Madara, e como se já não fosse burrada o suficiente foi preso por desacato e por estar bebado e com duas franguinhas de menores.
– oh, franguinhas ainda por cima? Que azar, que azar...
– elas pareciam mais velhas que até, pode crer – ele resmungou.
– e já vi que a estupida fominha por carros é de familia também – Sakura alfinetou, encarando o marido que deu de ombros, Izuna também.
Idiotas.
– agora ele cortou o cartão de creditos, o mandou pra cá, pra finalmente começar a faculdade, e viver na base da mesada por um tempinho – Sasuke concluiu.
– oh, então sem festas com garotas de topless? E e ouvi que Ibiza iria bombar nesse final de ano...
Sasuke notou o tio se encolher ainda mais, a cara contorcida de imaginar o que perdia da festa e não podia nega. Ibiza era Ibiza.
– hey Sasuke até poderiamos ir não? Quado Ryan estiver maiorzinho?
– Ibiza? Parece ótimo, amor, agora chega, antes que o titio aí se jogue pela janela do carro, mandei encerar a lataria ainda semana passada.
– claro, amor, mas e tal Las Vegas? Ouvi dizer que ultrapassou Ibiza sabe?
– sério?
Izuna acionou a janela irritado e fez menção de tirar o cinto.
– tá bom eu já vou.- reclamou. E os dois riram.
Ao chegarem em casa, a arvore ainda estava lá, e haviam mais presentes perto dela.
Sasuke pos a bolsa no sofá e também cadeirinha para só então tirar Ryan dela.
– mas que porra é essa? – Izuna disse encarando a objeto grande e estranho parado quase no meio da sala recoberto por um pano azul e um laço vermelho enorme.
– tirou as palavras da minha boca, garoto. – Sakura disse – Sasuke, isso é coisa sua?
– não mesmo- ele disse, acomodando o bebê contra o ombro.
Ela sem querer perder tempo puxou o pano revelando uma espécie de bercinho, era todo dourado, o formato, pelo menos pra ela, lembrava uma taça tamanho família. Tinha uma leve curvatura formando um teto e por dentro era todo acolchoado e macio, tinha alças nas laterais e dentro, estava uma caixa preta também com laço e um cartão de Natal.
Izuna pegou a caixa e ela o cartão e mesmo sem pedir permissão ele foi rasgando o embrulho e ela abriu o papel.
– “Para o mais novo suja-fraldas da família...
– Madara! – exclamaram os dois e ela assentiu com uma careta.
– olha essa porra, isso são que? Mamadeiras! – Izuna riu. Ela pegou o objeto dentre o conjunto dentro da caixa em ordem de tamanho, eram cinco e lembravam aquelas bonequinhas russas. Douradas e com uma pedra incrustrada. Sakura puxo a tampa e deixou o queixo cair.
– puta merda, Sasuke! São mamadeiras!
– sério?
– e são folheadas a ouro! A ouro! Esse velho é louco!
– o Madara é um extravagante, eu recebi placas de ouro com meu nome...- Sasuke lembrou.
– essa coisa pesa! É ouro! Puta que pariu, então...- eles voltaram o os olhos para o berço. – não pode ser...
Izuna avançou no berço tentando remove-lo. Do lugar e conseguiu.
– é folheado, não de ouro puro, dá pra levar...
– levar? Levar pra onde?
– ora, tenho certeza que você já decorou o quarto o suja-fraldas aí, então ele já tem um berço, oque torna este, totalmente inútil, é ouro! Tenho certeza que posso fazer algo com ele tipo, vede-lo ou troca-lo...
– huh? Sai daí e suja-fraldas é você! Ou sei, lá, um mela-cueca! Você não vai vender essa coisa, é um presente...
– vocês nem vão usar! E eu preciso de grana! O Madara é um mão de vaca desgraçado quando quer, pior que quando é extravagante, daqui a pouco eu vou estar como um mendigo!
Ela segurou de um lado e ele do outro, começando a puxar.
– ninguém mandou arrebentar a porra da Ferrari, agora sai fora isso, é do meu bebê!
– não vai fazer diferença pra ele! E essa coisa pode até comprar uma ferrari nova!
– então faça você um filho e peça pra ele te dar um!
– qual é?!
– “qual é?!” Digo eu!
Sasuke revirou os olhos tentando acalmar o menino que chorou. Só faltava, como se Sakura já não fosse fútil o bastante sozinha Izuna chega e agora vão os dois disputar.
– Chega vocês dois, deixa essa porr aí, Izuna.
– huh?! Mas que droga...
– hah! – ela gabou-se e foi ate o bebê pegando-o. – awnt, tentando pegar meu presentinho, que covardia tio...- simulou a voz de bebê e o levou para o berço deitando-o lá – oh, ficou bom, podemos deixa-lo aqui na sala, Sasuke, é extravagante mas não fica aberrante aqui... e é muito confortável, né mo ghrá?
Izuna bufou, se largando sentado no sofá e cruzando os braços. Quando ele pousou os olhos na curvatura das costas dela e também na forma dos glúteos coçou o queixo e atenciosa análise julgando que talvez não tivesse sido tão mau ficar no quarto assistindo uma mulher recém parida e com quilinhos a mais (embora não achasse onde estavam) se trocando... Até ser acertado por uma das mamadeiras douradas na testa e se contorcer no sofá.
Sakura se ergueu fitando-o feio pelo grito que deu e que fez Ryan chorar.
– menino!
– estava apenas testando a qualidade, querida – Sasuke disse enquanto brincava com a outra lançando-a no ar de vez em quando.
– argh – ela pegou o bebê e seguiu para o quarto e ele pôs a mamadeira e encarou o tio, apontando os olhos como quem diz perfeitamente: “estou de olho, idiota”.
Então seguiu para o corredor e Izuna bufou sentindo a testa latejar.
Sasuke entrou no quarto e parou ao lado de Sakura no berço, Ryan voltara a ressonar, agora confortável em seu colchão branco e cercado pelas cortinas alvas.
Ele segurou a cintura da mulher e beijou seu rosto, suspirando assim como ela.
O que parecia ser um fim agradável e esperado, agora se abria como outro recomeço. Eles tinham Ryan, ele precisava deles e também precisavam dele.
Provavelmente só precisavam descobrir ainda, o quanto precisavam um do outro.
Mas também era um recomeço para isso.
Mesmo que não tivessem conversado apropriadamente. Cada toque, gesto e palavras trocadas deram certeza de que podiam passar sobre isso e tentar seguir, novamente, juntos.
“....Eu quero satisfazer os desejos secretos do seu coração...”
***Mo ghrá = Meu amor.
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